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terça-feira, 28 de abril de 2015

Falsos mendigos

Sempre que desço ou subo a Avenida da Liberdade, encontro uma senhora, de idade avançada, a pedir esmola. Sentada no chão e com roupas velhas, gastas e sujas, passa o dia inteiro a pedir esmola, com uma cantilena que cria angustia a quem passa. Ninguém fica indiferente à senhora romena que bate com a lata no chão e que quase rasteja atrás dos turistas.

Por norma, a minha forma de solidariedade é sempre na primeira pessoa, por isso, em vez de dar a instituições, prefiro, dar directamente a quem precisa. Conheço bem os mendigos da minha cidade, até porque passei muitas noites a distribuir comida entre eles. Contudo, não tendo em mim um pingo de xenofobia, não consigo ter pena deste falsos mendigos. Quanto mais miséria demonstram, menos pena deveremos ter, porque é tudo fachada. A idosa de quem vos falo, depois de terminar a manhã, dirige-se ao banco e faz uma transferência através da rede Moneygram. Segundo quem a atende, que é meu amigo, esta pedinte transfere em média 100 a 200 € por dia para a Roménia. Para além disso tem telemóvel, do qual liga assim que sai do balcão. Depois há os que andam no metro com os desgraçados dos cães em miniatura ao ombro, enquanto tocam concertina, as fulanas que andam com os filhos ao peito, crianças meses, os que ficam prostrados no chão, de joelhos...os arrumadores de carros...os que também já adquiriram skills na arte do bem roubar.
A minha cidade está inundada de falsos mendigos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ser solidário ou parecer solidário...


Esta coisa da solidariedade tem muito que se lhe diga. Há peditórios para tudo e mais alguma coisas. Para o Manel, para a Maria, para o cão e o gato. Toda a gente pede por causas nobres. E se uma pessoa diz que não ainda recebe um olhar acusatório. Só somos boas pessoas se contribuirmos para a tal causa nobre.

Mesmo sabendo que a minha opinião pode ser um pouco radical, tenho que deixar claro que não acredito em metade das acções que andam por ai. E porquê? Porque tenho tido algumas provas, ao longo do tempo, de que algumas destas acções são puras patranhas. Atenção que eu disse algumas!

Descobri mais uma onda de solidariedade que serve para encher a dispensa de quem a divulga. Supostamente, diz que é para dar aos pobres, mas a verdade é que se descobriu que os bens doados não chegavam a sair da dispensa da senhora, que consumia uma boa parte dos alimentos e vendia outros bens materiais, também doados, em sites tipos OLX e Custo Justo. É de revoltar os fígados.

Não é que eu não seja uma pessoa solidária. Faço o que posso, mas não deixo por mãos alheias, prefiro ir directamente ao consumidor. Andei quase dois anos, na rua, de madrugada, a distribuir refeições aos sem abrigo. Participei em alguns almoços de Natal para os sem abrigo. Doei todo o enxoval de bebé e criança (coisas que a minha filha já não usava), a pessoas carenciadas com filhos. Doei, não vendi no OLX... E sempre que posso, dou bens alimentares aos sem abrigo que dormem nas ruas da Baixa.

E se fosse necessário mais exemplo de um acto de boa fé, dou-vos o exemplo do que estou a fazer esta semana. O meu prédio tem pelo menos 4 andares com pessoas idosas que vivem sozinhas. Pessoas que parece que só têm família no dia 10 do mês, quando recebem a pensão. Estão abandonadas o ano inteiro, a não ser no dia em que chega o pouco que recebem ao mês, depois de uma vida inteira de trabalho. Quem é que faz o IRS desta gente, quem é? Je! Na primeira semana de Abril, os meus serões são a confirmar "paletes" de facturas de farmácia e a preencher os impressos on-line para ajudar a vizinhança. E atenção, não cobro nada por isso. Para mim, é uma ajuda preciosa, uma vez que os filhos e os netos nem sequer se ralam com isso, e há muito boa gente que cobra para fazer este tipo de serviço.

Por isso, reforço...a solidariedade tem muito que se lhe diga.

Imagem retirada da net

terça-feira, 25 de março de 2014

Hoje é dia doar...

Foi a primeira vez que dei sangue e aproveitei para me inscrever no Banco para potencial dador de medula óssea. Adiei por muito tempo, mas hoje, foi o dia de levar em frente esta promessa de uma oferta que custa tão pouco. Foi a minha primeira vez, mas não terá sido, com toda a certeza, a última.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A contar tostões

No final do dia, depois do trabalho, passei no P.D. para comprar pão como é habitual. Quando me dirigi para a caixa, na minha frente, estava uma rapariga que colocava menos de meia dúzia de produtos no tapete. Antes do "caixa" começar a registar ela diz baixinho
- "Espero que não passe dos 5,00 € não tenho mais que isso...." 
A conta somou 5,30 €. A rapariga, retirou do saco um iogurte e envergonhada disse:
- "...se puder retirar isto da conta...não tenho mais dinheiro..."

Retirei 30 cêntimos da carteira entreguei à rapariga. Ficou perplexa, talvez incrédula. Fez mil agradecimentos e despediu-se referindo um Deus lhe pague. A minha filha olhou para mim e disse:
-Mãe, és tão boa pessoa.

A verdade é que percebi desde logo que a rapariga em questão estava mal nutrida e que certamente teria dificuldades financeiras. Para além disso, o que levava era sopa, fruta e iogurtes, alimentos que considero de primeira necessidade. Com toda a certeza, não me teria oferecido para pagar se os artigos fossem outros, como álcool, ou tabaco, ou mesmo guloseimas. O que aquela rapariga queria era alimento, simples alimento e não tinha mais que 5,00€.

Infelizmente, este tipo de cenário começa a ser cada vez mais frequente e, da maneira como as coisas estão, com o governo a sugar-nos até ao tutano o que temos e o que não temos, não me admira ver pessoas que embora não transpareçam pobreza, começam a dar sinais de que ela está a afectar, cada vez mais, o nosso País.

Imagem retirada da net sem qualquer manipulação

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Todo o meu respeito

Imagem retirada da net

Já diz a minha avózinha "Só nos lembramos de Santa Bárbara quando chove".
O mesmo se passa com os bombeiros. Ninguém se lembra destes nobres homens a não ser nos incêndios e nas cheias. Os soldados da paz arriscam a sua vida para nos proteger, muitos deles voluntariamente e sem receber nada por isso, ainda assim, nestas alturas "quentes" é ver o povo a encher a boca de palavras para atacar as corporações de bombeiros. Estes homens lutam sem meios, muitas vezes em condições extremas e ainda assim, são criticados porque não chegam a tempo ou porque são poucos para o combate às chamas.

Não consigo entender esta gente, juro que não!

Triste é ver o país em chamas e perceber que não se dá valor a quem ainda luta por nós. Os bombeiros não foram elegidos por nós, não fizeram campanhas regionais onde se oferecem almoços em troca de votos, nem nos prometeram mudar Portugal, ou mesmo contrariar a crise do país.

Estes são os homens que nos defendem de forma incondicional e são estes os homens que devemos respeitar.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cachecol Solidário SOS Animal

A SOSAnimal está a a fazer uma campanha para angariação de fundos para a Clínica Veterinária SOSAnimal, que disponibiliza tratamentos aos animais de estimação dos sócios e público em geral, a preços muito acessíveis. Para ajudar basta adquirir um cachecol solidário.

Os cachecóis estão disponíveis em 6 cores, com dois logótipos diferentes (cão e o gato), custam apenas 5 € e podem ser adquiridos pela internet (sem custos adicionais).

Pode ser uma boa ideia para dar de presente de Natal. Quem adora animais vai adorar e quem oferece está certamente a ajudar uma boa causa.
Fica aqui como encomendar vai net:

O Cachecol tem um custo unitário de 5 euros (portes grátis, se aplicaveis), Para o adquirir:
Via Internet: Basta fazer uma transferencia bancária do valor total da quantidade de Cachecois que prentende para o NIB do SOSAnimal - 0035 0202 00036403730 49 (conta CGD em nome de Grupo de Socorro Animal de Portugal), com a descrição “CACHECOL” e depois enviar-nos o comprovativo para o nosso e-mail sosanimal@sosanimal.com, juntamente com o seu nome e a morada de entrega para que possamos enviar por correio.