A minha filha está na reta final do seu 9º ano. Com os nervos à flor da pele, anda preocupada com os exames nacionais, que terá de fazer em junho, nas disciplinas de Matemática e Português, e com as melhorias de nota em algumas disciplinas, nomeadamente a História e a Geografia, para as quais quer um 5 garantido.
Hoje, pediu-me para lhe imprimir dois documentos que a professora de Geografia disponibilizou no Moodle (plataforma online de partilha de documentos entre professores e alunos), que servem de auxiliar de estudo. Duas apresentações em Powerpoint cada uma delas de mais de 20 slides. Duas apresentações com um peso brutal de imagens, letras gigantes, páginas com muito pouco conteúdo, enfim, um verdadeiro disparate, uma vez que o tema abordado nas apresentação é, na sua maioria, sobre questões ambientais e ecológicas. Estive cerca de 30 minutos à volta das apresentações a tentar compactar a informação, minimizando a letra e reduzir as imagens, para imprimir gastando metade dos recursos (papel, toner…).Não deveria esta professora dar o exemplo?
Digo eu!
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
O Gladiador?
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| Montagem feita pela Cat |
Este ano a minha filha vai entrar nos exames nacionais do 9º ano, tendo que prestar prova de Português e Matemática. Para ajudar na preparação, no caso de Matemática, está a ter aulas de apoio para ver se consegue uma boa nota. Na disciplina de Português as coisas são ligeiramente diferentes. No primeiro período "estudámos" o Auto da Barca do Inferno e, neste segundo período, já me adiantei e com uns apontamentos dos Lusíadas para podermos estudar juntas. Para a B. é mais fácil estudar acompanhada e eu faço um refresh, que bem preciso.
Qual não é o meu espanto, quando a B. me diz com um ar preocupado:
- Mãe, estamos desde o inicio do 2º período a ver o Gladiador nas aulas de Português.
-What???? Como assim?
- Sim, o Gladiador, sabes qual é?
- Sei!!! E por isso mesmo é que não percebo o que é que isso tem a ver com os Lusíadas.
Eu cá não sou professora mas, o que é que uma coisa tem a ver com a outra, alguém me explica? Queixei-me à Directora de Turma e, na aula seguinte, a professora lá resolveu começar a dar, finalmente, a matéria proposta para este segundo período.
Ai senhores, pobre Camões...já não basta teres perdido um olho, agora também te querem tirar a língua.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Uma relíquia de família
A B. chega a casa e diz:
- Mãe! Preciso de uma relíquia de família, algo com história, para levar para a aula de OC.
Pensei em vários objectos, uns com mais valor que outros, uns apenas com valor sentimental. Mas como a B. já me tinha dito que a maioria da turma ia levar anéis e fotografias antigas, pensei em algo que lhe pudesse dar algum destaque.
Na minha humilde biblioteca, fui à secção do mofo e desencantei de lá a dita, a Relíquia de Eça de Queirós, a nona edição de 1927, comprada na famosa livraria Chardron, mais conhecida por Livraria Lélo e Irmão, no Porto.
Não são os seus 87 anos que o tornam este livro tão velho e gasto, mas sim a paixão que o meu avó lhe tinha e as inúmeras vezes que o leu e releu. Era uma livro que o acompanhava para todo lado. Passou para a minha mãe e dela para mim.
- Mãe! Preciso de uma relíquia de família, algo com história, para levar para a aula de OC.
Pensei em vários objectos, uns com mais valor que outros, uns apenas com valor sentimental. Mas como a B. já me tinha dito que a maioria da turma ia levar anéis e fotografias antigas, pensei em algo que lhe pudesse dar algum destaque.
Na minha humilde biblioteca, fui à secção do mofo e desencantei de lá a dita, a Relíquia de Eça de Queirós, a nona edição de 1927, comprada na famosa livraria Chardron, mais conhecida por Livraria Lélo e Irmão, no Porto.
Não são os seus 87 anos que o tornam este livro tão velho e gasto, mas sim a paixão que o meu avó lhe tinha e as inúmeras vezes que o leu e releu. Era uma livro que o acompanhava para todo lado. Passou para a minha mãe e dela para mim.
Hoje, a relíquia de família foi dar um passeio até ao Liceu e a B. chegou a casa orgulhosa da história que levou para partilhar com os colegas de turma. E ainda lhe valeu uma boa nota ;)
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Vão para a escola, ou vão às compras?
Na sexta-feira passada terminei o meu dia no liceu da minha filha. Por voltas das 18h00 havia reunião de pais. Como não se pode entrar na escola antes do último toque, fiquei cá fora, a fazer tempo, até o funcionário da portaria nos fazer sinal para entrar. Esperei uns bons 20 minutos, não fosse esta mania de querer chegar sempre antes do tempo para fazer fase a um imprevisto. Enquanto esperava reparei num grupo de raparigas e rapazes, que não deviam ter mais do que 13/14 anos. O diálogo entre eles eram completamente surreal. Asneira para aqui, asneira para ali. Uma passa a meias num cigarro...com carinhas de anjo mas com o diabo no corpo. Tentei ler o livro que levava na mão, mas confesso que durante os tais 20 minutos não devo ter concluído uma página sequer.
Toca para a saída, finalmente. Começa a passagem de modelos. Era vê-las a sair da escola de mala de senhora. Podia contar pelos dedos o número de raparigas que saíram daquele portão com mochila às costas. Mala de senhora? Para levar o material escolar??? E os pais permitem?
Mais tarde comentei com a minha filha sobre o assunto e o que ela me disse é que a mochila está fora de moda, só os rapazes é que usam, as raparigas só gostam de usar mala de senhora. E querem saber como é que as meninas encafuam os livros e os cadernos dentro destas malas? Enrolados com elásticos.
A sério!? E os pais alinham nisto? Miúdas que frequentam o ensino básico...imagino quando estiverem no secundário.
A medir por isto eu sou efectivamente uma mãe bota de elástico, porque nunca iria permitir que a minha filha com 14 anos, fosse para a escola de malinha no braço. Isso é que era bom!
Ahhh...e para variar, na reunião de pais, estavam presentes 10 pessoas, para uma turma de 26...como sempre a maioria não aparece. Enfim...é o que temos. Depois não admira que a taxa de abandono escolar precoce seja elevadíssima comparando com o resto da Europa.
Toca para a saída, finalmente. Começa a passagem de modelos. Era vê-las a sair da escola de mala de senhora. Podia contar pelos dedos o número de raparigas que saíram daquele portão com mochila às costas. Mala de senhora? Para levar o material escolar??? E os pais permitem?Mais tarde comentei com a minha filha sobre o assunto e o que ela me disse é que a mochila está fora de moda, só os rapazes é que usam, as raparigas só gostam de usar mala de senhora. E querem saber como é que as meninas encafuam os livros e os cadernos dentro destas malas? Enrolados com elásticos.
A sério!? E os pais alinham nisto? Miúdas que frequentam o ensino básico...imagino quando estiverem no secundário.
A medir por isto eu sou efectivamente uma mãe bota de elástico, porque nunca iria permitir que a minha filha com 14 anos, fosse para a escola de malinha no braço. Isso é que era bom!
Ahhh...e para variar, na reunião de pais, estavam presentes 10 pessoas, para uma turma de 26...como sempre a maioria não aparece. Enfim...é o que temos. Depois não admira que a taxa de abandono escolar precoce seja elevadíssima comparando com o resto da Europa.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Manuais escolares 2014/2015
E como gosto de prestar um bom serviço público, este post é para as mamãs que ainda têm filhos a estudar e que não têm tempo para ir "ver montras" para a escola, à procura da lista dos livros.
Se quiserem saber quais os manuais escolares adoptados para o próximo ano lectivo é só seguir estes passos:
Se quiserem saber quais os manuais escolares adoptados para o próximo ano lectivo é só seguir estes passos:
- Ir ao site da Direcção Geral da Educação aqui.
- Clicar em Manuais Escolares > Adopção de Manuais Escolares
- No fundo da página clicar em > Adopção online
- Novamente no fundo da página clicar em >Adoção online de Manuais - Ano Lectivo de 2014/2015
- Uma vez mais no fundo da página clicar em > Acesso ao SIME/Módulo de Consulta, pelo público em geral
Depois, é só colocar o nome da escola ou o concelho no campo de pesquisa. Eu tentei colocar o nome da escola mas não obtive resultados, pelo que coloquei o concelho e depois foi só procurar a escola da minha filha entre a lista de escolas de Lisboa.
Para ser mais fácil, para além de vos ter detalhado o caminho, deixo aqui o link directo para a página de pesquisa.
Para ser mais fácil, para além de vos ter detalhado o caminho, deixo aqui o link directo para a página de pesquisa.
Quem é amiga, quem é?
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Falsos carenciados
As conversas matinais são sempre as mais profundas.
B- Não percebo esta coisa dos subsídios!
Eu- Como assim?
B- A maior parte dos alunos da minha turma têm SACE, por isso, têm direito a refeições gratuitas, livros escolares, não pagam as visitas de estudo...mas depois andam todos com roupa de marca, mochilas Eastpack e telemóveis topo de gama.
Eu -Pois...é o país que temos.
Há por ai muito boa gente a receber o que não lhes é devido.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Bom dia/Boa tarde/Boa noite
Há coisas que não compreendo e a falta de educação é uma delas. Porque é que será que as pessoas ficam tão surpreendidas quando digo bom dia/boa tarde/boa noite em qualquer sítio onde entro? Nem imaginam as caretas que me fazem, como quem diz "mas quem é esta fulana...mas conheço-te de algum lado?!?" Alguns olham para mim de soslaio como se fosse maluquinha e nem sequer respondem.
Para mim é uma questão de educação por isso quando entro numa sala de espera de um consultório médico cumprimento sempre as pessoas que já lá estão. Quando entro no autocarro, cumprimento o motorista. Quando entro num hall de um edifício que tem segurança cumprimento o vigilante. Quando entro num elevador cumprimento quem está lá dentro. Será assim tão estranho ser educada e cordial?
Para mim é uma questão de educação por isso quando entro numa sala de espera de um consultório médico cumprimento sempre as pessoas que já lá estão. Quando entro no autocarro, cumprimento o motorista. Quando entro num hall de um edifício que tem segurança cumprimento o vigilante. Quando entro num elevador cumprimento quem está lá dentro. Será assim tão estranho ser educada e cordial?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Chocante é...
-Mãe, lembraste daquela miúda da minha turma do ano passado, que dizias sempre que não te perecia ser boa companhia? Tinhas razão, ela não tem juízo nenhum, está grávida! E o pior é que diz que não sabe quem é o pai.
WTF??? Mas estas miúdas andam a fazer o quê na escola? Fiquei parva! Não é que seja a primeira vez que oiça falar numa "criança" grávida mas quando isto acontece tão perto da minha filha abre-se um abismo a meus pés. Caraças pá! Garotas que ainda mal sabem ler e escrever e já andam enroladas aqui e ali com qualquer marmanjo que lhes aparece na frente. Fonix!
E eu não estou a tentar ser moralista só porque sou mãe, pois embora sempre tenha sido muito namoradeira nos meus tempos de escola/liceu, só me dei a estas andanças já com os meus 18 anos e com 37 anos de vida nunca engravidei sem querer. Uma miúda com 13 anos não pode compreender algo tão complexo com o uma relação entre dois corpos ao ponto mais íntimo, quanto mais gerar um ser humano dentro de si.
Vou ali cortar os pulsos e já venho...
Imagem retirada da net e manipulada por mim.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Plano de leitura...mas só para alguns!
Só me apetece dizer asneiras! Este sistema de ensino dá-me cabo dos nervos. No início do ano letivo, para além da montanha de manuais e material escolar, tive de comprar três livros que, segundo a professora de Português, faziam parte do Plano Nacional de Leitura para o 8º ano, logo obrigatórios e com direito a falta de material. Com uma estante cheia de livros, tive de gastar mais 50 €… A Eneida de Virgílio Contada às Crianças e ao Povo - Adaptação de João de Barros; O Último dos Grimm - de Álvaro Magalhães; Os Lusíadas para Gente Nova - Vasco Graça Moura. . Supostamente, o plano seria ler um dos livros em cada um dos períodos.
A Beatriz estrebuchou mas acabou por ler a Eneida no 1º período, conforme previsto, contudo, segundo parece mais de metade da turma não comprou livro nenhum e mais de 90% da turma não leu coisa alguma. Solução da professora: “Ah e tal…eu até acho que a lista de livros proposta não têm cabimento nenhum, amanhã já vos trago uma lista nova de livros que podem comprar, livros mais…fáceis de ler.” A Beatriz perplexa com esta saída da professora disse: Stora, mas como eu já li a Eneida posso entregar um resumo e depois se os outros que mencionar a minha mãe tiver lá em casa, entrego outro resumo, assim são dois trabalhos em vez de um, pode ser? Ao que a professora responde prontamente: Isso era o que faltava. Eu tenho mais que fazer do que ver dois trabalhas por aluno! Entregas só um, o outro guardas para ti!
WTF???? Mas esta gente está a alucinar ou quê???? Mas isto agora é assim? Fonix! Estou em brasa. O que vale é que a reunião de pais está para breve.
WTF???? Mas esta gente está a alucinar ou quê???? Mas isto agora é assim? Fonix! Estou em brasa. O que vale é que a reunião de pais está para breve.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
E a saga continua
A minha filha fracturou o rádio, na zona do pulso no passado mês de Outubro. Como vos contei aqui, este acidente deu-se na escola, durante uma aula de Educação Física. Desde então que a minha visita ao Hospital da CUF tem sido assídua. Foi o atendimento de urgência, o internamento, a cirurgia, as consultas e raio-x semanais, depois as quinzenais e agora...fisiatria. Tem sido uma correria, pois tenho de conciliar tudo isto com o facto da B. faltar à escola o menos possível. Mas vá, não tenho razões de queixa da assistência médica prestada neste Hospital. O ortopedista que acompanhou o processo foi impecável e ontem, passou o testemunho à fisiatra que irá delinear o tratamento.
Agora, em relação à escola... Nunca vi tamanha displicência.
Todos estes actos médicos que vos refiro neste post, são comparticipados pelo meu sub-sistema de saúde. Felizmente, ainda não tive de pagar um tostão, porém, como o acidente resultou de um acidente escolar, terá de ser a escola a suportar todos os custos associados. Assim, a guerra está montada. Foi pedido um relatório à escola - tirado a ferros - e estes, armados em espertos, declaram no relatório que a responsabilidade do acidente é indeterminada. Ó meus senhores! Tenham vergonha!
A Direcção da Escola não se prenunciou, o professor de Educação Física também não e muito menos a Directora de Turma, que até agora foi incapaz de perguntar se precisa de alguma ajuda. Enfim, em todas as profissões temos disto, bons e mais profissionais. Este ano, não tive muita sorte com a DT escolhida, ao contrário do ano passado que era uma excelente profissional.
Resultado, a escola não se chega à frente, no que diz respeito à responsabilidade e o processo está no departamento jurídico do meu sub-sistema de saúde que irá certamente até últimas instâncias, se for necessário.
Como diz a minha avó:
- Maganos, só com um pano encharcado na tromba!
Imagens retirada da net e manipuladas por mim
domingo, 13 de outubro de 2013
Vá lá...foi o esquerdo!
Na passada quarta-feira, durante uma aula de Educação Física, a minha filha caiu e partiu o pulso esquerdo. Foi submetida a uma pequena cirurgia e agora está a recuperar do susto, enquanto se mentaliza que vai ter de conviver com o gesso durante 4 semana (no minimo).
Imaginem o seguinte cenário:
A B cai durante uma aula de Educação Física. A queda faz com que todo o peso do corpo seja suportado pelo pulso. Ela levanta-se e diz ter dores. O professor ignora. Ela insiste com dores e o professor diz para ela ir ao Posto Médico, acompanhada de uma colega. No Posto Médico, é recebida por uma auxiliar que desvaloriza a dor que a minha filha diz ter e dá-lhe gelo durante uns minutos. Como a dor não passa, a auxiliar coloca uma ligadura no pulso da B e pergunta-lhe se está alguém em casa? Atordoada com dores, a minha filha diz que a mãe está a trabalhar mas que o avô está em casa. A auxiliar diz, então liga-lhe para te vir buscar.
WTF!!!
Bom, vamos por pontos para ver se estou a raciocinar bem.
1) Se a menor cai durante uma aula de Educação Física e se magoa, o professor de Educação Física não deveria aferir a gravidade da situação?
2) Faz sentido a menor ser acompanhada por outra colega ao Posto Médico?
3) Que formação médica tem a auxiliar para diagnosticar o resultado do acidente? Deveria ela ter colocado a ligadura?
4) Para que serve a indicação de quem chamar em caso de acidente na Caderneta do Aluno, se depois é a menor que decide quem se deve chamar?
Sou eu que estou a ser muito picuinhas ou há por aqui alguma negligência?
Resultado? O meu pai foi buscar a B à escola, achando que era apenas um arranhão e levou-a para casa. Como as dores continuavam, ligou-me a dizer que ia levar a neta ao Hospital. Quando chegámos ao Hospital, a médica retirou a ligadura e percebermos que embora não houvesse fractura exposta, dava para perceber uma deformação no pulso que indicava que era mais grave do que se supunha. Depois do raio x não restavam dúvidas, a B tinha o pulso partido. Foi internada no final da tarde e operada por voltas das 20h00, tendo que ficar internada nessa noite. Só teve alta no dia seguinte.
No meio de tudo isto e visto que não foi accionado o Seguro de Acidentes Escolares, este tema ainda vai dar água pela barba, por isso, para já estes são os meus livros de mesa de cabeceira - Portaria 413/99 de 8/6 (Regulamento do Seguro Escolar)
Imaginem o seguinte cenário:
A B cai durante uma aula de Educação Física. A queda faz com que todo o peso do corpo seja suportado pelo pulso. Ela levanta-se e diz ter dores. O professor ignora. Ela insiste com dores e o professor diz para ela ir ao Posto Médico, acompanhada de uma colega. No Posto Médico, é recebida por uma auxiliar que desvaloriza a dor que a minha filha diz ter e dá-lhe gelo durante uns minutos. Como a dor não passa, a auxiliar coloca uma ligadura no pulso da B e pergunta-lhe se está alguém em casa? Atordoada com dores, a minha filha diz que a mãe está a trabalhar mas que o avô está em casa. A auxiliar diz, então liga-lhe para te vir buscar.
WTF!!!
Bom, vamos por pontos para ver se estou a raciocinar bem.
1) Se a menor cai durante uma aula de Educação Física e se magoa, o professor de Educação Física não deveria aferir a gravidade da situação?
2) Faz sentido a menor ser acompanhada por outra colega ao Posto Médico?
3) Que formação médica tem a auxiliar para diagnosticar o resultado do acidente? Deveria ela ter colocado a ligadura?
4) Para que serve a indicação de quem chamar em caso de acidente na Caderneta do Aluno, se depois é a menor que decide quem se deve chamar?
Sou eu que estou a ser muito picuinhas ou há por aqui alguma negligência?
Resultado? O meu pai foi buscar a B à escola, achando que era apenas um arranhão e levou-a para casa. Como as dores continuavam, ligou-me a dizer que ia levar a neta ao Hospital. Quando chegámos ao Hospital, a médica retirou a ligadura e percebermos que embora não houvesse fractura exposta, dava para perceber uma deformação no pulso que indicava que era mais grave do que se supunha. Depois do raio x não restavam dúvidas, a B tinha o pulso partido. Foi internada no final da tarde e operada por voltas das 20h00, tendo que ficar internada nessa noite. Só teve alta no dia seguinte.
No meio de tudo isto e visto que não foi accionado o Seguro de Acidentes Escolares, este tema ainda vai dar água pela barba, por isso, para já estes são os meus livros de mesa de cabeceira - Portaria 413/99 de 8/6 (Regulamento do Seguro Escolar)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Guardar ou não guardar, eis a questão!
Este ano, mais que nunca, muito se falou na troca/venda de livros escolares de anos anteriores. Até os sites de venda de usados (olx e custojusto) se deram ao trabalho de fazer campanhas publicitárias a respeito. No meu trabalho, houve uma campanha semelhante que sugeria a entrega de livros para um género de Banco de Livros, no qual era possível entregar ou solicitar livros mediante um pedido através dos Recursos Humanos. Eu ainda pensei entregar os da B. mas não sei porquê, considero sempre que os manuais escolares têm conteúdo e, por isso, acabo por os colocar na "biblioteca" que tenho no escritório, em casa. A verdade é que me safei à grande. Então não é que a B. ontem chegou a casa e disse:
-Mãe! Preciso dos livros do ano passado, de Geografia e História.
-Estão no escritório, mas precisas dos livros para quê?
-Os professores dessas disciplinas dizem que até ao final deste mês, vamos dar matéria do ano passado e para isso precisamos dos livros.
-E quem já não os têm.
-Tem de arranjar cópias ou leva falta de material.
-...
Curioso, não? Esta é a primeira vez que oiço...não sei se não será uma estratégia...
De qualquer forma, o que vale é que eu sou "agarrada", caso contrário agora teria que andar a pedir os livros emprestados :/
Imagem retirada da net e manipulada por mim
segunda-feira, 11 de março de 2013
Um liceu à maneira
Esta escola foi inaugurada em 09 de Janeiro de 1911 e sofreu obras há sensivelmente três anos, obras essas que causaram alguma polémica, já que segundo dizem houve benefício substancial para os empreiteiros. Se assim foi ou não, não sei, o que posso afirmar é que o este liceu tem um aspecto óptimo e as instalações são fabulosas. Só não consegui tirar fotografias às salas de aulas e à zona desportiva, mas acreditem quando vos digo que são brutais. A minha filha não sabe a sorte que tem, as minhas escolas eram sempre tão "ranhosas". Ainda me lembro da quantidade de camisolas e calças que estraguei nas falhas das secretárias...
Enfim, fica aqui o registo fotográfico.
Enfim, fica aqui o registo fotográfico.
Fotografias tiradas com o Galaxy Nexus - Fevereiro 2013
E como é que eu consegui tirar fotografia sem alunos? Fácil. Ao final do dia a escola está deserta e neste dia só restavam os pais que tinham acabado de entrar para a sala para uma reunião com a DT.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Quem tem filhos tem cadilhos
Imagem retirada da internet e manipulada por mim
Depois de ler este post da Tanita, em que refere a birra dos miúdos, lembrei-me de partilhar com ela o truque que fazia com a minha filha quando tinha mais ou menos a mesma idade do seu filho.
A B. devia ter mais ou menos dois anos. Percebi que estava naquela fase de levantar cabelo, mas nunca tinha feito nada que não seja aceitável. Um dia, num restaurante, decide fazer birra por causa da comida. Primeiro começou só por umas caretas, mas não tardou a estar completamente descontrolada aos pontapés às cadeiras e a mandar o guardanapo e os talheres para o chão.
Passei-me! Fiquei tão enervada que só me apetecia bater-lhe. Levou-me ao limite. Peguei-lhe por um braço e levei-a à casa de banho. Sentei-a no lavatório, para ficar à minha altura, e depois descarreguei uma série de palavras discursadas num tom furioso (eu acho que até espumava pela boca). Eu só sei que berrei tanto que ela não disse um piu. Ficou a olhar para mim, com um ar aparvalhado e nem pestanejava. Coitada, hoje, pensando bem, deve ter ficado apavorada ao ver o diabo no corpo da mãe.
Depois desse dia, sempre que ela se esticava eu abria os olhos e dizia: Queres ir à "casa-de-banho?" E ela respondia prontamente: "Não mamã!" Resultava sempre.
Com a idade a B aprendeu que não conseguia nada com birra e hoje, a caminho dos 12 anos, é ela que usa truques comigo para conseguir o que quer. E eu dou! Porque é uma boa menina, meiga, sensível, boa aluna e muito responsável.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Furos
Fotografia tirada com o Galaxy Nexus - Setembro 2012
A minha filha têm tido mais "furos" que aulas. Tem sido uma constante, pois as professoras de Físico-Química, Geografia e de Inglês estão de baixa, as duas primeiras com uma gravidez de risco, e o/a professor/a de Matemática ainda nem sequer foi nomeado, pelo que aulas desta disciplina, não houve nem uma, desde o início do ano lectivo.
Uma vez que a professora de Geografia é a Directora de Turma, e está ausente, não sabemos ao certo a quem nos devemos dirigir, até porque já correm boatos de que o 7º ano vai ficar sem mais dois professores.
Se há tantos professores há procura de emprego porque é que os alunos continuam privados de quatro disciplinas por falta de quem ensine? Não consigo perceber este país!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Reunião de pais (round 3)
Mais um ano escolar, mais uma voltinha! É pró menino e prá menina, vamos lá.
Reunião de Pais, sala 5, 7º E. Ao todo 27 alunos e 9 pais presente na reunião, um mimo. Como sempre a malta tem sempre mais do que fazer do que ir à reunião de pais. Será que me posso considerar uma desocupada (havia para ai um comentário que roçava esta opinião)?
O vazio da sala já não me assusta, já vou no terceiro ano consecutivo de eventos como este, e já se sabe que seria um milagre estar lotação esgotada, até porque ninguém dá pipocas.
Apresentação da DT aos pais, entrega de papelada, esclarecimento de dúvida e eis que alguém põe a mão no ar, pedindo educadamente a palavra. A DT acena com a cabeça, dando a devida autorização, para que a senhora exponha a sua dúvida e esta diz com um ar meio grosseiro:
-Ó DT, desculpe lá...mas que história é essa do meu filho faltar às aulas e eu ter que pagar uma multa? É preciso ter lata, então ele é que falta e eu é que pago??? Que culpa tenho eu?
OMG!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Monoparentalidades
Imagem retirada da internet
Hoje, ouvia alguém dizer: "Existe uma tendência brutal para os filhos de pais separados serem crianças problemáticas."
Bullshit!!! Não acredito em nada disso.
Embora a minha filha tenha sido concebida na forma tradicional, a verdade é que a figura do pai durou pouco mais de dois anos. Infelizmente, ou não, o pai da B. resolveu que já não queria brincar às casinhas, pelo menos não comigo.
Se teve ou não impacto na educação da minha filha? Não! A B. não tem um pai presente desde os 18 meses de idade e hoje, é uma menina de 11 anos, bem educada, bem criada e esforçada nos estudos. Têm um sentido cívico muito apurado, é meiga e atenciosa. É óbvio que tem os seus momentos de rebeldia, mas isso faz parte da idade. Acredito que não é a falta de um pai presente que altera a educação de uma criança. A B. tem tudo o que uma criança deve ter na sua idade.
Embora não considere que o pai dela seja ideal (nem de perto nem de longe) no papel que tem a desempenhar, é pai e nada há a fazer senão aceitar esse facto. Por pensar assim, nunca utilizei a minha filha para qualquer tipo de chantagem emocional, nem tão pouco alimentei discussões em que a utilizasse como escudo. Acho que isso é um acto de cobardia por parte dos pais. Isso sim, faz com que as crianças tenham problemas comportamentais.
É hoje, um motivo de orgulho, saber que sozinha consegui criar a minha filha, sem ter de recorrer a ajuda de terceiros, ou a medidas extremas. É um orgulho olhar para o meu rebento e perceber que ela é a filha mais meiga do mundo e que dá valor a tudo o que lhe dou. Prova disso é ouvi-la dizer: "Mamã, quero ter boas notas porque este é o contributo que dou aqui em casa, tu trabalhas e eu estudo."
Resumindo e concluindo, não acredito que se possa fazer um padrão para crianças com famílias monoparentais. O resultado do comportamento da criança é o reflexo, na grande maioria, da educação que recebem em casa.
Nota: Obrigado Martini por me teres inspirado para este tema.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Reunião de pais
Hoje foi dia de ir conhecer a nova Directora de Turma da minha filha. Mais uma reunião onde as moscas eram mais que os pais. Uma verdadeira vergonha nacional. Uma vez mais fica provado que os pais têm mais que fazer do que estar presentes nestes eventos escolares.
Dos poucos que estavam presentes posso adiantar que a maior parte merecia levar falta.
- Falta de pontualidade - Pois a reunião estava marcada para as 18h00 e às 18h30 ainda havia pessoas a chegar e a interromper o discurso da DT;
- Falta de material - não dispunham de canetas, quando seria fundamental para preencher os formulários;
- Falta disciplinar - uma vez que estavam constantemente a falar uns com os outros e a atender telemóveis;
Meus caros, depois querem que as crianças sejam tudo o que os pais não são! Eu sei que sou muito exigente mas nestas coisas não vou cá com meias medidas. Como é que eu posso exigir seja o que for da minha filha se não lhe der o exemplo?
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Reunião de pais (round 2)

Mais uma reunião de pais e novamente, numa turma de 28 alunos, apareceram 7 pais. Hoje, foi possível ficarmos mais tempo à conversa entre pais e o director de turma, talvez por sermos tão poucos. Dez minutos depois percebi que em 7 encarregados de educação 5 eram de nacionalidade brasileira. Pessoas que mencionaram que tinham dois empregos e que trabalham mais de 12 horas por dia para sustentar a casa e mesmo assim, arranjam tempo para ir à escola saber sobre as notas dos filhos, curiosamente estes são os que alunos com melhores notas. Aliás, os que tinham os pais presentes são os que têm melhores notas.
Pergunto-me o que será mais importante do que acompanhar de perto os nossos filhos? Provavelmente alguns dos pais ausentes são capazes de sair mais cedo do trabalho para ir ver um jogo de futebol ou ir ao saldos e para ir à escola não têm tempo. Pfuuuuuu, depois digam que o mal do país está só nos políticos.
Mas vá, eu até estou muito bem dispostinha porque embora tenha estado mal disposta (fisicamente) todo o dia, o final tornou-se bastante agradável uma vez que a minha menina é um exemplo de aluna em relação ao seu comportamento. Em relação às notas, está entre as melhores ;)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Porque por estas bandas nada é fácil...

...toma lá e embrulha.
Estou a ficar desesperada!
Será possível que não exista nenhuma escola em Lisboa com vagas para o 5º ano????
Ando nisto desde finais de Junho e a resposta é sempre a mesma: Lamentamos mas não temos vagas!
Já estamos a caminhar para a 2º quinzena de Agosto e até agora nada, dizem que tenho de esperar. Hoje fui à DRELVT ver o que podia ser feito, visto que as três escolas que escolhi nenhuma quer aceitar o processo por falta de vagas e anda a "chutar" a inscrição da minha filha de um lado para o outro. Como nada é fácil, amanhã vou ter de ir à escola onde está o processo e reunir uma série de documentos para entregar novamente na DRELVT e esperar que "alguém" consiga um cantinho para a minha filha poder estudar. E tenho mesmo que esperar sentada pois o mais provável é que só tenha uma resposta lá para Setembro.
Já que estou a abordar o tema, e para que não fiquem como eu, às escuras e a fugir do polvo...eu explico porque é que este fenómeno se está a dar. Sim, porque eu sou Karmica mas não tanto, como eu, há muitas mamãs por aí a querer cortar os pulsos por não ter uma escola onde possa escrever o seu rebento.
Segundo a Direcção Regional da Educação, este ano houve um Boom de inscrições no 5º ano. Não porque tivesse havido uma subida na taxa de natalidade no ano de 2000, mas sim devido à crise económica que anda meter as mão no bolso de toda a gente. Pois se muitos de nós conseguiam fazer um esforço para ter os seus filhos em colégios particulares, agora não tem outro remédio senão procurar escolas publicas, porque o mais certo é a malta deixar de ter dinheiro até para o pão. O pior é que os alunos vindos de colégios particulares ficam no funda da lista...
Resumindo e concluindo, de quem é a culpa?
É minha, porque a coloquei a minha filha num colégio particular do 1º ou 4º ano. Porque me preocupei em saber que ninguém lhe "gamava" o lanche...por ter preferido que ela começasse o ensino num ambiente mais familiar, por pagar para ter um serviço melhor (pelo menos enquanto tinha estabilidade para isso).
Pfuuu e agora, só porque a guita está escassa, queres meter a tua menina numa publica, ha ha...não antes de passares as passas do Algarve!
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