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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

New York |2|

Continuação...

Com o CityPASS basta chegar ao local e apresentar o QRCode no telemóvel. Optámos por ir bem cedinho e não apanhamos grande fila para entrar, mas se forem mais tarde, não se livram de uma longa fila de espera. É obrigatório passar pela zona de segurança, detector de metais e inspeção malas e mochilas pelo que convém ter cuidado com as coisas que levam convosco. Até aos elevadores de acesso aos pisos superiores, passamos por uma zona temática associada ao edifício.

No 80º temos acesso a uma vista brutal de 360º da linda cidade que é Nova York, contudo é um piso fechado, só no 86º é possível tirar fotografias da belíssima vista panorâmica sem vidro. Também é possível subir ao 102º andar mas não está incluído no CP.

Era para ter voltado de noite, uma vez que sendo no mesmo dia teríamos direito à vista noturna, mas depois de perceber que as filas para entrar são grandes acabamos por desistir, até porque teríamos a opção da vista noturna no Top ofThe Rock.


O Top of the Rock é um observatório localizado no Rockefeller Center. Não é o mais alto, mas proporciona uma vista de 360 graus do 70º andar e é tão bonito de dia como de noite, no nosso caso, optámos por ir à noite, mas atenção que é necessário marcar dia e hora, mesmo para quem tem CITYPASS. No nosso 3º dia na cidade, chegámos à entrada do edifício por volta das 17h00 e só havia vaga para subir às 20h00, por isso, optámos por aproveitar para marcar para as 18h00 do dia seguinte. No tripadvisor dizem que também é possível fazer a marcação online mas não cheguei a confirmar.

Atenção com o seguinte: para entrar e marcar hora basta dar essa indicação ao porteiro e ele deixa-vos passar. Se já têm hora marcada, basta ficar na fila junto à entrada e aguardar que o porteiro chame os grupos por hora.


Não é necessário fazer grande apresentação deste magnifico museu, para quem gosta deste tipo de visita. Para nós, era um must go e sabíamos que o melhor era ir durante a semana e logo pela manhã. Infelizmente, tivemos de alterar os planos por causa do tempo e acabámos por ir a um sábado, resultado, museu cheio de crianças. Valeu-nos o facto de ir logo à abertura do Museu e, por isso, conseguimos fazer uma visita menos atribulada. Sugiro que deixem os casacos e mochilas no bengaleiro por 4$ (acho) mas só se forem cedo porque tem espeço limitado e nos dias de grande afluência enche bem depressa.

Uma vez que tínhamos acesso a wi-fi, instalámos a app do Museu conseguimos ter acesso ao mapa interativo que nos ia dizendo onde estávamos e qual o caminho a seguir. Foi uma excelente ajuda para maximizar o tempo que dispúnhamos para a visita. Optámos por comer qualquer coisa na cafetaria do Museu, os preços eram aceitáveis e conseguimos energia para continuar a visita, que só terminou por volta das 15h00 e mesmo assim, saímos com a certeza que não conseguimos ver tudo.


Já devem ter ouvido falar da via férrea desativada em Nova York. Este é mais um passeio a não perder. Este parque linear fica a 8 metros de altura, tem aproximadamente 2,5 km e atravessa três bairros (Meatpacking, West Chelsea e Hell'sKitchen/Clinton). Existe algumas entradas pelo caminho pelo que não têm obrigatoriamente que fazer o circuito completo. Nós tínhamosem mente fazer o passeio depois de almoço, por isso, fomos visitar o Chelsea Market* por volta do 12h30 e depois de comer qualquer coisa por lá, subimos à linha entre a 10th e a 30th (ver mapa) e fizemos 1,7 km até ao Hudson Yards.

*O Chelsea Market é um género de Mercado da Ribeira ou de Campo de Ourique, onde existe uma oferta variada na área da restauração. Como é um lugar da moda paga-se bem. Só para terem ideia, paguei 15$ por duas fatias de pizza e duas coca-colas e, provavelmente, foi o mais barato que se poderia arranjar.


Esta é uma novidade, uma vez que só foi inaugurado em 2019, mas que já é umas das principais atrações do Hudson Yards. Na prática, trata-se de uma estrutura de 45 metros de altura em forma de caso, que reflete a paisagem em seu redor e que conta, ao todo, com 2.500 degraus. Existe um elevador para quem tem mobilidade reduzida, mas para os restantes, há que ir subindo e apreciando a vista, valerá bem a pena subir até ao último patamar.

A entrada é gratuita, no entanto é necessário fazer marcação escolhendo o dia e a hora, ou então, arriscar e, se não houver muita gente no local, fazer a marcação no momento numas máquinas que estão em frente ao edifício. Eu já tinha feito a reserva online mas como derrapei na hora, quando cheguei ao local resolvi ir às tais máquinas tentar a minha sorte e conseguimos entrada no momento. Não têm nada a perder em fazer das duas maneiras, se uma falhar tentam da outra.


O bilhete dá para 3 dias e tem audio guide incluído – à entrada basta passar o QR Code num dos guichés electrónicos e imprimir um autocolante para colocar na camisola/casaco tipo tag. O museu é enorme e o melhor é optar por escolher as áreas que pretendem não perder. Acreditem que não há tempo para tudo e há que ser objectivo.


Convém chegar ao BatteryPark antes das 8h30 se quiserem acesso gratuito ao pedestal da Estátua da Liberdade. O passeio de barco e a visita às duas ilhas estavam incluídas no CityPass, mas ainda assim é necessário ir à bilheteira receber o bilhete físico, por isso, tentamos a nossa sorte e chegámos por volta das 8h00 e, como existem mais do que um guiché conseguimos ficar em segundo lugar numa das filas. Segundo parece, eles têm 100 bilhetes diário gratuitos para distribuir por ordem de chegada. Se vale a pena? Eu acho que sim. Ter acesso a ilha já é bom para tirar umas fotos e tal, mas entrar e subir, pelo menos até aos pés, da menina é outra. Eu acho que vale a pena o esforço.
Não deixem de visitar o museu que fica na parte de trás da ilha, onde poderam ver de perto a chama original e saber um pouco sobre a história da sua subtituição.

Atenção que antes de entrar no barco, têm de passar no detetor de metais.


Optámos por fazer a travessiade Brooklyn para Manhattan, por isso, apanhamos a linha azul para paraHigh Street e aproveitamos para ir visitar o DUMBO (DownUnder Manhattan Bridge Overpass) que é um bairro em Brooklyn onde existem locais fantásticos para quem quer tirar fotos. A ponte faz-se muito bem, são mais ou menos 2 kms com uma vista maravilhosa e muitos spots para tirar fotografias. Na zona pedonal existe também uma faixa para os ciclistas pelo que é necessário ter algum cuidado.


Dos 7 dias em que estivemos em Nova York, fomos 3 vezes ao Central Parkmas não deu para ver tudo. Como o parque é gigante, optei por marcar no Google Maps os pontos que fazia questão de visitar e resultou muito bem. Entrámos sempre em zonas diferentes o que nos permitiu cobrir mais terreno. Não deixem de visitar o Belvedere Castle que fica no meio do parque. A entrada é gratuita e dá para subir os dois andares do castelo o que resulta em belíssimas fotografias.


Queríamos ver um musical em NY mas a oferta é grande e cara. Uma vez que fomos em Dezembro optamos pelo Christmas Spectacular Radio CityRockettes e não desiludiu. Comprei os bilhetes online no site xpto e custaram 358,80$ (130,00 cada bilhetes mais taxas 49,90x2 taxas). Quanto melhor for o lugar mais caro fica. Eu preferi dar mais um pouco e ficar na 1º fila da 1º Mezzanine. Como podem ver pela foto, são muito bons lugares e permite ver bem o palco e toda a zona envolvente. Sugiro vivamente a quem for a NY em período natalício.

Também deve haver bilhetes mais baratos comprados no dia (last minute) mas nesse caso convém contar com alguma sorte.


Esta é a dica que toda a gente quer, um Outlet perto de NY, onde se pode comprar de tudo.
E como lá chegar? Basta ir de metro até à Penn Station e apanhar um autocarro no PortAuthority Bus Terminal para Jersey Gardens Mall, o bilhete custou 10$ (ida e volta) e a viagem demora 30 minutos. A paragem do autocarro fica mesmo à porta da superfície comercial. As lojas só abriram às 10h00 e nós chegámos por voltas das 9h00, por isso, deu tempo para ir buscar um mapa do centro e marcar as lojas que queriamos ver. Por 7$ alugámos um carrinho de compras que deu muito jeito para carregar as dezenas de sacos que fomos acumulando na nossa euforia de compras. Atenção que este dinheiro já não tem retorno. Infelizmente, eu fui em Dezembro antes do Natal e não consegui mega promoções, mas quem for em Janeiro consegue comprar grandes pechinchas.


Usem e abusem destas dicas e boas viagens.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

New York |1|


2019 foi o ano em que finalmente fui a Nova Iorque, viagem que tinha na minha trip list há já alguns anos. Aqui ficam algumas dicas e informações que podem ser úteis.


VOOS
Comecei por comprar os bilhetes de avião em Abril porque queria voos directos e de preferência pela TAP. Acredito que consigam voos mais baratos por outras companhias, ainda para mais se não se importarem de fazer escalas. No meu caso paguei 600€ por cada bilhete com direito a 1 mala de porão (23 Kg), mais 1 mala de cabine e mochila. Para nós fez toda a diferença porque trouxemos muitas coisas que comprámos por lá e, por isso, as nossas malas regressaram no limite máximo do peso.

HOTEL
Fiz a reserva no Booking com 8 meses de antecedência e depois de muito explorar escolhi o Hotel Beacon no Upper West Side (7 noites 1.704,87 $). Fica muito perto da estação de metro, tem um supermercado em frente aberto 24 horas por dia, logo ao lado um Starbucks e a dois ou três quarteirões há uma para-farmácia (CVS) que dá sempre jeito. Fica a 10 minutos a pé do Central Park o que é perfeito para quem quer captar o nascer do sol neste local.

Optei por um quarto com duas camas grandes e com kitchenette equipada com máquina de café, micro-ondas e frigorífico que dá muito jeito para refeições ligeiras no quarto.
Tivemos a sorte de ficar no 11º piso e ter uma vista desafogada. As camas eram super confortáveis e a casa de banho tinha tudo o que é necessário, desde produtos de higiene a secador. Pequena, mas chega para o propósito. Adorei encontrar uma caixa de bombons no quarto com um envelope com o meu nome, um gesto muito simpático da gerência. No geral achei o staff sempre simpático e disponível.

Uma das coisas que me desagradou um pouco foi o facto de ao solicitar o pagamento no check-in exigiram uma caução de mais 385$ (55$ p/noite) para além do valor da estadia, ou seja, tinha de ter um saldo disponível de quase 2.100$ o que foi para além das minhas contas uma vez que levei o Revolut para pagar o Hotel e sendo este um pré-pago só estava carregado com o valor da estadia. No final a caução foi devolvida, sem stress, mas ainda assim, fui apanhada desprevenida.


METEREOLOGIA
Optei por ir em Dezembro porque queria muito ver a cidade em ambiente natalício e por sorte apanhei bom tempo. Na maioria dos dias havia céu azul embora as temperaturas rondassem os 3 a 4º durante o dia. Choveu apenas em dois dias, os quais aproveitamos para ir visitar sítios fechados/cobertos e nevou ligeiramente no dia do check out. Diria que é preciso ter sorte mas com um bom casado e boas quentinhas dá para passear sem problemas.


ESTA 
É pedir o Electronic System for Travel Authorizationconveniente fazer o pedido de autorização com alguma antecedência para evitar problemas, contudo há que ter o passaporte válido e com uma validade superior a seis meses até ao regresso. O pedido é feito online e tem um custo de 14,00$ por pessoa. O ok pode demorar 24 a 72 horas e é enviado por e-mail. Devem ter especial atenção ao preenchimento para que os dados coincidam com o do passaporte. 


DO AEROPORTO PARA O HOTEL
Optámos por ir de transportes porque chegámos ao Aeroporto Internacional de Newark às 16h30 e previmos que de UBER poderíamos apanhar algum trânsito. Desta forma, o nosso circuito foi AirTrain – Penn Station – Brodway.

O AirTrain de Newark é gratuito e funciona 24 horas por dia fazendo a ligação com a RailLink, que por sua vez faz o trajecto até à estação ferroviária de Penn Station em Manhattan. O bilhete de comboio deve ser adquirido nas máquinas automáticas e custa 15,25$ por pessoa e a viagem tem duração de 30-40 minutos. O comboio não tem espaços próprios para bagagem de grande dimensão uma vez que é um comboio urbano, mas dá sempre para dar um jeito.
Da Penn Station apanhámos o Metro para a Broadway (apenas 3 estações) que ficava muito perto do nosso hotel.

EURO VS DOLLAR AMERICANO
Nas viagens nada como o Revolut!
Revolut é uma conta multi-moeda, para onde podes transferir dinheiro (Euro) e depois pagar em qualquer moeda e em qualquer país, sem que tenhas de pagar comissões e imposto de selo pela operação com acontece com qualquer banco tradicional.

Eu carreguei o meu cartão com o valor que planeei para as minhas férias, em euros, e utilizei o cartão para pagar o hotel, transportes públicos, restaurantes, supermercados etc. Também levantei 100$ numa ATM sem pagar qualquer tipo de comissão. É o meu cartão de eleição.


METRO
Optámos por comprar o passe de 7 dias (30,50$) porque fizemos a seguinte conta: 1 bilhete custa 2,50$, se fizéssemos uma viagem de ida e volta por dia seria 2,50$x2=5,00$x7=35,00$, logo seria mais vantajoso o passe que não tem limite de viagem durante os 7 dias tanto de metro como de autocarro. Mesmo andando de metro de um lado para o outro fazíamos 20 a 25 KMs por dia a pé, por isso, pensa duas vezes se achas que vai dar para fazer tudo a pé sem recorrer a transportes.

As estações de metro em NY não são modernas nem muito limpas, mas o sistema é bastante eficiente e sem grandes demoras.

Tinha lido em alguns blogues que o metro em NY é confuso, mas eu achei bastante fácil depois de compreender o seguinte: O metrotem dois sentidos Uptown e Downtown e tem várias linhas diferentes, cada uma com uma cor, na mesma linha cada comboio que faz um determinado trajecto que tem uma letra ou número para identificá-lo. Alguns comboios são expressos, o que significa que não param em todas as estações e, por isso,as viagens são mais rápidas.


CITYPASS
Depois de fazer muitas contas, cheguei à conclusão que seria melhor comprar o CityPASS que nos permitiu visitar 6 atracções em NY. Comprei online com alguns meses de antecedência e recebi um email com os QRCodes a utilizar nos locais. Por uma questão de segurança, levei também em papel mas de facto o sistema está tem bem montado que não foi necessário mais nada para além do smatphone.

As nossas escolhas foram:
Subida ao Empire State Building (no mesmo dia uma vez de dia e outra de noite), o American Museum of Natural History, o The Metropolitan Museum of Art, o Top of the Rock Obervation Deck, o acesso de ferry às ilhas Statue of Liberty and Ellis Island e ao 9/11 Memorial Museum.


Continuação no post New York |2|

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dicas de Roma

Da primeira vez que fui a Roma, não partilhei as dicas de viagem, mas desta vez. não tem como falhar. Vou tentar ser o mais sucinta possível, de qualquer forma, este post é de leitura obrigatória para quem vai de viagem e quer levar as coisas mais ou menos planeadas.

Meteorologia
E há lá coisa melhor na Europa que o calor mediterrânico? Cheguei a apanhar 22 graus, em pleno mês de Março. De noite estava sempre mais fresco, mas as temperaturas nunca eram inferiores a 10 ou 12º. É bom acompanhar os boletins meteorológicos nas semanas que antecedem a viagem, para perceber a variação das temperaturas máximas e mínimas para poder ir de viagem devidamente preparados.

Moeda
Euro! Viva a Europa. Não há problema com câmbios nem taxas de moeda estrangeira. Ainda assim, levei dinheiro de Portugal para não ter que andar por lá a fazer levantamentos. Só usei o cartão para pagar o hotel e as compras no Duty Free.

Idioma
Il migliore è quello di imparare a parlare italiano! Os italianos deviam ser simpáticos, é certo, não fossem latinos, mas a verdade é que a maioria é nariz empinado e alguns são até mal criados e antipáticos. É meio caminho andado se derem uns toques em italiano porque os desarma. Muitos não gostam/ não falam inglês e se perceberem que nos estamos a esforçar em parlare italiano, tornam-se mais acessíveis.

Hotel
Fazer as reservas no Booking já se tornou um hábito, até porque tenho ficado sempre bem servida. Optei por ficar no Hotel Julia, onde fiquei da primeira vez que fui a Roma. Fica a 2 minutos a pé da estação de Metro Berberini e a 5 minutos a pé Fontana di Trevi. Foi o melhor que consegui tendo em conta localização/qualidade/preço.

Do aeroportoFiumicino para Roma
Optei por ir de comboio até Termini, com Trenitalia – Leonardo Express. A viagem dura 30 minutos e custa 14 euros €. Se apanharem lugar sentado, a viagem faz-se muito bem. Em Termini é só apanhar o Metro para a área do vosso hotel, no nosso caso seguimos para Berberini (linha A).

De Roma para o Aeroporto
Em conversa com o recepcionista do Hotel, chegamos à conclusão que ficaria 2 € mais barato ir de "Taxi". Mas o "Taxi" era um carro particular em serviço do Hotel. De qualquer forma, a viagem para além de mais barata (60 € de "Taxi"/ 62 € de transportes para 4 pessoas) foi também mais confortável, já que não foi necessário andar com as malas de um lado para o outro nos transportes públicos. Vale a pena confirmar com o hotel onde estiverem hospedados se eles vos "contratam" transporte de volta ao Aeroporto.

Metro
Para quem vai fazer apenas uma ou duas viagem por dia, basta um BIT que custa 1,50 € e é valido por 100 minutos. Existem opções de bilhetes diários mas o mais barato custa 7,00 € e dá para 24 horas, mas só compensa se fizermos mais de 5 viagens de metro por dia, o que me parece inviável se a ideia é aproveitar a cidade ao máximo. Para agilizar o processo, convém ter trocos para as máquinas de aquisição de bilhetes.

Restauração
Comer em Roma pode ser caríssimo, por isso, há que fazer uma ronda aos preços para poder comprar e optar pelo que nos é mais favorável ao bolso.
Atenção à taxa de serviço e aos locais que utilizam comida congelada, por norma, esta indicação consta na carta.

Compra de bilhetes na net
Sugiro que comprem os ingressos pela internet. É certo que todos os sites cobram um fee sobre a compra, mas acreditem que valem bem a pena quando se aperceberem das filas para quem vai comprar bilhete no local.
Para ajudar, deixo o link de cada um dos sites onde comprei os meus bilhetes:
Museu Vaticano
Galeria Borghese
Coliseu + Palatino + Fórum Romano 



Para quem quiser mais pormenores dos nosso circuitos diários, aqui ficam os nossos diários de bordo.

Circuito 1º dia
Chegámos ao Hotel por volta das 15h00. Fizemos o check in e, depois de largar as malas nos quartos, zarpamos para o nosso primeiro passeio. Como podem ver pelo mapa, o nosso percurso passeou pela Fontana di Trevi, pelo Panteão e Piazza Navona. Pelo caminho passamos por ruas cheia de movimento, pois o nosso trajecto foi feito pela zona pedonal.

Notas adicionais mas igualmente importantes:
No primeiro dia jantámos na Piazza Navona, no restaurante Panzione. Restaurante tipicamente italiano, com esplanada, aquecimento a gás, velas sobre a toalha aos quadradinho branca e vermelha, acesso a wifi e música ao vivo de uns fulanos que tocavam na praça. A comida óptima, pastas e pizzas...uma maravilha. Para beber, pedimos água e como veio para a mesa uma garrafa de vidro (0,75 l) que parecia reutilizada, pareceu-nos ser água da torneira, o que acontece em alguns países da Europa. No final bebemos duas garrafas e pagámos 8,00 €, Sim, 8,00 € por 1,50 l de água. Um roubo! Com a conta chegou também um extra de 14 euros de taxa de serviço. Aprendemos a lição e nas seguintes refeições fomos mais "contidos".

Circuito 2º dia
O objectivo era estar no Museu do Vaticano às 09h00. Fomos de metro até Ottaviano e que fica a uns minutos da entrada do Museu, mas como podem ver pelo mapa, demos uma volta maior, mas até foi bom porque ao fazer o caminho ao longo da muralha, deu para perceber que a fila para a entrada sem bilhete era gigante. Nós, entrámos em 5 minutos. Existem dois percursos a fazer no Museu, o percurso curto e o longo. O curto serve para quem quer chegar mais depressa à Capela Sistina, mas se tiverem tempo, façam o percurso maior, vale bem a pena. Saímos e voltamos a fazer a muralha, agora no sentido da Praça São Pedro, com o objectivo de visitar a Basílica. A entrada é gratuita e pode fazer fila para entrar, por causa do detector de metais.

Saímos do Vaticano em direcção ao Castelo de Sant´Angelo, o que se faz em 10 minutos. Atravessamos a ponte e fizemos o percurso pelo rio até à Piazza del Popolo. Ao todo, andámos quase 3 km. Se o tempo estiver ameno o passeio faz-se muito bem e sempre se fica a conhecer a zona ribeirinha de Roma.

Agora reconheço que o que programei para este dia foi puxado. Este último caminho custou-nos bastante e estávamos tão cansados que quase que desistimos, não fosse ter os bilhetes comprados. A área do jardim é enorme, como podem ver no mapa e entrámos do lado oposto à Galeria, mas era essa a ideia, par podermos aproveitar o passeio, mas fica a sugestão de optar por colocar a Vila Borghese para um dia menos puxado a nível físico.
A Galeria é de visita obrigatória para quem gosta de arte, acreditem. Valeu a pena a compra antecipada dos bilhetes, pois raramente há bilhetes para o dia e, naquele caso, estavam já esgotados para os dois dias seguintes.
De regresso ao hotel, fizemos o caminho pela Via Pinciana até à estação de metro Spagna, o que demorou mais uns 20 minutos a pé. Ao todo, fizemos 27 kms.


Circuito 3º dia
Uma vez que o bilhete dá para as três áreas marcadas, optámos por começar o percurso pelo Coliseu. Primeiro porque têm uma estação de metro mesmo ao lado e segundo porque queríamos entrar cedo por causa das filas. Uma vez mais compensou ter os bilhetes já comprados, entrámos num instante.
Do Coliseu passámos para o Palatino, passando pelo Arco di Constantino e terminamos no Fórum Romano.

Ainda no Fórum Romano, começou a chover, felizmente foi o único dia. Estávamos de impermeáveis, mas sem chapéu e o resultado foi uma bela molha. Já na Piazza Venzia, encontrámos um restaurante super porreiro, com uns menus de prato e bebida a 9,90€ que é coisa rara por estas bandas. O local muito confortável, quentinho, com staff muito simpático e a comida feita na hora e muito saborosa. Fica a dica.

Depois de almoçar, tivemos de regressar ao Hotel para tomar um banho e mudar de roupa. A cidade de Roma é tão, mas tão poluída que a água da chuva estava suja e a nossa roupa ficou num estado lastimável. Depois, reparámos que os carros ficaram imundos, depois da chuvada.
De volta à rua, seguimos caminho para a zona do Circo Massimo, que só vimos de longe do alto do Palatino. Ao fim de 750 m encontrámos a famosa Bocca della Verità, mas com a enorme desilusão de não poder colocar a mão e dizer uma mentira. É que o monumento está numa zona cercada de grades que encerram 17h30 e nós chegámos às 17h39. Sim! Foi um galo e tanto.

Circuito 4º dia
Com o objectivo de visitar a Arquibasílica de São João de Latrão, fomos de metro S. Giovanni. Mais uma vez chegámos cedo, pelo que foi possível visitar a igreja sem grande confusão. Quando saímos, já estava a entrar muita gente. Depois seguimos o jardim até à Basílica de Santa Cruz de Jerusalém que é também muito bonita.

No 5º e último dia, uma vez que o check out era feito antes do 12h00, aproveitamos a manhã para fazer um último passeio, muito à semelhança do primeiro dia. De regresso ao Aeroporto, ainda passei pelas brasas. A zona comercial do Fiumicino não é grande coisa, o da Portela é bem maior e com muito mais oferta, mas serve sempre para comprar os típicos chocolates de viagem, que na minha humilde opinião já foram bem mais baratos. Hoje em dia é tudo caríssimo.

E é isto! Entretanto já estou a pensar na próxima :)

Espero que as dicas vos sejam úteis.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Viagem a Londres |5|

5º dia (domingo) Windsor, Stonehenge e Oxford

Às sete da manhã, já estávamos a tomar o pequeno-almoço. A nossa boleia chegava por volta das 07h40. Domingo foi dia de passeio de autocarro. Ainda em Lisboa, reservei um passeio na Evan Evans Tour, com o objectivo de conhecer um pouco mais de Inglaterra. À hora marcada, o autocarro foi-nos buscar ao Hotel e levou-nos até ao Vitoria Coach Station onde nos juntámos a um grupo que iria fazer a rota 26 - Windsor, Stonehenge e Oxford.
Para fazer este tipo de passeio, é bom contar com muitas horas de autocarro, entre os locais a visitar.
Windsor
A primeira paragem foi no Castelo de Windsor. Foi o único dia em que choveu para azar nosso, mal deu para tirar fotografia ao exterior do Castelo e lá dentro não é permitido fotografar. Depois de gerar uma fila de forma ordeira, para passar pelo detector de metais, seguimos caminho para visitar The State Apartments. Para quem gosta de decoração monárquica vai ficar rendido com todo o luxo que se encontra no interior do castelo. Os lustres, as tapeçarias, as loiças, todo um mundo de realeza.
À saída, entre chuviscos, ainda deu para tirar uma fotografia com a guarda real.
Stonehenge
Segunda paragem Stonehenge, que fica localizado na planície de Salisbury, próximo de Amesbury, no condado de Wiltshire no sul de Inglaterra. Parámos no Stonehenge Visitor Center, onde apanhámos um outro autocarro, bem mais pequeno, que nos iria levar até ao local onde está o famoso alinhamento megalítico da Idade do Bronze. Se na parte da manhã chovia, perto da hora de almoço parecia que o céu ia desabar nas nossas cabeças. Chovia a potes e o vento quase que nos arrancava os pés do chão. Não podia deixar de tirar uma foto neste local mágico, mas confesso que a chuva dissuadiu-me de passear pela zona e, depois de sacar um par de fotos no Stone Circle, refugiei-me no minibus que nos iria levar de volta. Parecíamos pinguins, todos molhados e juntinhos para evitar o vento e o frio. De volta ao Visitor Center demos uma espreitadela nas Neolitich Houses, que nos permitem ter uma ideia de como se vivia na altura. A loja de lembranças tem muitas coisas giras e de lá trouxe um íman para a minha colecção.
Oxford
Oxford seria a nossa última paragem, já da parte da tarde. Esta cidade universitária tem muito carisma. Aqui, o tempo melhorou bastante a até tivemos direito a Sol. Segundo a nossa guia, nesta zona do país o clima é bem mais agradável que em Londres. O Sol costuma ser generoso nestas bandas. Por aqui se vê entre outras coisas, a biblioteca de Oxford, onde foi filmado um pedaço do Harry Potter. Talvez por isso, no centro, exista uma loja com lembranças alusivas ao tema. A loja é Potter dos pés à cabeça.
Regressámos ao hotel por volta das 19h00, cansados e a precisar de esticar as pernas. Ainda tentámos sair depois do jantar mas estávamos estafados, em vez disso, fica pelo hotel a arranjar as malas para o nosso regresso, que seria já no dia seguinte.

...continua...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Viagem a Londres |4|

4º dia (sábado) 
Rise anda shine! Sábado é dia de Portobello Road. Se estiverem por Londres ao fim de semana, não percam a oportunidade de visitar este mercado de rua. Apanhamos o metro até Notting Hill Gate e percorremos de uma ponta à outra, um dos mercados de rua mais conhecidos e frequentados de Londres. É conhecido por vender peças em segunda mão e antiguidades. Um mimo para quem gosta de coisas vintage. No final da feira, existem muitas "barracas" de comida do mais variado que pode haver. As frutas e os vegetais são de fazer crescer água na boca. O cheiro a comida é tão forte que difícil é resistir em provar uma ou outra iguaria. Os preços são acessíveis, talvez até mais baratos que em Covent Garden. Depois de almoçar e fazer uma comprinhas (bons achados) optámos  por voltar ao Hotel.
Perto do final da tarde, regressámos às movimentadas ruas de Londres, direitinhos a Oxford Circus, para jantar. Não tínhamos nada reservado por isso foi uma sorte encontrar, mesmo ao lado do London Palladium, onde iríamos ver o musical CATs, um restaurante fantástico, o Garfunkel. Gosto sempre de provar um prato típico do local que visito e este foi o local escolhido para provar o fish and chips e para sobremesa Homemade Crumble e o Triple Layer Chocolate Fudge Cake, de comer e chorar por mais. Não se pode dizer que foi barato, mas tendo em conta a qualidade/preço diria que valeu bem a pena. Saímos a rebolar, mas super satisfeitos e ainda deu para dar uma volta pela zona, antes de começar o espectáculo.
A noite iria acabar com o CATs, um dos momentos mais aguardados da nossa viagem. É um musical composto por Andrew Lloyd Webber, que estreou em Londres em 1981, estando por isso em cena há mais de 30 anos. Eu fiquei maravilhada com o espectáculo. As personagens, a história, as letras e as musicas. Adorei! Sugiro vivamente. Tenho a certeza que irei repetir a experiência quando regressar a Londres, já tenho o Lion King na minha lista, só que no futuro vou apostar em lugares mais perto do palco, acho que compensa.

Nota: comprei bilhetes (aqui) para ver o espectáculo. Na minha opinião, compensa comprar online porque tem uma pequena percentagem de desconto ficando mais barato do que comprar no local.

...continua...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Viagem a Londres |3|

3º dia (6º feira) 
Como o pequeno almoço no Hotel era mais fraco que o esperado, tomámos a liberdade de levar queijo e fiambre connosco e aproveitamos para fazer umas sandes para o almoço.
Apanhámos o metro na Russell Square e saímos em South Kingstown para visitar o Natural History Museum. No meu guia de bolso dizia que se pagava a entrada mas na verdade é de entrada livre, porém podem sempre fazer um donativo, que no final da visita vão ver que é bem entregue. Como o museu só abria às 10 horas, ainda esperamos uns 10 minutos na entrada com uma série de miúdos que tinham o mesmo objectivo que nós, não fossem os petizes estarem a gozar as férias da Páscoa. A minha sugestão continua a ser a mesma que já vos tinha referido antes, tentem fugir dos períodos de férias escolares. se puderem. Estávamos a contar dedicar cerca de 2 horas para este museu mas foi completamente impossível. É tudo tão fantástico que não se quer deixar nada por ver. No final das contas ficámos por lá 4 hora e optámos por almoçar na cafetaria do museu, um espaço muito agradável, onde comemos as nossas sandes, discretamente, com as bebidas que comprámos por lá.


 
Já da parte da tarde, caminhámos pela Exebicion Road até ao famoso Hyde Park. Logo à entrada, contemplamos o luxuoso Albert Memoroial. Uma obra majestosa e digna de ser vista e fotografada.
Aproveitamos o facto de estar sol, para passear pelo parque, admirando os esquilos, sentando aqui e ali para descansar as pernas. Atravessamos a Serpentine Bridge, que fica a meio do parque, sobre um enorme lago. Daqui dá para tirar belas fotografias, ainda mais se tiverem a sorte de apanhar um dia com sol.
Após atravessar o parque de um lado ao outro, saímos do lado do Marble Arch, apanhámos o metro e seguimos para a Baker Street, a rua do famoso Sherlock Holmes. Mas não foi bem esta personagem que nos trouxe aqui, o nosso destino era a Madame Tussauds. Que dinheiro tão bem empregue! Engane-se quem pensa que vai apenas ver vedetas em cera, pois este espaço oferece muito mais do que isso. Para além de podermos realizar os nosso sonhos e tirar fotografias com os nossos ídolos ou actores favoritos, e atenção que tocar é permitido, ainda temos direito a um assustador passeio pelas catacumbas do terror, a um relaxante passeio de taxi pelas antigas ruas de Londres, num circuito fantástico no interior do edifício, and last but not least, um espectacular filme dos heróis da Marvel, em versão IMAX 5D. Adorei, adorei, adorei!!!
No final do dia, não podíamos com uma gata pelo rabo e nem pensamos duas vezes e regressámos ao hotel de metro. Feitas as contas, andámos 13.12 Kms (19.034 passos), o descanso era merecido.

Depois de jantar, fomos dar uma volta até Leicester Square, uma das zonas mais movimentada do centro de Londres. Sendo uma sexta-feira, as ruas estavam repletas de gente e os pubs a abarrotar. Encontrámos a gigante loja M&Ms World, uma loja de 3 andares, cheia de cor e com todo o tipo de merchandising que possam imaginar. Lá dentro, podem tirar fotografias com as personagens da marca em ambiente londrino. Os miúdos vão adorar e os graúdos também. ´

...continua...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Viagem a Londres |2|

Continuação...

2º dia (5º feira)
Depois de acordar cedinho e tomar o pequeno almoço, a nossa primeira paragem foi no British Museum. A entrada nos museus é gratuita, pelo menos, na maior parte. E há pelo menos dois que não devem perder. Este foi o primeiro museu que visitámos, até porque está localizado a 10 minutos do Nacional Royal Hotel. O espólio que detêm é simplesmente magnífico e dado à dimensão do British Museum , o melhor é optar por escolher as alas mais importantes, aquelas que não querem mesmo perder.

Fica aqui a minha sugestão que ocupa uma manhã.
No rés do chão - Sala 25 - Galeria de Escultura Egípcia onde vão encontrar, entre muitas outras coisas, a Pedra da Roseta, segundo eles a verdadeira (cheira-me que é uma cópia, a original deve estar bem guardada), a Sala 8 - Esculturas do Pártenon, algumas das que faltam em Atenas estão aqui, e as Salas 16 e 17 - Galerias Assírias.
No 1º piso - Sala 41 Medieval Antigo, Salas 49 e 50 - Galeria Weston da Roma Britânica e Salas 61, 62, 63, 64, 65 e 66 - Galerias Egípcias.

Tentem planear a visita para a abertura e a um dia de semana, nas férias escolares estes museus ficam à pinha e até há filas para entrar.
Voltámos ao hotel na hora de almoço para comer qualquer coisa e trocar de calçado, afinal, parecia que não ia chover e não choveu (que sorte!). De volta ao passeio e com as energias renovadas, apanhamos o metro em Russel Square para Convent Garden com o objectivo de visitar o mercado. Por lá, há uma série de lojas e bancadas de rua, com tudo o que se possa imaginar. Muita cor, muita gente, muitos aromas a comidas típicas de vários países, uma cantora lírica que cantava para quem passava, muitos quadros, malas e souvenirs. Há de tudo para todos os gostos.
Descemos a Southampton Avenue até avistar a Waterloo Bridge. Atravessámos a ponte para a outra margem. Do lado de lá o imponente London Eye. Optei por comprar a maior parte dos bilhetes pela net, assim, o dinheiro que levei comigo era só para o metro e para as lembranças. Depois de muito pesquisar, acabei por comprar um género de passe combinado para duas atracções. Podem combinar até 4 atracções, tudo depende de quanto estão dispostos a gastar. Eu comprei para o London Eye e Madame Toussaud (aqui) e depois da experiência digo-vos que são ambas fantásticas e que devem fazer parte da vossa agenda de viagem. Quando chegámos ao (local onde fica) dirigi-me à boxoffice onde se levantam os bilhetes. Tinha duas pessoas à minha frente, por isso, fui rapidamente atendida. Entregaram-me os bilhetes para andar na cápsula que leva 25 pessoas, mas felizmente não fazem questão de lotar o espaço com a sua capacidade máxima. A fila para entrar, devia ter umas 100 pessoas, ou mais, mas a verdade é que está tão bem organizado que esperámos menos de 15 minutos para saltar para dentro da nossa cápsula. Eu digo saltar, porque a roda não para de andar, nem mesmo para entrar ou sair, mas descansem os menos aventureiros, é tão lento que dá, perfeitamente, para uma senhora de 80 anos entrar e de andarilho. Contem com 30 minutos de volta e com uma vista fantástica da cidade de Londres. Simplesmente fantástica. À saída vão passar por um género de loja de souvenirs onde vai aparecer a vossa fotografia da entrada. Eles fazem questão de tirar a fotografia mas só comprar se quiserem. Eu cá acho que é sempre um serviço muito caro. Fotografias tiro-as eu!
Seguimos para a Westminster Bridge para admirar o famoso Big Ben, mesmo a tempo das badaladas que anunciavam as cinco da tarde. Mesmo a tempo de tirar a fantástica foto selfie five o´clock tea.
Subimos pela White Hall Street até Trafalgar Square, passando pelo Horse Gards Parade onde o pessoal aproveita para tirar fotografias com os guardas de vermelho. Quando chegámos a Picadilly já estava a escurecer e a hora era perfeita para usufruir das luzes e das cores desta praça. Um lugar mágico, apinhado de vida.
Próximo destino Chinatown. Um bairro pitoresco, decorado com balões chineses e mergulhado num cheiro agridoce. Entre tudo o que se conhece desta cultura, descobri aqui uma pastelaria com bolos fantásticos, feitos pelos chineses. E eu que pensava que eles apenas sabiam fazer os bolinhos da sorte. O aspecto destes bolos era de fazer crescer água na boca e não conseguimos resistir em provar uma fatia daquelas delícias que se exibiam na montra.
Nesta zona há muitas lojas de souvenirs e há que aproveitar, porque pelo que vi, é onde se conseguem os melhores preços.

Seguimos pela Shaftbury Avenue e encontramos a TK e a Primark em tamanho XL. Segundo dizem, a primeira é uma loja de roupa barata, é um facto, posso confirmar, mas também feia como tudo. Típica roupa de feira. Na segunda, supostamente uma das maiores da Europa, confirma-se a grandeza do loja, quanto ao conteúdo, tal e qual como cá com a diferença dos preços estarem em libras e pelo que vi, tudo um pouco mais caro que cá. De qualquer forma, só queria partilhar a informação porque sei que há quem procure estas duas lojas, que são na verdade muito fáceis de achar, mas a qualidade da roupa da Primark deixa muito a desejar.

De regresso ao Hotel, registámos 17 quilómetros percorridos o equivalente a 24.700 passos. Só nos restava dormir para poder estar frescos e fofos para o dia seguinte. 

Sugestão : Troquem o vosso dinheiro por libras no vosso banco. Em princípio vão conseguir o melhor câmbio (as comissões depende de banco para banco). Eu pedi a reservas das libras que queria comprar, com uma semana de antecedência, e no dia que as fui levantar ao balcão, recebi notas novinhas em folha e em diferentes valores para facilitar os pagamentos.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Viagem a Londres |1|

É oficial! Eu adoro Londres.
Como habitual, deixo aqui um género de diário com algumas dicas para quem quiser visitar esta cidade maravilhosa.

Três meses antes da viagem, tratei de criar um roteiro com o que queria ver, o preço das principais atracções e recolhi uma série de dicas na internet. Reservei os bilhetes pela TAP (158 € por pessoa) uma vez que a diferença deste para uma companhia low-cost não variavam muito na altura da reserva. Prefiro sempre levar mala no porão, porque para lá não há muito a levar, mas no regresso, há sempre muito para trazer. Quanto ao Hotel, depois de várias pesquisas, decidi utilizar o lastminute.com site onde consegui o melhor preço para o Royal Nacional Hotel (250 € por pessoa 5 noites).

1º dia (4º feira) Chegada!
42 horas antes do voo, fiz o check in online para poder escolher os lugares no avião. Como gosto de ir sempre à janela, nunca deixo que o meu lugar seja escolhido ao acaso. A minha mãe veio de Santarém com o meu padrasto de carro até ao Aeroporto, onde previamente combinado, estava um colaborador do Lisboa Park (estacionamento low-cost) que estava encarregue de receber o carro e leva-lo para o estacionamento. Para o regresso, já tínhamos combinado a entrega do veículo à hora da chegada, o que funcionou lindamente. Mais barato e muito mais eficiente que o parque da ANA que é bem mais caro. Não é necessário fazer o pagamento antecipado, cobram 5,00 € por dia e não levam nem mais um cêntimo por entregar ou levantar o carro no Aeroporto.

Aterrámos no Aeroporto de Gatwick às 15h50, apenas 10 minutos de atraso. Já tinha feito a reserva do transporte que nos iria levar para o centro de Londres, o easyBus. O mais demorado, sem dúvida, mas também o mais barato (14,34 € por pessoa/ ida e volta). Depois de todas as simulações que fiz, percebi que o preço compensava bem os 90 minutos que levamos de caminho. O autocarro é da Nacional Express e para além de ter wi-fi a bordo, é super confortável. Fiz a reserva para as 17h00, já a contar com o tempo de desembarque, recolha de bagagens, ida à casa de banho...o suficiente para não perder a "boleia".

Chegámos à Victoria Station por volta das 18h30. Daqui, é muito fácil encontrar o caminho para o metro londrino, o famoso Underground. Seguimos caminho para a estação Russell Square. Para andar no London Tube, optámos por comprar um Oyster Card para cada um. O cartão em si custa 5 £, que nos são devolvidas quando entregarmos o cartão de volta. Da primeira vez carregámos os cartões com 5 £ cada um, mas no final da viagem chegámos à conclusão que o ideal é carregar logo com 20 £. De qualquer forma, o que não for gasto, é devolvido no final.

O Royal Nacional Hotel, fica muito bem localizado, como podem ver no mapa, a menos de 5 minutos da estação de metro. Este gigante tem 7 andar com 250 quartos em cada um deles. Um total de 1750 quartos, imaginem o monstro... como tem muitos quartos, também tem muita gente e há sempre muito movimento nas duas entradas do hotel. Pelo que me apercebi, é o eleito dos grupos escolares, talvez pela relação localização/preço. Não tenho nada a dizer dos quartos. O tamanho, perfeitamente aceitável para o objectivo e as camas confortáveis. Já o chuveiro...acredito que podia ser melhor. Atenção, que neste hotel não há shampoo ou gel de banho de oferta, se não levarem o vosso necessaire recheado, vão ter de tomar banho com o soap ranhoso que vem no pacote. Em compensação, há uma cafeteira eléctrica no quanto e todos os dias repõem o chá, café e pacotinhos de leite para fazer um galão. O pequeno almoço era fraco para quem está habituado a pequenos almoços com grande variedade, ainda assim, aceitável. Senti falta da fruta, mas o muesli era muito bom. O ponto fraco do hotel é o wi-fi. Só tínhamos acesso a rede no hall de entrada e o sinal era tão fraco que raramente se conseguia manter por mais de 10 minutos.

Neste primeiro dia, uma vez que chegámos ao hotel ao final da tarde, depois de jantar ainda fomos dar uma volta pelas redondezas, mas confesso que não nos deitámos muito tarde já que o objectivo era acordar cedo e cedo erguer.

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terça-feira, 29 de abril de 2014

Dicas de Dublin


E tal como prometido, aqui ficam as dicas da minha última viagem.

Meteorologia
Fui a Dublin em Abril, felizmente não choveu, mas era provável que tivesse acontecido. As temperaturas variam entre 6 a 13 graus. O vento, quando forte, era capaz de nos fazer congelar até à alma, mas nos dias de sol, até se andava bem pelas ruas da capital.

Moeda
Euro, euro, euro! Viva a Europa. Ainda assim, levei dinheiro de Portugal para não ter que andar por lá a fazer levantamentos. Só usei o cartão para pagar o hostel.

Idioma
Em Dublin, todas as placas informativas têm indicações em Inglês e em Gaélico (língua original da ilha antes de ser invadida pelos ingleses).

Do aeroporto para Dublin
Comprámos o bilhete de autocarro Aircoach no avião. Na Ryanair, durante o dutty free, as hospedeiras também já vendem bilhetes de autocarro e raspadinhas (sim, raspadinhas!!!). Ficou 1€ mais barato do que na bilheteira do Aeroporto onde cobram 7,00€. Os autocarros partem de meia em meia hora e para além de confortáveis, têm wi-fi disponível no seu interior.A viagem até à capital dura cerca de 30 a 40 minutos e têm vários pontos de descida. Já na capital, é só escolher o que fica mais perto do vosso alojamento. Nós, ficámos mesmo à porta do hostel na D'Olier Street.

Onde ficar
Para que a viagem fosse mesmo low cost, optámos por um hostel. O Ashfield House Hostel fica muito perto da O’Connell Street, mais central seria impossível. Do hostel posso dizer que a favor tem a localização, a equipa, e os espaços em comum, nomeadamente a cozinha que todos podíamos usar (respeitando algumas regras, claro) e a sala de convívio. Contra, o tamanho do quarto e a limpeza deste e da casa de banho. Não se pode ter tudo, não é? A verdade é que ficou por 16,00 € a diária que ainda incluía pequeno almoço (...um destes dias volto a este tema).
O’Connell Street
Mesmo no coração de Dublin, esta é a mais larga rua urbana da Europa, identificada pela lança metálica que parece querer chegar aos céus. É impossível não passar por esta rua.Situada a Norte do Rio Liffey, através dela chegamos rapidamente à Westmoreland Street, College Green e Dame Street, e por fim à City Hall e ao Dublin Castle.

Dublin Castle
A entrada no Castelo é paga, mas tudo o que fica em torno do mesmo têm acesso gratuito, por isso, não chegamos a ir lá dentro. A visita à Capela Real, à biblioteca Chester Beatty e aos museus é de acesso livre, há que aproveitar. Um bom local para tirar fotografias.

St. Stephen’s Green
É um jardim maravilhoso, principalmente se tiverem a sorte de o visitar nesta altura, pois estamos na estação das flores. Nós, tivemos a sorte de nos calhar um dia de Sol, que embora não estivesse calor, tornou o passeio ainda mais agradável.

Merrion Square
Também um jardim, mas este menos famoso que o anterior. A maioria dos visitantes destes parque chega com um propósito claro, encontrar a estátua Oscar Wilde. Ninguém resiste em tirar uma fotografia com o escritor e dramaturgo, que morou no nº 1 da Merrion Square. Eu não tirei uma fotografia com ele, mas não deixei de o trazer comigo no formato jpg.

Christ Church Cathedral
É a catedral mais antiga de Dublin, localizada no coração da antiga Dublin Medieval. É mais um local magnífico para tirar fotografias do jardim envolvente. A visitar ao seu interior tem um custo de 6,00€ e dá também acesso à cripta. Porém, se forem visitar a Dublinia (menciono mais á frente), o bilhete de entrada dá também acesso a esta Igreja.

Dublinia
É um género de parque temático, situado no centro da cidade. A exposição está dividida em três níveis, no primeiro o mundo Viking, no segundo a Irlanda Medieval e no terceiro Caçadores de História (History Hunters), todos eles explorando hábitos e costumes através de réplicas, bonecos e reconstruções. A entrada custa 6,00€ e a visita é auto-guiada. Durante cerca de 1 hora e, seguindo o sentido único da exposição, podemos tocar nos objectos, sentir texturas, assistir aos vídeos, ler os painéis com enigmas, e até tirar fotografias vestidos de viking. Dei por mim a raspar carvão numa folha de papel para tirar dali o meu nome em runas. Eu, e uma fila enorme de putos que estava atrás de mim eh eh.

Museu Nacional de Arqueologia
É gratuito, estou lá! E o que é que se pode ver por aqui? A exposição permanente tem:
- A maior colecção de artefactos de ouro da Europa Ocidental
- Exemplos de objectos de metal da Era do Ferro Celta
- Colecção medieval de objectos e jóias eclesiásticos
- Exposição Vida e Morte no Mundo Romano
- Exposição Egipto Antigo
- Exposição Irlanda Viking
- Exposição Irlanda Pré-histórica
Vale bem a pena, acreditem!

National Gallery
Mais um passeio cultural,mais uma borla. Por aqui também não nos cobraram nada. Pertinho do parque Merrion Square e do parque St Stephen´s Green e da Grafton Street, a galeria possui mais de 15 mil obras, entre esculturas, pinturas e objectos de arte, que datam do início do século XIII até meados do século XX. Fiquei maravilhada com a colecção de pinturas de artistas irlandeses, italianos, ingleses, holandeses e franceses.

Temple Bar
É uma zona de Dublin que ainda preserva o estilo medieval nas suas ruas estreitas e empedradas. É um género de Bairro Alto, pelo que é o local ideal para passear ao final da tarde e admirar os vários pubs e restaurantes da capital. Por aqui também se encontram centros culturais como o Photography Centre, o Irish Film Institute e o Projects Arts Centre.

Grafton Street
E ainda em modo de comparação, eu diria que esta é a Rua Augusta de Dublin. Uma rua pedonal, ideal para quem quer fazer umas compras. Localizada entre o parque St Stephen´s Green e a Trinity College, esta rua, super movimentada, tem de tudo um pouco, entre lojas de marca, lojas de souvenirs e até artistas de rua. No final da rua também têm um Centro Comercial de Stephen´s Green, no entanto, se a vossa intenção for utilizar os lavabos, ficam já avisados para levar a carteira já que se paga 1,00€ para os utilizar.

Cliffs of Moher
Considerado uma das maiores atracções da Irlanda e seguramente uma das maravilhas deste nosso pequeno mundo, os Cliffs of Moher são um conjunto de penhascos lindíssimos que se estendem por 8 quilómetros. A formação geológica é surpreendente e, é possível, ver as diferentes marcas feitas por velhos canais fluviais por toda a encosta e as marcas mais antigas contam com mais de 300 milhões de anos. O ponto mais alto fica a 214 metros de altura do mar. É um local, conhecido internacionalmente, por abrigar diversas espécies de pássaros marítimos, em especial o Puffin. Os Cliffs of Moher têm mais de 200 hectares protegidos por leis da União Europeia, o que demonstra a sua importância.
E como chegar até lá? É só passar no no Dublin Tourism Office (na O’Connell Street ou na Suffolk Street) e consultar os folhetos de “1 Day tours”. Existe mais do que uma empresa de turismo, mas os autocarros partem todos da mesma zona da cidade e quase à mesma hora. Como comprámos os bilhetes no hostel, fomos na WildRoverTours e os bilhetes ficaram por 45,00€ por pessoa. Parece caro, mas compensa. Fizemos cerca de 700 Km e tivemos oportunidade de conhecer um pouco mais da Irlanda e da sua história. Sugiro vivamente que não percam a oportunidade.

Não cheguei a ir à Guinness Storage House. Há quem diga que ir a Dublin e não visitar a Guinness é como ir a Roma e não ver o Papa, mas a verdade é que tivemos de estabelecer prioridades. O ingresso é caro (17,00€) e acabámos por preferir gastar o dinheiro da entrada num belo de um jantar no Hard Rock de Dublin, com direito a cerveja e tudo.

Notas adicionais mas igualmente importantes:
Como não se paga para visitar Museus, mas paga-se para visitar Igrejas, por isso, as igrejas ficaram a perder.
As tomadas são de 3 pinos e 2220/240 volts, por isso, é imprescindível levar um adaptador.
Atenção aos horários dos locais de visita, pois ao domingo, a maioria dos Museus só abre de tarde. 

E pronto, é isto!
E para ver o resto das fotografias é só clicar aqui.