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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Love & Friends


Ontem recebi uma excelente notícia. Dois amigos meus que se apaixonaram (um pelo outro). Fiquei radiante, porque embora não fizesse a mínima ideia de que estavam juntos, sempre achei que tinham tudo a ver um com o outro.
Fiquei ainda mais contente, pelo facto de terem partilhado comigo em primeira mão. Como disse a minha amiga: (...) queria que soubesses por mim. (...) Fico feliz por ser merecedora deste gesto, desta atenção.
Acredito que mais duas caras-metade se tornaram numa só. Acredito que aquela coisa começada por A ainda existe, algures por aí, e que há quem tenha a sorte de o encontrar.

Imagem retirada da net e ligeiramente manipulada por mim


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dance with me

Imagem retirada da net e manipulada por mim

Na sexta-feira passada, dei por mim, perdida numa festa popular, daquelas festas de terrinha onde os concertos são em toda a sua forma "pimba". Os Santos também se festejam por lá. O cheiro a farturas não me enganou em relação ao local. Mesmo de olhos fechados dava para adivinhar onde estava. O chão, perecia coberto de um manto de papelotes, que aumentavam junto da barraca das rifas, e as crianças da terra corriam de um lado para o outro, felizes por ser um dia de festa. Chegou o "famoso" cantor. Entre aplausos, dirigiu-se à população pedindo que trouxessem o seu par e que se deixassem levar pela música. Pouco depois de ter começado a primeira canção, já o centro da praça estava repleto de pezinhos de dança. Não consegui deixar de olhar, de forma terna, para os casais sexagenários que, de forma perfeita, se deixavam embalar ao ritmo da música. Os pés devidamente sincronizados, as mãos, a dele na dela e a outra no ombro e a dele e a dele na cintura dela. Eles e elas pareciam um só. Hoje já não se dança assim. Não há esta cumplicidade, esta magia. E como eu gosto de ver estes momentos...

Valeu a festa, por este momento.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Relações ou ralações

(foto tirada por mim no parque estacionamento Chão do Loureiro em Lisboa)

Foi o meu pior ano no que diz respeito às relações inter-pessoais. Tive uma zanga com um amigo, um amigo próximo, o meu melhor amigo. Não está em causa o motivo da zanga, pois somos os dois muitos teimosos, mas sim as coisas feias que ouvi. As palavras amargas que me foram dirigidas sem apelo nem agravo. Depois de tantos anos...Foi doloroso e passado quase um ano a dor continua, embora escondida. Há coisas que não se dizem a ninguém e há uma frase que não consigo esquecer, por mais tempo que passe: - "Com esse feitio não me admira que as pessoas se fartem de ti e te deixem.". Percebo que num momento de raiva se possa ser louco ao ponto de dizer tudo o que nos passa pela cabeça, mas não terá o passado qualquer peso? A amizade de anos não serve de travão para impedir que se magoe um amigo? Eu sou uma pessoa frontal e às vezes, ou muitas vezes, sou bruta, mas nunca fui capaz de ofender ninguém de forma leviana, muito menos um amigo. A amizade perdeu-se e só sobram as recordações.

Deparei-me com outra desilusão, também no campo da amizade, a da mentira e da falsa modéstia. Fui envolvida numa história bizarra, com contornos estranhos. Não era metida nem achada na questão em particular, mas fui envolvida sem ser consultada e isso criou-me mau estar. Esperei por uma explicação e um pedido de desculpa, que não seria mais do que a obrigação de quem me envolveu na situação, ainda para mais porque era minha amiga. Nada chegou, a não ser um enorme e constrangedor vazio.

Talvez seja mesmo verdade, posso efectivamente ter um feitio complicado, quem não tem? Sou como sou e não me encontro mais defeitos que os demais. Assim, considero que cada um destes passos que relato, são episódios de uma vida, que embora não se revele fácil, é a minha. Assumo que sou selectiva, que gosto de escolher as pessoas com quem me dou, que não sou influenciável e muito menos "vendida". Sim, talvez o meu bom ex-amigo tenha razão, talvez o problema seja meu e, por isso mesmo, seja preferível estar sozinha. Até porque a solidão é relativa, só faz falta quem me quer bem e mais vale só que mal acompanhada.

No campo amoroso a questão também não foi fácil. Em 2011 continuei a apostar numa relação complicada. Insisti, achando que o meu amor e a sua amizade chegavam para nos manter juntos. É uma mentira redonda. Andámos às voltas mas acabámos sempre no mesmo ponto de partida. Uma verdadeira volta de 360º, girou, girou e não se saímos do mesmo sítio. A minha paixão por ele não chegou e a sua amizade é isso mesmo, uma amizade pura. Tive de aprender a separar estes dois estados, porque para mim, um não fazia sentido sem o outro, mas e verdade absoluta é que a paixão não existe sem amizade mas a amizade pode existir sem paixão. Continuo a dedicar-lhe uma boa parte da minha atenção e nutro por ele uma estima incalculável, um amor incondicional, mas comecei o ano percebendo que eu não sou efectivamente "the one", porque por mais que o tenha beijado eu nunca deixei de ser um sapo. Sim, é isso mesmo, fui eu que não me transformei, fui eu que não o resgatei da torre em que se encontra aprisionado. Cresci, 5 anos depois, cresci e deixei de acreditar em fábulas. Em histórias fantásticas de tigres e dragões, de destinos escritos ou almas gémeas.

Espero então, que o 2012 me traga paz de espírito, que me permita sonhar e concretizar esses meus sonhos. Que me deixe voar e encontrar o meu caminho.

domingo, 5 de junho de 2011

São um amor...


A minha irmã teve a sorte de encontrar a sua alma gémea e o meu cunhado a mesma coisa. Este casal é um espectáculo. Dá gosto ver a cumplicidade, a amizade, o carinho e o amor que existe entre os dois. Estar em casa deles é sempre uma alegria, ainda para mais agora, que a família cresceu e o meu sobrinho já faz parte do clã dos R*****.
A B também dá tudo para ir para casa da tia e este fim-de-semana foi inteiramente dedicado à família.

Um beijo grande para os Chinchillos!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O segredo é...



Encontrei uma amiga que não via há algum tempo. Tem uma carinha laroca mas sempre achei que não tirava proveito da beleza escondida. Talvez pelo facto de não se "produzir" if you know what i mean!

Pois que a encontrei e....tcharmmm o patinho feio virou cisne.

Qual é o segredo? O amor! A moça está apaixonadíssima e vive um amor intenso com a sua cara metade.

Sim, o amor tem destas coisas, de facto torna-nos mais belas ;)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Completamente pendurado...


Desde do inicio do ano que oiço dizer: Ano novo, vida nova…
Porquê, pergunto eu! Porquê esperar por esta data do ano para mudar seja o que for? Será que a viragem do ano nos dá mais entusiasmo, mais força no leme?

Eu cá acho que nada mudou.
Fiz um balanço…

Ora, há 1 ano atrás eu estava onde?
Hum…a esta altura do ano sei que estava com o coração feito em pedaços. Vivia uma paixão, que embora estivesse “morna” ainda me ocupava a mente. Entre idas e vindas nada se resolveu. Estava a alguns dias de comprovar que afinal nada era o que parecia.
Estava a uns passos de passar uma das noites mais longas da minha vida.
Tinha passado uma noite de final de ano menos mal, em companhia de alguns amigos, num ambiente confortável. No meio surgiram alguns mimos…estava de facto a entrar de pé direito no ano de 2006 (ou achava eu).
Surgiu uma questão que até hoje ficou por responder.
Nunca consegui ser muito directa no que toca a coisas do coração, como tal não soube, ou não quis responder…e ficou sem resposta. Hoje, sem duvida alguma consigo responder prontamente, no entanto não me parece provável ouvir novamente essa questão.
Sim, a resposta era SIM.

365 dias depois alguma coisa mudou, ajudou a ausência, o afastamento. Os momentos passaram a ser relembrados apenas, alguns com saudade, outros nem por isso.
Passei um ano a tentar agir de uma forma racional, deixei de ouvir o coração e deixei a razão tomar conta de mim. Terá sido melhor? Não sei! Não sei mesmo, talvez sim porque deixei de ter dissabores mas talvez não porque deixei de viver aqueles momentos que eram únicos.

Durante este ano de 2006, surgiu algo de novo.
Um grande amor embora apenas platónico. Um sentimento que não sei exprimir. Alguém com quem me apetecia estar sempre. Um sorriso franco que me fazia falta. Alguém que me deixava com a pele arrepiada ao mínimo toque. No início deixou-me confusa, até porque ainda estava meio tonta da “queda” que tinha dado. Houve alturas em que foi dificil diferenciar as coisas.
Hoje, mais madura, compreendo que é um amor puro. Amor de amigos.
Não sabia que era possível nutrir este tipo de sentimentos sem que a sexualidade fosse um elemento essencial. É isso mesmo, sem exigências, um amor honesto, nem infidelidades. Tão puro que só mesmo a paixão poderia arruinar. É amor sem paixão, amor sem desejo. Este amor fez-me feliz e veio para ficar.

2006 foi definitivamente o ano da melhor "colheita" de amigos, bons amigos.

Resumindo e baralhando
Comecei o ano a pensar no passado e vejo que por mais que escreva não consigo, de todo, eliminar os fantasmas do meu armário. Não sei que coisa é esta…que fixação pelo passado.
Sinto falta de muita coisa…definitivamente os assuntos de coração são deveras complicados e não se resolvem que a viragem do ano, não mesmo! Mas sei que estes próximos meses vão trazer novidades...e isso é o que importa. Não desisto fácil e já tenho o roteiro na mão para continuar a minha grande caminhada em busca do meu "Santo Graal"