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terça-feira, 3 de março de 2015

Ó senhores!


Apetecia-me dizer uma "resma" de asneiras. Gritar a plenos pulmões umas quantas palavras obscenas para aliviar o meu stress. Fonix! Quanto mais se trabalha menos reconhecimento se recebe. Caramba, estou rodeada de gente que não faz a ponta de um corno e estão de tal forma mal habituados que quando é preciso arregaçar as mangas ficam todos a olhar para mim, como um burro para um palácio. Cambada de inertes.

Bom, vou ali contar até 100 e já venho.

@ Imagem retirada da net e manipulada por mim.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Incerteza

My Photostream
São momentos de incerteza o que se vive por aqui. Não se fazem planos a médio prazo, congelam-se sonhos e desejos, não sabemos o que será o dia de amanhã. Todos os dias regressamos com o mesmo sentimento, a frustração de nada saber. Andamos às cegas. O pior de tudo, é que já passei por tudo isto há precisamente três anos atrás. A mesma angustia de um fim anunciado, a mesma frustração por desconhecer o futuro próximo.

Resta saber, se desta vez, o fim será a longa fila de espera na porta do Centro de Emprego, ou deverei dizer desemprego?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Desaparecida


Tenho andado desaparecida...é um facto. Isto de ir de férias tem muito que se lhe diga. Foi bom ter ido, mas agora que regressei, tenho paletes de coisas para fazer. Arrisco mesmo dizer que lá no barraco onde trabalho, ficaram todos à minha espera para mexer uma palha. Enfim, mais do mesmo.

A verdade é que não tenho tido um tempinho extra para escrever ou, tão pouco, para visitar os meus locais de culto. A sério que não!
Aliás, para quem possa achar que estou para aqui com tretas...eu tenho tido tantos "trabalhos" que até tenho acidentes com o carro estacionado. Ya! É isso mesmo. Ontem, deu-se um acidente na minha rua e sobrou o meu 4 rodas. Levou com uma mota em cima, que se lixou...ou lixei-me eu...sei lá. Bom, adiante.

Deixem-me meter tudo em ordem e depois então, regresso melhor que nunca (digo eu...)


segunda-feira, 7 de abril de 2014

E hoje é só isto...


"Não se é líder batendo na cabeça das pessoas - isso é ataque, não é liderança."
Dwight Eisenhower

quarta-feira, 19 de março de 2014

Marcha pardacenta

Tal e qual como uma linha de montagem, estas últimas semanas têm sido brutalmente mecanizadas. Com movimentos semelhantes, dia após dia, a rotina consome-me até ao limite. Como que numa coreografia, dou os mesmos passos, ontem, hoje e amanhã. Estou cansada desta marcha pardacenta que me engole os minutos, as horas, os dias, as semanas e que pouco de dá. É um movimento compassado que me agonia. Tenho de mudar de ritmo e encontrar uma harmonia perfeita que me permita sentir que cada minuto conta, cada segundo. Talvez por isso me sinta aborrecida. Talvez o Sol ajude, com calor, surge a vontade de colocar o pé fora do risco e eu, abandono com vontade, o caminho que faço todos os dias. Agora que o céu se apresenta azul, agora que a luz do dia nos acompanha por mais horas, tenho de me soltar das amarras da monotonia e seguir um caminho diferente.

Insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes
Albert Einstein

Imagem retirada da net

quarta-feira, 5 de março de 2014

Keep in touch


Sou uma amiga desnaturada, confesso!
Tenho um grupo de amigos que me liga com frequência. São amigos que estão longe, geograficamente falando, mas que me contactam sempre que podem. Hoje pela manhã o telefone tocou. Era a minha grande amiga do peito que nunca se esquece de mim. Liga para saber como estou, como foi o fim de semana...Todos os dias faz questão de me dar uma palavra que seja.
De tarde o telefone tocou novamente. Era o meu grande amigo do peito. Liga-me quase todos os dias para saber o que se passa por "aqui", para partilhar algumas novidades e até trocar ideias.

Os meus amigos conhecem-me bem e sabem que sou uma desnaturada. O que sinto pelos meus amigos, verdadeiros amigos, é um sentimento puro e genuíno, mas sempre fui um bocado baldas com o keep in touch. Não o faço por mal...eles sabem...sou mesmo assim. Trago-os no meu coração e faço tudo o que for preciso por eles, e sei que não há dúvidas em relação à minha amizade, mas às vezes sinto-me mal por não ser uma pessoa mais...afectuosa. Tenho pena de não saber exprimir os meus sentimentos, de não saber retribuir todos estes gestos de atenção e carinho.

Caramba, são mesmo amigos a valer, caso contrário já me teriam mandado pastar há muito tempo. (já tive uns quantos que o fizeram e um deles, até me causou de ser uma "gaja fria").

Sou uma felizarda por ter encontrado na vida amigos como os meus.

Imagem retirada da net

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

DIA D

Hoje é um dia pesado. O primeiro dos últimos dias, que vão encerrar de uma vez por todas o que um dia foi a minha equipa de trabalho. Há dois anos éramos 30, todos juntos em Lisboa. Hoje, estão todos espalhados pelo país, alguns até emigraram. Os últimos "sobreviventes" desta dispersão ainda se mantêm no berço mas por pouco tempo, muito pouco tempo. Há quem diga que a sorte é dos audazes, mas...será que estes últimos vão ter mais sorte do que os seus pares, que fizeram as malas e arriscaram tudo para manter o seu emprego?


Ficam as memórias. Das coisas boas e até das menos boas. Da união, do trabalho de equipa. Restam as fotos de tantos eventos que criamos, das festas, das campanhas loucas, dos dias disto e daquilo. Da animação de uns e do empenho de outros. Restam as memórias de um sino que um dia entrou na sala para ficar e que não irá sobreviver ao naufrágio. Sobraram as verdadeiras amizades, as que sobrevivem, mesmo que de longe.

Encerro este capitulo com a minha consciência tranquila. Tal como um bom capitão, fui a última a abandonar o barco. Zelei pelo bem estar da minha tripulação, até ao fim. Não voltei a dormir descansada até que cada um deles encontrasse o seu porto de abrigo. Hoje, mesmo que concluam que esta nova vida não os faz feliz, de uma forma ou de outra, foi possível dar continuação a algo pelo qual lutámos durante tantos anos. O vinculo que todos desejámos é finalmente nosso, mesmo que com um gosto amargo.

Já dizia Epicuro "Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às tempestades."

Tudo tem um fim...

Imagem retirada da net e manipulada por mim

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Lunch?



Por norma, almoço sozinha. Como qualquer coisa no bar da empresa e de seguida vou dar um giro pela Avenida. Divido-me entre os passeios pelas sombras, ou pelos bancos de jardim onde devoro os meus livros, mas sempre sozinha. Ah e tal é engraçado...uma pessoa tem um momento de introspecção... Ya ya, tretas! A verdade é que não suporto comer sozinha. Bahhhh! Tenho saudades de quando tinha sempre com quem ir almoçar, escolher é que às vezes era difícil. Tenho saudades das "escapadinhas" ao BK pelo menos de quinze em quinze dias, de ir ao chinês com a turma do costume, o grupo de fãs do arroz xau-xau. De ir aos "velhos"...um restaurante que cheirava a naftalina mas que tinha comida caseira e muito em conta. Da Messe e da simpatia com que nos acolhiam diariamente, das piadas secas com humor psico, dos devaneios dos alienado, das teimosias de uns e outros, dos amuos, dos ataques de ciúmes e até das idas ao cemitério...(private joke). Caraças pá! Tenho saudades de me rir ao almoço. Tenho saudades de viver ao almoço.


Nota: Não desfazendo da companhia que vou tendo uma vez por outra. A esses o meu mais sincero agradecimento por me relembrar que ainda há esperança ;)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sometimes i feel

Imagem retirada da net e manipulada por mim

Hoje, a caminho do Metro, confessei:
-Não sou feliz neste trabalho.
Abateu-se o silêncio. Olhámos um para o outro e eu encolhi os ombros, não adiantava dizer mais nada. Despedi-me e segui na carruagem que me levava ao destino.

Reflecti sobre o assunto e percebi que a verdade é incontornável. Não me sinto feliz a fazer o que faço. Não há motivação, não há reconhecimento, não há alegria no trabalho. Estava habituada a trabalhar com uma equipa grande, jovem, num ambiente descontraído, com alegria e amizade. Hoje, o que vejo é cinismo e hipocrisia. Pessoas que só se acusam nas costas. Horas e horas de escárnio e mal dizer. Não há uma palavra de alento, uma orientação construtiva.

Nunca neguei o corpo ao trabalho. Durante 6 anos, trabalhei 12 horas por dia, sem pestanejar. Em prol de uma equipa forte, uma equipa com alma. Fazia-o com gosto e dedicação. Encontrei muitas vezes palavras de incentivo, de apoio moral. Contei com grandes mestres, pessoas que me ensinaram o que sei hoje, que apostaram em mim. Nunca neguei o corpo ao trabalho, mas nego-me a este mundo político, cheio de hipocrisia. Repleto de pessoas egocêntricas que não olham a meios para ter a sua ascensão.

O dinheiro não é tudo, é o que vos digo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Facto |4|


Imagem retirada da net e manipulada por mim

Durante a semana, o ritual é sempre o mesmo, trabalho casa e casa trabalho. Se me arrisco a fazer algo diferente, algo que me tire da rotina, no dia seguinte as minhas olheiras denunciam a aventura da noite anterior. Chega o fim de semana, e os dois dias, não chegam nem para metade do que tenho para fazer entre o dever e o lazer. Bahhhhh, o tempo não chega para nada. Parece que quanto mais velha fico, menos tempo tenho.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Recomeço


Fotografias dos recortes dos dois jornais que mencionavam a notícia.

Não foram poucas as vezes que tive de recomeçar, mas a mais dolorosa, foi no quente mês de Agosto de 1998. Estava a passar o fim de semana na Costa da Caparica com familiares e o meu namorado, de quem estava noiva. Na noite de sábado, depois do jantar, os mais velhos sentaram-se no terraço a jogar às cartas. Eu, estava cansada e acabei por adormecer.

Era madrugada quando o meu namorado me acordou. Ainda hoje me lembro do que vi nos olhos dele - o medo. Queria dar-me uma má notícia, mas queria encontrar a melhor forma do o fazer, no entanto, não há uma boa forma de dar uma má notícia, esta é o que é, má!

A minha casa estava a arder. O que se sabia era pouco, apenas algumas palavras que lhe balbuciaram ao telefone, articuladas por alguém ainda incrédulo do que estava a acontecer. Na minha casa, local do incêndio, estava a minha avó paterna, o meu tio e a minha gata. O meu primeiro pensamento foi de que estas vidas estariam em perigo e pedi ao M. que me levasse até Lisboa. Pedi-lhe com os olhos cheios de lágrimas e o coração na boca. Voou pela Ponte 25 de Abril. O carro parecia rasgar a estrada, sem que dali houvesse qualquer tipo de atrito, que nos atrasasse um minuto que fosse.

Cheguei a minha rua e o aparato era hollywodesco. O prédio já não estava em chamas, mas havia mangueiras e água por todo o lado. Em cinco andares, os três últimos estavam completamente destruídos. O meu era o 4º e o fogo começara no 3º. A minha avó, felizmente, tinha sido socorrida pelo meu tio, que com uma toalha molhada, a tinha arrastado daquele inferno. Salvaram-se os dois.

No meio de toda aquela confusão, os bombeiros com a cara cheia de fuligem, as pessoas na rua de pijama e camisa de noite, o choro dos mais receosos, o cheiro...o cheiro era insuportável, tudo parecia caótico. Insisti com o comandante dos Bombeiros para subir, não via a minha gata e sabia que ela não iria ceder a ninguém de tão rebelde que era. Se estivesse viva, queria ser eu a ir busca-la. Demorou até conseguir convencer alguém. Chorei e pedi por favor, mas sempre lúcida o suficiente para perceber que o que estava a pedir era um perigo. O edifício estava em rescaldo e os bombeiros ainda não tinham desistido daquela missão.

Um deles deu-me a mão. Subimos cada degrau como se a nossa vida dependesse disso. Meti a mão na parede para me equilibrar e senti o calor que parecia devorar o interior do que era a barreira entre o cá e o lá. O cheiro era insuportável. Entre o estalido da madeira queimada, que estava agora ensopada em água, e o cheiro, estava apenas privada de um dos meus sentidos, a visão. Não se via nada, pois não havia corrente eléctrica e a lanterna do bombeiro parecia ser tão fina como uma agulha no palheiro.

Cheguei ao meu andar com as pernas a tremer. Não queria acreditar, que tudo o que materialmente representada a minha vida, estava agora reduzido a pó. O meu quarto havia desaparecido e com ele foram as fotografias, os livros, as lembranças. Ficaram apenas as memórias. No meio dos escombros, em cima de uma pilha de madeira que era, num passado recente, a minha cómoda, estava uma caixa pequena derretida. Percebi que tinham resistido ao fogo, as nossas alianças. De resto, não sobrou mais nada. Só para terem ideia, o meu espólio era uma pequena mochila que tinha levado para passar o fim de semana. Um vestido, um bikini e uma toalha de praia, uma t-shirt e uns calções, a carteira com o meus documentos. Tudo o resto foi-se, assim, numa noite.

O incêndio deu-se no dia 08 de Agosto de 1998 e eu casei a 09 de Setembro desse mesmo ano. Hoje, ao relembrar o passado, percebo o porquê do meu olhar triste nas fotografias de casamento. Para mim, a desgraça era demasiado recente. Recomeçava agora uma nova vida, mas com a memória de uma noite que tento esquecer todos os dias.


domingo, 12 de agosto de 2012

I´m so tired


A minha vida tem sido uma loucura, nestes últimos meses. O trabalho consome maior parte do meu tempo e pouco sobra, pouco ou nada. A minha cabeça não processa outra coisa senão trabalho, mesmo quando durmo, mesmo quando me ausento mentalmente. Não consigo encontrar paz nem liberdade de espírito. Estou presa a um processo longo, um processo que me tem sugado todas as forças. Quero fazer as coisas bem, quero fazer com que as pessoas tenham os seu direitos, mas na verdade, estou cansada de trabalhar sozinha. Estou rodeada de parasitas. De pessoas que sobrevivem à custa de um nome, de um estatuto,  mas que não trabalham, não movem uma palha. São os primeiros a apontar os defeitos de terceiros, a exigir mundos e fundos, mas não movem uma palha. Estou cansada de lutar sozinha.

Só quero que este "processo" acabe. Preciso de paz, de tranquilidade. Quero voltar a ter uma vida para além do trabalho. Quero descansar um pouco, só um pouco.

Estou cansada.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Do chão...

Fotografia tirada no Terreiro do Paço - Julho 2012

Tenho saudades. Tenho saudades das letras, das palavras, dos cantos dos quais me perdi. Sinto a vossa falta. Há aqui um grupo de pessoas que já faz parte do meu dia-a-dia e sem elas, os dias ficam sem cor.

Bom, vou tentar regressar aos poucos, a ver se desta vez não me dei ir a baixo nas canetas :)

Tenho tanta coisa para partilhar que nem sei por onde começar.
Para já fica aqui uma das minhas fotografias favoritas, tirada no Terreiro do Paço, depois de um jantar magnífico e um espectacular fogo de artifício.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Ser ou não ser...

Infelizmente, nem sempre, a bravura me assiste.
Cabe-me a mim agarrar o touro pelos cornos. Cabe-me a mim fazer uma pega de caras. Cabe-me a mim arregaçar as mangas e chafurdar na lama. Tinha que sobrar para mim.
Bolas pá...bolas, bolas e mais bolas :(

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Toma lá e embrulha

Se há coisas que me magoam é a falta de reconhecimento.
Há pessoas que dependem de nós para variadíssimas situações, contam com a nossa ajuda, esperam que exista em nós um sim sempre disponível. Pedem auxilio vezes sem conta. Fazemos o que podemos para os satisfazer e, por vezes, é uma tarefa árdua e que exige este mundo e o outro. Mas quando algo corre mal, viram-nos as costas. Acham-se superiores e tornam-se arrogantes. Esquecem o passado num ápice e julgam-nos por aquele momento que não correu como esperavam.

Egoístas do carraças, é o que vos digo.

Ainda bem que hoje é sexta.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Saudade


"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. 
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel Sousa Tavares

Palavras para quê?...se o Miguel já disse tudo.


Obrigado Miss Cheque-Mate pela partilha do texto.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A-B-C

Há dias que tudo parece desmoronar-se à nossa volta. Dias em que as más notícias chegam aos pares e o caos se instala em nós. Dias em que se sentem uma profunda dor no peito e uma impotência esmagadora.
Mas é em dias como estes, que percebemos que tudo pode ruir à nossa volta, mas os amigos estão lá, para nos dar a mão e ajudar a dar o salto para o outro lado.

Depois de um dia preocupante, acabámos por fazer uma pausa, fumar um cigarro e criar uma série de possíveis cenários para resolver o problema em questão, com sentido de humor muito apurado. Valeu umas valentes gargalhas. E os caos saiu de mansinho e embora permaneça o problema, que mais tarde terá de ser resolvido, senti-me mais leve.

Terminei o dia a pensar: É bom ter amigos assim. Amigos que nos ajudam a acreditam que amanhã será um dia melhor.

Always look on the bright side of life.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Life goes on!


Depois de várias sugestões para ir fazer a participação à polícia, lá cedi e fui à 2º Esquadra de Lisboa no Terreiro do Paço. Ainda esperei uma hora até ser atendida e depois de mim já tinha uma outra senhora. Tudo com a mesma situação, roubo. Quando chegou a minha vez, reportei o sucedido e fiz um inventário com tudo o que me levaram. Não tenho esperança de recuperar as coisas de valor mas quem sabe se as coisas mais pequenas não aparecem. Queria pelos menos reaver os meus óculos graduados, os ladrões não precisam deles e a mim fazem-me muita falta.

Percebi hoje que é importante ter sempre o nosso nome e contacto nos nossos pertences, assim, se alguém com um sentido cívico apurado, as encontrar pode contactar o proprietário. Nada do que me levaram tinha o meu nome, só o meu cheiro, o meu tacto e pedaços da minha vida.

Levei anos a construir um castelo que voltou a desmoronar. Dou muito valor aos bens materiais que possuo, talvez porque me seja exigido muito sacrifício para as adquirir.  Cada objecto tem uma história. Cada objecto me faz reviver um momento. Ontem senti que perdi uma parte de mim.

Hoje, já me refiz. Estou acordada e de olhos abertos para seguir em frente e voltar a construir tudo de novo.

Dei por mim a responder aos vossos comentários com ditados populares que encaixam que nem uma luva neste momento. Obrigado a todos pelas vossas palavras e obrigado a todos os que me "aturaram" hoje, que acredito que não tenha sido fácil.

Siga!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Zzzz



Tenho andado de "rastos".
Elas não matam mas moem e eu não tenho tido tempo para respirar com tanto trabalho.

O meu dia começa às sete da matina com o meu despertador a "berrar" como sentinela. Tenho meia hora para fazer o pequeno almoço para mim e para a minha filhota. É comer e despedir-me da pequena que segue para sua luta escolar diária. Quanto a mim, é calçar os ténis e subir para cima da elíptica (há que poupar e a ginástica em casa sai mais barato). A próxima hora é dedicada ao corpo e mente. De rádio ligado, oiço as notícias do dia enquanto me exercito. Depois vem o Spa, caseiro. Banho e zás...preparada para mais um dia de trabalho.

Às nove já estou a entrar na minha "gaiola". Entre o pensamento do dia, campanha mensal, variações diárias, propeller e dezenas de outras coisas, o meu dia é longo para xú-xú. Há dias que nem dá para fazer uma hora de almoço completa. Assina aqui, autoriza ali, fala com este e com aquele. Chega um e pede uma coisa, depois outro e outro...ai senhores!!! Até às oito da noite é um azáfama tal que até fico com os olhos em bico. Mas atenção, não me queixo, não senhor! A minha equipa está completamente alinhada. Todos com o mesmo objectivo, todos com "ganas" de tornar o mês de Setembro memorável. Trabalhamos comó caraças mas no final do dia, vou para casa com uma sensação confortável de quem deu o litro por uma boa causa, super cansada, mas satisfeita.

À noitinha uma pessoa chega a casa e pensa...depois de fazer o jantar, lavar a loiça, levar o lixo à rua, deitar a garota...vou ver um filmezito...mas na verdade, quando chega a hora...Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Honestamente falando


Não sei se é defeito ou apenas uma característica mas eu devolvo em dobro o que recebo de terceiros. Ou seja, quando as pessoas são meigas, compreensivas e atenciosas comigo eu sou uma tipa bestial e devolvo tudo a preceito e às mãos cheias, mas quando as pessoas são rudes, frias ou distantes...viro gelo, completamente!
Lamento, mas não consigo ser de forma diferente.