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sábado, 7 de outubro de 2006

Dois...


No dia 29 de Setembro fui ao Centro Cultural Olga Cadaval ver dança contemporânea.
Dois. Um espectáculo de dois intérpretes, pensado a partir da ideia de Romeu e Julieta, em que os acessórios são considerados supérfluos, para enfatizar o essencial do encontro entre os dois.
Encontros e desencontros, o momento em que se conhecem formando entre eles um labirinto, os sons, as cores, as fotografia… como se tudo se passasse no íntimo de cada uma das personagens e não sendo assim necessário um interlocutor exterior para revelar o que entre eles existia.
Um bailado de dois corpos que transparecem sentimentos. A harmonia entre dois, os gestos, as mãos. Não foi preciso uma só palavra. Um amor impossível.
Sintra faz com que tudo se torne ainda mais intenso.
A noite que cai sobre a serra trazendo gotas de orvalho, frescas, vivas. A lua que paira sobre o místico castelo…
Um bom momento nas melhores companhias.
Estão são as noites que desejo repetir muitas e muitas vezes.



segunda-feira, 19 de junho de 2006

O submarino


Submarino é a história de um casal moderno (vivido por Miguel Falabella e Teresa Guilherme) e as suas dificuldades no relacionamento. Usando e abusando do humor, os autores traçam um quadro divertido, emocionante e mordaz sobre a impossibilidade de se manter um casamento ou de se viver sozinho numa grande cidade, neste novo milénio.
Esta comédia romântica é uma viagem pela vida, pelas diferentes crises da idade e paralelamente as crises que se vão vivendo numa relação a dois. César é corretor da bolsa de valores e Rita, uma bibliotecária. O casamento deles atravessa inevitáveis altos e baixos e eles contabilizam as próprias separações e os eternos reencontros. "O casamento é igual a um submarino. Até bóia, mas foi feito para afundar", diz Rita numa das cenas, sintetizando o humor e o espírito da comédia romântica que reúne os dois actores.
São as farpas e as ironias sobre o casamento nos dias de hoje.

Fui ver np sábado e adorei! Palmas para os dois.
Não posso deixar de partilhar convosco que a personagem de Falabella é o máximo, acreditem que é de ir às lágrimas.
Mais uma peça que vos aconselho a ver.

sábado, 6 de maio de 2006

1755 O Grande Terramoto

Na passada sexta – feira fui ver uma peça ao Teatro da Trindade.
Uma peça cuja acção começa antes do terramoto lisboeta de 1755 e culmina nas consequências que este teve.
Aconteceu no dia 1 de Novembro do mesmo ano às 9h20 da manhã, originando a destruição quase completa da cidade. Este sismo, que atingiu os 9 graus na escala de Richter, é considerado dos mais funestos da História. Antes da catástrofe natural, a tensão entre os grupos sociais é evidente e as lutas políticas proliferam.
Por fim, com a cidade já destruída, surge uma nova mentalidade, pois o abalo vivido em Lisboa teve um grande impacto, não só pela destruição que causou, mas também pelas mudanças político e socio-económicas que injectou na sociedade portuguesa do século XVIII.
Sob a alçada governativa do Marquês de Pombal e do rei D. José I, Lisboa ganha nova vida, num ambiente burguês, sem escravos ou cristãos novos e com escolas públicas e um intenso comércio.
Dentro da trama, incluem-se duas pequenas histórias: a de Mariana e do seu presumível incesto com o conde de Unhão e a ascensão ao poder do Marquês de Pombal.
Uma peça muito bem interpretada com actores excelentes reencarnado as personagens castiças de um Portugal nobre mas cinzento.
Adorei os efeitos especiais, as cores, as músicas, o cenário.
Quero destacar o desempenho do actor João Lagarto que faz de D. Maurício de Soveral, Conde de Unhão, pela sua magnífica interpretação. Ainda assim quero reforçar que todo o elenco está de parabéns bem como quem está por de trás do “pano”.

Recomendo vivamente!
Aproveitem já que a peça vai estar em cena de quarta-feira a sábado às 21:00 e aos domingos às 16:00 até 29 de Julho.