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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ahhhh o amor!

Imagem retirada da net e manipulada por mim

Tenho tido pouco tempo para passear na blogosfera e, como tal, a minha presença neste mundo virtual tem sido fraca, mas a verdade é que não deixo de visitar os meus blogues favoritos, mesmo quando não tenho grande espaço de manobra para comentar. Numa destas rondas, deparei-me com este post da Paulinha, que faz parte de um desafio com uma série de perguntas sobre o nobre sentimento que é o Amor. Pois eis que me deparo com a pergunta: "Já te apaixonaste pela pessoa errada?"

Eu, que tenho a mania que não tenho papas na língua (é só mesmo mania), ia lançada para responder algo do género: "Então não!" ou "Claro que sim, queres que te diga o nome da besta?". Mas, depois de acalmar o Dragão que há em mim, pensei: "Oh Marta não sejas assim! Mesmo aquelas paixões que resultaram em amargura trouxeram algo de bom, pelo menos enquanto durou."

Seria muito hipócrita da minha parte dizer que me apaixonei pela pessoa errada. Era aquela pessoa, era aquele o momento, era a pessoa certa no momento certo.Aconteceu porque tinha que acontecer e daí resultou algo de bom.

A verdade é que não foram muitas as vezes que me apaixonei, mas de todas elas consegui obter algo que me enriqueceu, que me fez crescer. Somei experiência de vida e tornei-me mais forte. Hoje, sou o que sou pelo que já amei.

sábado, 10 de março de 2012

Tentação

Eu cá, faço-me de forte, mas a verdade é que volta não volta tenho uma recaída. Ele vem de mansinho com o seu charme e pimba,  lá se vai a terapia dos últimos meses. E não é por nada, estava tão viciada que me custou horrores a largar.

Caraças pá...anda aqui uma tipa a aguentar-se meses a fio e de repente zás...bastou olhar-lhe para o seu pescoço nu e lá estava eu a subir candeeiros.

Longe da vista, longe do coração...é o que é!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Coração na boca


Sabes aqueles dias em que tudo está organizado na tua cabeça para um discurso coerente, objectivo e sucinto. Um discurso claro onde se expõe um ponto de vista que foi pensado e repensado...e de repente abres a boca e não dizes nada de jeito e as palavras são produzidas pelo coração em vez da razão...
Hoje, foi um desses dias :(

domingo, 11 de setembro de 2011

Gestos



Confesso que continuo a ser estupidamente romântica e ainda me deixo encantar por pequenos gestos de carinho e frases lamechas. Já não devia ter idade para ter juízo?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Confesso...



...agarras-me no casaco só um minuto?
Acabou por ficar em minha posse e naquela noite dormi agarrada a ele, ao casaco.
Dormi com o seu cheiro. O cheiro que não esqueço, por mais tempo que passe. O cheiro que conheço de cor. O cheiro que me trás recordações dos tempos em que conseguimos encontrar o equilíbrio para uma relação quase que perfeita.

E tu perguntas: Do que é que sentes mais falta?
E eu respondo prontamente: Do cheiro, do cheiro da sua pele!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Estados de alma


Nem sempre é bom ser tão transparente.

Porque é que estás tão triste? - pergunta-me com um ar terno.
Não respondi, evitei o tema mas reconheço que esta pessoa me conhece bem e sabe perceber a diferença entre o meu olhar.

Ao certo não sei justificar ,mas na verdade, essa é a palavra certa - triste!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vazio

Não encontro o meu reflexo no teu olhar, está vazio...
Não me encontro como antes...o teu olhar não se ri quando se cruza com o meu. Não há brilho nem cor, não existe nada no teu olhar. É como se fosse um olho de vidro, sem alma. Eu já não vivo em ti. Apenas o vazio.

domingo, 6 de junho de 2010

Broken in pieces...

A minha capacidade de raciocínio está perdida. Não consigo estabelecer ordem no meu pensamento. Existe uma anarquia entre o que penso e o que sinto, é como se me conseguisse soltar do meu corpo e de longe me visse lutar contra mim própria.

O Sol não me faz sorrir, o calor não me abraça, a voz amiga não me acalma. Procuro o que não encontro e no caminho que tomo estou completamente perdida.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Feitas as contas


Sem palavras começa.
Nasce dentro de nós,
Transborda-nos o olhar,
Arrepia a pele e enche a alma.

Começa do nada e cresce dentro de nós.
Sem palavras, sempre sem palavras.

Acaba assim, com um vazio no olhar e uma dor dentro de nós.
Se o destino assim o ditar, no mesmo local talvez, acaba.
Um título é um ínicio, a esperança de uma história por contar.
O ponto fnal termina e não nos deixa sequer sonhar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lua


Olho-te pela janela Lua.
Estás longe, tão longe.
Queria que estivesses mais perto.
Queria poder abraçar-te.
Queria poder repousar em ti e deixar-me levar pelo branco da tua luz.
Já estive tão perto outrora.
Vivi sobre o teu poder cósmico e era para ti um astro rei.
Perdi-me na imensidão do teu universo.
Vejo-me longe, sugada por um buraco negro de onde não consigo sair.
Atrevo-me a espreitar-te todas as noites e a admirar o teu luar, o teu beijo sobre o Tejo.
Mas de longe, de muito longe.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O nosso melhor amigo.


O tempo caminhou do meu lado.
Deu-me paciência e sabedoria.
Trouxe-me a vontade.
Levou-me a dor.
O tempo fez de mim alguém maior.
Fez de mim uma pessoa melhor.
Deu-me espaço para perceber.
Trouxe-me a liberdade.
Levou-me a tristeza.
O tempo é o meu segundo melhor amigo...

Está depois de ti!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O dia morre em mim.


Hoje cheguei a casa e pensei em sentar-me no telhado, olhei para o local onde te levei naquela noite, ainda estás lá, como em cada outro canto da casa. Juro que por vezes parece que ainda sinto o teu cheiro em mim. Fecho os olhos e consigo identificar o gosto do teu beijo, o calor do teu corpo. Sinto um vazio enorme dentro de mim. Leio e releio a tua última mensagem. Vivo-a com intensidade e suspiro profundamente. É inevitável sentir a tua falta.
Cresço por fora e mirro por dentro. Olho as fotos na parede e deixo que a brisa passe por entre os meus cabelos derrubando-me as lágrimas que teimam em correr-me o rosto. Penso e não concluo nada, perco-me num mundo que não é meu. Talvez nunca tenha sido. Visito os locais agora abandonados mas que em tempos nos aproximaram. Leio-nos à espera de encontrar um final feliz mas a realidade é cruel. Nem a música me tira deste estado. O dia morre em mim.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Perdidas entre as horas.


É como me sinto.
Parece que não me consigo encaixar nos momentos mortos.
Prefiro estar às aranhas com o trabalho de maneira a não ter tempo para pensar em mais nada.
Sufoco, tropeço em mim.
Perco-me em pensamentos que me deixam dormente.
Volto, respiro, mas não tarda retorno ao mesmo estado.
Ando às voltas com a zona complexa do meu ser.
Questiono vezes sem conta.
Pergunto e volto a perguntar mas não encontro respostas.
O vazio tomou conta de mim.
E já não é só ao final do dia quando me encontro no escuro, é mesmo quando me sinto inundada pela luz do dia.
É a qualquer hora.

Vou reunir o que me faz falta e tenciono partir, assim que possível…quero perder-me na estrada a caminho de nenhures. Quero seguir uma luz que me guie daqui para fora.

Quero fugir deste vazio. Cobarde? Talvez!
Mas que se lixe tudo. O cansaço tomou conta de mim e não tenho nem quero ter força para me deixar ir com a maré.

E sim, uma vez que seja, deixa-me pensar que o mundo gira em torno do meu umbigo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Amar é...



Amar é saber libertar...
É deixar-te seguir o teu caminho ajudando a retirar as pedras que te atrapalham.
Amar é aceitar o teu destino.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Peças de puzzle


Sabes quando encontras alguém que sabes que encaixa em ti na perfeição, aquela pessoa que te lê o olhar, que sabe tudo o que precisas mesmo quando não pedes. Aquela pessoa que parece conhecer o teu corpo como a palma da sua mão. Que respeita e recebe o teu amor e retribui de uma forma natural porque sente o mesmo que tu. Alguém que parece encaixar em ti como uma peça de um puzzle, do teu puzzle. A peça que faltava e com ela os dois se tornam num só.
O que fazer quando se encontra essa peça?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Será?


Cheguei a casa com um aperto no peito. Estava a precisar sentir-me ligada a Terra para deixar este estado dormente em que por vezes me encontro. Tirei um cigarro do maço e deixei-me levar até à varanda. Descalcei-me e senti o calor da pedra nos meus pés, lembro-me de fazer isto milhares de vezes enquanto miúda, porque parei de o fazer? O burburinho da cidade agora meio deserta dava lugar à doce melodia das andorinhas. Fumei o meu cigarro calmamente enquanto a brisa quente da noite me tocava os cabelos soltos. É este o meu canto favorito da cidade, o meu canto de meditação. Rendi-me perante o tom laranja que pintava o céu e pensei: Quem espera sempre alcança, não é o que dizem?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O campo traz-me calma


O cheiro da relva cortada enche-me os pulmões de um aroma estonteante. O sol parece mais forte e o chilrear dos pássaros é uma constante.
Adoro os passeios ao final da tarde, quando o calor parece ser vencido pela brisa fresca que vem do Oeste. Caminho pelo alcatrão concentrada apenas no que o meu olhar permite ver sob o horizonte. Os campos estão amarelos do trigo tratado pelo Sol. A natureza aparece na sua forma mais pura. Não há carros, nem correrias. Não há a pressão dos relógios nem o stress das multidões. Pareço perdida contudo encontro-me aqui, na imensidão do azul do céu pintado. É ao final da tarde que a brisa parece trazer os sons que nunca notamos, os sons de um campo habitado por seres que parecem não existir. Tenho calma e era isto que procurava.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O beijo


Este é o meu quadro favorito.
Um momento intenso entre dois.
Um momento genuíno de um beijo doce.
Tingido de cores quentes cria um mundo sensual.
Comunica uma sexualidade latente.
O beijo é algo de fantástico…

terça-feira, 20 de maio de 2008

Por ti que vês em mim o Sol!


Ponderei afastar-me das palavras.
Pensei que seria possível deixar de expor o que sinto, talvez tenha considerado isso como uma defesa. Não me quis por a nu, contudo vejo que é impossível. São as palavras que me confortam, são as palavras que me identificam. São as folhas perdidas neste espaço cibernético que me fazem baixar à terra e concluir que por vezes vivo na ilusão.
Creio que o que escrevo é lido pelos que me acompanham neste mar de desabafos e são essas pessoas que me devolvem a vontade de escrever. Não me posso fechar no meu universo e julgar que longe deixo de sentir este pesar. Lido com algo doloroso, não nego, mas acredito que o que não me mata só me torna mais forte. Regresso com a força que vêem em mim. A força de um Sol que não se deixou apagar por um desgosto, por uma deficiência da vida. Renasço novamente, como tantas outras vezes, das cinzas como uma Fénix dourada. Regresso com mais força ainda, porque sei que no fundo algo me está reservado, algo grande! Regresso de coração vazio mas cheia de ideias na cabeça. Cheia de vontade de corrigir o que fiz de errado, de me dar uma segunda oportunidade.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Falta do teu abraço

Não o conheço há muito anos mas soube, assim que passamos a estar mais tempo juntos, que esta pessoa tinha entrado na minha vida para ficar. Partilhamos muita coisa e tornamo-nos bons amigos. Trocamos confidencias. Falamos sobre experiências. Sabíamos que podíamos confiar um no outro. Sabíamos respeitar as vontades um do outro.
Ele chamava-me o Sol. Ele passou a fazer parte do meu dia-a-dia.
Eu tinha a certeza que ele era o meu melhor amigo, o meu maior confidente.

Claro está, que quando duas pessoas se gostam muito chocam por diversas razões. Só não é assim em relação a pessoas que nos são indiferentes.
De todas as vezes que nos chateamos magoamo-nos mutuamente, mas eu achava que era algo passageiro. Até à última vez. Saímos os dois de tal forma magoados, que mais tarde, sem sequer saber bem de quem era a culpa, passamos a ser dois estranhos.

O tempo passou e eu recuso-me a continuar a ser a besta em que me transformei.
Olho para ele com carinho, interesso-me por ele. Estimo-o e mimo-o sempre que posso.
Mesmo que de lá não venha retorno.

Afinal não é isto amor fraterno?