
A conta somou 5,30 €. A rapariga, retirou do saco um iogurte e envergonhada disse:
- "...se puder retirar isto da conta...não tenho mais dinheiro..."
Retirei 30 cêntimos da carteira entreguei à rapariga. Ficou perplexa, talvez incrédula. Fez mil agradecimentos e despediu-se referindo um Deus lhe pague. A minha filha olhou para mim e disse:
-Mãe, és tão boa pessoa.
A verdade é que percebi desde logo que a rapariga em questão estava mal nutrida e que certamente teria dificuldades financeiras. Para além disso, o que levava era sopa, fruta e iogurtes, alimentos que considero de primeira necessidade. Com toda a certeza, não me teria oferecido para pagar se os artigos fossem outros, como álcool, ou tabaco, ou mesmo guloseimas. O que aquela rapariga queria era alimento, simples alimento e não tinha mais que 5,00€.
Infelizmente, este tipo de cenário começa a ser cada vez mais frequente e, da maneira como as coisas estão, com o governo a sugar-nos até ao tutano o que temos e o que não temos, não me admira ver pessoas que embora não transpareçam pobreza, começam a dar sinais de que ela está a afectar, cada vez mais, o nosso País.
Imagem retirada da net sem qualquer manipulação
Contar tostões foi uma coisa que eu vi a minha mãe fazer há 30 anos. Infelizmente estamos outra vez na mesma.
ResponderEliminarParabéns pela tua atitude. Fizeste a diferença num mundo actualmente tão "umbiguista".
Acho que cada vez mais voltaremos a ver essa realidade.
EliminarNão caminhamos para melhor :(
Infelizmente é uma realidade que está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia! Com o Governo que temos, com os cortes que temos e vamos ter ainda mais, nem sei onde isso vai parar. A Marta tem um bom coração.
ResponderEliminarTambém eu sinto o peso dos impostos e tenho cada vez menos qualidade de vida. Todos nós. Custou-me ver que aquela rapariga poderá ser qualquer um de nós, que hoje, ainda tem dinheiro para o essencial.
EliminarE o homem de Boliqueime a assobiar para o lado...
ResponderEliminar:(
Os do topo são os que menos se preocupam com a miséria alheia.
EliminarParabéns, foste fantástica!
ResponderEliminarTenho a certeza que farias o mesmo.
EliminarBela atitude a tua- a cada dia que passa mais gente passa fome :(
ResponderEliminarA minha atitude teria sido a tua também, tenho a certeza.
EliminarNunca pensei, mas já sei o que é contar tostões. A vida muda e nem sempre é fácil.
ResponderEliminarBeijos
É uma realidade dura.
EliminarMarta, também eu te digo, és uma boa pessoa!
ResponderEliminaré assim que devemos todos ser! mais solidários!
Tu também o és, Estrela.
EliminarGostei bastante da tua ação! Temos que ajudar quem tem menos que nós. Também já fiz o mesmo, coincidência ou não, na caixa de um PD. Uma mãe e uma filha dos seus dez, onze anos. O dinheiro não chegava, estavam a tirar coisas de dentro do saco e eu disse à funcionária que pagava a diferença. E às vezes quando vou a entrar está alguém a pedir e já tenho comprado pão, fruta, leite, fiambre e queijo e pacotes pequenos de leite e ao sair entrego a quem pede. E sentimo-nos tão bem ao saber que ajudámos, pelo menos, aquela pessoa. É ou não é Marta? Beijinho muito grande.
ResponderEliminarÉ isso mesmo.
EliminarPara mim caridade tem de ser imediata. Não acredito nas instituições que dizem recolher fundos para quem mais precisa. Eu tenho a necessidade de saber que a minha ajuda chega a quem de direito. Também já fiz um ano de voluntariado junto dos sem abrigo e sei bem que as tais instituições são donas de contas bancárias chorudas e para a rua mandam só mesmo as sobras :/
Pensei que tivesse escrito alguma coisa aqui...
ResponderEliminarFizeste bem amiga, generosidade é muito importante, e há algo de especial em quem dá de coração livre. Penso que sempre retorna em coisas boas.
Desejo em dobro tudo o que desejam a mim.
EliminarSou de ajudar o próximo, porque que um dia, posso ser eu a precisar.
Lindo gesto Marta! :)
ResponderEliminarSe todos fossemos assim uns para os outros, este mundo seria bem melhor!