quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Um desejo...


Estávamos todos lá fora, deliciados com o céu negro, aveludado e cheio de estrelas. Cada um de nós escolheu a sua constelação favorita e eu por razões óbvias escolhi a Draco, embora pouco visível. Com a falta de luz que existe no meio rural é fácil distinguir as estrelas, elas são o foco mais intenso de luz por estas bandas. Gosto da noite do campo, pelo cheiro, pelos sons, pelo céu belíssimo que nos oferece. Ando sempre atrás das estrelas cadentes mas nunca tenho muita sorte, contudo fomos brindados com uma dessas estrelas que passou disparada com uma cauda enorme. Rasgou o céu com uma velocidade brutal. Na verdade todos a conseguimos ver o que é na realidade muito difícil, quando um olha para a direita o outro olha para a esquerda e lá se vai a oportunidade. Mas naquela noite todas a conseguimos ver. Ficamos em silêncio e todos pedimos um desejo, mesmo quem não acredita que se possa realizar.

Ouviu-se uma gargalhada e alguém diz:
-O que foi que pediram? Eu peço sempre saúde para mim e para os meus.
-Eu também, isso e que os meus avós vivam muitos anos.

Eu fiquei calada. Senti-me tão egoísta. Eu pedi para receber uma mensagem, uma palavra que fosse para ter a certeza que não se esqueceu de mim.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Finalmente uns dias longe!


Já estava a precisar de carregar baterias. Arrumei uma mala com pouca roupa e terça-feira de manhã lá fui eu rumo a Odeceixe mais dois amigos. Fomos acampar e valeu a pena a aventura, já não acampava há muitos anos e estes dias trouxeram-me boas recordações. Claro está que na mala não faltou a máquina fotográfica e com ela trouxe umas quantas fotos de paisagens magníficas.
Hoje estou de volta a Lisboa mas por apenas algumas horas, vou passar a próxima semana a Santarém junto da família.

Em Setembro regresso com a força que é necessária para lidar com os meus fantasmas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Amar é...



Amar é saber libertar...
É deixar-te seguir o teu caminho ajudando a retirar as pedras que te atrapalham.
Amar é aceitar o teu destino.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Peças de puzzle


Sabes quando encontras alguém que sabes que encaixa em ti na perfeição, aquela pessoa que te lê o olhar, que sabe tudo o que precisas mesmo quando não pedes. Aquela pessoa que parece conhecer o teu corpo como a palma da sua mão. Que respeita e recebe o teu amor e retribui de uma forma natural porque sente o mesmo que tu. Alguém que parece encaixar em ti como uma peça de um puzzle, do teu puzzle. A peça que faltava e com ela os dois se tornam num só.
O que fazer quando se encontra essa peça?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Porque eu sou um Dragão!


1976-Dragão

"Exóticos, intencionais e elegantes. A pessoa do Dragão é magnânime, cheia de vitalidade e de força.

Egoísta, excêntrico, dogmático, terrivelmente exigente, no entanto sempre com uma grande faixa de admiradores. Orgulhoso, aristocrático e muito directo, o nativo do Dragão estabelece os seus ideais cedo na vida e exige os mesmos padrões elevados e perfeição da outra pessoa que viva com ele.

Representa o poder. O Dragão é uma bateria carregada de energia. A sua impetuosidade, ânsia e zelo quase religioso podem arder como o próprio fogo que deita pela boca. Tem o potencial para realizar coisas grandes.

O Dragão poderoso é difícil de contestar, por vezes é mesmo impossível. Tende a intimidar todos aqueles que o ousam desafiar. Um dragão irritado, pode ser um furacão impossível de travar.

Mas o Dragão também é fiel apesar do seu temperamento forte e de suas maneiras dogmáticas. Pode pôr de lado ressentimentos domésticos e vir prontamente salvar quem dele precisar. Raramente mede as palavras, fala como um Imperador. Embora possa ter as virtudes do discurso e da democracia livre – por vezes não o cumpre. Sente-se acima da lei e nem sempre pratica o que prega.

Torna-se áspero, rude e totalmente descontrolado quando provocado.
Apesar do seu vulcão de emoções, o dragão não pode ser considerado demasiado sentimental, sensível ou romântico. Gosta do amor e da adulação por princípios obrigatórios. Mas apesar de teimoso e por vezes irracional ele também consegue perdoar quando menos se espera e como as coisas devem ser retribuídas, ele também espera que lhe perdoem os seus erros.

Demasiado orgulhoso, recusa pedir ajuda. Demasiado atento aos pormenores, abomina falta de atenção, demasiado correcto, recusa mentir.

É vital para a pessoa do Dragão, ter uma finalidade ou uma missão especial na sua vida, deve sempre ter uma causa para poder lutar, um objectivo a alcançar.

A pessoa do Dragão é super positiva, nada poderá mantê-lo em baixo por muito tempo e mesmo quando tem uma série de problemas, tenta sair deles o mais rapidamente possível.

É muito difícil para um Dragão fingir emoções. Os seus sentimentos são genuínos e vêm sempre directos do coração. Quando declara a alguém o seu amor, pode estar certo de que ele é sincero.

A sua presença e magnetismo influenciarão as pessoas sobre a sua maneira de pensar. Consegue motivar todos aqueles com quem tiver contacto.

Nunca será difícil confiar num Dragão, ele demonstra apesar de tudo muita responsabilidade e raramente tem dúvidas sobre o que é capaz de fazer.

O Tigre, o Galo, o Cavalo, a Cabra, o Coelho e o Porco todos procuram o Dragão pela sua beleza e força. "


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Será?


Cheguei a casa com um aperto no peito. Estava a precisar sentir-me ligada a Terra para deixar este estado dormente em que por vezes me encontro. Tirei um cigarro do maço e deixei-me levar até à varanda. Descalcei-me e senti o calor da pedra nos meus pés, lembro-me de fazer isto milhares de vezes enquanto miúda, porque parei de o fazer? O burburinho da cidade agora meio deserta dava lugar à doce melodia das andorinhas. Fumei o meu cigarro calmamente enquanto a brisa quente da noite me tocava os cabelos soltos. É este o meu canto favorito da cidade, o meu canto de meditação. Rendi-me perante o tom laranja que pintava o céu e pensei: Quem espera sempre alcança, não é o que dizem?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Partilha

Habituei-me a partilhar convosco o meu olhar.
Aqui fica mais um…este Ribatejano e com um cheirinho a noites quentes.


(tirada em Santarém-Fonte da Pedra)

domingo, 22 de junho de 2008

E não é assim a vida?

Como é possível saber concretamente o que é certo e o que é errado. Como saber se o que achamos ser o certo não é na verdade o errado se na maioria das vezes é considerado uma questão de opinião e de ponto de vista? Se assim é como saber se as decisões que tenho tomado baseadas no que eu penso ser o certo não são as decisões erradas?

Posso concluir apenas que o certo é vasto, tão vasto como o Universo em que nos encontramos. O que é certo para mim pode não ser o certo para quem está a meu lado. Logo o certo é relativo. Todas as minhas acções têm causas que não afectam apenas a mim. Uma atitude minha pode mudar a vida de terceiros. O que considero certo pode então causar o caos à minha volta.
Complicado não é?

E não é assim a vida?

sábado, 14 de junho de 2008

Santo António


Ainda tentei afastar-me do mau caminho mas é mais forte do que eu. Não resisti em vir para Lisboa nesta grande noite. Este foi talvez o ano com mais gente nas ruas.
A nossa noite começou em Alfama onde o cheiro a sardinha abafava o cheiro do tão real manjerico. As barraquinhas com o seu ar castiço vendiam de tudo e o pregão era: É tudo a 1 euro!
Cerveja para os mais expeditos e sangria para os pouco afortunados que não gostam de cerveja (eu!). Sardinhas e couratos, a bela da bifana, farturas e até tremoços, havia de tudo. Seguimos pelas ruas mais apertadas e sentimo-nos levados por um mar de gente colina acima. Paramos a caminho da Costa do Castelo, pareceu-nos que o Limoeiro era o melhor spot da noite e no meio de toda aquela confusão ainda arranjamos uma mesa e umas quantas cadeiras para os que já tinham os pés em “braza”. A noite era uma criança…

Já perto das 3 da manhã zarpamos em direcção ao Bairro, era ali que iríamos acabar a noite. Alguns menos corajosos deixaram-nos no caminho, outros saltaram do barco já em pleno BA e de um grupo tão grande ficamos apenas dois. Os destemidos, que mesmo com os pés em chagas e os olhos meio trocados, ainda ficamos pelas ruas à espera de reforços. Apareceram mais 3 ainda frescos que nem alfaces, ou devo dizer alfacinhas? Enfim…frescos de tal forma que nos levaram entre um e outro canto a rebentar de música e álcool. A noite terminou às 6h30, foi a essa hora que vimos a luz do dia.
E como uma saga nunca termina sem uma boa cena diurna fica para recordar os 3 últimos sobreviventes da grande noite, na Gare do Oriente às 7h30 da manhã, completamente esparramados nos bancos à espera do comboio que me ia levar de volta ao meu retiro espiritual.


Viva o Santo António
Viva bifana dourada
O pessoal toma vitaminas
E ainda aguenta uma noitada.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O campo traz-me calma


O cheiro da relva cortada enche-me os pulmões de um aroma estonteante. O sol parece mais forte e o chilrear dos pássaros é uma constante.
Adoro os passeios ao final da tarde, quando o calor parece ser vencido pela brisa fresca que vem do Oeste. Caminho pelo alcatrão concentrada apenas no que o meu olhar permite ver sob o horizonte. Os campos estão amarelos do trigo tratado pelo Sol. A natureza aparece na sua forma mais pura. Não há carros, nem correrias. Não há a pressão dos relógios nem o stress das multidões. Pareço perdida contudo encontro-me aqui, na imensidão do azul do céu pintado. É ao final da tarde que a brisa parece trazer os sons que nunca notamos, os sons de um campo habitado por seres que parecem não existir. Tenho calma e era isto que procurava.

sábado, 7 de junho de 2008

De férias outra vez…


Sim, é verdade…vou-me ausentar por uns dias da cidade.
Vou perder-me no campo e aproveitar este Sol magnifico.
Volto pelos Santos.
Beijos.

domingo, 1 de junho de 2008

Um canto da minha cidade

Existe um canto da minha cidade que sempre me encantou, principalmente nesta altura do ano. Passo por aqui todos os dias e reduzo sempre a velocidade para poder apreciar este tom lilás que pinta a Meia-lua.
Hoje não resisti em pegar na máquina fotográfica e captar o momento de que vos falo. Gostava que sentissem igualmente o cheiro que estas flores libertam quando se soltam dos ramos das árvores.
Este canto é mágico no entanto raramente é apreciado.
Tenho gosto de o partilhar convosco.

(clica na imagem para ver melhor)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O beijo


Este é o meu quadro favorito.
Um momento intenso entre dois.
Um momento genuíno de um beijo doce.
Tingido de cores quentes cria um mundo sensual.
Comunica uma sexualidade latente.
O beijo é algo de fantástico…

sábado, 24 de maio de 2008

You fly straight into my heart.


Tenho tido algumas paragens no tempo. Por vezes dou comigo, absorta, a olhar para o nada, longe de onde me encontro fisicamente. Parece que tenho asas e voo. Voo para longe, para um sítio só meu. Um local onde encontro o que tanto procuro. Sigo a luz dos teus olhos, o teu sorriso e voo.


“...You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
But here comes the fall
So much for make-believe,
I'm not sold
So much of dreams, deceit,
I'm not prepared to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me bold
For always and ever
I'll never let go
Always concealed
Safe and inside, alive
Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
In a passion it broke
I pull the black from the gray
But the soul can wait
I felt you so much today...

(Pioneer To The Falls)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Por ti que vês em mim o Sol!


Ponderei afastar-me das palavras.
Pensei que seria possível deixar de expor o que sinto, talvez tenha considerado isso como uma defesa. Não me quis por a nu, contudo vejo que é impossível. São as palavras que me confortam, são as palavras que me identificam. São as folhas perdidas neste espaço cibernético que me fazem baixar à terra e concluir que por vezes vivo na ilusão.
Creio que o que escrevo é lido pelos que me acompanham neste mar de desabafos e são essas pessoas que me devolvem a vontade de escrever. Não me posso fechar no meu universo e julgar que longe deixo de sentir este pesar. Lido com algo doloroso, não nego, mas acredito que o que não me mata só me torna mais forte. Regresso com a força que vêem em mim. A força de um Sol que não se deixou apagar por um desgosto, por uma deficiência da vida. Renasço novamente, como tantas outras vezes, das cinzas como uma Fénix dourada. Regresso com mais força ainda, porque sei que no fundo algo me está reservado, algo grande! Regresso de coração vazio mas cheia de ideias na cabeça. Cheia de vontade de corrigir o que fiz de errado, de me dar uma segunda oportunidade.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um dia complicado


Foi um dia daqueles. Odeio quando não consigo resolver um mal entendido de imediato. Não gosto de ficar com as ideias mal esclarecidas. Fiquei na mó de baixo e transbordei esse sentimento no local onde me encontrava. A minha frustração era transparente.
Recebi uma série de abordagens perguntando se estava tudo bem e se havia algo que poderiam fazer para me animar. Achei que esta era a vertente negativa de uma pessoa bem disposta. Quando o habitual é o sorriso nos lábios e as brincadeiras são uma constante basta um momento menos bom para que à minha voltem me questionem sobre o tema.
Agora que penso nisso de uma forma mais calma posso concluir o seguinte:

Não é uma vertente negativa, não!
É um facto importante. Se sou abordada desta forma por estar triste é porque as pessoas que me rodeiam se importarem com o meu bem-estar, é porque gsotam de me ver feliz.

Assim termino dizendo: Sou de facto uma sortuda!

P.S. Limão, obrigado por estares sempre por perto e me tentares animar. Obrigado pela retribuição de carinho. Obrigado por estares atento e veres nos meus olhos a tristeza e não me questionares nada. Obrigado pelo ombro amigo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Voltei…



Voltei de uma viagem fantástica. Foi uma oportunidade única até porque a América não fazia parte dos meus planos de viagem. Foi uma recompensa que aceitei com alguma dificuldade mas que no fim se traduziu num verdadeiro retiro espiritual. Viajei com 37 pessoas que embora sejam da mesma “empresa” me eram completamente desconhecidas. Como a minha sorte é do tamanho do mundo, destas pessoas havia uma que já conhecia e que foi uma companhia fantástica.

Ainda assim não consigo evitar de dizer que as minhas viagens de sonho são as que são feitas com familiares, amigos ou com a nossa cara-metade. Dou muita importância aos pormenores e isso faz com que queira partilhar cada momento com aqueles que habitam o meu coração.
Na verdade foi uma experiência enriquecedora, conheci locais novos e participei em experiências nunca transportadas do imaginário para a realidade.

Momentos mais marcantes desta viagem:

Magnifico dia passado no Universal StudiosLos AngelesSoberbo passeio de helicóptero sobre o Grand Canyon
Fantástica visita a Alcatraz – São Francisco.


p.s. Tu estiveste sempre comigo.
In my head, in my heart.

domingo, 20 de abril de 2008

I´ll be back!

Faltam 8 dias para ir de viagem.
Já tenho algumas coisas de lado, coisas das quais não me quero mesmo esquecer. Não abro mão do meu mp3, não sei viver sem música. Levo também o meu moleskine, sei que à noite apetece-me escrever e recuso-me a escrever num papel qualquer. A minha máquina fotográfica que é mais do que a minha fiel memória. Gravará todos os momentos que tenciono mais tarde partilhar.

Levo pouca coisa na mala…sei que venho carregada de saudades.

Esta semana vai servir para deixar tudo em ordem antes da minha partida.
Já sei que vou andar com o nervoso miudinho à flor da pele, acontece-me sempre antes de viajar e desta vez é diferente de todas as outras. Vou mas sinto que vou deixar algo para trás, algo que não fica “arrumado”.

Espero voltar com muitas letras no bolso. Muitas histórias para contar.
Provavelmente não vou voltar a postar antes de me ir embora por isso mesmo me despeço. Adeus e até ao meu regresso.


P.S. na sequencia do meu último post mais informo que o meu cota é um tipo genial e a custo zero arranjou o espelho do meu magnifico automóvel.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sorte e Azar


Está na hora de acordar para a vida.
Sorte bestial em ganhar uma viagem de sonho.
Sorte fantástica em ir nessa viagem com um amigo da velha guarda.

Azar do caraças no que toca ao meu estimado veiculo.
Bolas, bolas e mais bolas.
Então não me partiram o espelho do carro outra vez.
Desta vez fiquei verde como o Hulk e só me deu vontade de correr pela rua fora a oferecer bordoadas a torto e a direito.
Ok, feitas as contas só nestes dois últimos meses bateram-me no carro três vezes deixando marcas visíveis e um espelho completamente trucidado. Sempre com o carro estacionado, é preciso que se diga.

Mas será que a malta não vê que o meu carro é cinza e não vermelho?

domingo, 13 de abril de 2008

Longe...de ti.


Daqui a 2 semanas vou estar longe.
Muito longe.
Vou fazer a grande viagem do ano.
Estou feliz porque é o que mais gosto de fazer, contudo não consigo deixar de pensar nas saudades que terei tuas.
São 9 dias do outro lado do globo terrestre.
9 dias sem te ver, sem te ter perto de mim.
Quero que saibas que te levo comigo.
Na cabeça, no coração.
Nas memórias recentes.
São 9 dias a escrever para ti.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Simples canção...

Preciso fumar o último cigarro da noite.
Está frio e não me apetece ir para a varanda.
Vou até à casa de banho, ligo o rádio e abro a janela.
Com os olhos postos no rio travo o sabor de um dia intenso, cheio de revelações.
O rádio emite as ondas que me embalam docemente e quando sinto que por hoje acabou …eis que uma melodia me faz sorrir novamente e me trás à memória o que teimo em esquecer.

“Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar

E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube que ela deu
O que ninguém
Estava lá para dar

Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção…”
É música que trago no coração.

domingo, 6 de abril de 2008

Milk...


Já de manhã, a caminho de casa, o telemóvel anunciou discretamente uma mensagem.
O meu coração disparou.
Sabia quem era por isso mesmo não quis ler logo.
Fiquei a gozar o momento de adrenalina que me provocara.
Aproveitei um sinal vermelho para ler com atenção e pausadamente:

“Falei tanto contigo que te trouxe comigo.
In my head, In my heart (a ouvir Milk).”


O meu coração disparou novamente mas agora com tal intensidade que perecia que me ia saltar do peito. Mergulhei por momentos em flashbacks de momentos entre nós…e só acordei com uma buzina que me lembrou que ainda estava na estrada.

Adormeci com um gosto doce e com a certeza que também eu o tenho…
In my head, in my heart!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Falta do teu abraço

Não o conheço há muito anos mas soube, assim que passamos a estar mais tempo juntos, que esta pessoa tinha entrado na minha vida para ficar. Partilhamos muita coisa e tornamo-nos bons amigos. Trocamos confidencias. Falamos sobre experiências. Sabíamos que podíamos confiar um no outro. Sabíamos respeitar as vontades um do outro.
Ele chamava-me o Sol. Ele passou a fazer parte do meu dia-a-dia.
Eu tinha a certeza que ele era o meu melhor amigo, o meu maior confidente.

Claro está, que quando duas pessoas se gostam muito chocam por diversas razões. Só não é assim em relação a pessoas que nos são indiferentes.
De todas as vezes que nos chateamos magoamo-nos mutuamente, mas eu achava que era algo passageiro. Até à última vez. Saímos os dois de tal forma magoados, que mais tarde, sem sequer saber bem de quem era a culpa, passamos a ser dois estranhos.

O tempo passou e eu recuso-me a continuar a ser a besta em que me transformei.
Olho para ele com carinho, interesso-me por ele. Estimo-o e mimo-o sempre que posso.
Mesmo que de lá não venha retorno.

Afinal não é isto amor fraterno?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Refresh


O vento finalmente virou, sopra agora a meu favor.
Sinto o seu toque, ao de leve no rosto, como quem beija e sente o gosto doce de um néctar.
O céu está vestido de um azul como nunca o vira antes. Um azul profundo.
Um azul salgado como o do mar. Um azul fresco como o das paredes de um pátio.
O aroma adocicado que paira no ar trás boas novas.
A porta está finalmente aberta.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Jigsaw

Tenho um nó na cabeça. Um? Vários!
Às vezes penso que não vivo neste planeta. Já cheguei à conclusão que tenho um olho clínico que me permite ver mais além, mas depois não tenho forma de resolver os enigmas que observo.
Mas não me queixo, não!

São estes os momentos áureos da fase em que me encontro.
Adoro nós!

sábado, 22 de março de 2008

Reflexão.


Fiz um retiro espiritual por três dias.
Fugi para Santarém, a minha segunda casa.
Estes tons verdes que pintam a paisagem enchem-me os pulmões de um ar embriagante.
Levitam-me. Respiro profundamente. Oiço o bater do coração.
Penso e repenso, saudavelmente, sobre assuntos que me ocupam a cabeça e me palpitam no peito. É bom sentir saudades. Saudades tuas.

Uma dedicatória


Dedico esta foto ao meu amigo e excelente fotógrafo Fernando Pinto.
Podem ver as fotos no seu fotoblog através do link à direita.

Fernando, espero que gostes.

domingo, 16 de março de 2008

Clã entre as tasquinhas


Ontem à noite dei um salto ao centro de Santarém. Decorrem as festas de S. José mais conhecidas por “feira das tasquinhas”.
Como diz o prospecto:
A tradição já não é o que era.
É muito melhor.

Entre as ditas tasquinhas, as arenas onde soltam os touros, e atenção, apenas largadas…Havia também as barraquinhas das farturas, pipocas e algodão doce, para o menino e para a menina. Póneis e cavalos para quem quisesse dar um “giro”. Camas elásticas para os atrevidos aderentes ao bungee jumping e insufláveis a imitarem castelos onde os putos saltavam freneticamente.
Um majestoso palco onde desfilavam as candidatas a miss Vinhas e claro está, não faltavam as barraquinhas de material artesanal para todos os gostos e bolsas.
Sim, uma feira.

Contudo desta vez fomos surpreendidos pelo magnífico bom gosto na escolha do cartaz. Este ano fomos presenteados com a presença dos Clã. Foi um concerto espectacular. A Manuela Azevedo é um verdadeiro furacão no palco. A sua energia contagiou toda a multidão e algumas pessoas nem sabiam para o que vinham.

Deixem-me partilhar convosco a presença de uma sexagenária completamente alcoolizada que estava agarrada as grades, coladas ao palco. Crivada de rugas marcadas pela vida, vestida com trapos, saltava com euforia balbuciando como podia algumas palavras soltas e sem sentido.
Com o efeito alucinante do álcool estava a ter uma verdadeira trip. Delirou com o concerto do princípio ao fim e deixou-nos de boca aberta ao tentar imitar a vocalista, que no álbum Cintura promove os movimentos do corpo.

Vivam os free concerts!

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma pausa


Não tenho horas para nada. Faço apenas o que me apetece.
Ao contrário do que gostava não vou viajar para lado nenhum durante esta semana.
Estou a aproveitar para por em ordem alguns assuntos. Alguns pendentes.
Devo ser muito organizada mesmo. Estou no meu 2º dia de férias e tenho tudo “arrumado”.
Assim sendo vou aproveitar o tempo que me resta para fazer uma introspecção.
Ou será que desarrumo tudo outra vez?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sem resposta.


-É uma confidencia que te faço. Nem à X contei…
-Não? Mas contas-me a mim! O que te leva a confiar em mim?


Raramente fico sem palavras, mas desta vez fiquei.
Não sei explicar porque é que confio, ou porque é que me faz sentir à vontade para desabafar sobre qualquer assunto. Só sei que assim acontece, naturalmente.

domingo, 2 de março de 2008

Imaginem…


Depois de correr o bairro de uma ponta à outra decidimos descer até à Bica. Era lá que estavam uns amigos de um dos “nossos”. Há anos que as minhas noites de folia são passadas nestas bandas mas por alguma razão que até então desconhecia nunca tinha entrado neste bar. Entramos praticamente ao empurrão visto que pelos menos três de nós preferiamos mil vezes estar na rua. Ainda assim não quisemos ser desmancha-prazeres. Ok, a música era tipo “Oldies” mas o ambiente até estava porreiro.

Ao som de Gloria Gaynor lá me animei e dei por mim a abanar as ancas. O circo estava montado. Abri a goela e cantei a plenos pulmões o “I will survive”.
Quando dou por mim tenho um gajo “com um leve pico a azedo” a dizer-me com o dedo apontado ao meu nariz:
-Sabes que há bares para vocês? Vejam lá se querem ir para a rua…portem-se mas é bem!

Desculpa?!? Há bares para mim???
Que bicha tão pouco tolerante.
É nestas alturas que me apetecia ser uma pessoa alérgica ao álcool, tenho a certeza que se não estivesse tão “cheia” lhe teria saltado para cima e num ápice lhe tinha arrancado os olhos.
Eu nem sou nada violenta. Não gosto de cenas, nem escândalos.
Mas bolas, uma pessoa não é de ferro.

Visto ser um bar, cujo o dono era conhecido de um de nós, achamos por bem retirarmo-nos lá para fora. Ficamos as 3 cá fora a fumar um cigarro e a comentar porque teria aquele ser idiota tecido aquele comentário…

Então não é que o asno ainda vem cá para fora dizer ao porteiro:
-Não deixes aquelas 3 entrarem. Estão bêbedas!
Pfuuuu…o bar devia ter na porta: entrada para bichas frustradas.
(E não misturem isto com preconceito, a única pessoa verdadeiramente preconceituosa era aquela grandessíssima besta.)
Senti-me a trepar paredes, completamente.
Ainda lhe perguntei se tinha algum problema mas fez-se de surdo e voltou para o covil.
Ao amanhecer, a caminho de casa, roguei-lhe uma praga.

Espero que lhe cresça um cacto no c*

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Um mimo especial para alguém especial.


Hoje a minha grande amiga está de parabéns.
Não porque faz anos mas porque recebeu uma proposta profissional excelente.
Este meu canto não faria sentido sem este pequeno apontamento. Esta grande amiga do peito é também uma leitora assídua das minhas folhas perdidas e por isso mesmo quero prestar-lhe este tributo.

Amiga, como eu sempre digo: Cada um têm o que merece.
E tu mereces. Porque és uma pessoa de valor. Porque és uma amiga 5 estrelas, porque eu sabia que o futuro te reservava algo de muito bom.

Pensa no que te disse hoje: tudo começa agora, tudo de bom!
Beijo grande e Boa Sorte :)

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Olhar cinematográfico |3|


Sweeney Todd

Tim Burton é de facto um verdadeiro senhor do imaginário.
Este filme revelou-se uma verdadeira surpresa.
Logo nos primeiros 5 minutos Londres é retratada em cenários sinistros, onde a humidade nos chega aos ossos pelo tour feito diante dos nossos olhos.
As sombras, as cores. Parece sentir-se-lhe o cheiro.
O guarda-roupa é simplesmente fascinante.
A caracterização das personagens está verdadeiramente fantástica.
Os diálogos são uma verdadeira loucura, até porque o filme é um musical e maior parte dos diálogos são cantados.
Quem não gostar do género dificilmente irá compreender a essência desta história onde a ideia primordial é a loucura, insensatez e a vingança!

Espante-se quem achar que o terror não pode ter a sua vertente humorística. Este tem. Existe várias possibilidades de soltar uma gargalhada de vez em quando com a ironia que é aplicada neste musical.


Podem contar com bons actores/cantores

Johnny Depp - Sweeney Todd (o barbeiro)
Alan Rickman - Juiz Turpin (o juiz)
Helen Bonham Carter - Mrs. Lovett (a dona da loja de empadas)
Jamie Campbell Bower - Anthony Hope (o marinheiro)
Jayne Wisener - Johanna (a filha do barbeiro)
Sacha Baron Cohen - Signor Adolfo Pirelli (o rival)

A não perder e sem dúvida ver na grande tela!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Estranha sensação…

Como é que sabemos quando alguém precisa de nós?
Pricipalmente quando esse mesmo alguém não nos pede ajuda directamente.
É apenas uma leitura que faço de um olhar. É talvez uma sensação...uma estranha sensação.
Não sei se estou certa e acho demasiado arriscado chegar e simplesmente esticar a mão.
Devo ficar no meu canto e ignorar o grito silencioso que oiço ou arriscar e abrir o meu peito antes mesmo que o pedido de S.O.S. chegue até mim?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Morangoska

Sexta-feira, pouco passava das 20h00…peguei nas minhas coisas e zarpei.
Para não variar fomos em direcção ao Bairro.
Jantar no sítio do costume e regado com o de sempre.
Já ninguém consegue ficar à mesa tanto tempo como antes, falo dos fumadores, claro está.
É difícil continuar sentado sabendo que com o café não pudemos puxar por um cigarrinho. Compreendo a lei e respeito. Por isso mesmo o jantar demorou o suficiente para não ser a correr.
Na rua estava-se melhor.

Trocamos mensagens e a caminho vinham os restantes companheiros da noite.
Encontramo-nos numa daquelas ruas cheias de gente. Mas encontramo-nos.

Já me deixei de vez da vodka preta. Acho terrível ficar com a boca como quem acabou de comer chocos com tinta. E já agora para variar da caipirinha virei-me para a Morangoska.
Fresca. Doce. Mesmo boa!

Inundados por um humor contagiante conseguimos vencer o cansaço de uma semana de trabalho.
Foi garantidamente uma das melhores noites de sempre.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Faz-me rir!


Escuto as palavras como se fosse a primeira vez que as oiço.
Tento devorar cada pormenor.
Não quero perder um segundo sequer.
Sei que a qualquer momento vou poder admirar novamente aquele sorriso franco que tanto adoro.
Somos cúmplices.
Não há dúvidas.
Mas o que mais me fascina é como me faz rir!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Fronteira



É como me sinto….
Entre duas vontades.
Não sei para onde devo pender…
Nem o vento me ajuda.

domingo, 27 de janeiro de 2008

STOP


Depois de uma semana de trabalho nada melhor de que ir jantar ao Bairro.
Sexta-feira foi um dia super cansativo e estava mesmo a precisar beber uma refrescante sangria numa boa companhia, pôr a conversa em dia e fazer aquela coisa que é proibida em espaços fechados.
Depois do jantar passamos a ser quatro e as ruas deste local pitoresco acolheram-nos com um ambiente jovem e alegre. Até tivemos direito a Fanfarra.
Não fosse o enorme cordão policial pela Rua da Atalaia e diria que a noite corria na perfeição. Sim, um cordão policial. Dessa rua ninguém saia sem ser revistado e claro está nela ninguém entrava. Para não complicar nem nos aproximamos.

No meio de tanta gente encontrei um amigo que já não via há 2 anos. Daqueles amigos de sempre mas que acabam por deixar de estar presentes a não ser nas mensagens de aniversário ou de épocas festivas. Não posso deixa-lo sair novamente da minha vida, não agora que me soube tão bem encontra-lo.

A noite acabou num local que me trás boas recordações. Jardim do Príncipe Real. Embora seja um “mercado de carne” (e alguns de vocês sabem bem do que falo) é simplesmente um local onde por vezes a noite termina. Algumas noites com um sabor doce. É onde deixamos os carros sempre que nos deslocamos ao BA e inevitavelmente voltamos depois de andar a correr as capelinhas.

Felizmente não bebi muito.


Antes mesmo de chegar a casa fui obrigada a parar numa Operação STOP. Afinal nem o balão me fizeram soprar. Queriam apenas saber se tinha algo de estranho no porta-bagagens.

Enfim…sextas-feiras loucas é o que é!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Amanhã é 2ºfeira…

As segundas-feiras são sempre dias terríveis. Porque temos de nos levantar cedo porque voltamos ao trabalho…porque é o primeiro dia de uma longa semana. Sei lá uma série de coisa. Só sei que normalmente à segunda-feira todos parecem estar com humor de cão ou então moles como a açorda.
Para quebrar esta inércia de início de semana combinamos passar a fazer um encontro designado NAA_Noite de Apoio aos Amigos. O grupo que se junta é de uma amizade genuína, de um entendimento puro. Reunimo-nos sempre, em locais diferentes e tornamos o marasmo das noites de segunda em pó.
Na semana passada fomos até ao Casino de Lisboa. Não pelo vicio do jogo mas sim pelo ambiente em si. Sempre acompanhados com boa música sempre dá para beber um café e fumar um cigarro.
Adoro dar gargalhadas com os amigos. De sentir os lábios deles rasgados em sorrisos e sentir o cheiro da magia que existe entre nós.
São os amigos de segunda-feira que me dão o ombro quando mais preciso…e o mais curioso é que…sem ter de proferir uma única palavra.
Amanha é segunda-feira.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A viragem do ano trouxe muitas novidades


Um novo objectivo profissional
Uma realização pessoal
O encontro de um amor antigo
O nascer de uma nova paixão
O apoio incondicional dos amigos
Uma viagem de sonho...

Será o 2008 um ano de glória em todos os sentidos?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ver mais além.



Gosto de ver para lá do óbvio.
Noto que consigo ver as coisas com um olhar diferente.
Vejo com um segundo olhar, coisas que os outros não vêem.
Os objectos simples do quotidiano são lugares sagrados para quem tem olhos que saibam ver o invisível.
Nem tudo o que parece é!
Para ver isso mesmo é preciso olhar atentamente.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Replay…


No dia 03 de Janeiro do ano passado postei:
"O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos. (Ben Stein)"

Eu sei precisamente o que quero!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Doce…


É doce este momento.
Sinto borboletas no estômago...
É um estado de graça…um momento doce.

Sinto-me feliz…
Por ter a oportunidade de ter conhecido esta pessoa que me faz rir, que me tranquiliza.
Que me trouxe de volta o sorriso envergonhado, o olhar perdido.
Sabe-me bem fechar os olhos e recordar momentos genuínos.

Este ano acaba com um gosto doce…

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Turn over


Há alturas na vida que nos é exigido alguma reflexão.
Este é um desses momentos.
Por mais que tente não consigo deixar de fazer contas de cabeça.
A minha grande questão é: como é que se passa de bestial a besta do dia para a noite?

Depois de algumas dúvidas chego à triste conclusão que a rápida mudança deve-se ao facto de nunca ter sido sequer bestial. Em vez disso existia apenas uma besta camuflada.

Está é sem dúvida a verdade.

Crua e nua

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fere mas não mata.




Dói-me saber que não sei agir.
Que paro no tempo,
Que não tenho forças.

Dói-me saber que não tenho para onde fugir.
Que não tenho saída,
Que não encontro caminho.

Dói-me saber que tenho o pulso fraco principalmente no que toca o coração,
Que sou demasiado sensível.

Dói-me saber que tudo o que vivemos foi pura ilusão,
Que estava enganada.

Dói-me uma dor acesa,
Que me rasga por dentro
Que me deixa sem fôlego.

Dói-me o peito
Dói-me a alma.
Dói-me saber que não me ouves.

domingo, 25 de novembro de 2007

Dá-me tempo!


"Sente a força da noite
Como facas no peito,
Como estrelas caídas
Que te cobrem o leito.
Tenho tantos segredos
Que te quero contar
E uma noite não chega,
Diz que podes ficar."


Tudo o que o Pedro escreve faz sentido.

domingo, 18 de novembro de 2007

Resgatada.


Esta semana foi particularmente difícil de passar, sem saber como nem porque voltei a andar com um nó na garganta e um aperto no peito. Nem sei como consegui aguentar 3 meses…um verdadeiro milagre. Só posso concluir que esta é a realidade entre nós e não qualquer outra.

A sexta-feira foi para mim mais um dia de batalha em campo com o inimigo. Consegui vencer a sua indiferença e a sua crueldade. Consegui vencer de pé. No final da noite, fiquei para trás…como um pano velho, esquecido.

Depois de deixar cair algumas lágrimas convenci-me que a dor no peito não iria aliviar.
O melhor seria trabalhar eliminando de vez estes pensamentos.
Já não é a primeira vez que fico até mais tarde a trabalhar. A sala vazia traz-me paz de espírito. Ainda pensei ligar o rádio mas achei que aquele silêncio valia ouro.

Já passava da 1h quando ouvi bater no vidro.
Dei uma gargalhada.
Sentia-me tão abandonada naquela noite que achei a visita impossível.
Entrou sempre com um sorriso enorme nos lábios. Fez-me rir também. Fez-me companhia por mais de 1 hora com as suas histórias hilariantes.

Saímos juntos e fomos até um local onde ele pudesse comer e eu pudesse beber café, aquela hora era só o que me apetecia, café!
Na rua o ar estava gelado.

Sentamo-nos e foi inevitável não fumar um cigarro.
Fumei porque me senti salva.
Senti-me resgatada de uma noite vazia.