domingo, 25 de novembro de 2007

Dá-me tempo!


"Sente a força da noite
Como facas no peito,
Como estrelas caídas
Que te cobrem o leito.
Tenho tantos segredos
Que te quero contar
E uma noite não chega,
Diz que podes ficar."


Tudo o que o Pedro escreve faz sentido.

domingo, 18 de novembro de 2007

Resgatada.


Esta semana foi particularmente difícil de passar, sem saber como nem porque voltei a andar com um nó na garganta e um aperto no peito. Nem sei como consegui aguentar 3 meses…um verdadeiro milagre. Só posso concluir que esta é a realidade entre nós e não qualquer outra.

A sexta-feira foi para mim mais um dia de batalha em campo com o inimigo. Consegui vencer a sua indiferença e a sua crueldade. Consegui vencer de pé. No final da noite, fiquei para trás…como um pano velho, esquecido.

Depois de deixar cair algumas lágrimas convenci-me que a dor no peito não iria aliviar.
O melhor seria trabalhar eliminando de vez estes pensamentos.
Já não é a primeira vez que fico até mais tarde a trabalhar. A sala vazia traz-me paz de espírito. Ainda pensei ligar o rádio mas achei que aquele silêncio valia ouro.

Já passava da 1h quando ouvi bater no vidro.
Dei uma gargalhada.
Sentia-me tão abandonada naquela noite que achei a visita impossível.
Entrou sempre com um sorriso enorme nos lábios. Fez-me rir também. Fez-me companhia por mais de 1 hora com as suas histórias hilariantes.

Saímos juntos e fomos até um local onde ele pudesse comer e eu pudesse beber café, aquela hora era só o que me apetecia, café!
Na rua o ar estava gelado.

Sentamo-nos e foi inevitável não fumar um cigarro.
Fumei porque me senti salva.
Senti-me resgatada de uma noite vazia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Olhar cinematográfico |2|


Filmado nos espectaculares cenários naturais do Cazaquistão, NOMAD- A Profecia doGuerreiro é um conto fascinante.
Uma aventura repleta de belíssimas imagens, tons quentes e olhares cheios de bravura.
O amor surge no seu estado mais puro.
Simplesmente contagiante.

Foi inevitável não deixar cair uma lágrima.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Enamoramento


v. tr., tornar apaixonado, amoroso; enlevar; encantar; enfeitiçar;
v. refl., apaixonar-se.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Porque existe o meu blog?


Porque existe o meu blog?
Perguntou a Lua.

Porque adoro escrever… Sempre escrevi.

Primeiro no papel, depois passei a escrever no computador.
Em 2006 comecei a ficar curiosa em relação aos blogues e já acompanhava alguns.
Criei dois blogues em Fevereiro de 2006.

Malta é Linda! onde faço um género de foto-reportagem de todas as minhas aventuras com os meus amigos.
E este que é onde coloco tudo o que me vai na alma, escrevo essencialmente para quem me sabe ler...são desabafos, sentimentos que partilho.

O mais gratificante no blogue é sem dúvida o comentário.

A opinião de quem nos lê mesmo quando não nos conhece.
O conhecer outros blogues, outras pessoas que escrevem e partilham igualmente algo que consideram importante.
O apoio dos amigos que passam no nosso canto para ler as palavras que não tivemos tempo ou coragem de lhes dizer.

Sabe bem escrever assim…abertamente.
Sem medo, nem culpa e de uma certa forma ficar como que transparente aos vossos olhos.


"Esta sou eu despida de medos e preconceitos."

domingo, 4 de novembro de 2007

Sem sentir falta...


Faz hoje 1 semana que deixei de fumar.
Sei que não vou voltar a faze-lo, sinto-me bem assim.
Estava a notar na minha condição física um mal-estar constante.
Dor de cabeça, um nó no estômago, tremores…e pior ainda, de manha acordava sempre sem voz.
Trago na mala um maço vazio que me compraram no domingo. Está intacto.
Tenho a certeza que não lhe vou tocar.
Estou a reencontrar o meu cheiro natural, o meu olfacto está sem duvida mais apurado.
Sinto-me bem.
Não lhe sinto a falta!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Simplesmente contagiante

De manhã, bem cedo, tentei arranjar lugar para o carro no Chile, mesmo perto da praça de Arroios.
A minha consulta estava marcada para dai a meia hora.
Depois de estacionar num lugar apertado gentilmente indicado por um dos “arrumadores de carros”, recostei-me no assento e levantei o som do rádio.

Ouvi, vindo da rua, a palavra obrigado, por diversas vezes. Chamou-me à atenção tanto mais que estava numa rua ainda meio adormecida. A personagem principal desta manhã era o tal senhor oriundo de países de Leste que tão agilmente organizava o estacionamento. Com uma boa disposição incansável, saltava frenético de um lado para o outro, gritando obrigado por tudo e por nada, numa alegria completamente contagiante. Cada obrigado era servido com uma vénia majestosa. Era um indivíduo na casa dos 50, com o rosto marcado pela vida. Magro e de cabelos grisalhos. Não velho, mas sim cansado. Contudo sempre com um brilho no olhar e um sorriso amistoso.

Nas minhas voltas nocturnas dos sem abrigo aprendi que na grande maioria das vezes estes homens gastam o dinheiro que ganham no álcool, contudo este homem alegre seria uma excepção à regra. Ainda tive tempo de o ver sair do mini preço com um saco de pão, algo envolvido em papel, provavelmente para acompanhar o pão, e dois pacotes de leite.
Deleitou-se então, ali mesmo, sentado na soleira de uma porta a tomar o seu pequeno-almoço tão merecido. Sempre que um sorriso enorme, sempre com uma simples alegria e evidente.

Foi um doce pela manhã.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Cheiros que avivam a memória.


O tempo mudou desde a última vez que vim à terra e passaram apenas três semanas.
A noite está mais húmida.
Os cheiros são tão característicos da época.
O frio chega de mansinho e já se entranha na pele.
O cheiro da lenha queimada nas lareiras esquecidas no verão…doce fragrância.
O meu casaco está colado em mim como uma segunda pele.
Sabe bem o agasalho.
Com a noite cai o orvalho humedecendo a terra agora macia, tenra.
As folhas, os troncos das árvores e o manto verde que cobre os campos emanam um bálsamo doce…tão doce.
Vejo à minha volta uma paleta de tons castanhos.
Por momentos lembrei-me do que há muito me tinha esquecido.

sábado, 22 de setembro de 2007

Estas cores!


Ontem foi uma noite agradável.
Um jantar leve no entanto cheio de requinte, mergulhado em luz de velas.
O espaço, já antes visitado, confirmou assim ser mais uma vez agradável aos cinco sentidos.

Uma companhia fantástica preencheu os requisitos para que a noite fosse sem dúvida um mimo de Verão, que estava agora a partir.

O vinho tinto, quente…repleto de vapores embriagou-me docemente.
Abri a minha alma.
Estava feliz.

O resto da noite foi igualmente recheada de cores…

Estas cores!

sábado, 15 de setembro de 2007

O sol...tão forte como a nossa amizade.


Esta foto é dedicada a ti.
Já a tinha tirado há alguns dias, no entanto achei que a devia guardar para o momento certo.
Este é o momento certo.
Ainda bem que te tenho por perto.
Amigo do peito.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um passeio...sozinha.


Foi num destes dias.
Apeteceu-me ir dar um passeio, sozinha.
Logo eu que não gosto de fazer nada sozinha.
Achei que ainda estava a tempo de mudar.

Peguei na máquina fotográfica e sai sem destino.

Valeu a pena o passeio, o tempo dedicado a mim mesma.
Valeu pelas fotos que tirei...
Gosto particularmente desta.
Uma imagem que vale mil palavras.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Está nas minhas mãos.


Estou há duas semana a fazer um trabalho diferente do que fazia até então.
Curioso como vejo as coisas de outra forma, sob uma outra perspectiva.
Vejo tudo de uma forma diferente, não sei explicar bem como, mas diferente.
Tornei-me ainda mais exigente, sem dúvida.

Considero que sou uma pessoa justa e creio que tenho encaminhado tudo da melhor forma, contudo confesso que a relação humana nem sempre corre como se deseja. Bem fazem as máquinas que rapidamente acatam as nossas ordens, sem sequer questionar.
Assim é complicado por vezes dizer que não. Para mim pelo menos é.
Tento conciliar ao máximo o profissionalismo com a igualdade, com a justiça.

Sinto-me pela primeira vez, em relação às pessoas com quem trabalho, completamente imparcial. Fico feliz por isso.

Sinto-me mais distante, mais solitária, contudo feliz.
Gosto do que faço e sinto-me bem com isso.
Talvez pela primeira vez esteja a fazer algo com gosto.
É importante para mim.

É igualmente importante para mim o apoio dos amigos, agora mais que nunca.
E sei que posso contar com eles, incondicionalmente.

Andar para a frente é o que é preciso!

domingo, 19 de agosto de 2007

Particularidades


Poeta, aqui fica a minha resposta...

Adoro viajar
Adoro o Egipto e tudo o que está com ele relacionado
Adoro jantar a luz de velas com boa companhia e um vinho com alma.

Odeio a solidão

Adoro saber que existe alguém que para variar toma conta de mim.
Adoro ter os meus bons amigos por perto.
Adoro um abraço amigo…

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O que não nos mata só nos torna mais fortes


Um destes dias disse algo a um amigo…
Algo que hoje me faz pensar que também é uma mensagem de mim paramim!

“Tu és tu.
Não te compares.
Cada um de nós é um indivíduo único.
Especial.
Não te menosprezes.
Se algo está mal tenta corrigir.
Tu mereces melhor.
Dá a volta por cima.
Sê um herói, o teu próprio herói.
Gostava eu que te visses como realmente és.
Que conseguisses ver tudo de bom que nós vemos em ti.
Faz um esforço.
Sei que és capaz.

Não substimes este mail pois em vez de se autodestruir em 5 segundos vai permanecer por aqui. Ele contém muita força. Fecha os olhos por alguns segundos e quando voltares a abrir….tcharam….estará tudo na mesma.
O desafio é esse mesmo. Terás de ser tu fazer com que isso aconteça.”


Este e o grande desafio da vida.
Mudar o que está mal e fazer valer o que realmente importa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Grito


Grito e sinto que ninguém me ouve.
Questiono-me se tenho agido bem.

Pressão.
Muito trabalho…responsabilidade, liderança, organização.
Gosto.
Não me queixo.
Queixo-me sim de não ter tempo para tudo.
Sei que às vezes deixo algo importante para trás.

Grito e sinto que não me ouves.
Questiono-te se tenho agido bem.

Ajuda-me a ser uma pessoa melhor…
Não guardes a mão que até hoje permanecia esticada, em direcção a mim.
Não feches a porta…
Ouve-me.
Fala comigo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

31 Primaveras


No próximo sábado completo 31 primaveras e à semelhança do que aconteceu no ano passado é necessário fazer um balanço.

No dia 5 de Agosto de 2006 escrevi: “Para fecho de contas, posso concluir que não foi bom, nem mau…foi…mais um ano.”

Pois este ano foi melhor…arrisco em dizer que o ano de 2007 foi óptimo.
Um ano de saúde.
Um ano de viagens.
Um ano de amor…de coração ocupado.
Um ano cheio de boas surpresas, boas surpresas.
Um ano em cheio!

Assim…na sexta-feira quero brindar a isso mesmo.
Ao facto de estar rodeada de bons amigos.
E de ter decididamente uma vida bela!

domingo, 22 de julho de 2007

Até de madrugada.

O Bairro continua a ser o meu local de eleição no que toca à noite…principalmente no Verão. Existe sempre a possibilidade de se ficar pelas ruas de copo na mão. A vodka preta com limão têm sido uma escolha presente, em vez da caipirinha. Pena deixar a boca preta…mas nada é perfeito. Isso eu já sei. Mas é doce e fresco o seu néctar.

Sempre em boa companhia a noite durou até à hora do pequeno-almoço.
Não posso deixar de mencionar o carinho que tenho recebido destas pessoas amigas que me acompanharam. Amigos que embora distantes da minha realidade souberam dar o ombro sem mesmo ter de pedir.


Aqui está incluído, claro, o meu grande amigo…que têm estado sempre presente na minha vida.

Um beijo especial para ti.

Um obrigado a todos!
Adoro-vos.


quarta-feira, 18 de julho de 2007

Continuo a ser demasiado exigente.


Sei que sou uma pessoa bem disposta e que na grande maioria das vezes estou lá para dar o meu ombro a um amigo.
Faço por não falhar porque sei que é neste momento que realmente se precisa.
Nos bons não faltam pessoas à nossa volta.
No entanto sempre que estou em baixo, sinto-me só.
Demasiado só.
Serei eu demasiado exigente?

Não sei muito bem como despejar o que me vai na alma.
Não é fácil descrever este aperto no coração.
Não é tristeza, não é mágoa.
Não é infelicidade.
É algo mais forte que isso.
É uma dor que embora, não constante, me corrói por dentro.
Voltei à fase do colo.
Preciso de colo, mas também gostava de não ter de o pedir.
Gostava que me soubessem ler os olhos.
Não ter que pedir para tomar conta de mim.

Não sei como dar a volta a este sentimento incontrolável.
Não sei como libertar este vazio que insiste em viver no meu peito.
Não sei como…
Juro que não sei.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mudei...


Porque é que as mudanças custam sempre tanto a aceitar?

É estranho…tudo isto é estranho.
Deixei de ter aquele burburinho que normalmente me rodeia, em vez disso tenho um silêncio tumular que me dá medo.
Sinto um arrepio na espinha.
Sinto falta da companhia que tinha antes.
Das pessoas que habitualmente faziam parte do meu dia a dia.

Bem sei, é uma questão de hábito.
Não tarda e estou entregue a este marasmo como se de ele tivesse nascido.
Não! Não me vou entregar à inércia. Mas vou sentir cada vez menos este impacto brutal da mudança.

Perguntas tu se mudei para melhor.
Não sei.
Mudei apenas, se é melhor ou não o tempo o dirá.
Quem sabe?
Terei mais tempo para escrever, sem dúvida e isso é já algo de bom.
Imagino-me já a despejar palavras sobre o teclado de uma forma insaciável.

É bom!
É algo de bom.

O importante é conseguir para já adaptar-me a este ritmo nocturno.
Ao silencio.
Às pessoas, acima de tudo às pessoas.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Livros que trago no "bolso"


O blog Expresso do Oriente desafiou-me a indicar os últimos livros que li.

Aqui fica a nota:

1. As Egípcias de Cristian Jacq
(Livro fascinante que relata a importância da mulher perante a sociedade)
2. Uma casa na areia de Pablo Neruda
(Oferta de uma amiga, poesia com um gosto salgado)
3. O perfume de Patrick Suskind
(Em vez de ver o filme preferi ler o livro, tenho a certeza que foi a melhor escolha)
4. O pequeno livro do grande terramoto de Rui Tavares
(Uma época que me envolve, depois da peça de teatro não resisti em comparar este livro)
5. Anjos e demónios de Dan Brown
(Livro de Verão…li-o nas minhas últimas férias passadas no campo, acho que bate aos ponto o 1º livro – Código Da Vinci

Estou a ler no momento o Diário das minhas viagens :)

domingo, 1 de julho de 2007

Há coisas incríveis.


Na terça-feira de manhã recebi uma chamada de uma estação de rádio que me oferecia um bilhete para a antestreia de um filme. Como não foi possível ir buscar o envelope nesse mesmo dia, agendei para o dia seguinte.

Como já é habito na terça de noite fui para a minha volta dos Sem Abrigo e no final quando me dirigi para o meu carro, por volta da 00:45, reparei que tinha um papel no pára-brisas.
Consegui ver que a caneta tinha escrito:

Aviso – Não se esqueceu pois não? O dia está a chegar e a sua presença é imprescindível.

Olhei para os outros carros estacionados ao pé do meu, e não eram poucos, e nenhum deles tinha o mesmo panfleto. Virei e vi que era um panfleto da antestreia de um filme.

No dia seguinte passei na rádio para ir buscar o envelope e reparei que o bilhete era tal e qual a cópia que me tinham deixado no vidro do carro.

Teria sido isto obra do destino?
Hum…será que isto queria dizer que finalmente me iria cruzar com a minha alma gémea? Teria sido uma intervenção divina?

Não sei!
Mas sei que estava super empolgada para a sessão de cinema e logo a seguir, visto que o bilhete era também um convite, dar um saltinho ao Hard Rock Café para beber um copo.

Na quinta-feira lá estávamos nós no S.Jorge, a escadaria estava deserta e achei por bem confirmar a hora. Revirei os olhos, suei e depois lancei uma gargalhada. Só nos deu para rir. As antestreias são às quartas, tinha sido no dia anterior.
Não havia de estar o local deserto.

Rumamos para o Bairro Alto na tentativa de irmos jantar ao Vertigo (que referi no ultimo post). As ruas estavam repletas de gente e não havia onde estacionar. Acabamos por estacionar num local vedado com umas fitas brancas com riscas vermelhas, ou vice-versa. Claro está que sabíamos que não se podia estacionar ali, mas pensamos que como não havia por ali ninguém dava pelo menos para ir jantar. Engano nosso. Surgiu logo um calmeirão a dizer que aqueles lugares estavam reservados para as carrinhas das filmagens. Nós a pensar que a noite estava a ser um verdadeiro e filme e na volta, o filme ainda nem tinha começado.
Em dois segundos já tínhamos um polícia à perna que lançou logo a questão:

Quem é o proprietário deste veiculo?

Ui…pensei logo que a noite ia acabar em multa.
No entanto o senhor agente até era um tipo porreiro e só nos disse:

Combém que tirem mesmo o carro, ainda se fosse por 5 minutos, agora para jantar, não! Combém, combém tirar o carro.

LOL

Tiramos o carro e resolvemos ir jantar ao Capitô. Aproveitar a magnífica vista que nos proporciona. Deixamos o carro na Madalena e subimos as escadinhas e a costa do Castelo. Entramos, escolhemos uma mesa e depois…depois descobrimos que não tinham Multibanco.
Que filme. Levantamo-nos e descemos a rua em busca da maravilhosa máquina que deita notas. E voltamos a subir.
Depois de tanta volta, sentamo-nos finalmente e refrescamos a garganta com um néctar dos deuses. A conversa foi fluindo pela noite fora e mais uma vez confirmo…nada melhor que uma boa companhia para estas fantásticas aventuras.

domingo, 24 de junho de 2007

Mais um canto fantástico em Lisboa



Na semana passada fui jantar ao Chiado com uma grande amiga.
Precisávamos esclarecer ideias, falar de amores e da vida em geral.
Segui a recomendação e fomos ao Vertigo Café que não é propriamente um restaurante mas que serve refeições ligeiras.
Situado ao pé do Teatro da Trindade, abraça a ideia de café como um local acolhedor e confortável onde apetece estar horas esquecidas.
Inspirado nos cafés cubanos, encontra-se decorado com antiguidades e velharias e tem expostas nas paredes fotografias dos anos 30 e 40. Simplesmente genial.
A confecção das refeições é feita no momento e são utilizados produtos biológicos.
Gostei inclusive do facto de se puder beber apenas um copo de um bom vinho à escolha na Carta. Aconselho o Esporão bem geladinho.

Uma verdadeira delícia.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Lisboa menina e moça.


Uma noite de verdadeira animação popular.
As ruas estiveram repletas de gente desde o por do sol até ao amanhecer.
Boa disposição e uma alegria contagiante.

Comecei a noite no miradouro do Chão do Loureiro, com uma vista magnífica sobre a cidade e uma companhia super agradável. Na mão trazia uma garrafa de ginjinha caseira que serviu de aperitivo. Uma delicia. A música era de uma selecção fantástica e o cheiro das sardinhas rodopiava por entre as gentes.
Entre a Costa do Castelo e Alfama as pessoas moviam-se em massas de uma forma frenética de encontro ao spots onde se podia aliviar a sede.

Não fui ver as marchas porque para mim a “noite dos Santos” é mais a corrida às tasquinhas dos bairros Lisboetas. Abdiquei também da sardinha no pão mas não consegui dizer que não à sangria.

Acabei a noite no Bairro Alto com alguns amigos, bons amigos. E entre copos e o declive da calçada ficamos à conversa durante horas.

Cada vez tenho mais a certeza que a melhor noite é aquela que é passada nas ruas típicas de Lisboa.

Viva o Sto António.
Quem sabe não dou um saltinho ao Porto e brindo também ao S. João.

domingo, 10 de junho de 2007

E que bem que se está no campo…


Estou de férias desde dia 06…estou em êxtase total, era isto mesmo que precisava.
Fazer o que me da na real gana, não ter horas para me levantar de manhã, andar despreocupada sem olhar para o relógio e fazer sestas sem sentimentos de culpa.
E que bem que se está no campo…

No meu primeiro dia de férias fiquei por Lisboa a arrumar algumas coisas que vão ficando pendentes durante a semana. Deu também para fazer as malas e nelas enfiar o essencial para passar uns dias no campo. Assim que a Bia saiu da escola rumamos a Santarém.
Jantamos em família e depois fomos dar uma volta até à feira da região. A zona em torno da Praça de Touros estava cheia de tendas e tendinhas. As tascas improvisadas estavam repletas de malta nova que aproveitava a noite fresca para estar com os amigos e família. Havia também uma zona hípica, onde os magníficos cavalos enchiam os seus companheiros de salto de orgulho, com o seu majestoso galopar.
Não sou nada dada a Touradas, até sou contra, mas como essa festa “animal” só seria no dia seguinte e eu faria questão em não estar presente, aproveitei para usufruir do melhor que esta festa tinha para dar.
A Bia também aproveitou ao máximo entre os carrinhos de choque e os passeios a cavalo, e como se deliciou.

No dia 8 celebramos o 7º aniversário da Beatriz.
7 anos…como o tempo passa depressa…ainda recordo como se fosse ontem o meu barrigão de 9 meses.
Enfim a vida é curta.

Por isso mesmo tenho aproveitado ao máximo este sol, meio envergonhado, entre banhos de piscina e sestas logo a seguir ao almoço. Vou de vez em quando ao café a pé para desentorpecer as pernas. E deito-me na espreguiçadeira ao final da tarde a ouvir música.
É como vos digo…e que bem que se está no campo.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Sinto-me verde


Ao sabor do vento.
Sinto-me fresca….tranquila…
Esta semana começou bem e dá sinais de melhorar ainda mais.
Não tarda vou uns dias de férias e desta feita é mesmo só para descansar.
Apetece-me ler um bom livro. Não ter horas para nada e ter tempo para tudo.
O campo será o meu melhor amigo, é nele que me vou refugiar.
No verde…

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Sozinha

Está tudo acontecer ao mesmo tempo e eu ultimamente tenho-me sentido muito só.
Ando muito sensível e com uma enorme falta de paciência.
Apetece-me esconder na minha concha e chorar tudo de uma vez.
As pessoas vêem em mim uma super-mulher e esquecem-se de que sou tão sensivel como qualquer outra pessoa.
Preciso mesmo do fim-de-semana para recuperar deste estado de dormência.
Segunda-feira será outro dia.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Hoje recebi uma boa notícia.


Hoje recebi uma boa notícia.
Recebi uma promoção.
Nada que traga impactos financeiros, mas no entanto me deixa orgulhosa.
Esta boa nova revelou-se depois de duas semanas de teste, que segundo quem avaliou correram muito bem deixando as pessoas que me deram a oportunidade confiantes no meu trabalho e na minha capacidade de dinamização.
Estou muito contente porque reconheceram o meu desempenho, a minha dedicação. Estou orgulhosa. Mas ao mesmo tempo apreensiva porque sei que este novo desafio vai exigir mais de mim. Abro esta janela com uma vontade imensa de dar o meu melhor, de atingir todos os objectivos que me forem propostos, sabendo sempre que o essencial é a imparcialidade. Considero-me uma pessoa justa. É uma qualidade que não quero perder.
Fiquei desiludida com a indiferença de algumas pessoas. Nem sei se indiferença será a palavra correcta…
Ainda assim estou feliz!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Amar!


Está na estante, num lugar de destaque.
A sua lombada sobressai de entre os outros e é sem dúvida o que acumula menos pó, pois são tantas as vezes que o tiro e releio uma vez mais as páginas que tão bem sei de memória.
Mais uma vez te trago até mim…
E aqui deixo um dos poemas que hoje me diz algo mais…mais do que de todas as outras vezes que o li.

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui…além…
Mais Este e Aquele, o Outro e a toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É o mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois de Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder…pra me encontar…

sábado, 14 de abril de 2007

A Primavera em flor...


O aroma das flores impera ao amanhecer...
Nada melhor do que um fim-de-semana no campo para carregar baterias.
Esta semana deixou-me cansada. Depois de duas semanas de férias já tinha perdido o ritmo...profissional.
Cheguei numa altura de mudanças.
Ao que parece também no meu caso haverá mudanças.
Espero que sejam positivas, pelo menos vou fazer por isso.
Acho que nesta altura da vida será um "mal" necessário.
Um novo objectivo, uma nova ambição.
Quem sabe o ano de 2007 não é mesmo o ano de viragem.
Quem sabe não chegam boas novas.
Quem sabe não chega o que tanto espero.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Estou de volta...


Fui e levei a mala vazia e o coração cheio…
A minha cabeça latejava de tanta confusão, de tanta coisa por resolver.
Viajamos e tudo fica para trás.
Parece que o tempo parou.
Voltei e está tudo como estava, nada mudou.
Voltei e trouxe a mala cheia e o coração vazio…
Cheio de saudade, apertado…pequenino…
Voltei para a cidade que amo, para as pessoas que amo.
Voltei carregada de saudade e com o mesmo sentimento de quando parti…

Amanhã volto ao ritmo diário...e tudo estará igual.

O que seria de mim se não fosse estes pequenos intervalos de vida?

sábado, 24 de março de 2007

Estou novamente de partida.


Desta vez vou até à Suécia…por duas semanas.
Merecidas férias!
Sinto-me cansada. Não tenho férias desde Outubro do ano passado e os fins-de-semana sabem a pouco.
Ando tão cansada...Tenho andado a arrastar-me para o trabalho e espero ansiosa pelo final do dia. Deito-me cedo e custa levantar-me de manhã. Sinto o corpo moído do stress diário.
Merecidas férias.

Vou estar longe, sem stress, sem cumprir horários, só bom feeling.

P.S.
Antes de partir deixa-me dizer que vou sentir saudades tuas…
Tentarei guardar essa saudade e depois quando te vir…dou-te um abraço daqueles para compensar.

Até breve.

quinta-feira, 22 de março de 2007

quinta-feira, 15 de março de 2007

Estou de volta…

Completamente renovada.
Vivi 4 dias intensos em Paris. Nem sei se consigo descrever o que senti.
Um verdadeiro misto de sentimentos.
Senti-me banhada com todas a maravilhas que esta pequena viagem me pode proporcionar. Foi curto o tempo, mas ainda assim foi bom, muito bom.
Consegui conciliar algo que pensei que seria impossível…enfim uma viagem fantástica.

Consegui visitar alguns pontos que tinha marcados na agenda.

Visitei a Notre-Damme e as suas magnificas gargulas.
Quando entramos na Igreja estava a ser celebrada a missa, o cheiro do incenso inundou-me a alma e o sol que entrava colorido pelos vitrais levitou-me por alguns minutos. O som solene fez-me arrepiar e quando ouvi o órgão não consegui evitar e comovi-me. Subi os 387 degraus até ao topo. Lá em cima a tranquilidade tomou conta de mim e por momentos deixei-me adormecer sabendo que o meu coração estava completamente rendido.

O Sena… que belas margens.
Nunca pensei ver tantas pessoas sentadas no chão a apanhar sol…algumas liam outras comiam, muitas acompanhadas, algumas sós. Todas a fazer o mesmo, receber aquele calor que teimou durante os 4 dias.
Também nós nos sentamos nos degraus a comer e a apanhar sol, com um som de fundo, vindo de um saxofone perdido nas mãos de um músico apaixonado.

A Torre Eiffel apresentou-se na nossa frente, imponente.
Nem os 45 minutos na fila de espera para entrar, nos demoveram da subida vertiginosa. O elevador causava algum frio no estômago mas a vista do 3º andar superou tudo. Simplesmente magnifico. A uma altura de 300 m e com visibilidade de 70 km à nossa volta. Mesmo com algum receio devido à altura não deixei de gozar aqueles 30 minutos de glória. Eu, com Paris a meus pés.

Saint-SulpiceUma igreja obrigatória no nosso roteiro, pelo menos para dois de nós.
Deixou-me um pouco desiludida porque estava mal conservada, se bem que já esta a ser preparada para o devido restauro.
O que aí mais me surpreendeu foi ouvir a voz de uma criança a ler um salmo. Devia ter uns 8 ou 9 aninhos. Uma voz inocente…

Museu do Louvre
Aqui tudo é fascinante. Adorei o espaço, a arte, a organização.
Antes de entrarmos sentamo-nos ao pé da pirâmide maior, a apanhar sol e a comer qualquer coisa. não demoramos mais de 2 minutos para entrar e o preço pareceu-me bastante acessível para a quantidade de cultura que se pode absorver lá dentro. Das 3 alas principais optamos por ver apenas a Denon, pois o tempo não nos permitia muito mais, mas sem dúvida vou voltar.

Visitamos também o Museu Picasso, o Centro Pompidou, o Trocadéro, o Moulin -Rouge, Montmartre, Place do Tertre, a Place de la Bastille e muitos outros.
Para isso valeu-nos as fabulosas linhas de metro francesas.

Como se diz por lá: Visiter Paris en toute liberté

sexta-feira, 9 de março de 2007

Paris ai vou eu....


Sábado apanho o avião para Paris.
Vou com um grupo de bons amigos partir à aventura parisiense.
Estou a precisar. São só 4 dias mas vão saber a pato!
Vou-me ausentar por alguns dias mas prometo voltar com muitas novidades.
Beijos e até breve.

terça-feira, 6 de março de 2007

Olhar cinematográfico |1|


Labirinto de Fauno

Não há dúvida que cada vez gosto mais de cinema espanhol.
Este ainda reforçou mais esta ideia.
Adorei o filme e recomendo.

As cores, os sons…o arfar da “princesa”, o apertar das luvas negras em pele do vilão…o ranger da madeira…até parece que dá para sentir o cheiro a musgo do Fauno.

Verdadeiramente sublime.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Exijo demais

Acho que é esse o grande problema. Maior que o feitio, maior que a falta de tolerância. Sou demasiado exigente, sem dúvida.
Ainda hoje comentava com uma amiga que hoje em dia devemos ser exigentes, conclui que isso não é de todo um defeito. É a garantia de que as coisas podem sempre melhorar. Exigir mais e melhor.
Mas será que sabemos qual o limite? Eu não sei. Acho que isso é um problema. Talvez exija das pessoas erradas. Talvez a minha maneira de ver as coisas esteja errada. Quem me dera saber as respostas para as questões que me assombram o pensamento.
Sinto que penso e repenso e não consigo chegar a conclusão nenhuma.
Apenas que exijo demais.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Parar para pensar...


Há quem diga que à terceira é de vez.
Pode ser que sim, só o tempo dirá. No entanto acho que temos a tendência de radicalizar tudo e como tal eu prefiro não tomar uma posição em relação a essa afirmação.

É a terceira vez. Desta vez mais forte que nunca.
Não quero ser demasiado específica, no entanto preciso mencionar aqui dois ou três pontos.

O feitio faz parte do ser humano e é como se fosse uma impressão digital, única e intransmissível, ninguém é igual a ninguém. Há que conhecer a pessoa a esse ponto. Essa é a diferença entre amigos e conhecidos. Ser amigo implica conhecer alguém ao ponto de saber o que fazer e quando fazer. Ou não?

O meu feitio não é pêra doce, eu sei disso….mas não somos todos um pouco difíceis? Acho que é inato. Uns mais sensíveis, outros menos tolerantes. Acho que eu estou numa fase de excesso das duas coisas. Demasiado sensível e nada tolerante. Assim magoo-me com pouca coisa e tudo serve para explodir. É um misto de situações, nada de grave, mas aquelas situações corriqueiras com o agravamento de as minhas apareceram todas ao mesmo tempo.
Claro está que na semana passada parecia um autêntico barril de pólvora.
Não foi há muito tempo que postei que precisava de “colo”.
São fases e como tudo na vida passa.
Depois de um pequeno contratempo conclui que para além de um feitio de “caca” ainda sou demasiado exigente, ou pelo menos é o que parece.
Exijo demasiado daqueles que gosto. Não aceito o rancor. O que passou, passou e eu sou a primeira a dar o braço a torcer.

Um dia um amigo disse-me: tu estás a fazer aos outros o que não gostas que te façam a ti. Na altura aceitei…embora me tivesse sentido atropelada por tal comentário. Mas lá está, é com os amigos que aprendemos as maiores lições de vida.

Este é o momento ideal para devolver essa mesma frase.
Agora é só reflectir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Tenho a casa num pandemónio.


Obras!

As obras dão cabo de mim…
O pó, o entulho, tudo fora do sitio. Parece um caos. Sei que o que vem no final é bom mas até lá ainda fico louca. Tenho a cozinha virada do avesso, de tal forma que nem me dá vontade de encostar a barriga ao fogão.
O que vale é que no Verão terei um terraço com vista sobre a baixa, para poder desfrutar.

Vai valer a pena…
Oh se vai…já estou a imaginar os finais de tarde de Domingo, sentada a admirar a bela vista e na mão um copo gelado de qualquer coisa que me mate a sede…até já sinto a brisa fresca vinda do rio.
Agora só falta ter coragem para aguentar mais um mês de pó, estuque, cimento e afins…ai se não fosse esta vista!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Enquanto a cidade dorme...


Ontem à noite corri mais uma vez os cantos mais inóspitos da cidade.
Os sem abrigo recorrem a todas as arcadas que os possa acolher do ar gélido que assombra a Baixa, aquela hora da noite. Os cartões são o seu maior tesouro, pois retêm o calor dos seus corpos, fazendo com que o tormento da noite não seja tão insuportável.

Todas aquelas pessoas deambulam durante o dia de um lado para o outro, de uma forma mecânica, aguardando desesperadamente, que todos os transeuntes deixem a cidade e sigam caminho para suas casas. É a única forma de se poderem nos seus nichos habituais sem serem importunados. Nichos esses que são quase sempre frentes de lojas, com arcadas e com alguma iluminacão. Acho que a luz os conforta.

Em plena Almirante Reis a maioria deles deitam-se nas tais arcadas de lojas de móveis, o grande monopólio da zona. Imaginem o que será adormecer sobre o chão de pedra, frio…sujo…com o corpo magoado do desconforto, olhando para uma cama, com todo o seu luxo e esplendor.
É uma imagem cruel.

Este é um pedaço do mundo que já faz parte do meu quotidiano.
Sei que o que faço não é muito, mas é o que posso e sei que pelo menos aquela refeição eu consigo garantir-lhes. A refeição, uma palavra amiga, um pouco de companhia.

Este, seria um mundo melhor se não existissem pessoas com estas necessidades, mas se existem e este não é um mundo maravilho porque não fazer a diferença? Porque não dar a mão?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Colo…

Ontem ao final da tarde, sentada na sala encontrei a resposta.
Via uma série cheia de mensagens e referencias ao dia a dia de cada um de nós…até que chegou a uma parte onde senti que era aquilo mesmo, aquele preciso gesto que me faltava…algo tão pequeno no entanto…

Colo…apenas colo. Poder chorar sem dizer por quê, com a cabeça encostada num ombro amigo.

Não é que me sinta triste…é apenas uma necessidade.

Aquela imagem acompanhou-me o resto da noite.
Ele com o braço em volta dela, como se a estivesse a proteger do mundo. Com um olhar terno, transbordando carinho. Sem porquês, abraçou-a contra o seu peito. Ela deixou-se ir e chorou, chorou como uma criança.
O abraço…às vezes é tudo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Viva Paris!

Viajar é das coisas que mais gosto de fazer.
Adoro o cheiro do aeroporto, o friçon da gente que por ali passa.
Adoro o check in…aquele último cigarro que se fuma antes de entrar no avião.
A chegada ao local de destino…adoro viajar!

A última foi em Outubro de 2005 para a Tunísia.
Desta vez vai ser algo mais curto…uma ida a Paris. Apenas 4 dias. Uma boa promoção arranjada em cima do joelho. Nada melhor que viajar com amigos.

Vamos à descoberta da cidade do amor.
Os bilhetes já estão comprados e só falta tratar da estadia. Vamos optar por ficar numa pousada da juventude. Acho que é o lugar ideal para dormir longe de casa. Num lugar jovem, cheio de cor…onde todos temos o mesmo objectivo. Explorar.

Já assinalei os locais que quero visitar, o que não posso deixar de ver:

Museu do Louvre e os seus quadros fascinantes
Torre Eiffel e a sua imponente vista sobre a cidade
Champs-Elyssés com todo o seu verde
Sainte-Chapelle e os seus vitrais
Nôtre Damme e as suas maravilhosas gargulas
O Senna e as suas margens repletas de gente
A rua dos pintores e os seus amores

Viva Paris!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Não voltar a olhar para trás!

O tempo passa por mim a correr e quando me dou conta, vejo que por mais dias que por mim passem, eu não deixo de arrastar comigo os malditos fantasmas.
Estou decidida em arruma-los de vez. Fecha-los a sete chaves. Dar por terminado o que nunca começou.
Esta altura é tão boa como qualquer outra.
Avizinha-se algo de bom, não sei explicar, mas sei que é bom. Algo que tenho conquistado lentamente mas que me tráz o alento necessário para não voltar a olhar para trás.
E não é isso que se quer?
Andar sempre para a frente, sem hesitar?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Tu és...


(Letra de uma das músicas cantadas pela Sara Tavares)


Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração.
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o Sol.

Abraçar todo o teu ser é divino
Faz-me voar para lá da condição.
É como acordar num dia fresco e bonito...
Querer amar faz bater o coração.

Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração,
Tu és para mim, como o nascer da manhã,
Tu és assim, tu és o Sol.

Viajar na terra da fantasia
Sonhar com fadas e varinhas de condão,
Quero acordar num dia fresco e bonito...
Quero amar e quero acreditar!

Que tu és o Sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.
És para mim como o nascer da manhã ,
Tu és assim, és a minha oração!

No teu olhar eu viajo para longe
Até chegar és a minha oração.
Abraçar todo o teu ser é divino,
Faz-me voar para lá da condição.

É como acordar num dia fresco e bonito.
Querer amar faz bater o coração.
Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.

És para mim como o nascer da manhã,
Tu és assim, és a minha oração!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Que segredos guardas tu?

Em breve vou poder olher para ti de frente...apenas com alguns metros de distância, olhar-te nos olhos e saber se no fundo os teus segredos são os mesmos que os meus.

Que amor era esse que cravado no teu peito te faz sorrir?

sábado, 20 de janeiro de 2007

Aqui fica então o poema…



Deixa dizer-te os lindo versos raros
Que a minha boca tem para dizer!
São talhados em mármore de Paros,
Cinzelados por mim para te oferecer.

Têm dolências de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos para te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não t´os digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, Amor, que não te dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca