domingo, 24 de junho de 2007

Mais um canto fantástico em Lisboa



Na semana passada fui jantar ao Chiado com uma grande amiga.
Precisávamos esclarecer ideias, falar de amores e da vida em geral.
Segui a recomendação e fomos ao Vertigo Café que não é propriamente um restaurante mas que serve refeições ligeiras.
Situado ao pé do Teatro da Trindade, abraça a ideia de café como um local acolhedor e confortável onde apetece estar horas esquecidas.
Inspirado nos cafés cubanos, encontra-se decorado com antiguidades e velharias e tem expostas nas paredes fotografias dos anos 30 e 40. Simplesmente genial.
A confecção das refeições é feita no momento e são utilizados produtos biológicos.
Gostei inclusive do facto de se puder beber apenas um copo de um bom vinho à escolha na Carta. Aconselho o Esporão bem geladinho.

Uma verdadeira delícia.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Lisboa menina e moça.


Uma noite de verdadeira animação popular.
As ruas estiveram repletas de gente desde o por do sol até ao amanhecer.
Boa disposição e uma alegria contagiante.

Comecei a noite no miradouro do Chão do Loureiro, com uma vista magnífica sobre a cidade e uma companhia super agradável. Na mão trazia uma garrafa de ginjinha caseira que serviu de aperitivo. Uma delicia. A música era de uma selecção fantástica e o cheiro das sardinhas rodopiava por entre as gentes.
Entre a Costa do Castelo e Alfama as pessoas moviam-se em massas de uma forma frenética de encontro ao spots onde se podia aliviar a sede.

Não fui ver as marchas porque para mim a “noite dos Santos” é mais a corrida às tasquinhas dos bairros Lisboetas. Abdiquei também da sardinha no pão mas não consegui dizer que não à sangria.

Acabei a noite no Bairro Alto com alguns amigos, bons amigos. E entre copos e o declive da calçada ficamos à conversa durante horas.

Cada vez tenho mais a certeza que a melhor noite é aquela que é passada nas ruas típicas de Lisboa.

Viva o Sto António.
Quem sabe não dou um saltinho ao Porto e brindo também ao S. João.

domingo, 10 de junho de 2007

E que bem que se está no campo…


Estou de férias desde dia 06…estou em êxtase total, era isto mesmo que precisava.
Fazer o que me da na real gana, não ter horas para me levantar de manhã, andar despreocupada sem olhar para o relógio e fazer sestas sem sentimentos de culpa.
E que bem que se está no campo…

No meu primeiro dia de férias fiquei por Lisboa a arrumar algumas coisas que vão ficando pendentes durante a semana. Deu também para fazer as malas e nelas enfiar o essencial para passar uns dias no campo. Assim que a Bia saiu da escola rumamos a Santarém.
Jantamos em família e depois fomos dar uma volta até à feira da região. A zona em torno da Praça de Touros estava cheia de tendas e tendinhas. As tascas improvisadas estavam repletas de malta nova que aproveitava a noite fresca para estar com os amigos e família. Havia também uma zona hípica, onde os magníficos cavalos enchiam os seus companheiros de salto de orgulho, com o seu majestoso galopar.
Não sou nada dada a Touradas, até sou contra, mas como essa festa “animal” só seria no dia seguinte e eu faria questão em não estar presente, aproveitei para usufruir do melhor que esta festa tinha para dar.
A Bia também aproveitou ao máximo entre os carrinhos de choque e os passeios a cavalo, e como se deliciou.

No dia 8 celebramos o 7º aniversário da Beatriz.
7 anos…como o tempo passa depressa…ainda recordo como se fosse ontem o meu barrigão de 9 meses.
Enfim a vida é curta.

Por isso mesmo tenho aproveitado ao máximo este sol, meio envergonhado, entre banhos de piscina e sestas logo a seguir ao almoço. Vou de vez em quando ao café a pé para desentorpecer as pernas. E deito-me na espreguiçadeira ao final da tarde a ouvir música.
É como vos digo…e que bem que se está no campo.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Sinto-me verde


Ao sabor do vento.
Sinto-me fresca….tranquila…
Esta semana começou bem e dá sinais de melhorar ainda mais.
Não tarda vou uns dias de férias e desta feita é mesmo só para descansar.
Apetece-me ler um bom livro. Não ter horas para nada e ter tempo para tudo.
O campo será o meu melhor amigo, é nele que me vou refugiar.
No verde…

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Sozinha

Está tudo acontecer ao mesmo tempo e eu ultimamente tenho-me sentido muito só.
Ando muito sensível e com uma enorme falta de paciência.
Apetece-me esconder na minha concha e chorar tudo de uma vez.
As pessoas vêem em mim uma super-mulher e esquecem-se de que sou tão sensivel como qualquer outra pessoa.
Preciso mesmo do fim-de-semana para recuperar deste estado de dormência.
Segunda-feira será outro dia.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Hoje recebi uma boa notícia.


Hoje recebi uma boa notícia.
Recebi uma promoção.
Nada que traga impactos financeiros, mas no entanto me deixa orgulhosa.
Esta boa nova revelou-se depois de duas semanas de teste, que segundo quem avaliou correram muito bem deixando as pessoas que me deram a oportunidade confiantes no meu trabalho e na minha capacidade de dinamização.
Estou muito contente porque reconheceram o meu desempenho, a minha dedicação. Estou orgulhosa. Mas ao mesmo tempo apreensiva porque sei que este novo desafio vai exigir mais de mim. Abro esta janela com uma vontade imensa de dar o meu melhor, de atingir todos os objectivos que me forem propostos, sabendo sempre que o essencial é a imparcialidade. Considero-me uma pessoa justa. É uma qualidade que não quero perder.
Fiquei desiludida com a indiferença de algumas pessoas. Nem sei se indiferença será a palavra correcta…
Ainda assim estou feliz!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Amar!


Está na estante, num lugar de destaque.
A sua lombada sobressai de entre os outros e é sem dúvida o que acumula menos pó, pois são tantas as vezes que o tiro e releio uma vez mais as páginas que tão bem sei de memória.
Mais uma vez te trago até mim…
E aqui deixo um dos poemas que hoje me diz algo mais…mais do que de todas as outras vezes que o li.

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui…além…
Mais Este e Aquele, o Outro e a toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É o mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois de Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder…pra me encontar…

sábado, 14 de abril de 2007

A Primavera em flor...


O aroma das flores impera ao amanhecer...
Nada melhor do que um fim-de-semana no campo para carregar baterias.
Esta semana deixou-me cansada. Depois de duas semanas de férias já tinha perdido o ritmo...profissional.
Cheguei numa altura de mudanças.
Ao que parece também no meu caso haverá mudanças.
Espero que sejam positivas, pelo menos vou fazer por isso.
Acho que nesta altura da vida será um "mal" necessário.
Um novo objectivo, uma nova ambição.
Quem sabe o ano de 2007 não é mesmo o ano de viragem.
Quem sabe não chegam boas novas.
Quem sabe não chega o que tanto espero.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Estou de volta...


Fui e levei a mala vazia e o coração cheio…
A minha cabeça latejava de tanta confusão, de tanta coisa por resolver.
Viajamos e tudo fica para trás.
Parece que o tempo parou.
Voltei e está tudo como estava, nada mudou.
Voltei e trouxe a mala cheia e o coração vazio…
Cheio de saudade, apertado…pequenino…
Voltei para a cidade que amo, para as pessoas que amo.
Voltei carregada de saudade e com o mesmo sentimento de quando parti…

Amanhã volto ao ritmo diário...e tudo estará igual.

O que seria de mim se não fosse estes pequenos intervalos de vida?

sábado, 24 de março de 2007

Estou novamente de partida.


Desta vez vou até à Suécia…por duas semanas.
Merecidas férias!
Sinto-me cansada. Não tenho férias desde Outubro do ano passado e os fins-de-semana sabem a pouco.
Ando tão cansada...Tenho andado a arrastar-me para o trabalho e espero ansiosa pelo final do dia. Deito-me cedo e custa levantar-me de manhã. Sinto o corpo moído do stress diário.
Merecidas férias.

Vou estar longe, sem stress, sem cumprir horários, só bom feeling.

P.S.
Antes de partir deixa-me dizer que vou sentir saudades tuas…
Tentarei guardar essa saudade e depois quando te vir…dou-te um abraço daqueles para compensar.

Até breve.

quinta-feira, 22 de março de 2007

quinta-feira, 15 de março de 2007

Estou de volta…

Completamente renovada.
Vivi 4 dias intensos em Paris. Nem sei se consigo descrever o que senti.
Um verdadeiro misto de sentimentos.
Senti-me banhada com todas a maravilhas que esta pequena viagem me pode proporcionar. Foi curto o tempo, mas ainda assim foi bom, muito bom.
Consegui conciliar algo que pensei que seria impossível…enfim uma viagem fantástica.

Consegui visitar alguns pontos que tinha marcados na agenda.

Visitei a Notre-Damme e as suas magnificas gargulas.
Quando entramos na Igreja estava a ser celebrada a missa, o cheiro do incenso inundou-me a alma e o sol que entrava colorido pelos vitrais levitou-me por alguns minutos. O som solene fez-me arrepiar e quando ouvi o órgão não consegui evitar e comovi-me. Subi os 387 degraus até ao topo. Lá em cima a tranquilidade tomou conta de mim e por momentos deixei-me adormecer sabendo que o meu coração estava completamente rendido.

O Sena… que belas margens.
Nunca pensei ver tantas pessoas sentadas no chão a apanhar sol…algumas liam outras comiam, muitas acompanhadas, algumas sós. Todas a fazer o mesmo, receber aquele calor que teimou durante os 4 dias.
Também nós nos sentamos nos degraus a comer e a apanhar sol, com um som de fundo, vindo de um saxofone perdido nas mãos de um músico apaixonado.

A Torre Eiffel apresentou-se na nossa frente, imponente.
Nem os 45 minutos na fila de espera para entrar, nos demoveram da subida vertiginosa. O elevador causava algum frio no estômago mas a vista do 3º andar superou tudo. Simplesmente magnifico. A uma altura de 300 m e com visibilidade de 70 km à nossa volta. Mesmo com algum receio devido à altura não deixei de gozar aqueles 30 minutos de glória. Eu, com Paris a meus pés.

Saint-SulpiceUma igreja obrigatória no nosso roteiro, pelo menos para dois de nós.
Deixou-me um pouco desiludida porque estava mal conservada, se bem que já esta a ser preparada para o devido restauro.
O que aí mais me surpreendeu foi ouvir a voz de uma criança a ler um salmo. Devia ter uns 8 ou 9 aninhos. Uma voz inocente…

Museu do Louvre
Aqui tudo é fascinante. Adorei o espaço, a arte, a organização.
Antes de entrarmos sentamo-nos ao pé da pirâmide maior, a apanhar sol e a comer qualquer coisa. não demoramos mais de 2 minutos para entrar e o preço pareceu-me bastante acessível para a quantidade de cultura que se pode absorver lá dentro. Das 3 alas principais optamos por ver apenas a Denon, pois o tempo não nos permitia muito mais, mas sem dúvida vou voltar.

Visitamos também o Museu Picasso, o Centro Pompidou, o Trocadéro, o Moulin -Rouge, Montmartre, Place do Tertre, a Place de la Bastille e muitos outros.
Para isso valeu-nos as fabulosas linhas de metro francesas.

Como se diz por lá: Visiter Paris en toute liberté

sexta-feira, 9 de março de 2007

Paris ai vou eu....


Sábado apanho o avião para Paris.
Vou com um grupo de bons amigos partir à aventura parisiense.
Estou a precisar. São só 4 dias mas vão saber a pato!
Vou-me ausentar por alguns dias mas prometo voltar com muitas novidades.
Beijos e até breve.

terça-feira, 6 de março de 2007

Olhar cinematográfico |1|


Labirinto de Fauno

Não há dúvida que cada vez gosto mais de cinema espanhol.
Este ainda reforçou mais esta ideia.
Adorei o filme e recomendo.

As cores, os sons…o arfar da “princesa”, o apertar das luvas negras em pele do vilão…o ranger da madeira…até parece que dá para sentir o cheiro a musgo do Fauno.

Verdadeiramente sublime.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Exijo demais

Acho que é esse o grande problema. Maior que o feitio, maior que a falta de tolerância. Sou demasiado exigente, sem dúvida.
Ainda hoje comentava com uma amiga que hoje em dia devemos ser exigentes, conclui que isso não é de todo um defeito. É a garantia de que as coisas podem sempre melhorar. Exigir mais e melhor.
Mas será que sabemos qual o limite? Eu não sei. Acho que isso é um problema. Talvez exija das pessoas erradas. Talvez a minha maneira de ver as coisas esteja errada. Quem me dera saber as respostas para as questões que me assombram o pensamento.
Sinto que penso e repenso e não consigo chegar a conclusão nenhuma.
Apenas que exijo demais.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Parar para pensar...


Há quem diga que à terceira é de vez.
Pode ser que sim, só o tempo dirá. No entanto acho que temos a tendência de radicalizar tudo e como tal eu prefiro não tomar uma posição em relação a essa afirmação.

É a terceira vez. Desta vez mais forte que nunca.
Não quero ser demasiado específica, no entanto preciso mencionar aqui dois ou três pontos.

O feitio faz parte do ser humano e é como se fosse uma impressão digital, única e intransmissível, ninguém é igual a ninguém. Há que conhecer a pessoa a esse ponto. Essa é a diferença entre amigos e conhecidos. Ser amigo implica conhecer alguém ao ponto de saber o que fazer e quando fazer. Ou não?

O meu feitio não é pêra doce, eu sei disso….mas não somos todos um pouco difíceis? Acho que é inato. Uns mais sensíveis, outros menos tolerantes. Acho que eu estou numa fase de excesso das duas coisas. Demasiado sensível e nada tolerante. Assim magoo-me com pouca coisa e tudo serve para explodir. É um misto de situações, nada de grave, mas aquelas situações corriqueiras com o agravamento de as minhas apareceram todas ao mesmo tempo.
Claro está que na semana passada parecia um autêntico barril de pólvora.
Não foi há muito tempo que postei que precisava de “colo”.
São fases e como tudo na vida passa.
Depois de um pequeno contratempo conclui que para além de um feitio de “caca” ainda sou demasiado exigente, ou pelo menos é o que parece.
Exijo demasiado daqueles que gosto. Não aceito o rancor. O que passou, passou e eu sou a primeira a dar o braço a torcer.

Um dia um amigo disse-me: tu estás a fazer aos outros o que não gostas que te façam a ti. Na altura aceitei…embora me tivesse sentido atropelada por tal comentário. Mas lá está, é com os amigos que aprendemos as maiores lições de vida.

Este é o momento ideal para devolver essa mesma frase.
Agora é só reflectir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Tenho a casa num pandemónio.


Obras!

As obras dão cabo de mim…
O pó, o entulho, tudo fora do sitio. Parece um caos. Sei que o que vem no final é bom mas até lá ainda fico louca. Tenho a cozinha virada do avesso, de tal forma que nem me dá vontade de encostar a barriga ao fogão.
O que vale é que no Verão terei um terraço com vista sobre a baixa, para poder desfrutar.

Vai valer a pena…
Oh se vai…já estou a imaginar os finais de tarde de Domingo, sentada a admirar a bela vista e na mão um copo gelado de qualquer coisa que me mate a sede…até já sinto a brisa fresca vinda do rio.
Agora só falta ter coragem para aguentar mais um mês de pó, estuque, cimento e afins…ai se não fosse esta vista!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Enquanto a cidade dorme...


Ontem à noite corri mais uma vez os cantos mais inóspitos da cidade.
Os sem abrigo recorrem a todas as arcadas que os possa acolher do ar gélido que assombra a Baixa, aquela hora da noite. Os cartões são o seu maior tesouro, pois retêm o calor dos seus corpos, fazendo com que o tormento da noite não seja tão insuportável.

Todas aquelas pessoas deambulam durante o dia de um lado para o outro, de uma forma mecânica, aguardando desesperadamente, que todos os transeuntes deixem a cidade e sigam caminho para suas casas. É a única forma de se poderem nos seus nichos habituais sem serem importunados. Nichos esses que são quase sempre frentes de lojas, com arcadas e com alguma iluminacão. Acho que a luz os conforta.

Em plena Almirante Reis a maioria deles deitam-se nas tais arcadas de lojas de móveis, o grande monopólio da zona. Imaginem o que será adormecer sobre o chão de pedra, frio…sujo…com o corpo magoado do desconforto, olhando para uma cama, com todo o seu luxo e esplendor.
É uma imagem cruel.

Este é um pedaço do mundo que já faz parte do meu quotidiano.
Sei que o que faço não é muito, mas é o que posso e sei que pelo menos aquela refeição eu consigo garantir-lhes. A refeição, uma palavra amiga, um pouco de companhia.

Este, seria um mundo melhor se não existissem pessoas com estas necessidades, mas se existem e este não é um mundo maravilho porque não fazer a diferença? Porque não dar a mão?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Colo…

Ontem ao final da tarde, sentada na sala encontrei a resposta.
Via uma série cheia de mensagens e referencias ao dia a dia de cada um de nós…até que chegou a uma parte onde senti que era aquilo mesmo, aquele preciso gesto que me faltava…algo tão pequeno no entanto…

Colo…apenas colo. Poder chorar sem dizer por quê, com a cabeça encostada num ombro amigo.

Não é que me sinta triste…é apenas uma necessidade.

Aquela imagem acompanhou-me o resto da noite.
Ele com o braço em volta dela, como se a estivesse a proteger do mundo. Com um olhar terno, transbordando carinho. Sem porquês, abraçou-a contra o seu peito. Ela deixou-se ir e chorou, chorou como uma criança.
O abraço…às vezes é tudo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Viva Paris!

Viajar é das coisas que mais gosto de fazer.
Adoro o cheiro do aeroporto, o friçon da gente que por ali passa.
Adoro o check in…aquele último cigarro que se fuma antes de entrar no avião.
A chegada ao local de destino…adoro viajar!

A última foi em Outubro de 2005 para a Tunísia.
Desta vez vai ser algo mais curto…uma ida a Paris. Apenas 4 dias. Uma boa promoção arranjada em cima do joelho. Nada melhor que viajar com amigos.

Vamos à descoberta da cidade do amor.
Os bilhetes já estão comprados e só falta tratar da estadia. Vamos optar por ficar numa pousada da juventude. Acho que é o lugar ideal para dormir longe de casa. Num lugar jovem, cheio de cor…onde todos temos o mesmo objectivo. Explorar.

Já assinalei os locais que quero visitar, o que não posso deixar de ver:

Museu do Louvre e os seus quadros fascinantes
Torre Eiffel e a sua imponente vista sobre a cidade
Champs-Elyssés com todo o seu verde
Sainte-Chapelle e os seus vitrais
Nôtre Damme e as suas maravilhosas gargulas
O Senna e as suas margens repletas de gente
A rua dos pintores e os seus amores

Viva Paris!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Não voltar a olhar para trás!

O tempo passa por mim a correr e quando me dou conta, vejo que por mais dias que por mim passem, eu não deixo de arrastar comigo os malditos fantasmas.
Estou decidida em arruma-los de vez. Fecha-los a sete chaves. Dar por terminado o que nunca começou.
Esta altura é tão boa como qualquer outra.
Avizinha-se algo de bom, não sei explicar, mas sei que é bom. Algo que tenho conquistado lentamente mas que me tráz o alento necessário para não voltar a olhar para trás.
E não é isso que se quer?
Andar sempre para a frente, sem hesitar?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Tu és...


(Letra de uma das músicas cantadas pela Sara Tavares)


Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração.
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o Sol.

Abraçar todo o teu ser é divino
Faz-me voar para lá da condição.
É como acordar num dia fresco e bonito...
Querer amar faz bater o coração.

Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração,
Tu és para mim, como o nascer da manhã,
Tu és assim, tu és o Sol.

Viajar na terra da fantasia
Sonhar com fadas e varinhas de condão,
Quero acordar num dia fresco e bonito...
Quero amar e quero acreditar!

Que tu és o Sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.
És para mim como o nascer da manhã ,
Tu és assim, és a minha oração!

No teu olhar eu viajo para longe
Até chegar és a minha oração.
Abraçar todo o teu ser é divino,
Faz-me voar para lá da condição.

É como acordar num dia fresco e bonito.
Querer amar faz bater o coração.
Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.

És para mim como o nascer da manhã,
Tu és assim, és a minha oração!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Que segredos guardas tu?

Em breve vou poder olher para ti de frente...apenas com alguns metros de distância, olhar-te nos olhos e saber se no fundo os teus segredos são os mesmos que os meus.

Que amor era esse que cravado no teu peito te faz sorrir?

sábado, 20 de janeiro de 2007

Aqui fica então o poema…



Deixa dizer-te os lindo versos raros
Que a minha boca tem para dizer!
São talhados em mármore de Paros,
Cinzelados por mim para te oferecer.

Têm dolências de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos para te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não t´os digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, Amor, que não te dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Renascer



Ainda há pouco alguém me disse: chorar, é o nosso melhor consolo!
Assim, como neste momento nada me fazia abrir o coração fui ler dos mais belos poemas que já li.

Li e reli, pensei…ponderei e finalmente chorei.
Não chorei por dor, nem por mágoa, chorei por encontrar mais uma vez estas palavras, que me acompanham em tantas fases da vida.
Sempre que releio este poema interpreto-o de forma diferente, mas a sensação é sempre a mesma…eleva-me o espírito, faz-me sonhar.
Sinto-me bem, com coragem…confiante.

Um dia revelo-te o segredo, um dia segredo-te baixinho o poema que me faz renascer.

domingo, 14 de janeiro de 2007

No meu peito...

Excerto de um poema de Álvaro de campos:

"… Abrigo no meu peito, como a um inimigo que temo ofender,
um coração exageradamente espontâneo,
que sente tudo o que sonho como se fosse real,
que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta,
canções tristes como as ruas tristes quando chove."

sábado, 13 de janeiro de 2007

Basta ler nos meus olhos.


Não compreendo as pessoas. Eu tento mas não compreendo.
Acho que exigem demasiado de mim.
Será assim tão difícil compreender que nem sempre podemos estar bem.
Sei que normalmente sou uma pessoa bem disposta, a levar sempre as coisas na desportiva, mas eu também tenho os meus problemas que por pequenos que sejam, ou por mais insignificantes que pareçam para terceiros, me fazem estar mais em baixo, menos sociável.
Quero manter todas as amizades, as boas amizades que tenho, mas não posso abrir mão da minha liberdade. Quero continuar a ter a possibilidade de poder dizer não quando assim o sinto e de desaparecer do mapa quando assim me apetece.
Amigo meu sabe que eu estou lá quando é preciso…mas têm de saber igualmente que nem sempre consigo ignorar o que me atormenta e nesses dias quem precisa de tudo e mais alguma coisa sou eu!

Tenho estado a atravessar uma fase manhosa, talvez aquele problema que vos tinha falado anteriormente tenha voltado. A cena da bipolaridade. Ora tenho vontade de estar rodeada de amigos ora me apetece estar sozinha. Ora estou a rir ás gargalhadas, ora apetece-me chorar como um bezerro abandonado. Enfim…são dias. Talvez seja fruto da angústia do início do ano. Saber que passou mais um e pouco ou nada mudou.

Há que me dar o benefício da dúvida…e se tenho falhado o que nunca falhou que me jogue a primeira pedra.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Agarrar na altura certa.

Os dois maiores erros de uma estrategia são:
agir antes da hora ou deixar que a oportunidade passe longe.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Completamente pendurado...


Desde do inicio do ano que oiço dizer: Ano novo, vida nova…
Porquê, pergunto eu! Porquê esperar por esta data do ano para mudar seja o que for? Será que a viragem do ano nos dá mais entusiasmo, mais força no leme?

Eu cá acho que nada mudou.
Fiz um balanço…

Ora, há 1 ano atrás eu estava onde?
Hum…a esta altura do ano sei que estava com o coração feito em pedaços. Vivia uma paixão, que embora estivesse “morna” ainda me ocupava a mente. Entre idas e vindas nada se resolveu. Estava a alguns dias de comprovar que afinal nada era o que parecia.
Estava a uns passos de passar uma das noites mais longas da minha vida.
Tinha passado uma noite de final de ano menos mal, em companhia de alguns amigos, num ambiente confortável. No meio surgiram alguns mimos…estava de facto a entrar de pé direito no ano de 2006 (ou achava eu).
Surgiu uma questão que até hoje ficou por responder.
Nunca consegui ser muito directa no que toca a coisas do coração, como tal não soube, ou não quis responder…e ficou sem resposta. Hoje, sem duvida alguma consigo responder prontamente, no entanto não me parece provável ouvir novamente essa questão.
Sim, a resposta era SIM.

365 dias depois alguma coisa mudou, ajudou a ausência, o afastamento. Os momentos passaram a ser relembrados apenas, alguns com saudade, outros nem por isso.
Passei um ano a tentar agir de uma forma racional, deixei de ouvir o coração e deixei a razão tomar conta de mim. Terá sido melhor? Não sei! Não sei mesmo, talvez sim porque deixei de ter dissabores mas talvez não porque deixei de viver aqueles momentos que eram únicos.

Durante este ano de 2006, surgiu algo de novo.
Um grande amor embora apenas platónico. Um sentimento que não sei exprimir. Alguém com quem me apetecia estar sempre. Um sorriso franco que me fazia falta. Alguém que me deixava com a pele arrepiada ao mínimo toque. No início deixou-me confusa, até porque ainda estava meio tonta da “queda” que tinha dado. Houve alturas em que foi dificil diferenciar as coisas.
Hoje, mais madura, compreendo que é um amor puro. Amor de amigos.
Não sabia que era possível nutrir este tipo de sentimentos sem que a sexualidade fosse um elemento essencial. É isso mesmo, sem exigências, um amor honesto, nem infidelidades. Tão puro que só mesmo a paixão poderia arruinar. É amor sem paixão, amor sem desejo. Este amor fez-me feliz e veio para ficar.

2006 foi definitivamente o ano da melhor "colheita" de amigos, bons amigos.

Resumindo e baralhando
Comecei o ano a pensar no passado e vejo que por mais que escreva não consigo, de todo, eliminar os fantasmas do meu armário. Não sei que coisa é esta…que fixação pelo passado.
Sinto falta de muita coisa…definitivamente os assuntos de coração são deveras complicados e não se resolvem que a viragem do ano, não mesmo! Mas sei que estes próximos meses vão trazer novidades...e isso é o que importa. Não desisto fácil e já tenho o roteiro na mão para continuar a minha grande caminhada em busca do meu "Santo Graal"

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Pensamento do ano!

O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos.
(Ben Stein)

sábado, 30 de dezembro de 2006

A caminho de 2007


O Natal já se foi…a caminho vem o 2007…
Ainda não tenho planos para a passagem de ano, há quem diga que quando é em cima do joelho acaba por ser melhor…verdade ou não estou numa de não planear nada, logo se vê…se tiver de ser fora de casa que seja num lugar tranquilo com boa companhia…não consigo simpatizar com lugares repletos de gente, onde só se valoriza o álcool e a música rebenta ferozmente os nossos tímpanos. Apraz-me o bom vinho e a companhia dos amigos onde podemos relembrar bons momentos.

Para o novo ano…tenho de me esforçar mais, dedicar-me mais a mim.
Sem falta…tenho de melhorar vários aspectos.
Ser mais ponderada nas minhas reacções.
Demonstrar sem medos os meus sentimentos.
Ser mais franca, mais corajosa e andar sempre para a frente.

De resto devo continuar o trabalho feito ao longo deste ano. Aprendi muita coisa, conquistei novos amigos, bons amigos, com quem vou partilhando o que me vai na alma. Foi um ano bom, no final das contas. Se o próximo não puder ser melhor, que seja igual a este.

OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS DEIXADOS AO LONGO DO ANO ;)

Um bom Ano Novo para todos!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Um pedaço de mim.


A semelhança do que se fazia no liceu, ontem fiz correr um pequeno teste sobre mim para os meus amigos. Questões práticas mas que me permitem chegar à conclusão de quem me conhece realmente bem.
Fiquei contente com os resultados.
Estas pessoas já me conhecem mesmo bem.

Qual é a minha cor preferida?Todos acertaram. Verde tropa é de facto a minha cor preferida.
Qual a minha música preferida?Esta era difícil, uma música no meio de tantas.
A minha favorita é mesmo a dos Queen “Show must go on!”
Qual a minha comida favorita?
Alguns chegaram lá…é de facto pasta, pormenorizando Tagliatelli Carbonara.
Qual é o meu destino de sonho?Camboja, sem sombra de dúvida. Esta vocês também sabiam.
Qual a viagem que mais gostei até hoje?
Egipto. Ai de alguém que errasse esta.
Qual a minha maior mania?
Alguém disse: Essa cena da organização!
Acho que essa é mesmo a minha maior mania, tudo direitinho, tudo arrumadinho, tudo no seu sitio lol
Quem é a pessoa que mais respeito?
A minha avó, incrível como todos acertaram nesta (ou quase todos lol)
O que eu mais odeio?
Que me chamem “mau feitio” e falar com gente estúpida, Bingo!
Onde é que eu gostaria de estar agora?
“Numa praia deliciosa com areia muito fina e branca. Uma caipirosca bem guarnecida. E uma marzão, muito azul à tua frente. Com um companheiro a ler poesia para ti. Ou então em vez de estar a ler, está simplesmente a criar poesia para ti. E estou a imaginar esse olho brilhante!!! Estrelas no ar. Muitas estrelas.”
Esta foi a que esteve mais perto, a Mary topou-me logo :)
Os outos também estiveram muito perto.

Beijos para estas pessoas que já me conhecem como a palma da mão.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Sente-se o cheiro no ar.


Aqui na terra o Inverno parece ser mais rigoroso.
O frio penetra nos ossos e congela-nos até à alma. Sabe bem calçar dois pares de meias e usar luvas, gorros e cachecóis…tudo para que seja possível fazer um passeio a pé com algum conforto físico. Os campos estão verdes, carregados de humidade. Gosto deste cheiro a musgo.
Hoje não chove. O céu está pintalgado de nuvens brancas, mas o azul está presente e o sol espreita de vez em quando entre um e outro manto de algodão.
A casa está cheia. A família está reunida.
A árvore de Natal está linda e cada vez mais brilhante, as luzes que enfeitam a casa dão um toque de magia à época em que nos encontramos.
Já tinha saudades do cheiro da lareira e de sentir este calor na face.
Que bom é estar em “casa”.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

De volta às ruas.


Ontem foi noite de voltar às ruas.
O ar gélido consumia-me a face que teimava em se manter vermelha, como o sangue que a grande velocidade me corria nas veias. Estava a mil. Esperei duas semanas para voltar a fazer o percurso que tanta esperança me dá.
A ronda foi a mesma de há quinze dias e por isso mesmo revi os mesmos rostos, os mesmos olhares só que desta vez com uma angústia agravada, trazida pelo frio.
A carrinha, já por eles tão conhecida, chegava com a refeição da noite mas reparei que os seus olhares caíam em busca de roupa e cobertores. Com esta vaga gelada o que os preocupa é saber que vão enfrentar a noite com a roupa que têm no corpo, alguns com sorte, contam com o cartão que lhes serve de resguardo, ou então com o fiel animal que os aquece durante a madrugada.
Não havia mantas e cobertores suficientes para todos…alias, poucos haviam.

Encontrei a mesma velhinha, sozinha em Santa Apolónia, a fumar a sua beata…pensativa, como se nada mais em sua volta existisse. Deixei-lhe um saco de comida e um copo de leite. Não foi preciso ouvir a palavra obrigado. A sua gratidão foi-me transmitida pelo olhar, durante o breve momento em que voltou à realidade. Olhar doce…rugas da vida.

Sempre que venho da “volta” sinto-me mais leve, os meus problemas, pequenos problemas dissipam-se e tenho noção de que cada vez mais tenho menos razões para me lamuriar da vida.

Não tenho tudo o que quero mas tenho tudo o que preciso.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

As minhas 5 manias


Anda por ai um desafio, se é que podemos chamar assim, das cinco manias.
Resolvi postar então as minhas cinco, se bem que foi difícil, porque são bem mais que cinco. Sou muito “manienta”.

1) Tenho a mania da arrumação. Para mim tem de estar tudo arrumado e quando digo arrumado é mesmo isso, tudo nos seus devidos lugares, tenho pastas, arquivos, arrumo a roupa por cores…é mais forte que eu.

2) Tenho a mania que sei tudo…e é mesmo só a mania, pois quase sempre dou com a cara no chão. Pfuuuuuuuu.

3) Tenho a mania dos cheiros…passo a vida a dilatar as narinas para obter um faro mais apurado, gosto de distinguir cheiros, aromas…gosto de reconhecer a pessoa pelo cheiro (o bom, claro!).

4) Tenho a mania de dormir sempre do mesmo lado da cama, embora seja uma cama de casal, nunca invado o lado direito da cama. Porque será?
5) Esta é uma verdadeira mania, mas daquelas...O Sol e a Lua.
Quadros, velas, espelhos, livros, adornos, brincos, caixinhas...tudo o que tenha um sol e uma lua.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Numa destas noites.


Na terça-feira passada o nevoeiro tomava conta da cidade…a humidade crescia a cada esquina, foi uma sorte não ter chovido.
Fomos finalmente dar a volta pelas ruas da cidade onde aqui e ali, se encontram corpos deitados no chão, sobre a pedra, ou um simples cartão. Mal agasalhados, com fome e alguns entregues a uma solidão imensa.
Os mais velhos têm nos trapos a história de uma vida e esperam pacientes pela chegada da carrinha, sabendo que aquela é a única refeição do dia que está garantida.
Bebem o leite de uma golada só para que possamos encher novamente o copo…é ter fome, é ter fome que os leva a acolher-nos como os anjos da noite.
Os olhares tristes transformam-se num obrigado, alguns precisam inclusive de falar um pouco, contar qualquer coisa, ou então comer ali ao pé de nós só pelo calor humano.
Muitos dormem sob as arcadas com cães, o fiel e eterno amigo e com eles dividem o pouco que têm para comer, mas com o cair da noite recebem a sua recompensa, já que dormem de corpo colado tentando concentrar ao máximo o calor.
Recordo-me bem dos estrangeiros, que agarrados às memórias de um passado recente nos falam do que deixaram para trás quando vieram para Portugal. Também eles dormem na rua, alguns tão perdidos que nem se levantam para comer, temos de ser nós a deixar perto deles o saco com os alimentos.
Nestes cantos da cidade, cantos imundos, onde predomina o cheiro intenso da urina, cantos escuros, becos sem saída, arcadas, escadas…ao pé da linha do comboio, qualquer sitio serve para dormir, para descansar o corpo do tormento que é viver assim. E engane-se quem pensar que ser mendigo é uma opção.

Nessa noite cheguei a casa, tomei um banho e enfiei-me na cama, encolhida, como que dentro de um casulo. Ter um tecto, uma cama quente, um cobertor ou um pijama…é uma bênção.

Já há muito que não dormia assim…

Foi libertador!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Gosto de…


…andar descalça.
Dos pequenos-almoços de hotel;
do café pingado;
de jantar com os amigos;
de uma caipirinha antes de jantar.
Do Verão e das Esplanadas à beira mar, ou à beira rio;
de sentir a areia molhada nos pés;
do cheiro do mar.
de ouvir a chuva lá fora, enquanto me embrulho no sofá.
Das Sweats com capucho;
das calças com vários bolsos;
das meias grossas…
dos chinelos de enfiar no dedo.

De ver filmes…encostado no ombro dele
do cinema espanhol.
De um bom livro…
…uma história simples, um romance ligeiro.
De ouvir música pela manhã, enquanto me visto…
de cantarolar no chuveiro;
de percorrer as estações de rádio enquanto conduzo;
de acordar com uma melodia no ouvido.

Gosto que me mexam no cabelo…

Gosto de mim e dos meus.
Gosto de gostar…
Gosto!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Apareceu-me voltar…


Quando acordo…ao som do despertador, deixo-me ficar na cama pelo menos mais dez minutos. É o suficiente para arrumar as ideias. Faço-o como uma terapia. Deitada na cama ainda quente medito sobre tudo o que tenho de bom, sobre tudo o que me dá vontade de me levantar e começar um novo dia. O silêncio que paira no ar envolve-se com o eco que vai dentro da minha cabeça, e logo aí começo a cantarolar uma melodia animada enquanto me levanto, com um sorriso escondido, que na realidade só de descobre depois de lavar o rosto.
Tenho a certeza de que encontrei os tais “dias melhores”.
Depois da porta fechada, finalmente surgiu uma janela.
Uma janela virada para o sol…
Concluo, dizendo que coloquei para trás o que não têm solução, colocando assim por ordem prioritária o que de facto é importante neste momento. O importante sou eu! Eu e tudo e todos que de mim dependem.
Aqui estou eu de volta, como sempre, com muita garra…muita vontade e sempre, sempre cheia de esperança.

domingo, 29 de outubro de 2006

Fim de tarde de sábado.


Da varanda contemplo a cidade a meus pés, sinto o cheiro vindo do mar que se embrulha com o rio. Neste vagueiam pequenos barcos à vela, deslizando pelo manto prateado que absorve os últimos raios de sol.
Aqui e ali, acende-se uma e outra luz, o sol já praticamente escondido deixa no céu um rasto que faz adivinhar bom tempo para amanhã.
Como uma gigante constelação a Baixa acende-se sobressaindo assim alguns pontos mais reluzentes.
Do meu lado direito consigo ver a muralha do jardim da Senhora do Monte, na Graça.. No meio dos escuros telhados admiro também o jardim de luzes vermelhas, o boémio Bairro Alto, é aqui que existe maior frenesim nocturno.
As ruínas do Carmo… ai as ruínas, que vislumbre. Brotam no meio destes prédios austeros como uma tulipa branca. Só lhe ofusca a beleza, a luz, do elevador de Santa Justa, que ali foi plantado em ferro contorcido.
Do Chiado chega o cheiro do café…talvez vindo de uma chávena ainda quente de quem se senta na Brasileira.
De pés descalços, sinto ainda na pedra, o calor que o sol deixou. Sento-me por um momento e observo a rua da Vitória que a esta hora ainda está repleta de gente.
As esplanadas estão repletas, pois o tempo a isso convida.
Da boca do metro do Chiado as pessoas saem a um ritmo alucinante, como se da boca de um poeta se tratasse onde as palavras saem aos pares formando um lindo poema.
Oiço daqui a melodia do artista de rua, que perdido na calçada canta e encanta que passa numa das ruas deste labirinto.
Oiço o som da passagem do eléctrico, é um dos sons que mais adoro a seguir ao toque dos sinos das seis ou sete igrejas que me rodeiam.
Do meu lado esquerdo, de braços abertos, está quem parece nos receber com carinho e a mensagem que o vento trás, cantada baixinho diz que basta para isso atravessar a ponte.
O rio está negro, tão negro quanto o céu envergonhado que esconde o que eu procuro todas as noites…as estrelas.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Só sei que nada sei…


É como me sinto.
Não é na verdade tristeza, é apenas o tal vazio que está a imperar…
Passei o dia com uma moleza tal, estou numa fase caseira…só me apetece dormir.

Uns tempos antes de ir de fim-de-semana, li em conjunto com um bom amigo, a título de brincadeira, o meu horóscopo mensal no qual dizia que por esta altura me iria sentir assim, procurando manter-me em reclusão. Não sei se esta fase terá aparecido por sugestão ou se é de facto uma grande coincidência, até porque nunca fui mulher de ler esse tipo de “material cor-de-rosa”, mas de facto apetece-me ficar só.
Ando arrastada por uma certa melancolia...não me larga este aperto no peito...esta dor profunda.

Amanhã sei que vou acordar melhor, porque mesmo quando tudo parece não ter solução, quando todas as portas se fecham, aparece sempre um bom amigo que me ajuda a abrir uma janela.


Conclusão:
Acho que nos dias que correm eu não acredito em nada e acredito em tudo…preciso encher a cabeça, preciso ocupar-me ao máximo para não ter tempo para pensar em coisas que não valem a pena. Alguns de vocês podem perguntar: mais ainda? Mas tu já tens tanto que fazer!
Não, ainda me sobra algum tempo, tempo esse que quero partilhar com quem precisa. Estou a pesquisar o mundo do voluntariado e à primeira oportunidade ai vou eu.
Dar uma mão, um gesto amigo a quem precisa.
É nisto que acredito e é por isso que vou lutar.

domingo, 22 de outubro de 2006

Deixei-me ir com as ondas do mar...


Estive finalmente longe…longe da confusão, do monopólio cinzento e do cheiro da cidade. Há muito que esperava por isto.
Parece que ainda sinto o cheiro do mar…e nos lábios as gotas salgadas trazidas pelo vento. Fecho os olhos e sinto que ainda trago comigo o som das ondas.
Acho que consegui exorcizar todos os fantasmas do meu armário…deitei os problemas pela janela e respirei fundo.
Voltei com a certeza de que tudo tem remédio…Tudo passa!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Porto Covo...aí vamos nós!


Ontem fomos às compras…o fim-de-semana está cada vez mais perto e não queremos que falte nada.
Não falta o moscatel, a cachaça para a bela caipirinha, os queijos, os enchidos e o vinho tinto…se estiver frio ainda mais acolhedor se torna. Ou se o tempo estiver a nosso favor, porque não fazer um brinde à sombra da lua que pinta o mar cor prata...Tenho suadades do cheiro do mar, de sentir os grãos de areia nos pés...

Ainda mais importante que estas iguarias e estes encontros magníficos com a natureza é levar na bagagem boa disposição, harmonia…e muita paz de espírito.
A expectativa é enorme pois consideramos isto uma feliz aventura.
Partimos na sexta, depois de mais um dia de trabalho, onde a pressão transborda o bom senso e onde o lucro não compensa o esforço. Por isso mesmo, a caminho do Alentejo, o prometido é manda todos os problemas pela janela, cantar, cantar bem alto e até bater palmas.

Sim, companheiro de viagem, terás de cantar e bater palmas lol.
Assim vou dar descanso ao teclado, que sofre com a força que sinto na ponta dos dedos.
Vou dar folga a estas folhas perdidas num espaço cibernauta…depois, quando voltar, juro contar a história da nossa pequena grande viagem.

P.S. tás a ver como sabias que o beijo especial era para ti. É pela força que (imprevisivelmente) me tens dado.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

A felicidade exige valentia.


Ando numa fase melancólica…tudo me deixa em baixo…por isto ou por aquilo as lágrimas chegam com a mesma intensidade da chuva.
Lembrei-me assim de recorrer a quem entende destas coisa e devorei estas palavras.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É sabre falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no meu caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Fernando Pessoa

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

A vontade...


É incrível como ainda me espanto.
Estou rodeada de pessoas fúteis e completamente ocas. Pessoas sem o mínimo bom senso, que andam aqui por andar. É difícil partilhar com estas pessoas oito horas diárias da minha vida. Ouvir as suas piadas sem sentido, as suas teorias falhadas. Seres que só valorizam o material e o mais trivial.
Corrói-me a alma estar aqui sentada, inerte, sem poder fazer nada… ficando apenas embriagada com tanta estupidez.
Posso parecer radical mas de facto não consigo controlar este sentimento.
Revolta-me.
Destas cabeças só saem ideias sem pés nem cabeça, não sabem argumentar, expor ideias interessantes. Posso inclusive chama-las de incultas, por mais estudos que tenham. A estas pessoas de nada serviu o canudo. Andaram na faculdade, rodando pelos corredores porque era mais uma fase da vida, na qual se sentiam obrigadas a passar. Não cresceram, não têm experiência, não se interessam por aprender. O que fazem constantemente é gozar, maquinar, conspirar, são apenas mentes perversas. Por isso mesmo agora não conseguem ter ideias próprias.
Concluo que as palas não foram feitas apenas para os burros.

Ontem comecei a louca corrida do Futuro.
Acordei com vontade de chegar, lutar e vencer! Sei que posso ir mais longe e nada me demove desta ideia. Tive uma manhã esclarecedora, onde fiquei a conhecer os caminhos que vou percorrer durante a etapa do “chegar”. Estive em locais nunca visitados. Os blocos da sabedoria, as salas do engenho, os cantos com o cheiro das paginas por tantos percorridas.
O som da guitarra ao pequeno almoço…a juventude.
A vontade, é tanta a vontade.