segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Colo…

Ontem ao final da tarde, sentada na sala encontrei a resposta.
Via uma série cheia de mensagens e referencias ao dia a dia de cada um de nós…até que chegou a uma parte onde senti que era aquilo mesmo, aquele preciso gesto que me faltava…algo tão pequeno no entanto…

Colo…apenas colo. Poder chorar sem dizer por quê, com a cabeça encostada num ombro amigo.

Não é que me sinta triste…é apenas uma necessidade.

Aquela imagem acompanhou-me o resto da noite.
Ele com o braço em volta dela, como se a estivesse a proteger do mundo. Com um olhar terno, transbordando carinho. Sem porquês, abraçou-a contra o seu peito. Ela deixou-se ir e chorou, chorou como uma criança.
O abraço…às vezes é tudo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Viva Paris!

Viajar é das coisas que mais gosto de fazer.
Adoro o cheiro do aeroporto, o friçon da gente que por ali passa.
Adoro o check in…aquele último cigarro que se fuma antes de entrar no avião.
A chegada ao local de destino…adoro viajar!

A última foi em Outubro de 2005 para a Tunísia.
Desta vez vai ser algo mais curto…uma ida a Paris. Apenas 4 dias. Uma boa promoção arranjada em cima do joelho. Nada melhor que viajar com amigos.

Vamos à descoberta da cidade do amor.
Os bilhetes já estão comprados e só falta tratar da estadia. Vamos optar por ficar numa pousada da juventude. Acho que é o lugar ideal para dormir longe de casa. Num lugar jovem, cheio de cor…onde todos temos o mesmo objectivo. Explorar.

Já assinalei os locais que quero visitar, o que não posso deixar de ver:

Museu do Louvre e os seus quadros fascinantes
Torre Eiffel e a sua imponente vista sobre a cidade
Champs-Elyssés com todo o seu verde
Sainte-Chapelle e os seus vitrais
Nôtre Damme e as suas maravilhosas gargulas
O Senna e as suas margens repletas de gente
A rua dos pintores e os seus amores

Viva Paris!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Não voltar a olhar para trás!

O tempo passa por mim a correr e quando me dou conta, vejo que por mais dias que por mim passem, eu não deixo de arrastar comigo os malditos fantasmas.
Estou decidida em arruma-los de vez. Fecha-los a sete chaves. Dar por terminado o que nunca começou.
Esta altura é tão boa como qualquer outra.
Avizinha-se algo de bom, não sei explicar, mas sei que é bom. Algo que tenho conquistado lentamente mas que me tráz o alento necessário para não voltar a olhar para trás.
E não é isso que se quer?
Andar sempre para a frente, sem hesitar?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Tu és...


(Letra de uma das músicas cantadas pela Sara Tavares)


Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração.
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o Sol.

Abraçar todo o teu ser é divino
Faz-me voar para lá da condição.
É como acordar num dia fresco e bonito...
Querer amar faz bater o coração.

Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que ilumina o coração,
Tu és para mim, como o nascer da manhã,
Tu és assim, tu és o Sol.

Viajar na terra da fantasia
Sonhar com fadas e varinhas de condão,
Quero acordar num dia fresco e bonito...
Quero amar e quero acreditar!

Que tu és o Sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.
És para mim como o nascer da manhã ,
Tu és assim, és a minha oração!

No teu olhar eu viajo para longe
Até chegar és a minha oração.
Abraçar todo o teu ser é divino,
Faz-me voar para lá da condição.

É como acordar num dia fresco e bonito.
Querer amar faz bater o coração.
Tu és o sol que me aquece no Verão,
Tu és a luz que me aquece o coração.

És para mim como o nascer da manhã,
Tu és assim, és a minha oração!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Que segredos guardas tu?

Em breve vou poder olher para ti de frente...apenas com alguns metros de distância, olhar-te nos olhos e saber se no fundo os teus segredos são os mesmos que os meus.

Que amor era esse que cravado no teu peito te faz sorrir?

sábado, 20 de janeiro de 2007

Aqui fica então o poema…



Deixa dizer-te os lindo versos raros
Que a minha boca tem para dizer!
São talhados em mármore de Paros,
Cinzelados por mim para te oferecer.

Têm dolências de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos para te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não t´os digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, Amor, que não te dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Renascer



Ainda há pouco alguém me disse: chorar, é o nosso melhor consolo!
Assim, como neste momento nada me fazia abrir o coração fui ler dos mais belos poemas que já li.

Li e reli, pensei…ponderei e finalmente chorei.
Não chorei por dor, nem por mágoa, chorei por encontrar mais uma vez estas palavras, que me acompanham em tantas fases da vida.
Sempre que releio este poema interpreto-o de forma diferente, mas a sensação é sempre a mesma…eleva-me o espírito, faz-me sonhar.
Sinto-me bem, com coragem…confiante.

Um dia revelo-te o segredo, um dia segredo-te baixinho o poema que me faz renascer.

domingo, 14 de janeiro de 2007

No meu peito...

Excerto de um poema de Álvaro de campos:

"… Abrigo no meu peito, como a um inimigo que temo ofender,
um coração exageradamente espontâneo,
que sente tudo o que sonho como se fosse real,
que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta,
canções tristes como as ruas tristes quando chove."

sábado, 13 de janeiro de 2007

Basta ler nos meus olhos.


Não compreendo as pessoas. Eu tento mas não compreendo.
Acho que exigem demasiado de mim.
Será assim tão difícil compreender que nem sempre podemos estar bem.
Sei que normalmente sou uma pessoa bem disposta, a levar sempre as coisas na desportiva, mas eu também tenho os meus problemas que por pequenos que sejam, ou por mais insignificantes que pareçam para terceiros, me fazem estar mais em baixo, menos sociável.
Quero manter todas as amizades, as boas amizades que tenho, mas não posso abrir mão da minha liberdade. Quero continuar a ter a possibilidade de poder dizer não quando assim o sinto e de desaparecer do mapa quando assim me apetece.
Amigo meu sabe que eu estou lá quando é preciso…mas têm de saber igualmente que nem sempre consigo ignorar o que me atormenta e nesses dias quem precisa de tudo e mais alguma coisa sou eu!

Tenho estado a atravessar uma fase manhosa, talvez aquele problema que vos tinha falado anteriormente tenha voltado. A cena da bipolaridade. Ora tenho vontade de estar rodeada de amigos ora me apetece estar sozinha. Ora estou a rir ás gargalhadas, ora apetece-me chorar como um bezerro abandonado. Enfim…são dias. Talvez seja fruto da angústia do início do ano. Saber que passou mais um e pouco ou nada mudou.

Há que me dar o benefício da dúvida…e se tenho falhado o que nunca falhou que me jogue a primeira pedra.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Agarrar na altura certa.

Os dois maiores erros de uma estrategia são:
agir antes da hora ou deixar que a oportunidade passe longe.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Completamente pendurado...


Desde do inicio do ano que oiço dizer: Ano novo, vida nova…
Porquê, pergunto eu! Porquê esperar por esta data do ano para mudar seja o que for? Será que a viragem do ano nos dá mais entusiasmo, mais força no leme?

Eu cá acho que nada mudou.
Fiz um balanço…

Ora, há 1 ano atrás eu estava onde?
Hum…a esta altura do ano sei que estava com o coração feito em pedaços. Vivia uma paixão, que embora estivesse “morna” ainda me ocupava a mente. Entre idas e vindas nada se resolveu. Estava a alguns dias de comprovar que afinal nada era o que parecia.
Estava a uns passos de passar uma das noites mais longas da minha vida.
Tinha passado uma noite de final de ano menos mal, em companhia de alguns amigos, num ambiente confortável. No meio surgiram alguns mimos…estava de facto a entrar de pé direito no ano de 2006 (ou achava eu).
Surgiu uma questão que até hoje ficou por responder.
Nunca consegui ser muito directa no que toca a coisas do coração, como tal não soube, ou não quis responder…e ficou sem resposta. Hoje, sem duvida alguma consigo responder prontamente, no entanto não me parece provável ouvir novamente essa questão.
Sim, a resposta era SIM.

365 dias depois alguma coisa mudou, ajudou a ausência, o afastamento. Os momentos passaram a ser relembrados apenas, alguns com saudade, outros nem por isso.
Passei um ano a tentar agir de uma forma racional, deixei de ouvir o coração e deixei a razão tomar conta de mim. Terá sido melhor? Não sei! Não sei mesmo, talvez sim porque deixei de ter dissabores mas talvez não porque deixei de viver aqueles momentos que eram únicos.

Durante este ano de 2006, surgiu algo de novo.
Um grande amor embora apenas platónico. Um sentimento que não sei exprimir. Alguém com quem me apetecia estar sempre. Um sorriso franco que me fazia falta. Alguém que me deixava com a pele arrepiada ao mínimo toque. No início deixou-me confusa, até porque ainda estava meio tonta da “queda” que tinha dado. Houve alturas em que foi dificil diferenciar as coisas.
Hoje, mais madura, compreendo que é um amor puro. Amor de amigos.
Não sabia que era possível nutrir este tipo de sentimentos sem que a sexualidade fosse um elemento essencial. É isso mesmo, sem exigências, um amor honesto, nem infidelidades. Tão puro que só mesmo a paixão poderia arruinar. É amor sem paixão, amor sem desejo. Este amor fez-me feliz e veio para ficar.

2006 foi definitivamente o ano da melhor "colheita" de amigos, bons amigos.

Resumindo e baralhando
Comecei o ano a pensar no passado e vejo que por mais que escreva não consigo, de todo, eliminar os fantasmas do meu armário. Não sei que coisa é esta…que fixação pelo passado.
Sinto falta de muita coisa…definitivamente os assuntos de coração são deveras complicados e não se resolvem que a viragem do ano, não mesmo! Mas sei que estes próximos meses vão trazer novidades...e isso é o que importa. Não desisto fácil e já tenho o roteiro na mão para continuar a minha grande caminhada em busca do meu "Santo Graal"

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Pensamento do ano!

O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos.
(Ben Stein)

sábado, 30 de dezembro de 2006

A caminho de 2007


O Natal já se foi…a caminho vem o 2007…
Ainda não tenho planos para a passagem de ano, há quem diga que quando é em cima do joelho acaba por ser melhor…verdade ou não estou numa de não planear nada, logo se vê…se tiver de ser fora de casa que seja num lugar tranquilo com boa companhia…não consigo simpatizar com lugares repletos de gente, onde só se valoriza o álcool e a música rebenta ferozmente os nossos tímpanos. Apraz-me o bom vinho e a companhia dos amigos onde podemos relembrar bons momentos.

Para o novo ano…tenho de me esforçar mais, dedicar-me mais a mim.
Sem falta…tenho de melhorar vários aspectos.
Ser mais ponderada nas minhas reacções.
Demonstrar sem medos os meus sentimentos.
Ser mais franca, mais corajosa e andar sempre para a frente.

De resto devo continuar o trabalho feito ao longo deste ano. Aprendi muita coisa, conquistei novos amigos, bons amigos, com quem vou partilhando o que me vai na alma. Foi um ano bom, no final das contas. Se o próximo não puder ser melhor, que seja igual a este.

OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS DEIXADOS AO LONGO DO ANO ;)

Um bom Ano Novo para todos!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Um pedaço de mim.


A semelhança do que se fazia no liceu, ontem fiz correr um pequeno teste sobre mim para os meus amigos. Questões práticas mas que me permitem chegar à conclusão de quem me conhece realmente bem.
Fiquei contente com os resultados.
Estas pessoas já me conhecem mesmo bem.

Qual é a minha cor preferida?Todos acertaram. Verde tropa é de facto a minha cor preferida.
Qual a minha música preferida?Esta era difícil, uma música no meio de tantas.
A minha favorita é mesmo a dos Queen “Show must go on!”
Qual a minha comida favorita?
Alguns chegaram lá…é de facto pasta, pormenorizando Tagliatelli Carbonara.
Qual é o meu destino de sonho?Camboja, sem sombra de dúvida. Esta vocês também sabiam.
Qual a viagem que mais gostei até hoje?
Egipto. Ai de alguém que errasse esta.
Qual a minha maior mania?
Alguém disse: Essa cena da organização!
Acho que essa é mesmo a minha maior mania, tudo direitinho, tudo arrumadinho, tudo no seu sitio lol
Quem é a pessoa que mais respeito?
A minha avó, incrível como todos acertaram nesta (ou quase todos lol)
O que eu mais odeio?
Que me chamem “mau feitio” e falar com gente estúpida, Bingo!
Onde é que eu gostaria de estar agora?
“Numa praia deliciosa com areia muito fina e branca. Uma caipirosca bem guarnecida. E uma marzão, muito azul à tua frente. Com um companheiro a ler poesia para ti. Ou então em vez de estar a ler, está simplesmente a criar poesia para ti. E estou a imaginar esse olho brilhante!!! Estrelas no ar. Muitas estrelas.”
Esta foi a que esteve mais perto, a Mary topou-me logo :)
Os outos também estiveram muito perto.

Beijos para estas pessoas que já me conhecem como a palma da mão.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Sente-se o cheiro no ar.


Aqui na terra o Inverno parece ser mais rigoroso.
O frio penetra nos ossos e congela-nos até à alma. Sabe bem calçar dois pares de meias e usar luvas, gorros e cachecóis…tudo para que seja possível fazer um passeio a pé com algum conforto físico. Os campos estão verdes, carregados de humidade. Gosto deste cheiro a musgo.
Hoje não chove. O céu está pintalgado de nuvens brancas, mas o azul está presente e o sol espreita de vez em quando entre um e outro manto de algodão.
A casa está cheia. A família está reunida.
A árvore de Natal está linda e cada vez mais brilhante, as luzes que enfeitam a casa dão um toque de magia à época em que nos encontramos.
Já tinha saudades do cheiro da lareira e de sentir este calor na face.
Que bom é estar em “casa”.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

De volta às ruas.


Ontem foi noite de voltar às ruas.
O ar gélido consumia-me a face que teimava em se manter vermelha, como o sangue que a grande velocidade me corria nas veias. Estava a mil. Esperei duas semanas para voltar a fazer o percurso que tanta esperança me dá.
A ronda foi a mesma de há quinze dias e por isso mesmo revi os mesmos rostos, os mesmos olhares só que desta vez com uma angústia agravada, trazida pelo frio.
A carrinha, já por eles tão conhecida, chegava com a refeição da noite mas reparei que os seus olhares caíam em busca de roupa e cobertores. Com esta vaga gelada o que os preocupa é saber que vão enfrentar a noite com a roupa que têm no corpo, alguns com sorte, contam com o cartão que lhes serve de resguardo, ou então com o fiel animal que os aquece durante a madrugada.
Não havia mantas e cobertores suficientes para todos…alias, poucos haviam.

Encontrei a mesma velhinha, sozinha em Santa Apolónia, a fumar a sua beata…pensativa, como se nada mais em sua volta existisse. Deixei-lhe um saco de comida e um copo de leite. Não foi preciso ouvir a palavra obrigado. A sua gratidão foi-me transmitida pelo olhar, durante o breve momento em que voltou à realidade. Olhar doce…rugas da vida.

Sempre que venho da “volta” sinto-me mais leve, os meus problemas, pequenos problemas dissipam-se e tenho noção de que cada vez mais tenho menos razões para me lamuriar da vida.

Não tenho tudo o que quero mas tenho tudo o que preciso.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

As minhas 5 manias


Anda por ai um desafio, se é que podemos chamar assim, das cinco manias.
Resolvi postar então as minhas cinco, se bem que foi difícil, porque são bem mais que cinco. Sou muito “manienta”.

1) Tenho a mania da arrumação. Para mim tem de estar tudo arrumado e quando digo arrumado é mesmo isso, tudo nos seus devidos lugares, tenho pastas, arquivos, arrumo a roupa por cores…é mais forte que eu.

2) Tenho a mania que sei tudo…e é mesmo só a mania, pois quase sempre dou com a cara no chão. Pfuuuuuuuu.

3) Tenho a mania dos cheiros…passo a vida a dilatar as narinas para obter um faro mais apurado, gosto de distinguir cheiros, aromas…gosto de reconhecer a pessoa pelo cheiro (o bom, claro!).

4) Tenho a mania de dormir sempre do mesmo lado da cama, embora seja uma cama de casal, nunca invado o lado direito da cama. Porque será?
5) Esta é uma verdadeira mania, mas daquelas...O Sol e a Lua.
Quadros, velas, espelhos, livros, adornos, brincos, caixinhas...tudo o que tenha um sol e uma lua.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Numa destas noites.


Na terça-feira passada o nevoeiro tomava conta da cidade…a humidade crescia a cada esquina, foi uma sorte não ter chovido.
Fomos finalmente dar a volta pelas ruas da cidade onde aqui e ali, se encontram corpos deitados no chão, sobre a pedra, ou um simples cartão. Mal agasalhados, com fome e alguns entregues a uma solidão imensa.
Os mais velhos têm nos trapos a história de uma vida e esperam pacientes pela chegada da carrinha, sabendo que aquela é a única refeição do dia que está garantida.
Bebem o leite de uma golada só para que possamos encher novamente o copo…é ter fome, é ter fome que os leva a acolher-nos como os anjos da noite.
Os olhares tristes transformam-se num obrigado, alguns precisam inclusive de falar um pouco, contar qualquer coisa, ou então comer ali ao pé de nós só pelo calor humano.
Muitos dormem sob as arcadas com cães, o fiel e eterno amigo e com eles dividem o pouco que têm para comer, mas com o cair da noite recebem a sua recompensa, já que dormem de corpo colado tentando concentrar ao máximo o calor.
Recordo-me bem dos estrangeiros, que agarrados às memórias de um passado recente nos falam do que deixaram para trás quando vieram para Portugal. Também eles dormem na rua, alguns tão perdidos que nem se levantam para comer, temos de ser nós a deixar perto deles o saco com os alimentos.
Nestes cantos da cidade, cantos imundos, onde predomina o cheiro intenso da urina, cantos escuros, becos sem saída, arcadas, escadas…ao pé da linha do comboio, qualquer sitio serve para dormir, para descansar o corpo do tormento que é viver assim. E engane-se quem pensar que ser mendigo é uma opção.

Nessa noite cheguei a casa, tomei um banho e enfiei-me na cama, encolhida, como que dentro de um casulo. Ter um tecto, uma cama quente, um cobertor ou um pijama…é uma bênção.

Já há muito que não dormia assim…

Foi libertador!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Gosto de…


…andar descalça.
Dos pequenos-almoços de hotel;
do café pingado;
de jantar com os amigos;
de uma caipirinha antes de jantar.
Do Verão e das Esplanadas à beira mar, ou à beira rio;
de sentir a areia molhada nos pés;
do cheiro do mar.
de ouvir a chuva lá fora, enquanto me embrulho no sofá.
Das Sweats com capucho;
das calças com vários bolsos;
das meias grossas…
dos chinelos de enfiar no dedo.

De ver filmes…encostado no ombro dele
do cinema espanhol.
De um bom livro…
…uma história simples, um romance ligeiro.
De ouvir música pela manhã, enquanto me visto…
de cantarolar no chuveiro;
de percorrer as estações de rádio enquanto conduzo;
de acordar com uma melodia no ouvido.

Gosto que me mexam no cabelo…

Gosto de mim e dos meus.
Gosto de gostar…
Gosto!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Apareceu-me voltar…


Quando acordo…ao som do despertador, deixo-me ficar na cama pelo menos mais dez minutos. É o suficiente para arrumar as ideias. Faço-o como uma terapia. Deitada na cama ainda quente medito sobre tudo o que tenho de bom, sobre tudo o que me dá vontade de me levantar e começar um novo dia. O silêncio que paira no ar envolve-se com o eco que vai dentro da minha cabeça, e logo aí começo a cantarolar uma melodia animada enquanto me levanto, com um sorriso escondido, que na realidade só de descobre depois de lavar o rosto.
Tenho a certeza de que encontrei os tais “dias melhores”.
Depois da porta fechada, finalmente surgiu uma janela.
Uma janela virada para o sol…
Concluo, dizendo que coloquei para trás o que não têm solução, colocando assim por ordem prioritária o que de facto é importante neste momento. O importante sou eu! Eu e tudo e todos que de mim dependem.
Aqui estou eu de volta, como sempre, com muita garra…muita vontade e sempre, sempre cheia de esperança.

domingo, 29 de outubro de 2006

Fim de tarde de sábado.


Da varanda contemplo a cidade a meus pés, sinto o cheiro vindo do mar que se embrulha com o rio. Neste vagueiam pequenos barcos à vela, deslizando pelo manto prateado que absorve os últimos raios de sol.
Aqui e ali, acende-se uma e outra luz, o sol já praticamente escondido deixa no céu um rasto que faz adivinhar bom tempo para amanhã.
Como uma gigante constelação a Baixa acende-se sobressaindo assim alguns pontos mais reluzentes.
Do meu lado direito consigo ver a muralha do jardim da Senhora do Monte, na Graça.. No meio dos escuros telhados admiro também o jardim de luzes vermelhas, o boémio Bairro Alto, é aqui que existe maior frenesim nocturno.
As ruínas do Carmo… ai as ruínas, que vislumbre. Brotam no meio destes prédios austeros como uma tulipa branca. Só lhe ofusca a beleza, a luz, do elevador de Santa Justa, que ali foi plantado em ferro contorcido.
Do Chiado chega o cheiro do café…talvez vindo de uma chávena ainda quente de quem se senta na Brasileira.
De pés descalços, sinto ainda na pedra, o calor que o sol deixou. Sento-me por um momento e observo a rua da Vitória que a esta hora ainda está repleta de gente.
As esplanadas estão repletas, pois o tempo a isso convida.
Da boca do metro do Chiado as pessoas saem a um ritmo alucinante, como se da boca de um poeta se tratasse onde as palavras saem aos pares formando um lindo poema.
Oiço daqui a melodia do artista de rua, que perdido na calçada canta e encanta que passa numa das ruas deste labirinto.
Oiço o som da passagem do eléctrico, é um dos sons que mais adoro a seguir ao toque dos sinos das seis ou sete igrejas que me rodeiam.
Do meu lado esquerdo, de braços abertos, está quem parece nos receber com carinho e a mensagem que o vento trás, cantada baixinho diz que basta para isso atravessar a ponte.
O rio está negro, tão negro quanto o céu envergonhado que esconde o que eu procuro todas as noites…as estrelas.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Só sei que nada sei…


É como me sinto.
Não é na verdade tristeza, é apenas o tal vazio que está a imperar…
Passei o dia com uma moleza tal, estou numa fase caseira…só me apetece dormir.

Uns tempos antes de ir de fim-de-semana, li em conjunto com um bom amigo, a título de brincadeira, o meu horóscopo mensal no qual dizia que por esta altura me iria sentir assim, procurando manter-me em reclusão. Não sei se esta fase terá aparecido por sugestão ou se é de facto uma grande coincidência, até porque nunca fui mulher de ler esse tipo de “material cor-de-rosa”, mas de facto apetece-me ficar só.
Ando arrastada por uma certa melancolia...não me larga este aperto no peito...esta dor profunda.

Amanhã sei que vou acordar melhor, porque mesmo quando tudo parece não ter solução, quando todas as portas se fecham, aparece sempre um bom amigo que me ajuda a abrir uma janela.


Conclusão:
Acho que nos dias que correm eu não acredito em nada e acredito em tudo…preciso encher a cabeça, preciso ocupar-me ao máximo para não ter tempo para pensar em coisas que não valem a pena. Alguns de vocês podem perguntar: mais ainda? Mas tu já tens tanto que fazer!
Não, ainda me sobra algum tempo, tempo esse que quero partilhar com quem precisa. Estou a pesquisar o mundo do voluntariado e à primeira oportunidade ai vou eu.
Dar uma mão, um gesto amigo a quem precisa.
É nisto que acredito e é por isso que vou lutar.

domingo, 22 de outubro de 2006

Deixei-me ir com as ondas do mar...


Estive finalmente longe…longe da confusão, do monopólio cinzento e do cheiro da cidade. Há muito que esperava por isto.
Parece que ainda sinto o cheiro do mar…e nos lábios as gotas salgadas trazidas pelo vento. Fecho os olhos e sinto que ainda trago comigo o som das ondas.
Acho que consegui exorcizar todos os fantasmas do meu armário…deitei os problemas pela janela e respirei fundo.
Voltei com a certeza de que tudo tem remédio…Tudo passa!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Porto Covo...aí vamos nós!


Ontem fomos às compras…o fim-de-semana está cada vez mais perto e não queremos que falte nada.
Não falta o moscatel, a cachaça para a bela caipirinha, os queijos, os enchidos e o vinho tinto…se estiver frio ainda mais acolhedor se torna. Ou se o tempo estiver a nosso favor, porque não fazer um brinde à sombra da lua que pinta o mar cor prata...Tenho suadades do cheiro do mar, de sentir os grãos de areia nos pés...

Ainda mais importante que estas iguarias e estes encontros magníficos com a natureza é levar na bagagem boa disposição, harmonia…e muita paz de espírito.
A expectativa é enorme pois consideramos isto uma feliz aventura.
Partimos na sexta, depois de mais um dia de trabalho, onde a pressão transborda o bom senso e onde o lucro não compensa o esforço. Por isso mesmo, a caminho do Alentejo, o prometido é manda todos os problemas pela janela, cantar, cantar bem alto e até bater palmas.

Sim, companheiro de viagem, terás de cantar e bater palmas lol.
Assim vou dar descanso ao teclado, que sofre com a força que sinto na ponta dos dedos.
Vou dar folga a estas folhas perdidas num espaço cibernauta…depois, quando voltar, juro contar a história da nossa pequena grande viagem.

P.S. tás a ver como sabias que o beijo especial era para ti. É pela força que (imprevisivelmente) me tens dado.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

A felicidade exige valentia.


Ando numa fase melancólica…tudo me deixa em baixo…por isto ou por aquilo as lágrimas chegam com a mesma intensidade da chuva.
Lembrei-me assim de recorrer a quem entende destas coisa e devorei estas palavras.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É sabre falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no meu caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Fernando Pessoa

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

A vontade...


É incrível como ainda me espanto.
Estou rodeada de pessoas fúteis e completamente ocas. Pessoas sem o mínimo bom senso, que andam aqui por andar. É difícil partilhar com estas pessoas oito horas diárias da minha vida. Ouvir as suas piadas sem sentido, as suas teorias falhadas. Seres que só valorizam o material e o mais trivial.
Corrói-me a alma estar aqui sentada, inerte, sem poder fazer nada… ficando apenas embriagada com tanta estupidez.
Posso parecer radical mas de facto não consigo controlar este sentimento.
Revolta-me.
Destas cabeças só saem ideias sem pés nem cabeça, não sabem argumentar, expor ideias interessantes. Posso inclusive chama-las de incultas, por mais estudos que tenham. A estas pessoas de nada serviu o canudo. Andaram na faculdade, rodando pelos corredores porque era mais uma fase da vida, na qual se sentiam obrigadas a passar. Não cresceram, não têm experiência, não se interessam por aprender. O que fazem constantemente é gozar, maquinar, conspirar, são apenas mentes perversas. Por isso mesmo agora não conseguem ter ideias próprias.
Concluo que as palas não foram feitas apenas para os burros.

Ontem comecei a louca corrida do Futuro.
Acordei com vontade de chegar, lutar e vencer! Sei que posso ir mais longe e nada me demove desta ideia. Tive uma manhã esclarecedora, onde fiquei a conhecer os caminhos que vou percorrer durante a etapa do “chegar”. Estive em locais nunca visitados. Os blocos da sabedoria, as salas do engenho, os cantos com o cheiro das paginas por tantos percorridas.
O som da guitarra ao pequeno almoço…a juventude.
A vontade, é tanta a vontade.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Doce poema.




“Sonha com as estrelas,
Apenas sonha,
Elas só podem brilhar no céu.
Não tentes deter o vento,
Ele precisa correr por toda a parte,
Ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
As lágrimas?
Não as seques,
Elas precisam correr na minha,
Na tua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse deves segurar,
Não o deixes ir embora, agarra-o!
Persegue um sonho,
Mas não o deixes viver sozinho.

Alimenta a tua alma com amor,
Curea as tuas feridas com carinho.
Descobre-te todos os dias,
Deixa-te levar pelas vontades,
Mas não enlouqueças por elas.
Abasteçe o teu coração de fé,
Não a percas nunca.
Alaga o teu coração de esperanças,
Mas não deixes que ele se afogue nelas.
Se achares que precisas voltar, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado começa novamente.
Se sentires saudades mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.”

Fernando Pessoa.

sábado, 7 de outubro de 2006

Dois...


No dia 29 de Setembro fui ao Centro Cultural Olga Cadaval ver dança contemporânea.
Dois. Um espectáculo de dois intérpretes, pensado a partir da ideia de Romeu e Julieta, em que os acessórios são considerados supérfluos, para enfatizar o essencial do encontro entre os dois.
Encontros e desencontros, o momento em que se conhecem formando entre eles um labirinto, os sons, as cores, as fotografia… como se tudo se passasse no íntimo de cada uma das personagens e não sendo assim necessário um interlocutor exterior para revelar o que entre eles existia.
Um bailado de dois corpos que transparecem sentimentos. A harmonia entre dois, os gestos, as mãos. Não foi preciso uma só palavra. Um amor impossível.
Sintra faz com que tudo se torne ainda mais intenso.
A noite que cai sobre a serra trazendo gotas de orvalho, frescas, vivas. A lua que paira sobre o místico castelo…
Um bom momento nas melhores companhias.
Estão são as noites que desejo repetir muitas e muitas vezes.



quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Dei um tempo…



Dei um tempo para saber o que me passava na alma e de forma a não me tornar tão repetitiva, mas receio que pouco mudou. Os sentimentos são os mesmos apenas com pequenos rasgos de lucidez.
Os dias passam mas as ideias permanecem meio turvas na minha mente…
Ando bem disposta, mas existe algo que não me deixa estar em pleno êxtase.
Não sei explicar mas falta algo…

Voltei à fase do ano em que tenho o dia totalmente preenchido e não tenho tempo para nada…desde que acordo até ao momento que me deito ando numa roda-viva. Isto seria razão suficiente para me abstrair do tal vazio que sinto.
Pelo contrário.
Este nó no estômago…esta sensação de perda está presente em mim 24 horas por mim, mesmo que não queira, aliou-se ao meu subconsciente e palpita como se de um ritmo cardíaco se tratasse e dele dependesse a minha vida.
É constante.

sábado, 30 de setembro de 2006

Nem sempre digo o que sinto e na maior parte das vezes digo o que não penso…


Uma palavra é apenas isso, nós é que lhe damos a devida importância, que a recheamos com sentimentos, que as tornamos mais belas ou mais feias.
É o que digo com os olhos que tem de facto valor.
São eles a janela da minha alma, que vai transparecendo, mesmo sem querer, o que penso, o que sinto.
A menina do olho dilata com o amor, com o disparar do coração…torna-se brilhante e reflecte o que de mais puro existe em mim.
Não é possível mentir com o olhar.
É nos meus olhos que tudo se passa…assim prefiro olhar, sem proferir uma única palavra, sem me comprometer com um vocábulo, sem me embrulhar numa panóplia de gestos que me comprometem…sei que nunca direi o que sinto, apenas direi o que não penso!
Resta então o meu olhar…

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Que fado o meu...

Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Não estou em mim…apetece-me gritar bem alto. Abrir a janela do meu quarto e gritar com toda a força que existe em mim.
Estou naqueles dias em que nada corre bem.

Acordei tarde, resultado de uma fraca noite de sono…a manhã teve de ser dobrada em duas para que tivesse tempo de fazer tudo e mais alguma coisa. Quando saí de casa apanhei tudo o que era caramelos na estrada. Enfim, um verdadeiro terror!
Não consegui praticamente falar com o meu “Romeu” (amor impossível) e no trabalho perdi um negócio que já estava registado no ranking de produtividade. Um calhordas que anda a ver se me dá a volta à cabeça com negociações de taxas. Ai se lhe pudesse rogar uma praga…

Para terminar, quando cheguei a casa, tinha uma carta na mesa da entrada, endereçada a mim…uma carta da PSP. Pensei logo que seria alguma novidade das minhas matrículas “desviadas”.
Enganem-se quem pensou o mesmo.
Era sim uma multa de estacionamento.
Ohhhhhhhhhhhhhhh dizem vocês…
Pois o dia tinha de acabar a mexerem no meu bolso…esta famosa multa foi-me passada em Março, em Belém…enquanto passeava com a minha filhota.

E eu agora pergunto: E as minhas belas chapas? Porque não andam “eles” à procura das minhas matrículas.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Ser poeta



Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

domingo, 24 de setembro de 2006

Outono …


Os cheiros do campo já confirmam a chegado do Outono.
Os campos perdem os tons quentes e o verde rompe o chão às primeiras chuvas.
Os frutos que sobraram nas árvores estão agora caídos e são absorvidos pela terra faminta.
As nuvens tornam o céu num manto de algodão e o vento trás o cheiro da terra molhada. Adoro o cheiro das primeiras chuvas.
Já sabe bem calçar umas meias, vestir um casaco…e a noite já convida a dormir abraçada a um edredão quente, que torna a cama um local de conforto onde depositamos os nossos sonhos.
Entre as casas da aldeia, sente-se o cheiro das lareiras. Chegou a altura em que todos transportam, de uma forma mecânica, a lenha para os seus lares. O Inverno parece chegar com algum rigor e todos o querem receber com o maior conforto.
Adoro o cheiro de lenha queimada, o som dos toros a estalar ao calor, a luz que emana a salamandra…

Foi-se o verão…os beijos salgados, o toque da pele morena…mais uma vez ficam as lembranças num quadro pintado a aguarela, apenas em tons quentes.

Chegou o sopro húmido do Outono…tudo se renova…

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Folhas jamais perdidas...


Ontem reli alguns textos editados anteriormente e pensei, que trágico seria se tudo se tornasse realmente em folhas perdidas…perdidas para sempre, sem deixar rasto a não ser algumas lembranças.
Senti um arrepio na espinha…
Mesmo não tendo a certeza se isso poderá acontecer ou não, agi por impulso e copiei tudo para o Word e depois de dedicar algum tempo a ajustes, imprimi!
Imprimi tudo.

Abracei as folhas ainda quentes…de entre elas as letras saltavam freneticamente libertando os cheiros destes últimos dias, em que os sentimentos ainda estão à flor da pele.
Agora o blog renascia das cinzas em forma de livro, com corpo, cheio de vida.
Já me tinha esquecido como é bom o cheiro do papel…como é delicioso o aroma picante da tinta.
Só assim tive noção de quantas foram as palavras que partilhei convosco desde Janeiro.
Alegrias, vontades, desgostos, muita saudade, um verdadeiro turbilhão de emoções. Verdadeiros desabafos, gritos ensurdecedores…ribombando palavras… mas no fim, garantidamente, o sentimento era de alívio…paz…um estado muito zen.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Um pequeno desabafo...dois na mesma noite...isto promete ; )


Sabes, às vezes sinto-me um rato num pequeno labirinto...e que alguém se ri às minhas custas enquanto me esmurro contra as paredes. Sinto que estou longe da saída e que até lá vou ter de ultrapassar obstáculos abismais.
Talvez nunca encontre o meu queijo…mas uma coisa é certa, não vou desistir!
A incerteza torna-me mais forte e mesmo que chegue o fim sem o encontrar sei que ao menos não me entreguei à inércia…

A vida é um misto de emoções…

A semana começou muito bem.
Voltei a rever alguns de amigos com quem trabalho, pessoas que me fazem falta para completar o meu dia. Entre nós reina sempre a boa disposição e mesmo quando um de nós se sente mais em baixo, os restantes fazem a animação de tal forma que é impossível resistir-lhes. Um bem-haja para todos eles.

Hoje senti-me eufórica, não havia razão aparente…acho que é normal depois de um fim-de-semana de cheio de conclusões e alguma introspecção. Consegui digerir o que se havia passado na sexta e hoje tudo se esclareceu…estou em paz comigo…e isso é o que é preciso.
Agora sei que tenho uma semana pela frente…e a cada dia farei uma nova descoberta, sobre mim, por mim, para mim.
Já dizia a outra: se eu não gostar de mim, quem gostará?

domingo, 17 de setembro de 2006

Ficou-me no ouvido...porque não partilhar...



Eu gostava de olhar para ti

E dizer-te que és uma luz

Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...

Eu gostava de ser como tu

Não ter asas e poder voar

Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...

Eu gostava que olhasses para mim

E sentisses que sou o teu mar

Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu

Te abraçar...

O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...

E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...

Eu...

Eu não sei o que me aconteceu...

Foi feitiço!O que é que me deu?

Para gostar tanto assim de alguém

Como tu...

sábado, 16 de setembro de 2006

Lost...


Esta 1º quinzena de Setembro foi bestial…sempre com bom humor, muita força espiritual, paz interior e uma boa capacidade de resolução para os problemas…
A sexta, porém, já não foi tão famosa…encontrei umas quantas pedras no caminho que fui removendo com alguma dificuldade.
Acho que tudo se resolve, mas chego à conclusão, que a resolução de um problema deixa sempre alguém “pendurado”. Não é um hábito meu mas na sexta-feira baldei-me a um jantar com amigos, por distracção, esquecimento, pensei que seria na sexta seguinte…não sei se entenderam a minha ausência mas a minha consciência ficou pesada…como se tivesse “pecado”.
Sinto que a minha cabeça não dá para tudo e ultimamente tenho tido a agenda cheia de compromissos inadiáveis, situações profissionais, financeira e até mesmo de saúde. Alguma coisa tem de ficar para trás.

Para terminar a semana em beleza…consegui finalmente obter a resposta para algo que já previa há muito tempo.
Ainda não estou em mim…estou um pouco perdida.

domingo, 10 de setembro de 2006

A eterna saudade!


Que esperais, Esperança? – Desespero.
Vós, vida, como estás? – Sem esperança.
Que dizeis, coração? – Que muito quero.
Que sentis, como viveis? – Sem confiança.
Quem vos sustenta, logo? - Uma lembrança.
E só nela esperais? – Só nela espero.
Em que podeis parar? – Nisto em que estou.
E em que estais vós? – Em acabar a vida.
E tende-lo por bem? – Amor o quer.
Quem vos obriga assim? – Saber quem sou.
E quem sois? – Quem de todo está rendida.
A quem estais rendida? – A um só querer.

Camões

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Com a força da Lua.


E lá passou mais uma semana… o veneno continua entranhado nas veias de quem me rodeia, só que agora sinto que estou cada vez mais imune, talvez tenha sido do contacto permanente ou das injecções a que me auto mediquei.
As vezes, tenho dificuldade em entender o raio ganha esta gente, ao infernizar a vida aos outros. É uma coisa complicada…eu cá não chateio ninguém, cada um faça lá a vida como bem entende, mas esta gentinha não me larga. Tentam fazer de tudo para me “queimar”, dão voltas e voltas e arranjam sempre um esquema novo para me “cortar” as pernas. Ai…que pachorra que eu tenho que ter para aturar isto.
A verdade é que cada vez estou mais tolerante. Já não perco a cabeça ao primeiro contratempo, mas o apoio dos amigos têm sido um elemento chave e aqui fica um pequeno exemplo.
Esta semana roubaram-me as matrículas do carro. Nem imaginam a minha cara ao ser apanhada por esta surpresa, sim porque com este carro já me aconteceu de tudo mas ainda não me tinha estreado nestas bolandas do “saca a chapinha”. Pois que tremi, suei, praguejei e se não fosse o facto de estar acompanhada por dois amigos acho que até tinha chorado. Entre a queixa na esquadra e o pedido de umas matrículas novas a aventura durou até à meia noite…estava de rastos, cansada e com a roupa encharcada…
Acabamos sentados num banco de rua, na Gare do Oriente a fumar um cigarro e a rir de tudo aquilo…afinal não passou de um pequeno que se resolveu em 4 horas e o que ficou bem assente na minha memória, foi o companheirismo que mais uma vez quero ressalvar.
Como costumo dizer a um amigo: os amigos são para estas coisas.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Ai os 30...



Tem razão quem diz…tudo passa!
Sinto-me calma, com uma enorme paz de espírito, afinal as férias sempre deram o resultado esperado. Talvez tenha sido daquela terapia, aconselhada por uma boa amiga, a de abraçar árvores. Os dias têm corrido bem, com uma ou outra coisinha, mas que tento não ligar, para que não me afecte de forma alguma. Tenho-me dedicado ao meu trabalho de corpo e alma e confesso que ao final do dia sabe-me bem, agora é só aguardar para ver se serei recompensada por isso. Estou habituada a trabalhar num local onde só se valorizam as mesquinhices.
Sinto que finalmente consegui criar um bom círculo de amigos…é pequeno, mas em muita qualidade, feito de gente boa, de bons valores, gente com alma. Parece estranho mas sinto que hoje em dias as pessoas são ocas e frívolas e por isso mesmo sei que estes amigos são um achado.
A família vai bem! Estamos em estado zen. Sem conflitos, sem discussões, problemas de saúde ou atritos financeiros.
Amo a minha filha, os meus pais a minha irmã e a minha avó e sinto que todos os dias eles me retribuem o mesmo amor. Tenho sentido o cheiro da manhã…o do anoitecer…ligo às coisas pequenas…que no fundo são tão importantes na vida. Acho que estou no bom caminho…
Como diz a minha mãe: Os 30 fizeram-te bem!!!!

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Enfim...o que tem de ser têm muita força.


Hoje é oficialmente o meu último dia de férias…
Volto hoje a Lisboa…sei que parece estranho mas vou começar a trabalhar a uma sexta-feira. Depois volto a Santarém para passar o fim-de-semana.
Na minha última postagem estava um pouco em baixo e o facto de voltar à grande cidade estava a deixar-me confusa, hoje estou mais calma e sinto-me mais segura de que esta será mais uma fase da minha vida que irei superar, como tantas outras pelas quis passei.

O que não me mata torna-me cada vez mais forte!


quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Não quero voltar...

Não sei o que diga, não sei o que pense…
As férias estão a acabar e espera-me uns bons 8 meses a trabalhar. O regresso à minha mesa de tarefas não está a ser fácil. Gosto do que faço mas o meio é hostil. Sinto falta de quem está ausente, uns porque a vida o exige, outros porque o destino lhes sorriu…vejo-os partir e a saudade aperta. Sei que os laços se mantêm cá fora, depois do horário laboral mas ainda assim não posso deixar de comentar a falta que me fazem.
Agora resta-me o cinismo, o qual sou obrigada a engolir, tudo para o bem do ambiente entre colegas de trabalho. Não me apetece voltar!
Confesso que ainda ficaram duas boas companhias, que se reflectem também em duas grandes amizades, sem eles seria impossível aguentar as pressões da hierarquia, as facadas das colegas e o desgosto financeiro.
Pensei que as férias me iam trazer alento, que nestes dias iria encontrar uma força, em algures escondida…não encontrei nada de novo!

Soube por portas e travessas que alguém me adiciona como característica profissional o gostar de cortar na casaca. Achei depreciativo…primeiro porque esse alguém não me conhece bem, lida comigo apenas profissionalmente e ainda por cima disse-me que eu tinha de ser mais activa, participar mais na equipa.
Na cara disse-me que era muito calada e que inclusive achava-me triste e depois no meio das suas anotações contempla-me com um comentário vil. Aceito criticas construtivas, aceito que demarquem os meus defeitos para que daí me torne alguém melhor, mas não aceito o que sei no íntimo não ser verdade. Resta agora a mágoa e a vontade de não voltar a aquele covil.

Vou voltar, não tenho dúvidas, a vida assim o exige, mas voltarei cada vez mais fechada, com cada vez menos palavras. Não vou viver do trabalho, vou apenas sobreviver ao trabalho.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Uma parte de nós...


Uma das filhas da terra fez hoje 81 anos… sentada à mesa com a pouca família que ainda lhe respeita a idade e todo o esforço de uma vida, celebrou mais um ano.
As rugas que trás no rosto mostram que o tempo foi cruel e lhe deixou assim, em forma de socalcos sobre a pele, as marcas de quem viveu carregando sempre os seus fardos. Este ultimo ano levou-lhe a vista, mas não é isso que lhe causa mágoa, mas sim o facto de ser velha, de se tornar para alguns um estorvo…por não ter em sua volta a família, o carinho do filhos, o amor dos netos. É a solidão que a mata por dentro a cada minuto que passa.
O abandono é típico por estes montes…o abandono de quem os amou uma vida inteira, de quem os ensinou a andar, de quem lhes deu a mão quando estavam doentes e lhes beijou a testa ao deitar.
Os mais velhos ficam sós…entregues a um passado que só relembram através de fotografias a preto e branco. São postos de parte como algo que deixou de funcionar, que está velho e gasto.
Eles são a nossa vida, os velhos!
Não seríamos nada nem ninguém se não fossem os “nossos” velhos. Depois de tanto que por nos fizeram, nada será mais justo que retribuir agora com algo que custa tão pouco, mas que é tão valioso para eles. O amor…carinho…a nossa atenção. É tudo o que precisam.
Ninguém deveria estar entregue à solidão.


“Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.”

Eugénio de Andrade

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Eu e o campo...enfim sós!

Estou zen! Completamente.
Não tenho de me levantar ao som do despertador do telemóvel, tomo o pequeno-almoço no jardim, com muita calma, ao som dos passarinhos onde corre uma brisa matinal, fresca, que transporta o cheiro da Madresilva que cresce junto ao muro que rodeia a casa. Sem pressa, posso apreciar a esta hora da manhã o pão quente, cozido a lenha, em comunhão com a família.
As horas que se seguem são igualmente tranquilas, entre os mergulhos refrescantes na piscina e salpicos entre os livros e a música. Faço o que gosto sem o sentido de obrigação ou constrangimentos temporais.
O almoço é sempre leve e animado…temos por habito debater alguns assuntos do dia em volta da mesa. Gosto disso! Venham os temas, tudo menos política (odeio discutir política…é um mundo hipócrita).
A tarde…oh a tarde é fabulosa…faço a sesta!
Sim, eu faço a sesta quase todos os dias. Basta fechar as cortinas para tornar mais escuro o meu ninho e lá estou eu, de papo para o ar a meditar alguns minutos sobre estes grandes momentos. Não demoro a dormir e não é um leve “passar pelas brasas” pois chego a sonhar.
Só me atrevo a sair à rua ao final da tarde…quando o sol está mais fraco e o vento se sobrepõe soprando ao de leve.
A piscina é novamente o meu local de eleição, dividindo agora o meu tempo entre o jardim e a bricolage. Gosto de caiar o muro, arrancar ervas daninhas, ajudar na decoração…não é fácil…moldar o que está sempre em crescimento. A minha grande companheira nestes “trabalhos forçados” é a minha mãe.
Como eu aprecio estes momentos familiares, acho que é da idade!
O jantar é pouco significativo visto que por aqui se como qualquer coisa, nada de sofisticado, digamos que é a refeição mais ligeira. Muitas vezes vamos a pé até ao café, caminhando por entre os campos repletos de melão, meloas, melancias, pimentos e tomate. Mas o que me dá mesmo muito prazer é passar pela figueira abandonada ao pé da estrada, em terra de ninguém, ou alguém que simplesmente não marca posse. É uma arvore dotada do seu fruto que emana um cheiro doce e intenso que me faz crescer água na boca. O café da mais perto é o mais típico possível. Os visitantes mais frequentes são as moscas, os velhos, e note-se que respeito esta palavra e não a banalizo, ficam sentados, pensativos, bebendo a típica agua das pedras, ou a cerveja fresquinha que vão sorvendo em golos pequenos, para que o prazer se entenda por mais tempo. A “dona da casa” serve-nos com o carinho que se torna raro na cidade. Tudo aqui é mais pequeno, mais acolhedor. É um ambiente familiar. A Beatriz adora as nossas idas ao café, onde é presenteada, quando se porta bem (claro!), com um gelado fresquinho.
Acabo a noite a contemplar o céu estrado, as estrelas aqui parecem mais brilhantes, mais destacadas no negrume. Só se ouvem os grilos e aqui e ali uma coruja que se atreve a desafiar o silêncio. Mais uma vez, as conversas surgem…sentamo-nos na parte da frente da casa…lugar onde se sente mais fresco a esta hora. Ontem falávamos em Ovnis e novas descobertas espaciais.
Aqui o tempo passa mais devagar…tranquilamente!
Como diz a minha filha: Ah senhores, isto é que é vida!

sábado, 19 de agosto de 2006

Why not?


“As nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder, o que com frequência poderíamos ganhar, por simplesmente ter medo de arriscar.”

William Shakespeare

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Longe do mundo...


Estive ausente nestes últimos dias por razões profissionais e por outras também.
Durante a semana de 7 a 11 de Agosto estive em Pombal a trabalho e fartei-me de escrever, as palavras saíam de uma forma mágica…estava inspirada. Acho que era pelo facto de estar num zona muito calma, sem aquele stress citadino, no qual estou mergulhada diariamente.
Encontrei por lá muita coisa boa, fiz tudo o que tinha a fazer e acho que dei o meu melhor e consegui atingir o meu objectivo profissional para aquela semana, mas bom era o depois do horário de expediente… dirigia-me até ao hotel com sensação de liberdade louca, tomava um duche, isto por volta das 17h00, e depois deixava-me lá ficar até à hora do jantar, deitada sobre a cama a escrever o que me ia na alma. Enquanto os corpos derretiam na rua sob o calor intenso, onde se registavam 42 e 43 graus, eu estava no fresco de um quarto acolhedor, que embora me fosse completamente estranho não deixava de ser reconfortante. Senti-me muito bem lá…longe de tudo e todos.
Pensei, ponderei, questionei, fiz contas de cabeça e recalculei o saldo devedor que trago no peito…mas encontrei respostas e soluções para quase tudo.
Ao cair a noite, o fresco chegava de mão dada com a Lua e só nessa altura é que eu voltava a sair da “toca”.
Jantei umas vezes sozinha outras acompanhada e em qualquer uma das vezes, a noite acabava a tomar uma água das pedras numa esplanada repleta de emigrantes radiantes por estar de volta à terra.

Fez-me bem esta semana…
Fez-me bem sair daqui…deixar a nuvem de fumo que trago por cima da cabeça…
Fez-me bem!

Queria transpor tudo o que escrevi durante aquela semana mas como hoje em dia já não uso papel, a tecnologia deixou-me na mão. A pen perdeu tudo o que tinha, deu-lhe uma daquelas coisinhas más e puffffffff, lá se foi mais uma folha da minha vida.

sábado, 5 de agosto de 2006

Uma data feliz...


Pois é…faz hoje 30 anos que vi a luz do dia pela primeira vez…
Não me envergonho de dizer a minha idade, com ela vêm a experiência, a sabedoria e a mente eternamente jovem.
Não carrego a idade nos ombros, sinto-me tenra e cheia de vida.
Espero agora conseguir atingir os meus objectivos nos próximos 30 anos e concretizar alguns dos meus sonhos, pelo menos os menos ambiciosos.
Este último ano trouxe muita coisa…muitos sentimentos à mistura e penso que tive muitas alterações de humor, mas como já vos tinha dito num post anterior, deve ser da Bipolaridade (lol).
Para fecho de conta, posso concluir que não foi bom, nem mau…foi…mais um ano.
Hoje, no entanto, acordei de bem com o Mundo e um sorriso rasgado que me acompanha até agora. A razão é simples…ontem, fui ver o concerto da Sara Tavares, no Casino Estoril. Um verdadeiro bálsamo para os meus ouvidos. Depois de tantos dias de fúria, revolta, angústia e um profundo aperto no peito, ao som da sua voz doce, unida a um ritmo africano, consegui finalmente atingir um estado zen.
Na companhia de duas amigas, uma mais recente que a outra, brindamos a Vinho do Porto e Licor Beirão o meu 30º aniversário ao bater da meia-noite. Adorei!
Posso até adiantar que foi uma entrada fantástica, num ambiente soberbo.
Foi uma grande prenda, Sara, cantares assim para mim…obrigado!

A razão da minha felicidade deve-se também a algo muito simples, mas muito importante para mim. Recebi a primeira mensagem de parabéns, via sms, de uma pessoa amiga, que muito me surpreendeu…pela positiva.
Obrigado pela lembrança e espero que desta vez a tua amizade tenha voltado para ficar!

Ser amigo é saber perdoar!