quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Bicho que quer ser gente

A casa da minha mãe fica no campo, a 10 km da cidade mais próxima. Fica junto à estrada, pela qual só passa quem mora nas redondezas. É um local de paz e plena tranquilidade. Felizmente temos piscina, o que faz com que os dias de calor sejam mais prazenteiros já que a praia fica longe. Mas como o campo é lugar de bichos, são muitas as vezes em que "partilhamos" a piscina com outros seres.

Em casa da minha mãe não se matam bichos por prazer, sejam eles quais forem. Respeitamos os medos e as fobias uns dos outros, mas há sempre quem dê o salto heróico para salvar a bicharada.

Eu tenho horror a aranhas, mas lamento que estas não saibam nadar. Pois que as tipas vão todas lampeiras água dentro e depois zás...morrem afogadas. Quando ainda esperneiam, a minha filha dá-lhes a mão, ou neste caso a rede que serve para apanhar "coisas" de dentro de água. Quando já bateram a bota, a B. tem o cuidado de as retirar da água e colocar, estrategicamente, num local onde as formigas se possam encarregar da marcha fúnebre.
Este é apenas um exemplar do que se apanha por lá...piquena, não?

Mas se a ideia das aranhas vos arrepia, agora imaginem o que é dar com a D. Ermelinda dentro de água. Em casa da minha mãe, tudo o que é bicho tem nome de gente. Pois que a D. Ermelinda é uma cobra que já nos apareceu duas ou três vezes, mas que nunca tinha tido o desplante de mergulhar sem pedir autorização. Valeu-lhe o meu olhar atento, assim que me abeirei da piscina. Com a tal rede que serve para apanhar "coisas" lá se conseguiu retirar a tipa de dentro de água e mandar a senhora de volta para a sua toca. Não a voltámos a ver, suspeita-se que esteja ainda a recuperar do susto.
A D. Ermelinda a banhos!

E porque a casa da minha mãe, às vezes, parece o reino da bicharada, ainda temos a Maria que diz que o galinheiro não é sítio para ela. Arranja sempre maneira de fugir - tal e qual a fuga das galinhas - e depois é ver o pessoal a correr atrás da fulana, para a levar para junto das suas companheiras. É que a Maria é uma gulosa e não pode ver nada que logo começa a bicar, isto a começar pelos nossos pés.
Maria com o seu ar indignado de quem se recusa a viver num galinheiro e atenção que é um T2

Na casa da minha mãe, bicho é gente!

8 comentários:

  1. Eh pá .. essa aranha é qualquer coisa arre!!!
    E realmente isso deve ser cada aventura lol

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    1. Yap! É daquelas que nos deixa de cabelos em pé :)

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  2. Cresci em uma casa que mais parecia um mini zoológico, tínhamos cães, gatos, galinhas, coelho, tartaruga, codorna, passarinhos, papagaio, e por aí vai. Alguns bichos tinham nome outros não. A tartaruga chamava Dartagnan. Tão bom tudo isso.

    Ah... quanto ao blog eu ando sumida, mas ainda não desisti dele.

    Beijinhos

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  3. Acho muito bem que assim seja :) Só ficava um bocadinho medrosa se visse essa aranha perto de mim :O

    Beijinho*

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  4. alegria não falta nessa casa com tanta bicharada!!!

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  5. Passei passei grande parte da minha infância rodeada de bicharada, os meus avós tinham tudo o que é animal, mais os residentes naturais do campo. Naquele tempo, passava horas de volta dos bichos e adorava, talvez por isso, ainda hoje também eu sou incapaz de matar qualquer animal :)))

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  6. Também moro no campo e nunca vi uma aranha assim! Credo!! Medonha! No entanto, cobras é que me deixam mesmo apavorada!!! Eu era incapaz de fazer o que fazes...com a rede a retirá-la da água,,,ui!!

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