terça-feira, 10 de junho de 2014

Olhar cinematográfico |55|

Rush (2013) 7/10«
Gosto bastante de filmes baseados em histórias ou factos reais, mas nunca esperei gostar tanto deste filme. Não sou grande fã de desporto, muito menos de Formula 1, por isso, acreditei que este fosse um daqueles filmes que me levaria a adormecer a meio. Mas enganei-me. Gostei bastante do que vi. Rush, conta-nos a história da rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt na competição de Fórmula 1, em 1976. Chris Hemseorth (para quem não vai lá pelo nome, o actor que faz de Thor), foi escolhido para fazer de Hunt e de todo o elenco é o que menos se assemelha ao original, os restantes foram escolhidos a dedo. Quanto a Chris, aqui, já me parece ter mais do que uma carinha bonita, começa a mostrar alguns dotes para além da beleza. Mas foi Daniel Brühl que me surpreendeu quando vestiu a pela de Lauda. Um bravo para este senhor, que embora seja para mim desconhecido, teve um excelente desempenho nesta película. Um filme que me deixou em tensão, desde o inicio ao fim. Aproveito para partilhar convosco um site onde se podem ler as comparações entre o real e a ficção, muito interessante para quem ficar apaixonado pela história, como foi o meu caso. Vejam aqui as comparações.


Uma bela história de amor em cenário de guerra. Gemma (Penélope Cruz) e Diego (Emile Hirsch), vivem uma paixão intensa e fazem planos para ter um filho, porém, a fertilidade dela revela-se fraca e a pressão do seu relógio biológico começa a criar instabilidade no casal. O filme começa pelo fim, quando, anos mais tarde, Gemma leva o filho de volta à sua terra natal, para ver uma exposição em memória às vítimas da guerra. Por lá, Pietro - o filho - descobre o passado dos pais e a sua verdadeira origem. 
Continuo a achar que gosto mais de ver a Penélope pela mão do Almodôvar, mas é apenas a minha opinião, vale o que vale. Quanto a Emile, é surpreendente o seu talento. Depois de ver este filme, vi-o também no In to the Wild e confirmei esta minha opinião.


É difícil falar sobre este filme sem ser spoiler.
Para mim, Tilda Swinton será sempre o anjo Gabriel do filme Cosntantine, por isso, foi difícil aceitar que vestisse a pele Eva, uma jornalista de viagens, que descobre que está grávida no auge da sua carreira. Embora não esteja completamente certa do impacto que isso terá na sua vida, Eva abandona todas as suas ambições e dedica-se exclusivamente à vida familiar. No entanto, Kevin, protagonizado por Ezra Miller, demonstra, desde muito cedo, ser uma criança com um transtorno de personalidade. Um sociopata. 
Excelente e ao mesmo tempo perturbante, é daqueles filmes que não nos deixam indiferentes. Embrulha-nos num clima de tensão, quase que desconfortável, desde o seu início. Leva-nos a questionar o laço da maternidade. A duvidar da possibilidade de ser possível moldar um ser humano segundo o nosso carácter. E no fim, a questão que nos surge é: De quem seria a culpa? 
Um bom filme, sem dúvida.


Mamã (2013) 6/10«
Um filme de terror, se bem que ligeiro, dirigido por Andrés Muschietti que conta com a produção de Guillerme del Toro. Foi o que bastou para me convencer a ver o filme. Gosto do género e se tiver o cunho de Guillerme melhor ainda, já que sou fã de algumas das suas obras, nomeadamente o Labirinto de Fauno. Confesso que a história não é de todo surpreendente, em algumas alturas até se torna algo previsível, porém, tem efectivamente a mão de Toro, é inegável, por isso, os efeitos especiais são assustadores, no bom sentido. Surpreendente foi ver que Jessica Chastain foi escolhida para uma das personagem principais, ou seja, a tia (por afinidade) das duas crianças órfãs que ficaram perdidas numa cabana, no meio do mato. Confesso que gostei de a ver neste papel. Já o Nikolaj Coster-Waldau, que tanto gosto de ver no GOT, passa muito despercebido, embora interprete dois personagens gémeos (o pai e o tio das meninas).
Assim, fica a sugestão para quem aprecia o género.

Enjoy!

4 comentários:

  1. O que vi desta tua lista foi Venuto al Mondo e gostei muito. Os demais não vi, pois não gosto de filmes tensos demais nem os de terror suspense.

    Mas o melhor do filme é isto, diversão. Se foi para ti, va bene.

    Beijos

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  2. Ainda não vi nenhum. Mas ando uma desleixada no que ao cinema diz respeito.

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  3. Tenho mesmoooo de ver o filme do Kevin!!

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  4. Fico tão contente de ver aqui 3 sugestões "minhas". Ehehehehe! O "Mama" desiludiu-me. Gostei do inicio mas para o final achei que começou a ser palhaçada a mais.

    AMO o "We need to talk about Kevin" e tinha a certeza que ias gostar.

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