sábado, 15 de julho de 2006

Dia infernal

Há coisas que não entendo e por mais que me esforce não consigo sequer obter uma pista.
Não estou bem com aquilo que rodeia, sinto-me mal e tenho o estômago embrulhado, não gosto de estar assim!
Apetece-me gritar, bater, desaparecer daqui e nunca mais voltar.
Odeio isto tudo, só me apetece praguejar.
Que ódio, estou mesmo mal e não consigo dar a volta por cima…arghhhhhh
Que revolta, que merda, que merda!

Bolas, o tempo não passa e eu sinto que estou a ficar sem forças estar aqui, é possível que não consiga estar aqui nem mais um minuto, vou rebentar não tarda.
Jurei que nunca mais me encontraria nesta situação, jurei a pés juntos e agora….merda, estou metida nisto outra vez.
É embaraçante, acima de tudo é isso que sinto, vergonha… lamento não ser diferente mas eu sou assim, e não consigo mudar, não que não queira, mas porque não consigo…quero gritar!
Apetece-me largar tudo e sair, deixar tudo para trás, sem porquês, sem dizer uma palavra…estou a fazer um esforço sobre-humano para não chorar…sinto que vou deixar sair uma ou outra lágrima…sinto isso…
Porque me mangoa assim??? Porque é que nunca consigo estar algum tempo sem me chatear, sem sentir este peso no peito, este buraco enorme que me puxa para o fundo do poço.

Ai…como me dói o peito só de pensar, é um aperto esmagador…
Que revolta sinto agora, por não poder gritar, por não poder dizer o que me vai na alma. Só me resta isto…umas folhas perdidas num espaço cibernético, onde mal cabe a minha dor, a minha mágoa…o aperto que sinto no peito.

Se a vida fosse um filme esta seria a altura em que me iria fechar na casa de banho a chorar, porque é o que me apetece…chorar assim, sem mais nem menos, chorar desalmadamente como quem pede colo, sem vergonha, sem medo. Mas a realidade é que eu sou forte, ou melhor, todos me vêm assim.
Por fora trago um ar austero, não quero que se metam comigo, que me perguntem nada, se o fizerem perco a compostura e transformo-me num muro das lamentações. Prefiro que pensem que estou nos meus dias não. Segundo quem conhece estas caras, esta atitude resulta e não acredito que alguém se atreva a puxar conversa. Prefiro assim… pois por dentro estou feita em frangalhos…tremo e sinto o coração a mil, salta assim porque está assustado.
Engana-se quem achar que o coração só sofre quando se trata de amor.
Para mim esta pequena máquina é a vida e como tal reage a tudo o que nela se passa. Para o amor há-de ter um cantinho especial, esse, no meu caso, está fechado a sete chaves, não deverá ser usado, mas de resto sinto-o dorido….dorido de tantas emoções, de alterações de humor constantes…da alegria que senti ontem e da tristeza que irei sentir amanhã, do vai e vem da minha vida, do castelo que tantas vezes reconstruo depois de tantas vezes se desmoronar…e cada vez que o faço, uma pedra fica pelo caminho, perdida, levando assim um pedaço de mim.
O que é isto que sinto, que escrevo, que penso? O que é?
Qual é a solução? Como fazer para esclarecer esta situação?

Não fosse isto e não sei o que seria… obrigado por seres o meu desabafo…
Sei que não compreendes e por isso não perguntes, não saberia responder…nem eu mesma sei…apetece-me escrever para variar os monólogos da minha vida. Ao menos desta vez…parto triste mas mais leve...sei pelo menos que isto não é um remédio mas é um calmante.
Obrigado!

Nota: Acho que é sensato dizer que este desabafo ocorreu ao final do dia e foi a melhor forma que eu encontrei para não rebentar e perder a razão.

1 comentário:

  1. C´est moi again!!!!lolol

    Olha já que estás cá e eu também podes aproveitar e dizer o k magoa!!!!!

    Beijinhos grandes!estou á espera!!

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