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sábado, 22 de março de 2008

Reflexão.


Fiz um retiro espiritual por três dias.
Fugi para Santarém, a minha segunda casa.
Estes tons verdes que pintam a paisagem enchem-me os pulmões de um ar embriagante.
Levitam-me. Respiro profundamente. Oiço o bater do coração.
Penso e repenso, saudavelmente, sobre assuntos que me ocupam a cabeça e me palpitam no peito. É bom sentir saudades. Saudades tuas.

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma pausa


Não tenho horas para nada. Faço apenas o que me apetece.
Ao contrário do que gostava não vou viajar para lado nenhum durante esta semana.
Estou a aproveitar para por em ordem alguns assuntos. Alguns pendentes.
Devo ser muito organizada mesmo. Estou no meu 2º dia de férias e tenho tudo “arrumado”.
Assim sendo vou aproveitar o tempo que me resta para fazer uma introspecção.
Ou será que desarrumo tudo outra vez?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Estranha sensação…

Como é que sabemos quando alguém precisa de nós?
Pricipalmente quando esse mesmo alguém não nos pede ajuda directamente.
É apenas uma leitura que faço de um olhar. É talvez uma sensação...uma estranha sensação.
Não sei se estou certa e acho demasiado arriscado chegar e simplesmente esticar a mão.
Devo ficar no meu canto e ignorar o grito silencioso que oiço ou arriscar e abrir o meu peito antes mesmo que o pedido de S.O.S. chegue até mim?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Faz-me rir!


Escuto as palavras como se fosse a primeira vez que as oiço.
Tento devorar cada pormenor.
Não quero perder um segundo sequer.
Sei que a qualquer momento vou poder admirar novamente aquele sorriso franco que tanto adoro.
Somos cúmplices.
Não há dúvidas.
Mas o que mais me fascina é como me faz rir!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Fronteira



É como me sinto….
Entre duas vontades.
Não sei para onde devo pender…
Nem o vento me ajuda.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A viragem do ano trouxe muitas novidades


Um novo objectivo profissional
Uma realização pessoal
O encontro de um amor antigo
O nascer de uma nova paixão
O apoio incondicional dos amigos
Uma viagem de sonho...

Será o 2008 um ano de glória em todos os sentidos?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ver mais além.



Gosto de ver para lá do óbvio.
Noto que consigo ver as coisas com um olhar diferente.
Vejo com um segundo olhar, coisas que os outros não vêem.
Os objectos simples do quotidiano são lugares sagrados para quem tem olhos que saibam ver o invisível.
Nem tudo o que parece é!
Para ver isso mesmo é preciso olhar atentamente.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Replay…


No dia 03 de Janeiro do ano passado postei:
"O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos. (Ben Stein)"

Eu sei precisamente o que quero!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Doce…


É doce este momento.
Sinto borboletas no estômago...
É um estado de graça…um momento doce.

Sinto-me feliz…
Por ter a oportunidade de ter conhecido esta pessoa que me faz rir, que me tranquiliza.
Que me trouxe de volta o sorriso envergonhado, o olhar perdido.
Sabe-me bem fechar os olhos e recordar momentos genuínos.

Este ano acaba com um gosto doce…

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fere mas não mata.




Dói-me saber que não sei agir.
Que paro no tempo,
Que não tenho forças.

Dói-me saber que não tenho para onde fugir.
Que não tenho saída,
Que não encontro caminho.

Dói-me saber que tenho o pulso fraco principalmente no que toca o coração,
Que sou demasiado sensível.

Dói-me saber que tudo o que vivemos foi pura ilusão,
Que estava enganada.

Dói-me uma dor acesa,
Que me rasga por dentro
Que me deixa sem fôlego.

Dói-me o peito
Dói-me a alma.
Dói-me saber que não me ouves.

domingo, 25 de novembro de 2007

Dá-me tempo!


"Sente a força da noite
Como facas no peito,
Como estrelas caídas
Que te cobrem o leito.
Tenho tantos segredos
Que te quero contar
E uma noite não chega,
Diz que podes ficar."


Tudo o que o Pedro escreve faz sentido.

sábado, 22 de setembro de 2007

Estas cores!


Ontem foi uma noite agradável.
Um jantar leve no entanto cheio de requinte, mergulhado em luz de velas.
O espaço, já antes visitado, confirmou assim ser mais uma vez agradável aos cinco sentidos.

Uma companhia fantástica preencheu os requisitos para que a noite fosse sem dúvida um mimo de Verão, que estava agora a partir.

O vinho tinto, quente…repleto de vapores embriagou-me docemente.
Abri a minha alma.
Estava feliz.

O resto da noite foi igualmente recheada de cores…

Estas cores!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Amar!


Está na estante, num lugar de destaque.
A sua lombada sobressai de entre os outros e é sem dúvida o que acumula menos pó, pois são tantas as vezes que o tiro e releio uma vez mais as páginas que tão bem sei de memória.
Mais uma vez te trago até mim…
E aqui deixo um dos poemas que hoje me diz algo mais…mais do que de todas as outras vezes que o li.

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui…além…
Mais Este e Aquele, o Outro e a toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É o mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois de Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder…pra me encontar…

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Colo…

Ontem ao final da tarde, sentada na sala encontrei a resposta.
Via uma série cheia de mensagens e referencias ao dia a dia de cada um de nós…até que chegou a uma parte onde senti que era aquilo mesmo, aquele preciso gesto que me faltava…algo tão pequeno no entanto…

Colo…apenas colo. Poder chorar sem dizer por quê, com a cabeça encostada num ombro amigo.

Não é que me sinta triste…é apenas uma necessidade.

Aquela imagem acompanhou-me o resto da noite.
Ele com o braço em volta dela, como se a estivesse a proteger do mundo. Com um olhar terno, transbordando carinho. Sem porquês, abraçou-a contra o seu peito. Ela deixou-se ir e chorou, chorou como uma criança.
O abraço…às vezes é tudo.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Renascer



Ainda há pouco alguém me disse: chorar, é o nosso melhor consolo!
Assim, como neste momento nada me fazia abrir o coração fui ler dos mais belos poemas que já li.

Li e reli, pensei…ponderei e finalmente chorei.
Não chorei por dor, nem por mágoa, chorei por encontrar mais uma vez estas palavras, que me acompanham em tantas fases da vida.
Sempre que releio este poema interpreto-o de forma diferente, mas a sensação é sempre a mesma…eleva-me o espírito, faz-me sonhar.
Sinto-me bem, com coragem…confiante.

Um dia revelo-te o segredo, um dia segredo-te baixinho o poema que me faz renascer.

sábado, 15 de julho de 2006

Amanhã...


Nada melhor do que água fria para esfriar a cabeça, as ideias tornam-se mais claras e o cenário já não parece tão negro.
O desabafo é de facto a melhor ajuda para estes casos, mas já que eu não sou muito dada à confissão verbal, desabafo sobre o teclado que é tão bom confidente como qualquer outro.
Ontem fui jantar a casa a casa de pessoas amigas, amigas mesmo e acredita que a companhia não podia ter sido melhor. É gente que apenas quer curtir a vida e que está bem com tudo e mesmo tendo os seus problemas, os nossos encontros são sempre animados. São o meu ginseng…
Ontem estava mais leve, sentia-me muito melhor.
Sei que posso contar os meus amigos pelos dedos de uma só mão, mas estes valem mais do que alguma vez possas imaginar. É bom saber que eles estão lá quando realmente precisamos.
Hoje, depois de vários banhos de piscina e muito sol à mistura, dedico-me à família, que são o meu verdadeiro berço e que não falham nestes momentos críticos.
Agora, a mágoa passou e embora com alguma tristeza, sei que amanhã tudo será diferente, pois cada vez que me desiludo, cresço como ser humano, como mulher…aprendo com tudo isto e sei que me torno uma pessoa mais realista.
Voltei a abrir a pestana!

Não nego que me fazes falta, pois a tua amizade era algo especial para mim, sei que para além de mim, existem mais alguns seres que não são deste planeta, mas que por obra do destino se dobram em dois por forma a conquista um cantinho na terra.
Enganei-me e tu não és nem de longe o que eu imaginava.
Somos diferentes mas não faz mal.

No entanto eu sei o que sinto e por isso não minto… não vou desistir assim… não consigo dar-me por vencida, sem ir à luta e enquanto houver esperança…

Os amigos são para essas coisas, para lutar por nós, mesmo quando o que queremos é estar sós, que nos deixem em paz, no nosso canto. Eu vou estar aqui…e quando o vento mudar sabes onde me encontrar.

Dia infernal

Há coisas que não entendo e por mais que me esforce não consigo sequer obter uma pista.
Não estou bem com aquilo que rodeia, sinto-me mal e tenho o estômago embrulhado, não gosto de estar assim!
Apetece-me gritar, bater, desaparecer daqui e nunca mais voltar.
Odeio isto tudo, só me apetece praguejar.
Que ódio, estou mesmo mal e não consigo dar a volta por cima…arghhhhhh
Que revolta, que merda, que merda!

Bolas, o tempo não passa e eu sinto que estou a ficar sem forças estar aqui, é possível que não consiga estar aqui nem mais um minuto, vou rebentar não tarda.
Jurei que nunca mais me encontraria nesta situação, jurei a pés juntos e agora….merda, estou metida nisto outra vez.
É embaraçante, acima de tudo é isso que sinto, vergonha… lamento não ser diferente mas eu sou assim, e não consigo mudar, não que não queira, mas porque não consigo…quero gritar!
Apetece-me largar tudo e sair, deixar tudo para trás, sem porquês, sem dizer uma palavra…estou a fazer um esforço sobre-humano para não chorar…sinto que vou deixar sair uma ou outra lágrima…sinto isso…
Porque me mangoa assim??? Porque é que nunca consigo estar algum tempo sem me chatear, sem sentir este peso no peito, este buraco enorme que me puxa para o fundo do poço.

Ai…como me dói o peito só de pensar, é um aperto esmagador…
Que revolta sinto agora, por não poder gritar, por não poder dizer o que me vai na alma. Só me resta isto…umas folhas perdidas num espaço cibernético, onde mal cabe a minha dor, a minha mágoa…o aperto que sinto no peito.

Se a vida fosse um filme esta seria a altura em que me iria fechar na casa de banho a chorar, porque é o que me apetece…chorar assim, sem mais nem menos, chorar desalmadamente como quem pede colo, sem vergonha, sem medo. Mas a realidade é que eu sou forte, ou melhor, todos me vêm assim.
Por fora trago um ar austero, não quero que se metam comigo, que me perguntem nada, se o fizerem perco a compostura e transformo-me num muro das lamentações. Prefiro que pensem que estou nos meus dias não. Segundo quem conhece estas caras, esta atitude resulta e não acredito que alguém se atreva a puxar conversa. Prefiro assim… pois por dentro estou feita em frangalhos…tremo e sinto o coração a mil, salta assim porque está assustado.
Engana-se quem achar que o coração só sofre quando se trata de amor.
Para mim esta pequena máquina é a vida e como tal reage a tudo o que nela se passa. Para o amor há-de ter um cantinho especial, esse, no meu caso, está fechado a sete chaves, não deverá ser usado, mas de resto sinto-o dorido….dorido de tantas emoções, de alterações de humor constantes…da alegria que senti ontem e da tristeza que irei sentir amanhã, do vai e vem da minha vida, do castelo que tantas vezes reconstruo depois de tantas vezes se desmoronar…e cada vez que o faço, uma pedra fica pelo caminho, perdida, levando assim um pedaço de mim.
O que é isto que sinto, que escrevo, que penso? O que é?
Qual é a solução? Como fazer para esclarecer esta situação?

Não fosse isto e não sei o que seria… obrigado por seres o meu desabafo…
Sei que não compreendes e por isso não perguntes, não saberia responder…nem eu mesma sei…apetece-me escrever para variar os monólogos da minha vida. Ao menos desta vez…parto triste mas mais leve...sei pelo menos que isto não é um remédio mas é um calmante.
Obrigado!

Nota: Acho que é sensato dizer que este desabafo ocorreu ao final do dia e foi a melhor forma que eu encontrei para não rebentar e perder a razão.

sábado, 18 de março de 2006

Não nego...



Assim eu sei que dói, porque te vi, pelo que senti.
Sei que moras aqui, no meu peito…
Se bem que hoje não passa de uma lembrança,
já não existe a essência carnal entre nós,
tudo o que resta são recordações de cheiros,
palavras ditas ao ouvido mas nunca ao acaso…
sei o que sinto e por isso não minto.
Ainda moras aqui!

Amor é...



Amor... é isto e muito mais...

Amor é.....
É uma misturada de sensações!
É uma confusão de sentimentos.
É tentar controlar o que não tem controle!
É tentar fugir ao que se está preso!
É tentar ser simplesmente feliz!
É dominar o que não se domina!
É querer chorar e sair um sorriso!
É ser livre estando-se preso!
É sonhar acordado!
É como o amanhecer sobre o horizonte
É sentir o calor dos raios a aqueçer
A brisa a soprar e a assobiar
Acordar e sentir um agitar
O coraçao a bailar sem parar
É viver e ter razao para acordar
Adormecer e desejar sonhar
Sorrir e chorar
Fechar os olhos e sentir
Deixar de ouvir e sentir a voz
Chorar baixinho sem saber porque
Porque o amor é assim
É ser feliz e é sofrer
É estar contente e sentir o mundo
É crescer e desejar ser criança
É ser criança e pensar como adulto
É preocupar em dar
É dar sem querer receber
E do nada encontrar uma razao de ser
Ser sem desejar existir!
Porque o amor é assim.

Assim espero... assim acredito!