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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Voltei, voltei!

E o prometido é devido. Aqui estou eu para partilhar o que se viveu no Alive, que antes era Optimus e agora é NOS. Há quem diga que só o nome mudou, eu cá diria que isso depende da perspectiva. Há de facto algumas diferenças entre os anos anteriores e este a começar pelo cartaz.

Dia 10
The Lumineers
Subiram ao palco NOS e animaram quem chegava ao recinto. Ficou claro que a banda não vive apenas do sucesso "Ho Hey", o que se notou, claramente, quando com o público a entoar outros temas os temas apresentados pela banda, nomeadamente "Submarines", "Classy Girls" e "Elouise". Um concerto agradável num ambiente descontraído.

Imagine Dragons
O quarteto oriundo de Las Vegas, provavelmente vizinhos dos The Killers, subiram ao palco ainda de dia, pois o sol só partiu por voltas das 21:00. Esta banda, que ficou conhecida pela música "On Top of the World" que com toda a certeza muitos de vós ouviram na rádio vezes sem conta. A minha favorita, "Radioactive" fez parte do reportório deste concerto que ficou dentro do espectável, para a categoria onde foi encaixado.

Interpol
No dia 05 de Julho de 2007, no Parque Tejo, tive a oportunidade de ver ao vivo, primeira vez, os Interpol. Fiquei maravilhada e jurei voltar a repetir a experiência. Mais tarde, em 2010, falhei a oportunidade de os ver no Campo Pequeno. Não fui por falta de companhia. Assim que soube que estavam confirmada a sua presença no Alive, vibrei de emoção. E no palco, ouviu-se de tudo um pouco, de cada um dos cinco álbuns. Rever Interpol no palco foi maravilhoso. Esta sim, uma banda digna de um Alive.

Arctic Monkeys
Cabeça de cartaz do primeiro dia, sétimo concerto em Portugal e o segundo que assisti. Infelizmente, devido a um pequeno problema, não tive a oportunidade de gozar em pleno a actuação da banda em palco, foi mais o que ouvi do que o que vi. Ainda assim, não me deixaram ficar mal, pois é uma das minhas bandas de eleição. Mesmo longe do palco NOS, tive oportunidade de ouvir algumas das minhas favoritas "Dancing Shoes", "My Propeller" e do último álbum AM, "One For The Road", "I Wanna Be Yours", "R U Mine". Mais uma banda digna de um Alive.

Dia 11
MGMT
O segundo dia do Alive não podia ser pior, pelo menos na minha opinião. A começar pela dupla Benjamin Goldwasser e Andrew VanWyngarden. Eu cá, não os conhecia de parte alguma, mas dei o benefício da dúvida e posicionei-me no sitio de sempre, para os poder admirar e tirar as minhas próprias conclusões. Resumindo: Na minha opinião, poderiam ter ficado no palco secundário. Não são a minha praia.

The Black Keys
Fiquei sem perceber se estes eram os cabeça de cartaz deste segundo dia, pois actuaram antes de Buraka que encerrou o palco NOS. Sendo ou não, a verdade é que esta banda americana de blues-rock não me atrai. Durante os dois últimos meses, ouvi os dois últimos álbuns El Camino e Turn Blue no meu MP3, a ver se me identificava com a banda, mas a verdade é que não faz de todo o meu género. Ainda assim, pelo que senti à minha volta, para os apreciadores do género a banda portou-se bem em palco.


Buraka Som Sistema
E quem não conhece a famosa banda portuguesa, nascida e criada na Amadora, fundadora do novo som electrónico Kuduro Progressivo. Eu não sou fã do Kuduro e muito menos do progressivo...Não abandonei o recinto, porque sempre ouvi dizer que o que é nacional é bom e até reconheço o mérito deste trio, do esforço e empenho, mas daí até curtir este som...naaaaa, não é mesmo a minha praia. Nem mesmo quando Blaya gritou a plenos pulmões "a Buraka é dona do terreno!" e toda a gente pulou de alegria. A minha alegria estava noutras "bandas", se é que me entendem.

Dia 12

The Black Mamba
E chegamos ao terceiro e último dia abrindo as hostilidades, a quem chegava o recinto por aquela hora, mais uma banda nacional. O trio formato por Pedro Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais proporcionaram-nos um concerto cheio de soul e boa vibe. Uma das grandes surpresas deste Alive.


Bastille
Nomeados para os prémios ingleses BRIT, em quatro categorias: Melhor Artista Revelação, Melhor Banda, Melhor Álbum e Melhor Single. Para mim, foi também uma das bandas revelação deste ano e o albúm, Bad Blood, editado em Março do ano passado, tem sido uma companhia constante no meu MP3. A banda liderada por Dan Smith tornou populares os temas "Flaws", "Icarus" e "Laura Palmer", aos quais ninguém ficou indiferente. No recinto, toda a gente saltava, de braços no ar, cantando os refrões. Elas, mais eufóricas que eles, já que em palco, a presença do Dan era, inevitavelmente, contagiante. O desfecho não foi o merecido, pelo facto de o som ter falhado na última música do alinhamento, supostamente a mais conhecida da banda "Pompeii". O som falhou uma primeira vez e Dan continuou a cantar no vazio, o som voltou mas falhou novamente segundos depois...uma e outra vez. O vocalista despediu-se dizendo: This is all fucked up! Uma pena...


Foster The People
Mais uma das minhas grandes interrogações deste cartaz. Uma boys band com menos de uma mão cheia de músicas dançáveis em que o suposto hit é "Pumped Up Kicks". Não sabia se me havia de rir ou se havia de chorar. Na minha opinião, uma escolha terrível para o palco principal.


The Libertines
Uma banda inglesa de indie rock formada por Carl Barât e Pete Doherty,John Hassall e Gary Powell, dos quais só conhecia Pete e não pela sua música mas sim pela polémica relação que teve com a modelo Kate Moss. Não me encantaram. O som instrumental parecia estar mais alto do que o das vozes, por isso, mal se percebi o que cantavam, ou talvez fosse essa mesmo a intenção, já que a banda tem o rótulos de "janados" de primeira. A mim, não me convenceu nem agradou.

..."...

O Alive deste ano, ficou marcado pelas toneladas de calções de ganga que se passeavam pelo recinto, pelas inúmeras selfies que eram tiradas a cada segundo, pelo baile de máscaras que parece crescer de ano para ano. Este ano, não foi o festival da música do qual estou habituada. Esta, ficou em segundo plano, com um cartaz medíocre e muito mal distribuído pelos três dias.

Depois do quinto ano consecutivo a marcar presença neste festival, questiono-me em relação ao próximo ano. Ou o cartaz melhora, significativamente, ou não estarei lá para o ano.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

2013 Optimus Alive |3|

Dia 13 de Julho

No terceiro dia, confesso que já se sente o cansaço, mesmo sabendo que quem (supostamente) corre por gosto, não cansa. A verdade é que a idade não perdoa e os "inta" já se fazem sentir a caminho dos "enta". Ataques de velhice à parte, o Domingo revelou-se ser, para mim, o dia mais fraco. Chegámos ao recinto mesmo a tempo de ouvir os Linda Martini, banda portuguesa que já se tinha apresentado no palco Heineken em 2011. Tivemos tempo de percorrer a zona dos sponsors e de ganhar alguns brindes. Com fartura, não faltaram os lenços, os porta-chaves e as fitas laranjas.
Imagem retirada da net

Pouco minutos após as 21h00, no palco Heineken, surgem os Of Monsters and Men. Eu parecia ser a única a não conhecer a banda, já que toda a gente à minha volta cantarolava alegremente o refrão. Aquele género folk-pop não me encantou, sou franca, achei que havia muita na-na-na-na-na nas músicas. Vou porém dar uma segunda oportunidade e ouvi-los calmamente em casa para ver se o desinteresse se mantêm ou não.
Imagem retirada de net

Entre um palco e outro, entre um Martini e outro, depressa chegou a hora dos cabeça de cartaz. Kings of Leon entravam em acção e a audiência moldou-se em torno do palco, expectante. Havia seguramente mais gente jovem, bem jovem. O cansaço geral era notório pois havia muita gente sem força nas canetas, que preferia ouvir sentada. Não me surpreendeu. Foi como ouvir um CD, sem tirar nem por. Ainda ficámos para ouvir o "Use Somebody" mas logo depois seguímos caminho na esperança de apanhar o comboio da uma. A caminho ainda ouvimos "Sex On Fire" como desfecho destes três duas de espectáculo.
Imagem retirada da net

E já há datas para o Optimus Alive 2014 - 11/12/13 de Julho

Dica de Ouro
Há muita gente que não sabe que se pode entrar com comida. Eu cá, sugiro vivamente, que levem o vosso farnel. A comida é muito cara e a qualidade/tamanho deixa muito a desejar. Assim, preparem as vossas sandes, ou até um wrap em casa e podem levar embrulhado em prata e fruta, muita fruta. Acreditem que faz toda a diferença no bolso.



domingo, 14 de julho de 2013

2013 Optimus Alive |2|

Dia 13 de Julho

A entrada foi rápida, uma vez mais pela porta FNAC (vale bem a pena o fã pac). Entramos a tempo de fazer um reconhecimento do terreno. Avistar as "barracas" dos sponsors e ainda tivemos a sorte de apanhar uns lenços com a marca da operadora laranja.

Ainda em plena luz do dia, com uma pontualidade britânica, subiram ao palco os Editors, uma das minhas bandas favoritas. Com a capa do seu último álbum a servir de cenário - The Weight of Love - Tom Smith surgiu com um look que agradou bastante às fãs que o aguardavam. Ouvimos ao vivo "The Racing Rats","An End Has a Start","Munich","A Ton of Love","Honesty", "Smokers Outside the Hospital Doors","Eat Raw Meat = Blood Drool" e claro, como não podia faltar, a frenética "Papillon". Brutal!
 Imagem retirada da net

E poucos minutos depois das 23h00, os Depeche Mode entram em palco. Já que falhei ao último concerto em Portugal, no Pavilhão Atlântico, finalmente consigo ter o prazer de ver e ouvir estes grandes senhores ao vivo. Dave Gahan, Martin Gore e Andy Fletcher, mesmo de pois de saltar a fronteira dos 50, não me deixaram ficar mal. Divinal a presença de Dave Gahan em palco, simplesmente divinal."Walking in My Shoes", "Enjoy The Silence", "Just Can´t Get Enough" , "Policy of Truth" e "Personal Jesus" foram das minhas favoritas e, a julgar pela multidão, foi o ponto alto da noite.

Imagem retirada da net

Mas isto foi ontem, hoje...há mais :)


sábado, 13 de julho de 2013

2013 Optimus Alive |1|

Imagem retirada da net

Dia 12 de Julho
Este ano não houve enganos, fomos direitinhas à porta FNAC, já que o nosso Fã PAC nos permitia aceder ao recinto por uma porta exclusiva, sem filas. Mas destas, não nos livramos para obter a famosa pulseira para os três dias. Depois de toda esta logística, encontrar os amigos, tipo agulha num palheiro. O que vale é que hoje em dia os telemóveis facilitam imenso este trabalho.

Ás 21h20, já estávamos no spot certo para ouvir os Two Door Cinema Club, no Palco Optimus. Um grupo formado em 2007, que embora não seja uma estreia em Portugal, tinha até então passado despercebido, pelo menos para mim. Numa onda de indie-dance foram capazes de fazer saltar uma multidão ao som de alguns refrões mais conhecidos. Para mim, uma verdadeira surpresa, já que se mostraram merecedores de um palco de grandes dimensões. Um bravo e um bis.
Fotografia retirada do FCBK do Optimus Alive - Two Door Cinema Club

Os cabeça de cartaz do primeiro dia, subiram ao palco às 00h15. Os Green Day, uma banda que embora faça parte do meu monopólio musical, nunca se tinha apresentado, para mim,  ao vivo e a cores. Dookie não tarda irá completar 20 décadas e American Idiot 10, mas as músicas parecem intemporais e as letras impossíveis de esquecer. Foram quase 2h30 de espectáculo de rock'n'roll. O vocalista, Billie Joe Armstrong, parecia ter gostado do coro português e pediu-nos uma e outra vez, uma e outra vez (diria...too many times) para cantarolar com ele, enquanto enrolado a uma bandeira portuguesa. 
 Imagem retirada da net 

Deu-nos tudo! Entre as quais as minhas favoritas de sempre "Know Your Enemy","Boulevard of Broken Dreams","Let Yourself Go", "Wake Me Up When September Ends" - até arrepiou -"Chump","When I Come Around","Welcome To Paradise","Basket Case" e a famosa "She". 
E é como vos digo, houve de tudo. O Billie, que não deve ter estado atento à temperaturas de ontem, resolver refrescar o pessoal à mangueirada, depois, disparou literalmente, rolos de papel higiénico numa maquineta de fazer inveja em qualquer local de trabalho (he he), e ainda lançou t-shirt num aparelho que se parecia com um lança misseis. Era ver a multidão a contorcer-se para conseguir meter mão no merchandising. Ao palco, ainda subiu um sortudo de um português- o Manel- que para além de ter tido o prazer de tocar com a banda ainda trouxe para casa a guitarra do vocalista - todos os "cães" têm sorte! (Manel, não é nada pessoal, ok!). Resumindo, o quarentão ainda está para as curvas e superou as minhas expectativas. Muito bem Green Day, muito bem!
Imagem tirada da net 

Mas isto foi ontem, hoje, temos mais...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quem canta seus males espanta

Começo o dia de hoje a desejar que o final do dia chegue rápido. Estou que nem posso. Ontem foi o dia da operação, por isso, acabei por acumular um turbilhão de sentimentos em mim, com uma pitada de stress, e acabei o dia com uma dor de estômago brutal. Mas o que vale é que o pior já passou e a cirurgia correu bem, agora estamos só a aguardar os resultados. Obrigado pelo vosso apoio ;)

E como nada disto estava previsto, ao final do dia tinha no bolso tinha o bilhete para o concerto dos Awolnation, que era para ter sido em Novembro do ano passado, mas acabou por ser adiado o dia de ontem. Em 2012, no Optimus Alive, ouvi a banda ao vivo e como gostei bastante, quis repetir a dose agora num ambiente mais...intimista. Desta vez foi no TMN ao Vivo, no Cais do Sodré. Mais perto do palco impossível, só faltou mesmo sentar-me ao colo do Aaron Bruno.

E ainda encontrei, ou melhor dizendo fui encontrada, pelo Rafeiro que também é fã da banda, tal como eu.

Ufa! Que dia. Quando cai na cama nem sentia as pernas. O que me valeu foi o chá de orégão que é milagreiro e cura estas maleitas do estômago, remédio santo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ruído de fundo

Imagem retirada da internet

Qual a diferença entre um concerto pago e um concerto de entrada livre?

  • Quando se paga para ir ver um concerto, estamos interessados em ouvir o que se canta no palco e não para meter a conversa em dia com a pessoa que nos acompanha. 
  • Quem se paga para ir assistir a um concerto, aproveita e crava a mãe ou a sogra para ficar com os pequenos, e não os leva de atrelado, para depois ter que os ouvir chorar o concerto todo porque na verdade, para a criança, aquilo é uma seca.
  • Quem se paga para ir a um concerto, não refila, constantemente, com as luzes do palco, a forma como o vento lhe bate na cara, o chão que é irregular, ou o raio que o parta.
  • Quando se paga para ir a um concerto, não estamos a comentar de cinco em cinco que minutos, que mais valia não ter ido porque a única música que conhecem ainda não foi cantada. Bahhh.
E é isto! Em concertos de entrada livre, ouve-se de tudo menos quem está no palco.

Reflexão feita após a tentativa de assistir ao concerto do Ney Matogrosso, no Terreiro do Paço.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Estou viciada

E depois de ter tido o prazer de os ouvir no Optimus Alive, eis que há uma nova oportunidade de os rever no dia 11 de Novembro. Ahhhhh que maravilha.

Toma-lhe o gosto aqui.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Optimus Alive 2012

Já ando em contagem decrescente para o grande evento musical do ano. Já vou no 4º ano consecutivo e este ano o cartaz é sensacional. Dia 15 vou realizar um dos meus sonhos e ver a minha banda favorita ao vivo - Radiohead - , finalmente!

Tenho o prazer de vos apresentar o Cartaz do Optimus Alive 2012

Dia 13 de Julho
Palco Optimus
e
Danko Jones
Refused


Dia 14 de Julho

Palco Optimus 


Dia 15 de Julho
Palco Optimus
(Quero estar lá bem na frente para ver de perto o Thom Yorke) 
e
Caribou
Paus
The Kooks

Enjoy, because i will!!!

domingo, 29 de abril de 2012

Usted es una obra de arte


Deixem-me prevaricar um bocadinho que afinal a vida tem coisa tão boas que vale a pena partilhar.
Ando fascinada com o voz do nuestro hermano Pablo Alboran. Ai senhores, que obra de arte.

Este senhor tem o dom de reunir uma série de atributos que aprecio num homem. Tem uma voz sexy, toca guitarra, é giro, tem barba curta (ui...como gosto disto), é giro, tem um pescoço fantástico e é giro (já tinha dito?).

"Adquiri" recentemente o seu álbum En Acústico, mas confesso que não sou fã de todas as músicas. Na verdade quanto mais comerciais se tornam, pior. Para já, ando encantada com estas duas: Solamente Tú e a belíssima Desencuentro.

(...)
No era prisionero de tus labios y ahora que estás lejos
Te deseo como el aire del baile de tu cuerpo
no era prisionero de tus labios y ahora que estas lejos
Yo te deseo como el aire del baile de tu cuerpo
(...)

Gosto bastante da parelha que ele fez com a Carminho no Perdoname, se bem que prefiro a versão acústica à versão comercial que passa na rádio.
Oiçam e percebam as diferenças.

Olha menino, se alguma vez te perderes aqui para os lados de Lisboa, perde-te à minha porta que eu arranjo-te um espaço na minha mesa de cabeceira para me cantares ao ouvido até adormecer.

Sim, suas mentes perversas, era só mesmo para isso, afinal o moço tem apenas 22 anos ;)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Music Box

E para quem gosta de música aqui fica o registo do que ando a ouvir.
The Strokes - Angel
PJ Harvey - Let England Shake
Lana Del Rey - Born To Die
Foo Fighters - Wasting Light
Coldpaly - Mylo Xyloto
Kaiser Chiefs - The Future is Medieval

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Jeff Buckley

Hoje, o Jeff faria 45 anos.
Se não tivesse partido tão novo, teria certamente continuado a contribuir para enriquecer o nosso meio musical. Fica aqui o registo de uma das minhas favoritas. Uma música que me acompanhou em momentos muitos importantes da minha vida.

Lover, you should've come over
'Cause it's not too late.

domingo, 10 de julho de 2011

Alive´11 |4|



E a festa rija acabou. Foram 4 dias sempre a abrir com muita música, boa companhia e boa disposição. O último dia foi muito bom.


Começamos por ouvir os Linda Martini, uma banda portuguesa que tomou de assalto o palco e aqueceu o palco da Super Bock. Quem conhece este grupo esperava pelo "Amor Combate" e não saiu de lá desiludido, o mesmo se pode dizer da prestação que a Cláudia Guerreiro que foi um verdadeiro "animal de palco" possuída pela sua guitarra. Um bravo para ela!!!


Assim que terminou este concerto corremos para o palco Optimus onde já se ouviam os britânicos White Lies. Fiz questão de gravar uma das músicas para satisfazer um desejo muito especial ;). Percebi que esta banda não tem muitos fãs em Portugal uma vez que o pessoal começou a bater retirada ao fim da 2º música. Não que a prestação não tenha sido favorável, mas o pessoal escolhe sempre o que gosta mais e por isso poucos ficaram em frente ao palco. Eu cá, para não variar, gostei mais de os ouvir ao vivo.


Um dos grandes momentos da noite, deu-se com os Kaiser Chiefs. A presença do Ricky Wilson em palco foi verdadeiramente reveladora. Uma energia contagiante, uma voz fantástica e uma dinâmica fora de série. Prova disso mesmo foi quando este senhor salta do palco, furando a segurança, e dirigiu-se para a barraca da Super Bock mais perto, salta lá para dentro e tira uma imperial. A multidão moveu-se como uma onda em direcção ao vocalista e ele ainda deu umas cervejas a quem lá chegou primeiro. Que abusado! Divinal. Gostei particularmente do alinhamento escolhido, com temas como "Evrything I Love You Less and Less", "I Predict a Riot". Muito bom!

Os norte-americanos Paramore foram uma novidade para mim, nunca antes tinha ouvido falar desta banda, talvez porque oiça cada vez menos rádio. Todos os anos há uma banda, que desconhecia, que me cativa após a sua prestação no palco. Há dois anos foram os Mando Diao e o ano passado La Roux. Este ano foi os Paramore. A vocalista Hayley Williams, a única voz feminina que ouvi no palco da Optimus, foi sublime. Para além de cantar muito bem foi inteligente criando uma interacção com o público. Já quase no final, Hayley pediu que trouxessem duas pessoas ao palco para cantar com ela, um rapaz e uma rapariga. Um dos elementos da banda, com um olhar mais atento, percebeu que alguém exibia um cartaz com a seguinte frase: "Let me play your guitar!" - e pediu que trouxessem também para o palco a pessoa por de trás desse cartaz. Era uma menina com mais ou menos 13 ou 14 anos, magrinha, de ocúlos e rabo de cavalo e um estilo meio punk/rock mas ligeiro. A menina pegou na guitarra e deu um verdadeiro show. Gostei, gostei bastante.


E por último, pelo menos para mim, chegam os Jane´s Addiction que chocaram todos com o início verdadeiramente arrepiante. Duas tipas penduradas pelos piercings que tinham nas costas, contorciam-se como malabarista no circo (espreitem na net e vão ver o que vos digo). Para além disso, o vocalista, Perry Farell foi bebendo uma garrafa de vinho tinto enquanto cantava. Como cenário de fundo, lá apareciam duas fulanas em langerie amordaçadas e de mãos atadas, enfim nada demasiado ofensivo, apenas quinky, if you know what i mean!

Pois que assumo que a idade não perdoa e aguentar 4 dias não é fácil mas fui e curti bué!!! Adoro música ao vivo e este ano o saldo foi muito, muito positivo.

Agora...vou buscar um rolo de papel porque o meu nariz parece uma torneira e tomar qualquer coisa para a garganta, elas não matem mas moem.


sábado, 9 de julho de 2011

Alive´11 |2| e |3|



O melhor dia até agora foi sem dúvida o 2º. Os norte-americanos Foo Fighters foram até agora a melhor banda em palco! Arrumaram os Coldplay num cantinho, até porque estes senhores deram-nos música durante 2 horas e meia. Gostei da presença do Ghohl em palco, de cabelo nos olhos e a mascar pastilha e debruçado sobre a sua guitarra. Referiu que o que fazem é rock puro, sem sintetizadores. Chegou mesmo a dizer "Without computers" e "Rock is made by people and instruments". Estava feita a fusão entre o palco e o publico, torna-mo-nos um. Incensáveis, tocaram "Best of You" e "All My Life" que aliam dois géneros de forma eficaz e assim surge o pop/rock que agrada ao povo e permite que a multidão entre em sintonia plena. Embora o espectáculo tivesse sido longo, o encore foi invocado e os senhores da noite regressaram ao palco para cantar "Times Like These" e "Everlong".
Um viva para os Foo Fighters.

Iggy and the Stooges foi também um bom momento da noite. Uma vez mais fiquei a pensar: Que idade terá este senhor? Iggy Pop recusa admitir a sua idade mas eu arriscaria assim para uns...60 e muitos. Ainda assim, a sua presença em palco é verdadeiramente admirável, energia foi o que não faltou.

Um palavra de apoio também para os nossos Xutos & Pontapés, que embora velhinhos estão sempre no ponto certo para animar a malta. Depois de receber o Zé Pedro, já recuperado do transplante, foi ver o publico ao rubro com temas como "Não sou o Único" ou "Chuva Dissolvente". Embora seja uma banda que já toda a gente viu uma boa dezena de vezes, há sempre tempo para recordar canções como "Ai Se Ele Cai", "À Minha Maneira" e "Dia de S. Receber" e porque o que se queria era ver os braços no ar e a multidão ao rubro, não podia ficar de fora a "Minha Casinha". Porreiro pá!

O 3º dia foi...quase que frustrante. Devido a problemas técnicos o palco Optimus não abriu à hora marcada e os Klepht, The Pretty Reckless e You Me At Six foram cancelados. Ficámos até à meia noite sem saber que ainda seria possível que este palco ressuscitasse e nos permitisse ver o cabeça de cartaz. Claro está que quem ganhou com isto tudo foram os Fleet Foxes e o Grinderman (Nick Cave para os amigos), porque não havendo alternativa foram muitos os que acabaram por fazer a festa no palco da Super Bock. Este último explodiu em palco com a elegância de uma personagem de um filme dos anos 50, verdadeiramente inconfundível.



Pouco depois da menina virar abóbora, que é como quem diz meia-noite, lá se viu a luz no fundo do tunel e os 30 Seconds To Mars apareceram em palco para delírio de muitas adolescentes que gritavam e puxavam os cabelos em frenesim. Foi uma estreia para mim, uma vez que ainda não os tinha visto cantar ao vivo. Tinham-me dito que o Jared Leto ao vivo não era grande pistola mas este fulano de olhos azuis convenceu-me do contrário, pois que o senhor tem uma voz fantástica e por uma ou duas vezes até pareceu que estava a safar os tipos do staff. Eu explico. O palco havia sido encerrado porque cedeu cerca de 15 cm, o que para uma estrutura daquelas, pode ser verdadeiramente perigoso. Depois de horas de espera, lá avançaram com o espetáculo, mas a meio do concerto do 30 Seconds, no final de um dos temas, ouviu-se em estalo e o palco ficou às escuras. O Jared avançou então sozinho para o avançado que se estendia no meio da multidão e foi cantar quase que à capela, já que o resto da banda teve de sair momentaneamente do palco. O senhor dominou a multidão e houve uma interacção brutal entre a estrela e os restantes. Pena que durou pouco tempo, desta vez com a desculpa que já tinham começado com atraso e estavam com o tempo contado. Foi bom, sim senhor!

Devo confessar que a espera me fez quebrar um bocado e quando os Chemical Brothers chegaram eu já estava mais para lá do que para cá. Foram 4 dias sem dormir quase nada, a ir para concertos à noite e trabalhar de dia...enfim, valeu uma valente infecção na garganta do frio que tenho apanhado e de cantar a plenos pulmões.

Mas quem corre por gosto não cansa e por isso...hoje estamos lá outra vez!!!