segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Amareleja

Este fim de semana fui até ao Alentejo, até às terras do Demo, já que segundo dizem, na Amareleja 40º de calor é para meninos. Partimos de Lisboa ao final da tarde, com o objectivo de fazer a viagem pela fresca, mas o ar era tão quente que custava respirar. Só vos posso dizer que ia destilando por completo. De noite, nem uma brisa, uma ligeira corrente de ar, nada! Só calor e mais calor. 

No sábado, fomos até às piscinas municipais Vitor Martelo (aqui) em Reguengos de Monsaraz, um espaço muito agradável para miúdos e graúdos. O complexo é composto por 5 piscinas, 1 olímpica com 8 pistas, 1 piscina de saltos, 1 piscina de lazer, 1 piscina para crianças e 1 piscina coberta para aprendizagem (a única que não utilizámos). O valor que cobram à entrada é irrisório, tendo em conta a qualidade do espaço. Vale a pena levar uma lancheira para petiscar entre mergulhos, pois há vários espaços verdes, onde a relva verde e fresquinha convida a sentar e aproveitar a sombra das árvores. É, sem dúvida, um dia bem passado.
Já da parte da tarde, antes de regressar à aldeia mais quente do Alentejo, aproveitámos para visitar Monsaraz que se ergue junto do Guadiana, no cimas de uma colina na vasta planície alentejana. Vale bem a pena visitar esta vila medieval, com as duas ruas de xisto e paredes caiadas de branco.

No domingo, foi dia de visitar a barragem do Alqueva e arredores. Muitos quilómetros se fazem por estas bandas, no Alentejo, é tudo já ali. 
O almoço foi no Aficionado, que segundo parece é um restaurante muito popular na região e por isso, mais vale reservar. É um espaço simpático que serve pratos da cozinha regional, com destaque para os grelhados. Eu cá, fiquei fã do bacalhau no forno...uma pequena maravilha. A decoração tem como tema as touradas, muito populares na Amieira, como dizia o outro, não há bela sem senão.

Chato foi o regresso a Lisboa. Da Amareleja ao Fogueteiro foram 3 horas (194,8 km), numa média de 100 km/h, sem stress, sem trânsito. Do Fogueteiro às portagens da Ponte 25 de Abril foram 2 horas (11,5 km), sem exagerar. É exasperante estar duas horas em para-arranca, exasperante! Ainda pensei que se passasse a ponte por volta das 19h00/20h00 houvesse menos trânsito, mas não! Foi a p*** da loucura.

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A saber:
Amareleja é uma freguesia portuguesa do concelho de Moura, com 108,34 km² de área e 2 564 habitantes (2011). Segundo a wikipédia, é famosa pelas suas altas temperaturas que podem atingir os 47.4 °C. Durante muitos anos, até ao Sec. XX foi considerada a maior aldeia de Portugal. O vinho, o queijo branco de ovelha e o porco preto local, são parte da culinária de Amareleja. A freguesia possuía em tempos a maior central mundial de energia solar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Amor em tempos de cólera...(perdão) redes sociais!


Numa das minhas reflexões de vida, resolvi afastar-me de vez de uma pessoa que trago no meu coração há demasiado tempo. Lembro-me que, quando colocamos um ponto final na nossa relação, pedi a todos os santinhos para o levar para longe e o destino assim o quis. Hoje, está a 2 119,4 km de distância e raramente falamos, trocando algumas palavras apenas nas datas festivas. Aos poucos, desde que nos separámos, fui anulando a nossa amizade nas redes sociais porque dei por mim, muitas vezes, a vasculhar qualquer tipo de informação que me permitisse saber mais de si. OMG! Cheguei a este ponto. Saber se adicionou amigos novos no FCBK, ver o que está a fazer através das fotos que publicava no Instagram. Percebi que estava no caminho da desgraça e risquei a nossa amizade destas duas redes, mas sobraram muitas outras e continuei a ter acesso às suas partilhas no Twitter, a ver as suas fotografias no Flickr e a saber o que lê no Goodreads. Percebi entretanto que, inevitavelmente, venho a saber de coisas que me vão magoando, cada vez mais. Chega! Estou na beira de um abismo que se chama obsessão. Não quero saber nada de nada. Não quero saber dele, ponto! Vou ser radical e cortar qualquer ligação virtual que exista entre nós, afinal, foi apenas isso que restou de uma relação que se arrastou no meu peito durante sete anos. Chegou a hora de exterminar estes resquícios de o que quer que tenha existido entre nós. 
Porque eu mereço! Ponto!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Pátio das Cantigas

Já li muitas críticas negativas a esta obra de Leonel Vieira, mas na minha opinião, não se deve comparar alhos com bugalhos. Não me parece que a ideia do realizador fosse criar uma cópia fiel ao original, mas sim um género de humor nonsense. Bem sabemos que o original de 1942 é venerado por quem se diz conhecedor da arte, mas há que dar espaço para gestos inovadores no cinema português, que segundo parece, nas palavras dos grandes críticos, só merece medalhas quando contrata actores de renome para dizer "merda" (com classe) na grande tela. Pois eu cá, acho que o Leonel Vieira fez muito bem em pegar na história a preto e branco e adapta-la ao século XXI vestindo as personagens com novas cores berrantes.

Começa com uma narrativa pela voz de José Pedro Vasconcelos, cuja aparição inicial é digna de um Tarzan citadino - de cuecas a coçar "o saco", e apresenta cada um dos residentes do Pátio mais castiço de Lisboa.

Um bravo para a Sara Matos que deu corpo e alma à menina Amália e que tão bem representou o seu papel e à Anabela Moreira que se vestiu de Susana, a irmã recatada da aspirante a fadista. Na vertente masculina, o meu favorito é sem dúvida o Miguel Guilherme que reencarna o Evaristo. É certo que a personagem está bastante colada ao original, mas ainda assim, não há como não gostar deste papel 
tosco do senhor proprietário da mercearia gourmet.

Já César Mourão, que faz de Narciso, tem um desempenho menor, talvez por ser um senhor da comédia improvisada, o cinema não lhe fica tão bem, por isso, surge em mim a mesma desilusão que tive quando assisti a Sal, que teria sido um verdadeiro desastre caso não tivesse por lá o Salvador Martinha, mas isto agora não interessa nada para o caso. 
Dânia Neto é outro caso de desempenho fraco, pois creio que serviu apenas para decorar o cenário já que a beleza ninguém lhe tira, mais que isso, não vi.

E sem querer estragar a surpresa de quem ainda não se aventurou a gastar uns euritos para ver cinema português, alerto só para o momento Bollywood que não deixa de ser cómico. 

Ó Leonel, eu cá gostei!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Faz tempo que não escrevo aqui.

Sem razão aparente, existe um vazio de palavras. Aos poucos, fui abandonando este local de recreio e deixei de visitar outros locais de leitura. Talvez o verão seja amigo de outro tipo de leituras, mais físicas, não sei…talvez tenha sido mesmo uma questão de inércia, de falta de inspiração. Não importa a causa, mas sim perceber se está ou não na altura de voltar. Quase dois meses depois, apetece-me escrever umas quantas linhas, partilhar umas quantas palavras e algum sentimento. Não sei se é um regresso definitivo ou apenas uma passagem, mas ainda assim, aproveita para “meter a conversa em dia”.

E nos últimos 59 dias…

Mais uma ano de NOS Alive.
Pelo quinto ano consecutivo, estive três dias no passeio marítimo de Algés, para ouvir as minhas bandas favoritas e conhecer outras que não faziam parte da minha playlist habitual. O auge foi o fantástico concerto dos Muse, que já tinha visto no MEO Arena (na altura ainda se chamava Pavilhão Atlântico). Superaram as minhas expectativas e ficou o voto de os rever caso regressem a Portugal.
Sam Smith, o favorito da minha filha, também não se portou mal. Confesso que não é o meu género musical mas que nos proporcionou um bom momento musical.


Fui de férias (1 semana)
Andei entre terras lusas e espanholas, fiz muitos quilómetros entre o Ribatejo e as Beiras e dei por mim em Salamanca (voltarei a falar sobre este belíssima cidade).
Santarém/ Vila Nova da Barquinha/ Constância/ Castelo Branco/ Vilar Formoso/ Cidade Rodrigo e Salamanca.

Estive a trabalhar em Londres (2 semanas)
Um desafio interessante já que aproveitei para visitar todos os locais que falharam na minha viagem em Abril. Aproveitei todos os minutos disponíveis para explorar a cidade com outros olhos, mais do que uma turista, quase que uma emigrante emprestada. A primeira semana passou-se muito bem, o fim de semana foi aproveitado ao máximo, mas confesso que na segunda semana estava a contar os dias para regressar a casa. Volto a abordar este tema mais tarde porque tenho algumas dicas úteis para quem queira viajar para Londres.


A minha Sushi esteve internada
Criou um abcesso no focinho, por causa de um dente partido, e a infecção foi tão grave que teve se ser submetida a uma pequena cirurgia para retirar o dente em causa. Acabou por passar a noite na clínica veterinária, por causa da anestesia, e ainda ficou com uma costura no focinho, que só agora (passados 15 dias) começa a ter um aspecto menos “Frankencat”. Foi um susto valente, porque o veterinário chegou a dizer: Devem estar preparados para o pior! 

Ahhh… e fiz 39 anos. Mais um ano e entro no clube dos “entas”. Passei o meu dia de anos sozinha em Londres, uma experiência que nunca mais irei esquecer.