quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Olhar cinematográfico |6|


O Despertar da Mente


Este filme retrata um casal de namorados com personalidades muito diferentes. Ele é inseguro, calado. Ela é impulsiva e faladora. Ao fim de algum tempo, essas diferenças começam a gerar conflitos até que a relação acaba. Ela recorre a uma empresa que lhe apaga todas as memórias em relação a ele, deixando um branco completo no amor entre os dois, como se nunca existisse. Quando ele descobre quer fazer o mesmo. É no decorrer do processo em que lhe estão a ser apagadas as memórias que o filme nos mostra o seu verdadeiro conteúdo.
É um filme cativante e simplesmente brilhante. Este filme consegue, fazer-nos viajar sobre a nossa própria mente, pelas nossas memórias e pelas eventuais oportunidades perdidas.
Sem duvida que o final do filme é o momento mágico em que o casal percebe que poderá ter desperdiçado (ou não) uma segunda oportunidade.
Este filme está simplesmente genial e o momento para o ver não podia ter sido melhor.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Conversas…

Ele: Hum…Gosto dessas tuas terminologias. Nunca tinha ouvido falar em amor de consolo. Mas faz sentido...


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Metade de mim

No sábado fui sair, já não ia ao Bairro desde Agosto.

Ao chegar, agradou-me o cheiro da rua molhada, o movimento frenético das massas, os corpos conduzidos pelos ritmos nocturnos. O calor estranho para o mês de Outubro e as luzes douradas que decoram a zona do Chiado. A esplanada da Brasileira estava repleta de turistas, de jovens que se entregam à noite Lisboeta. Ouvia-se gargalhadas, o som do eléctrico, as buzinas dos impacientes, os diálogos que pontuais entre este e aquele. Havia grupos por toda a parte. Pessoas que esperavam pessoas. Pessoas bonitas, bem dispostas. Vi tantos sorrisos. Vi felicidade, espontaneidade, alegria com um misto de euforia.

Estava acompanhada de bons amigos num ambiente descontraído. Ri e sorri. Sei que é isso que esperam de mim, sei que é assim que devia ser. E se assumo que me ri com vontade, se assumo que por momentos me senti feliz, assumo igualmente que só metade de mim estava presente. Não estava completa, havia em mim um vazio. Uma falta imensa que não me liberta.

Nada voltará a ser igual, disso tenho a certeza.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Conversa durante o jantar…

-Mas afinal o que é que se passa contigo?

-Não sei…

-Mas tu és sempre tão bem disposta, tão alegre. Sempre com alguma história louca para contar. És tu que animas os outros, nos fazes rir. Onde foste?

-Não sei…mas acho que me perdi.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...A espera!


Dia 22 às 22:22

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sem solução!

Como diz a minha avó: Para o que não há remédio, remediado está!

Ora aqui está um grande ditado.

Tenho de parar de arranjar soluções para o que não têm solução. Reforço com isto que pau que nasce torto jamais se endireita.

Vá Marta, deixa-te de lérias e anda mas é para a frente!

Chega de tentativas frustradas, de desculpas irracionais.

É assim e não há volta a dar, ou aceitas ou não aceitas.

E tem mais…para quem não está bem a porta da rua é serventia da casa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Caprichos de criança

A minha pequena aparece em casa com um papel na mão dizendo:vem ser escuteiro por um dia!

Convence-me a leva-la até ao local no dia e hora marcada. Pensei: Isto é só ir lá deixa-la e depois passo lá ao final do dia para a ir buscar. Pois, fia-te na Virgem e não corras! A Chefe Teresa deitou-me logo a mão e sem porquês articula bem alto no meio da multidão: a Mãe também fica connosco até ao final do dia. Ai senhores, que nem tempo me deu para pestanejar. Quando dei por mim estava numa roda de gente, entre escuteiros e pais dos meninos “ wannabe”. Tive de dar um passo em frente e dizer bem alto: O meu nome é Marta e tenho 33 anos. Tenho quase a certeza que a minha querida Beatriz só não se desmanchou a rir por respeito. Meu Deus, a minha figurinha. Fiquei vermelha que nem um tomate e pensei: Mas quando é que foi que eu cresci?

Fui entretanto evangelizada pelo Chefe Henrique que nos explicou o que é o escutismo. Sim, não pensem os pais que aquilo é um ATL onde se deixam os putos aos sábados à tarde enquanto os papás vão ver as montras da Baixa. Fiquei esclarecida em relação à pedagogia da coisa e até acho que se ainda não tivesse “comprado” a ideia o faria logo de seguida. Houve lanche também embora eu não me tivesse atrevido a chegar perto da mesa que transbordava bolos e tortas da DAN CAKE.

Já referi também a parte dos cânticos e das palmas? Pois…podem rir, agora até dá vontade.

Mas para quem pensa que tudo acabou por aqui está enganado. A Beatriz não quis só inscrever-se nos escuteiros mas também na catequese. Sim, parece que ela escolheu a sua orientação religiosa e quem sou eu para opinar. Fomos de seguida tratar disso também e foi algo tão inesperadamente rápido que a catequista diz com um sorriso brutal: Amanhã (domingo) já vamos começar, das 10h00 às 11h00 a primeira aula e depois vamos à missa e a mamã também vai.

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

E perguntam vocês onde estava eu por voltas das 11h00 de Domingo?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Já dizia Lavoisier…

Nada se perde, tudo se transforma!

Pois, isto dá para tudo na vida…

Não perdemos nada, pelo contrário vamos agora transformar tudo para que seja possível seguir em frente. Alias o que mais sabemos fazer é transformar. Somos um ser perito nisso.

Alteramos as regras, modificamos a disposição, mudamos a nossa forma de ver, remodelamos o espaço, transfiguramos a postura, metamorfoseamos o visual.

Pimba, está feito.

Nada se perde, tudo se transforma.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

3...2...1


A janela da cozinha aberta, um bom vinho na mesa, calor…conversa amena entre 4 amigos. Sentados à mesa, conversa puxa conversa e alguém toca no tema mais arrepiante do ano. Fiquei com os olhos em bico e arrepiada dos pés à cabeça. Grrrrrrrr. Final de Ano! Mas porque é que eu fico aterrorizada só de ouvir falar no assunto? Ok, eu assumo, nunca passei um final de ano de jeito. Normalmente ando meses a pensar nisso e depois, chega o dia pufffffffff. Mais uma noite igual a tantas outras. Os planos nunca corem como desejados e acabo por passar a noite com uma neura dos diabos. Ainda fizeram troça de mim dizendo que este ano ia ter mais sorte e ainda acabava caída num canto qualquer. É pá, tenham lá paciência mas…a noite de Final de Ano é uma caca.

P.S. E vocês os 3 cuidadinho aí com as bocas porque isto ainda é um blog publico. (you know what i mean).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Passado

Não é o passado presente? Ou pelo menos na maioria das vezes *está* presente?

Devia ser algo guardado, arrumado, mas acaba sempre por nos moer. Mais que não seja porque existem marcas do passado em nós, no papel, numa casa, numa fotografia. O passado existiu, não é apenas um sonho, deixa memórias, deixa traços vincados em nós.

O passado é tramado, esconde-se no armário e apanha-nos de surpresa quando menos se espera, persegue-nos e transporta-nos para lá inconscientemente.

Pior ainda se o passado não foi nosso. Deixa-nos dúvidas e do fumo tornam-se em sombras reais.

Complexo?

Talvez, mas para mim faz sentido.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A espera

A manhã acorda-me.

Oiço as gaivotas que sobrevoam Lisboa. Os telhados estão molhados e as ruas limpas de vida. É cedo. Olho para o relógio e pouco passa das 6 da manhã mas o céu torna-se limpo e o Sol parece romper para lá do Castelo. Vê-se a luz mas a cidade ainda dorme perdida em sonhos. Sopro o que penso e deixo no ar, perdidas, as minhas palavras. Tenho os pés descalços na madeira ainda fria da noite. Olho em volta e sinto o ar fresco que passa por entre os meus cabelos. Sinto um arrepio na espinha. Abraço-me em pensamentos. Encontro-me aqui e ali, naquela cor e na outra. Na forma de cada casa, de cada telhado. No céu, no sino da Igreja, nas pedras da calçada, no corrimão das escadas. Sinto-me colada a este quadro, pintado de fresco com uma cor nova.

Volto para a cama e deixo a janela aberta…e espero…espero.