domingo, 20 de abril de 2008

I´ll be back!

Faltam 8 dias para ir de viagem.
Já tenho algumas coisas de lado, coisas das quais não me quero mesmo esquecer. Não abro mão do meu mp3, não sei viver sem música. Levo também o meu moleskine, sei que à noite apetece-me escrever e recuso-me a escrever num papel qualquer. A minha máquina fotográfica que é mais do que a minha fiel memória. Gravará todos os momentos que tenciono mais tarde partilhar.

Levo pouca coisa na mala…sei que venho carregada de saudades.

Esta semana vai servir para deixar tudo em ordem antes da minha partida.
Já sei que vou andar com o nervoso miudinho à flor da pele, acontece-me sempre antes de viajar e desta vez é diferente de todas as outras. Vou mas sinto que vou deixar algo para trás, algo que não fica “arrumado”.

Espero voltar com muitas letras no bolso. Muitas histórias para contar.
Provavelmente não vou voltar a postar antes de me ir embora por isso mesmo me despeço. Adeus e até ao meu regresso.


P.S. na sequencia do meu último post mais informo que o meu cota é um tipo genial e a custo zero arranjou o espelho do meu magnifico automóvel.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sorte e Azar


Está na hora de acordar para a vida.
Sorte bestial em ganhar uma viagem de sonho.
Sorte fantástica em ir nessa viagem com um amigo da velha guarda.

Azar do caraças no que toca ao meu estimado veiculo.
Bolas, bolas e mais bolas.
Então não me partiram o espelho do carro outra vez.
Desta vez fiquei verde como o Hulk e só me deu vontade de correr pela rua fora a oferecer bordoadas a torto e a direito.
Ok, feitas as contas só nestes dois últimos meses bateram-me no carro três vezes deixando marcas visíveis e um espelho completamente trucidado. Sempre com o carro estacionado, é preciso que se diga.

Mas será que a malta não vê que o meu carro é cinza e não vermelho?

domingo, 13 de abril de 2008

Longe...de ti.


Daqui a 2 semanas vou estar longe.
Muito longe.
Vou fazer a grande viagem do ano.
Estou feliz porque é o que mais gosto de fazer, contudo não consigo deixar de pensar nas saudades que terei tuas.
São 9 dias do outro lado do globo terrestre.
9 dias sem te ver, sem te ter perto de mim.
Quero que saibas que te levo comigo.
Na cabeça, no coração.
Nas memórias recentes.
São 9 dias a escrever para ti.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ausente

Nas nuvens...
Ando nas nuvens!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Simples canção...

Preciso fumar o último cigarro da noite.
Está frio e não me apetece ir para a varanda.
Vou até à casa de banho, ligo o rádio e abro a janela.
Com os olhos postos no rio travo o sabor de um dia intenso, cheio de revelações.
O rádio emite as ondas que me embalam docemente e quando sinto que por hoje acabou …eis que uma melodia me faz sorrir novamente e me trás à memória o que teimo em esquecer.

“Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar

E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube que ela deu
O que ninguém
Estava lá para dar

Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção…”
É música que trago no coração.

domingo, 6 de abril de 2008

Milk...


Já de manhã, a caminho de casa, o telemóvel anunciou discretamente uma mensagem.
O meu coração disparou.
Sabia quem era por isso mesmo não quis ler logo.
Fiquei a gozar o momento de adrenalina que me provocara.
Aproveitei um sinal vermelho para ler com atenção e pausadamente:

“Falei tanto contigo que te trouxe comigo.
In my head, In my heart (a ouvir Milk).”


O meu coração disparou novamente mas agora com tal intensidade que perecia que me ia saltar do peito. Mergulhei por momentos em flashbacks de momentos entre nós…e só acordei com uma buzina que me lembrou que ainda estava na estrada.

Adormeci com um gosto doce e com a certeza que também eu o tenho…
In my head, in my heart!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Falta do teu abraço

Não o conheço há muito anos mas soube, assim que passamos a estar mais tempo juntos, que esta pessoa tinha entrado na minha vida para ficar. Partilhamos muita coisa e tornamo-nos bons amigos. Trocamos confidencias. Falamos sobre experiências. Sabíamos que podíamos confiar um no outro. Sabíamos respeitar as vontades um do outro.
Ele chamava-me o Sol. Ele passou a fazer parte do meu dia-a-dia.
Eu tinha a certeza que ele era o meu melhor amigo, o meu maior confidente.

Claro está, que quando duas pessoas se gostam muito chocam por diversas razões. Só não é assim em relação a pessoas que nos são indiferentes.
De todas as vezes que nos chateamos magoamo-nos mutuamente, mas eu achava que era algo passageiro. Até à última vez. Saímos os dois de tal forma magoados, que mais tarde, sem sequer saber bem de quem era a culpa, passamos a ser dois estranhos.

O tempo passou e eu recuso-me a continuar a ser a besta em que me transformei.
Olho para ele com carinho, interesso-me por ele. Estimo-o e mimo-o sempre que posso.
Mesmo que de lá não venha retorno.

Afinal não é isto amor fraterno?