quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mudei...


Porque é que as mudanças custam sempre tanto a aceitar?

É estranho…tudo isto é estranho.
Deixei de ter aquele burburinho que normalmente me rodeia, em vez disso tenho um silêncio tumular que me dá medo.
Sinto um arrepio na espinha.
Sinto falta da companhia que tinha antes.
Das pessoas que habitualmente faziam parte do meu dia a dia.

Bem sei, é uma questão de hábito.
Não tarda e estou entregue a este marasmo como se de ele tivesse nascido.
Não! Não me vou entregar à inércia. Mas vou sentir cada vez menos este impacto brutal da mudança.

Perguntas tu se mudei para melhor.
Não sei.
Mudei apenas, se é melhor ou não o tempo o dirá.
Quem sabe?
Terei mais tempo para escrever, sem dúvida e isso é já algo de bom.
Imagino-me já a despejar palavras sobre o teclado de uma forma insaciável.

É bom!
É algo de bom.

O importante é conseguir para já adaptar-me a este ritmo nocturno.
Ao silencio.
Às pessoas, acima de tudo às pessoas.

5 comentários:

  1. Excelente post!
    Fez-me recordar a frase de Dostoievsky: "do que é que temos realmente medo?" E a resposta pronta: "de novos passos, de coisas novas".
    Julgo que só te deves preocupar se pensares que essa nova fase é definitiva.

    Beijos

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  2. Mudar já é sinal de viver.
    Desejo-te que por bem, no mínimo, tanto quanto fazes aos que ajudas.

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  3. Para a inércia estou lá eu...

    Seja muito bem vinda ao meu "território".

    Beijos.

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  4. Martinha,

    adorei o teu post!! simplesmente fabuloso.

    A mudança seja ela qual, deixa-nos sempre com esse sentimento! O desconhecido e o novo deixa-nos com alguma insegurança. Insegurança essa que vai passando com as conquistas que fizermos!

    Acredita que com o tempo deixarás de sentir-te assim:)

    beijinhos grandes e força, despeja para cá essas palavras;)

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  5. Bhixma, não sei se será de facto ma fase definitiva mas...preocupa-me que seja pelo menos o horizonte mais longincuo que consigo alcançar (pelo menos por enquanto).
    Thank´s
    Beijos

    Rui @t Blog, as tuas palavras trazem sempre algum conforto.
    Aceito a mudança como algo de bom...mais que não seja para que o mau não se sobreponha.
    Beijo.


    Ricardo, não sejas modesto.
    Não fosses tu e esta mudança teria um gosto demasiado amargo.
    És o meu “anjo” da noite.

    Lua, concordo contigo e sei que mais cedo ou mais tarde já não fará diferença...
    Beijo grande

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