terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Exijo demais

Acho que é esse o grande problema. Maior que o feitio, maior que a falta de tolerância. Sou demasiado exigente, sem dúvida.
Ainda hoje comentava com uma amiga que hoje em dia devemos ser exigentes, conclui que isso não é de todo um defeito. É a garantia de que as coisas podem sempre melhorar. Exigir mais e melhor.
Mas será que sabemos qual o limite? Eu não sei. Acho que isso é um problema. Talvez exija das pessoas erradas. Talvez a minha maneira de ver as coisas esteja errada. Quem me dera saber as respostas para as questões que me assombram o pensamento.
Sinto que penso e repenso e não consigo chegar a conclusão nenhuma.
Apenas que exijo demais.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Parar para pensar...


Há quem diga que à terceira é de vez.
Pode ser que sim, só o tempo dirá. No entanto acho que temos a tendência de radicalizar tudo e como tal eu prefiro não tomar uma posição em relação a essa afirmação.

É a terceira vez. Desta vez mais forte que nunca.
Não quero ser demasiado específica, no entanto preciso mencionar aqui dois ou três pontos.

O feitio faz parte do ser humano e é como se fosse uma impressão digital, única e intransmissível, ninguém é igual a ninguém. Há que conhecer a pessoa a esse ponto. Essa é a diferença entre amigos e conhecidos. Ser amigo implica conhecer alguém ao ponto de saber o que fazer e quando fazer. Ou não?

O meu feitio não é pêra doce, eu sei disso….mas não somos todos um pouco difíceis? Acho que é inato. Uns mais sensíveis, outros menos tolerantes. Acho que eu estou numa fase de excesso das duas coisas. Demasiado sensível e nada tolerante. Assim magoo-me com pouca coisa e tudo serve para explodir. É um misto de situações, nada de grave, mas aquelas situações corriqueiras com o agravamento de as minhas apareceram todas ao mesmo tempo.
Claro está que na semana passada parecia um autêntico barril de pólvora.
Não foi há muito tempo que postei que precisava de “colo”.
São fases e como tudo na vida passa.
Depois de um pequeno contratempo conclui que para além de um feitio de “caca” ainda sou demasiado exigente, ou pelo menos é o que parece.
Exijo demasiado daqueles que gosto. Não aceito o rancor. O que passou, passou e eu sou a primeira a dar o braço a torcer.

Um dia um amigo disse-me: tu estás a fazer aos outros o que não gostas que te façam a ti. Na altura aceitei…embora me tivesse sentido atropelada por tal comentário. Mas lá está, é com os amigos que aprendemos as maiores lições de vida.

Este é o momento ideal para devolver essa mesma frase.
Agora é só reflectir.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Tenho a casa num pandemónio.


Obras!

As obras dão cabo de mim…
O pó, o entulho, tudo fora do sitio. Parece um caos. Sei que o que vem no final é bom mas até lá ainda fico louca. Tenho a cozinha virada do avesso, de tal forma que nem me dá vontade de encostar a barriga ao fogão.
O que vale é que no Verão terei um terraço com vista sobre a baixa, para poder desfrutar.

Vai valer a pena…
Oh se vai…já estou a imaginar os finais de tarde de Domingo, sentada a admirar a bela vista e na mão um copo gelado de qualquer coisa que me mate a sede…até já sinto a brisa fresca vinda do rio.
Agora só falta ter coragem para aguentar mais um mês de pó, estuque, cimento e afins…ai se não fosse esta vista!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Enquanto a cidade dorme...


Ontem à noite corri mais uma vez os cantos mais inóspitos da cidade.
Os sem abrigo recorrem a todas as arcadas que os possa acolher do ar gélido que assombra a Baixa, aquela hora da noite. Os cartões são o seu maior tesouro, pois retêm o calor dos seus corpos, fazendo com que o tormento da noite não seja tão insuportável.

Todas aquelas pessoas deambulam durante o dia de um lado para o outro, de uma forma mecânica, aguardando desesperadamente, que todos os transeuntes deixem a cidade e sigam caminho para suas casas. É a única forma de se poderem nos seus nichos habituais sem serem importunados. Nichos esses que são quase sempre frentes de lojas, com arcadas e com alguma iluminacão. Acho que a luz os conforta.

Em plena Almirante Reis a maioria deles deitam-se nas tais arcadas de lojas de móveis, o grande monopólio da zona. Imaginem o que será adormecer sobre o chão de pedra, frio…sujo…com o corpo magoado do desconforto, olhando para uma cama, com todo o seu luxo e esplendor.
É uma imagem cruel.

Este é um pedaço do mundo que já faz parte do meu quotidiano.
Sei que o que faço não é muito, mas é o que posso e sei que pelo menos aquela refeição eu consigo garantir-lhes. A refeição, uma palavra amiga, um pouco de companhia.

Este, seria um mundo melhor se não existissem pessoas com estas necessidades, mas se existem e este não é um mundo maravilho porque não fazer a diferença? Porque não dar a mão?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Colo…

Ontem ao final da tarde, sentada na sala encontrei a resposta.
Via uma série cheia de mensagens e referencias ao dia a dia de cada um de nós…até que chegou a uma parte onde senti que era aquilo mesmo, aquele preciso gesto que me faltava…algo tão pequeno no entanto…

Colo…apenas colo. Poder chorar sem dizer por quê, com a cabeça encostada num ombro amigo.

Não é que me sinta triste…é apenas uma necessidade.

Aquela imagem acompanhou-me o resto da noite.
Ele com o braço em volta dela, como se a estivesse a proteger do mundo. Com um olhar terno, transbordando carinho. Sem porquês, abraçou-a contra o seu peito. Ela deixou-se ir e chorou, chorou como uma criança.
O abraço…às vezes é tudo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Viva Paris!

Viajar é das coisas que mais gosto de fazer.
Adoro o cheiro do aeroporto, o friçon da gente que por ali passa.
Adoro o check in…aquele último cigarro que se fuma antes de entrar no avião.
A chegada ao local de destino…adoro viajar!

A última foi em Outubro de 2005 para a Tunísia.
Desta vez vai ser algo mais curto…uma ida a Paris. Apenas 4 dias. Uma boa promoção arranjada em cima do joelho. Nada melhor que viajar com amigos.

Vamos à descoberta da cidade do amor.
Os bilhetes já estão comprados e só falta tratar da estadia. Vamos optar por ficar numa pousada da juventude. Acho que é o lugar ideal para dormir longe de casa. Num lugar jovem, cheio de cor…onde todos temos o mesmo objectivo. Explorar.

Já assinalei os locais que quero visitar, o que não posso deixar de ver:

Museu do Louvre e os seus quadros fascinantes
Torre Eiffel e a sua imponente vista sobre a cidade
Champs-Elyssés com todo o seu verde
Sainte-Chapelle e os seus vitrais
Nôtre Damme e as suas maravilhosas gargulas
O Senna e as suas margens repletas de gente
A rua dos pintores e os seus amores

Viva Paris!