domingo, 10 de setembro de 2006

A eterna saudade!


Que esperais, Esperança? – Desespero.
Vós, vida, como estás? – Sem esperança.
Que dizeis, coração? – Que muito quero.
Que sentis, como viveis? – Sem confiança.
Quem vos sustenta, logo? - Uma lembrança.
E só nela esperais? – Só nela espero.
Em que podeis parar? – Nisto em que estou.
E em que estais vós? – Em acabar a vida.
E tende-lo por bem? – Amor o quer.
Quem vos obriga assim? – Saber quem sou.
E quem sois? – Quem de todo está rendida.
A quem estais rendida? – A um só querer.

Camões

3 comentários:

  1. E que bom que é rendermo-nos a um só querer... Um poema profundo que já não lia há muito... Obrigado pela lembrança!

    Abraço

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  2. É a primeira vez k aki venho. Gostei [muito]! Vou voltar mais vezes! :)

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  3. sabes...?!

    é com um sorriso que posso dizer que o teu blog têm crescido de uma forma fantástica... cada vez impões maior qualidade na tua escrita ou na simples forma de expressares um poema ou uma imagem .... Deixas-me sempre com saudades... como que querendo descobrir o que vem a seguir... além disso é profunda a forma como consegues falar de ti, com simplicidade e muita magia, do teu dia a dia....

    Beijos,

    Nuno

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