terça-feira, 25 de julho de 2006

Estou a precisar de férias…


O que vale é que já só faltam 2 semanas.
Não tenho mais forças para continuar sem antes carregar baterias…

Vivam as férias e os dias em que não se faz nenhum, aos dias sem relógio, sem agenda…sem som no telemóvel. Viva o sol e a praia, viva a piscina.
Viva a liberdade…

Os dias custam a passar, mas não tarda estarei livre desta teia que é a hipocrisia laboral, o ninho sórdido e mesquinho em que me encontro, não tarda… estarei livre e solta para voar de encontro as minhas tão esperadas férias.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

O maior cego é aquele que não quer ver.


Há coisas que são evidentes e que eu me recuso a ver, ou porque não me quero magoar, ou porque não me convém. Tenho de estar sóbria e ter noção da realidade.
Ultimamente tenho falado com uma amiga, recente, bem certo, mas alguém por quem já tenho uma grande consideração. Dá-me muito e nunca pede nada em troca e por incrível que pareça está sempre por perto quando é preciso. Têm-me dado conselhos e expôs as coisas de uma forma diferente, até porque se encontra numa posição neutra e isso dá-lhe um outro campo de visão. Foi ela que me fez compreender que estava errada e que o meu feitio caprichoso não me leva a lado nenhum, que devo ser humilde e lutar pelo que vale a pena. Mas afinal…não vale a pena!
Pela primeira vez nem sei como explicar o que me envolve neste negrume.

Dei o melhor de mim, não fiz simplesmente um papel, fui amiga…fui confidente, partilhei momentos, alegrias…fui como sou e o que pedia em troca era apenas amizade, consideração. Não obtive nada!

O mundo de hoje é assim, frio e mecânico. Nada se faz por sentimento, existe sempre uma conveniência e hoje as amizades são descartáveis, ao fim de algum tempo são postas de parte e renovadas por sangue fresco.

Termina hoje este capítulo e no futuro a luta será outra, eu própria estou cansada de falar sobre o mesmo, esgotei todas as minhas ideias e não consigo concluir mais nada.

Moral da história: vale sempre a pena quando a alma não é pequena…
A minha é enorme mas é dotada de um tal discernimento capaz de distinguir o que realmente vale ou não a pena!

terça-feira, 18 de julho de 2006

Go with the flow...


É precisamente isto que tenho feito… deixo-me ir com a corrente, misturada no meio do cardume.
Ainda estou meio tonta do trambolhão que dei mas aos poucos a ferida vai fechando e não tarda só resta a cicatriz. Eu sei que é assim, é sempre assim…desta vez não será diferente. Por isso a cada dia que passa o sol nasce com mais força e isso dá-me ganas! Não vou andar triste, abatida…melancólica, tenho é de andar para a frente. Até já encontrei uma vantagem para tudo isto, voltei a escrever, pois este aperto no peito dá-me para isto, bom, podia ser pior, podia dar-me para chorar…mas eu não sou assim. Também choro, claro mas só quando a dor bate, agora, sinto-me dormente!
A vida são dois dias e eu sinto que já vou a meio.

Às vezes não compensa o que se dá para o que se recebe em troca no entanto, nunca me arrependo do que não fiz, mas do que deixei por fazer, por isso, toca a remar o barco para a frente e nada de olhar para trás.

Um brinde aos novos ventos e à nova maré!

sábado, 15 de julho de 2006

Amanhã...


Nada melhor do que água fria para esfriar a cabeça, as ideias tornam-se mais claras e o cenário já não parece tão negro.
O desabafo é de facto a melhor ajuda para estes casos, mas já que eu não sou muito dada à confissão verbal, desabafo sobre o teclado que é tão bom confidente como qualquer outro.
Ontem fui jantar a casa a casa de pessoas amigas, amigas mesmo e acredita que a companhia não podia ter sido melhor. É gente que apenas quer curtir a vida e que está bem com tudo e mesmo tendo os seus problemas, os nossos encontros são sempre animados. São o meu ginseng…
Ontem estava mais leve, sentia-me muito melhor.
Sei que posso contar os meus amigos pelos dedos de uma só mão, mas estes valem mais do que alguma vez possas imaginar. É bom saber que eles estão lá quando realmente precisamos.
Hoje, depois de vários banhos de piscina e muito sol à mistura, dedico-me à família, que são o meu verdadeiro berço e que não falham nestes momentos críticos.
Agora, a mágoa passou e embora com alguma tristeza, sei que amanhã tudo será diferente, pois cada vez que me desiludo, cresço como ser humano, como mulher…aprendo com tudo isto e sei que me torno uma pessoa mais realista.
Voltei a abrir a pestana!

Não nego que me fazes falta, pois a tua amizade era algo especial para mim, sei que para além de mim, existem mais alguns seres que não são deste planeta, mas que por obra do destino se dobram em dois por forma a conquista um cantinho na terra.
Enganei-me e tu não és nem de longe o que eu imaginava.
Somos diferentes mas não faz mal.

No entanto eu sei o que sinto e por isso não minto… não vou desistir assim… não consigo dar-me por vencida, sem ir à luta e enquanto houver esperança…

Os amigos são para essas coisas, para lutar por nós, mesmo quando o que queremos é estar sós, que nos deixem em paz, no nosso canto. Eu vou estar aqui…e quando o vento mudar sabes onde me encontrar.

Dia infernal

Há coisas que não entendo e por mais que me esforce não consigo sequer obter uma pista.
Não estou bem com aquilo que rodeia, sinto-me mal e tenho o estômago embrulhado, não gosto de estar assim!
Apetece-me gritar, bater, desaparecer daqui e nunca mais voltar.
Odeio isto tudo, só me apetece praguejar.
Que ódio, estou mesmo mal e não consigo dar a volta por cima…arghhhhhh
Que revolta, que merda, que merda!

Bolas, o tempo não passa e eu sinto que estou a ficar sem forças estar aqui, é possível que não consiga estar aqui nem mais um minuto, vou rebentar não tarda.
Jurei que nunca mais me encontraria nesta situação, jurei a pés juntos e agora….merda, estou metida nisto outra vez.
É embaraçante, acima de tudo é isso que sinto, vergonha… lamento não ser diferente mas eu sou assim, e não consigo mudar, não que não queira, mas porque não consigo…quero gritar!
Apetece-me largar tudo e sair, deixar tudo para trás, sem porquês, sem dizer uma palavra…estou a fazer um esforço sobre-humano para não chorar…sinto que vou deixar sair uma ou outra lágrima…sinto isso…
Porque me mangoa assim??? Porque é que nunca consigo estar algum tempo sem me chatear, sem sentir este peso no peito, este buraco enorme que me puxa para o fundo do poço.

Ai…como me dói o peito só de pensar, é um aperto esmagador…
Que revolta sinto agora, por não poder gritar, por não poder dizer o que me vai na alma. Só me resta isto…umas folhas perdidas num espaço cibernético, onde mal cabe a minha dor, a minha mágoa…o aperto que sinto no peito.

Se a vida fosse um filme esta seria a altura em que me iria fechar na casa de banho a chorar, porque é o que me apetece…chorar assim, sem mais nem menos, chorar desalmadamente como quem pede colo, sem vergonha, sem medo. Mas a realidade é que eu sou forte, ou melhor, todos me vêm assim.
Por fora trago um ar austero, não quero que se metam comigo, que me perguntem nada, se o fizerem perco a compostura e transformo-me num muro das lamentações. Prefiro que pensem que estou nos meus dias não. Segundo quem conhece estas caras, esta atitude resulta e não acredito que alguém se atreva a puxar conversa. Prefiro assim… pois por dentro estou feita em frangalhos…tremo e sinto o coração a mil, salta assim porque está assustado.
Engana-se quem achar que o coração só sofre quando se trata de amor.
Para mim esta pequena máquina é a vida e como tal reage a tudo o que nela se passa. Para o amor há-de ter um cantinho especial, esse, no meu caso, está fechado a sete chaves, não deverá ser usado, mas de resto sinto-o dorido….dorido de tantas emoções, de alterações de humor constantes…da alegria que senti ontem e da tristeza que irei sentir amanhã, do vai e vem da minha vida, do castelo que tantas vezes reconstruo depois de tantas vezes se desmoronar…e cada vez que o faço, uma pedra fica pelo caminho, perdida, levando assim um pedaço de mim.
O que é isto que sinto, que escrevo, que penso? O que é?
Qual é a solução? Como fazer para esclarecer esta situação?

Não fosse isto e não sei o que seria… obrigado por seres o meu desabafo…
Sei que não compreendes e por isso não perguntes, não saberia responder…nem eu mesma sei…apetece-me escrever para variar os monólogos da minha vida. Ao menos desta vez…parto triste mas mais leve...sei pelo menos que isto não é um remédio mas é um calmante.
Obrigado!

Nota: Acho que é sensato dizer que este desabafo ocorreu ao final do dia e foi a melhor forma que eu encontrei para não rebentar e perder a razão.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Faz pensar...



Há duas formas de viver a vida:
Uma é acreditar que não existe o milagre
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

sábado, 8 de julho de 2006

Não entendo porque mas...


...a vida tem destas coisas…!

domingo, 2 de julho de 2006

Este ano fico por cá...

Ultimamente não me tem dado para escrever, não sei se por falta de tempo, se por falta de tema. As aulas acabaram e agora tenho mais tempo para me dedicar aos prazeres da vida, não fosse as horas que perco no trabalho e até poderia dizer que estou numa fase feliz…bom, não se pode ter tudo e o trabalho faz bem… a qualquer coisa que ainda não percebi bem.
Assim a minha vida tem sido mais soft, entre a lida doméstica e o emprego, encontro sempre tempo para fazer o que mais gosto, agora o problema é mesmo esse, eu gosto de fazer tanta coisa…que nem sei para onde me virar.
Este ano não vou poder viajar para o estrangeiro e isso deixa-me triste. 2006 é um ano de contas, de poupanças e de algum esforço financeiro. Tenho de ser pragmática e calcular tudo ao centímetro. Resta-me então aproveitar ao máximo uma ou outra escapadinha do tipo “vá para fora cá dentro” e nos momentos mais saudosistas aproveito e relembro as duas últimas viagens maravilhosas que fiz nos dois anos que passaram.

Em 2004 fui para o Egipto, esta era a minha viagem de sonho, consegui concretiza-la e foi magnífica. Andei anos a imaginar como seria e acredita que foi mesmo excelente. Descobri cantos lindíssimos, cheiros exuberantes… o por do sol africano que é de um esplendor radiante. Ao vivo tudo tem outra dimensão, senti-me esmagada com tão nobre e majestosa arquitectura. Como fiquei apaixonada pelo cheiro do Norte de Africa e pela cultura muçulmana, no ano seguinte fui rumo à Tunísia. Mais um encanto. Sem querer comparar com o Egipto, pois isso seria impossível, achei este país maravilhoso. Os contraste do deserto com as lindíssimas praias, os cheiros dos mercados…enfim mais uma panóplia magníficas maravilhas que o mundo nos oferece.

São estas viagens que me dão alento para suportar as horas que desperdiço, fechada, dentro do edifício onde trabalho. Mas este ano tenho de procurar forças noutro projecto. Este é um ano de poupança, da paz, do sossego… quero estar sempre em estado zen e não me aborrecer com nada. Contarei sempre até dez, ponderando todas as altitudes. Já que não posso dedicar-me ao conhecimento de novas culturas, dedico-me então a quem me rodeia.
Para o ano tenho a certeza que será um ano de viagens e de muitas outras coisas boas.