domingo, 28 de maio de 2006

Hoje está uma daquelas noites…


Corre uma brisa, a lua está envolta num manto de nebulosidade que faz adivinhar a frescura da madrugada. São noites perfeitas…ainda para mais sendo Domingo, em que já não apetece a confusão devido à farra dos dois últimos dias. Apetece sim, ir para um local calmo onde se possa estar tranquilo, aproveitando os sons e as luzes nocturnas da cidade, agora mais brandas. O calor exige algo fresco, para além do pano leve sobre a pele, nada melhor do que um líquido aromático e gelado para nos refrescar até à alma.
Não sei se é da idade, mas cada vez mais, aprecio este tipo de lazer… o do não fazer literalmente nada, gozar apenas, a vista, as gentes, os cantos mágicos que Lisboa tem para oferecer.
A calmaria agrada-me e inunda-me as veias, quero cada vez mais…

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Sei lá eu...


As pessoas desiludem-me a cada dia que passa.
Isto traz-me a eterna dúvida: são as pessoas que falham ou sou eu que estou a agir incorrectamente? Não sei responder de imediato, pelo menos não sem ter de ponderar alguns pontos importantes sobre esta questão.
Já tinha comentado antes sobre este tipo de desilusão, no entanto não frisei que a que mais magoa é aquela que surge de onde menos se espera. Se aparece de quem poucos nos importa…bom pelo menos para mim é indiferente, se bem que a harmonia em geral faz bem a toda a gente, mas quando a desilusão chega de mão dada com alguém que cresceu no meu peito… alguém por quem se tem consideração, respeito, com quem se partilha o dia…
A mim não me interessa se é amigo de infância ou se é uma amizade recente, interessa sim as afinidades que se criam, os pontos comuns, a simpatia mútua, o poder da confissão. É a este tipo de coisas que eu dou valor, mas poderei estar errada, compreendo isso, mas como tudo na vida, para poder entender esse outro lado da questão tenho de encontrar primeiro a razão.
Sei lá eu o que está certo ou errado, só sei o que sinto… e o que sinto faz-me mal!

domingo, 14 de maio de 2006

Abre a pestana

Pior cego é aquele que não quer ver… será que tenho aberto bem os olhos, para o mundo, para o que me rodeia? Sinto que estou outra vez embriagada pela ilusão. São tantas as vezes que isto acontece que já tenho a alma dormente e já não sei o que sinto…
Enfim…nem há mais nada a dizer, ou melhor…uma última coisa

Abre a pestana de uma vez por todas!

sábado, 6 de maio de 2006

1755 O Grande Terramoto

Na passada sexta – feira fui ver uma peça ao Teatro da Trindade.
Uma peça cuja acção começa antes do terramoto lisboeta de 1755 e culmina nas consequências que este teve.
Aconteceu no dia 1 de Novembro do mesmo ano às 9h20 da manhã, originando a destruição quase completa da cidade. Este sismo, que atingiu os 9 graus na escala de Richter, é considerado dos mais funestos da História. Antes da catástrofe natural, a tensão entre os grupos sociais é evidente e as lutas políticas proliferam.
Por fim, com a cidade já destruída, surge uma nova mentalidade, pois o abalo vivido em Lisboa teve um grande impacto, não só pela destruição que causou, mas também pelas mudanças político e socio-económicas que injectou na sociedade portuguesa do século XVIII.
Sob a alçada governativa do Marquês de Pombal e do rei D. José I, Lisboa ganha nova vida, num ambiente burguês, sem escravos ou cristãos novos e com escolas públicas e um intenso comércio.
Dentro da trama, incluem-se duas pequenas histórias: a de Mariana e do seu presumível incesto com o conde de Unhão e a ascensão ao poder do Marquês de Pombal.
Uma peça muito bem interpretada com actores excelentes reencarnado as personagens castiças de um Portugal nobre mas cinzento.
Adorei os efeitos especiais, as cores, as músicas, o cenário.
Quero destacar o desempenho do actor João Lagarto que faz de D. Maurício de Soveral, Conde de Unhão, pela sua magnífica interpretação. Ainda assim quero reforçar que todo o elenco está de parabéns bem como quem está por de trás do “pano”.

Recomendo vivamente!
Aproveitem já que a peça vai estar em cena de quarta-feira a sábado às 21:00 e aos domingos às 16:00 até 29 de Julho.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Problemas do sec. XXI


Ora aqui está o meu problema… já que nos tempos que correm tudo tem uma boa desculpa, aqui está uma tão válida como qualquer outra.

"TRANSTORNO BIPOLAR
Sintomas – O paciente alterna momentos de depressão e euforia. Nas fases de tristeza, os sintomas são os mesmos da depressão. Nas de euforia, o bipolar costuma apresentar alegria exagerada, hipersexualidade, além de pensamentos fora da realidade.Durante uma crise, o paciente pode ter, por exemplo, graves prejuízos financeiros. O transtorno ataca principalmente adolescentes e adultos jovens, e é incurável. Pode ser controlado, mas os episódios aparecem várias vezes ao longo da vida."

Vamos lá recapitular
"Nas fases de tristeza os sintomas são os mesmos da depressão, ou seja, desânimo e da dificuldade em desfrutar actividades de lazer, verificam-se lentidão de raciocínio, dificuldade de concentração, perda de memória e alterações no sono e no apetite. Nos casos mais graves, aparecem ideias recorrentes de suicídio e delírios."

Bom… pois se estou triste é provável que não tenha grande ânimo e nem me apeteça estar ao pé de ninguém, não serei boa companhia, isto leva a estar calada, pois se falo sozinha, já serei maluca e não bipolar. A concentração é de facto um problema grave no meu caso pois não consigo estar mais de 10 minutos sentada a trabalhar sem abrir o mail e a perda de memória… enfim, do que é que estamos a falar mesmo????
Ai o apetite…pois se uns dias não como a pensar na minha essência estética então noutros como tudo o que me apetece. No sono o problema tende a agravar pois adormeço em qualquer lado, transportes públicos ou privados, no cinema ou em casa de amigos, enfim, uma coisa de loucos (ou não!).
Finalmente esclareço que é verdade que passo o dia a delirar, ora com um príncipe encantado, ora com um emprego bem remunerado e porque não até com o euromilhões… mas nunca e repito, nunca me passou pela cabeça o suicídio, pelo contrário, tenho uma enorme sede de viver!


“Nas de euforia, o bipolar costuma apresentar alegria exagerada, hipersexualidade, além de pensamentos fora da realidade.”


Nas alturas de euforia de facto a coisa tende a descambar um bocado, de tal forma que às vezes nem sinto os músculos da cara de tanto rir (só ainda não entendi porque? não encontro razões para tanta alegria, devia era chorar...)
Não vou comentar a da hipersexualidade…enfim, sou o que sou e não se fala mais nisso, quem me tira um gajo, tira-me tudo. E os pensamentos fora da realidade, também relacionado com tema anterior visto que nestas alturas eu acredito em príncipes (ah!!! completamente alucinada).

"Durante uma crise, o paciente pode ter, por exemplo, graves prejuízos financeiros. O transtorno ataca principalmente adolescentes e adultos jovens, e é incurável. Pode ser controlado, mas os episódios aparecem várias vezes ao longo da vida."


Pois é…assim como é que uma pessoa consegue juntar um tostão…ah pois não! É impossível, não fosse eu ter um plano B (private joke só para os amigos) e não sei o que seria de mim.
Meus caros familiares e amigos como referido anteriormente esta doença não tem cura, por isso, vão ter de me aturar assim para o resto da vida, mas sempre com uma boa desculpa para o meu feitio e até personalidade…
Eu sou bipolar!