terça-feira, 21 de março de 2006

A minha cidade...Lisboa.


Na semana passada encontrei sobre uma das sete colinas da cidade o mais radioso pôr-do-sol. Ao fim da tarde, depois da azáfama do dia-a-dia o sol deitou-se lentamente, com todo o seu esplendor soube pintar o céu de um tom laranja vivo, quente e harmonioso…
Há dias, em que à tardinha, espreito a cidade do seu altivo castelo e encontro sempre algo de novo. Um cheiro, uma cor… há tanta vida em meu redor. As pessoas são como formigas que se deslocam freneticamente, sempre atarefadas, nas ruas, nas praças, nos becos… sobem e descem as calçadas sem notar o que nelas há de melhor.
O toque do eléctrico com o soar grave do apregoar das varinas, sim porque em Alfama ainda se vende assim o peixe. As peixeiras…ai as peixeiras, essas sim têm sangue na guelra que com as cesta cheias de sabores do mar dão vida a estas ruas.
Que contraste interessante, pois se de dia a voz que se ouve é de trabalho, a da noite chega embrulhada em prazer, na voz das fadistas que lotam as casas típicas com gente da cá e muitos de fora.
A minha cidade é linda com as suas igrejas e o som dos seus sinos, com os seus miradouros, esses bairros castiços, essa gente bairrista que anda de tairoca…é o meu mundo, onde gosto de viver… é assim a minha velha Lisboa.

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